Notas iniciais
Meri presencia algo estranho no palcio...

*Feito com carinho, Mylla*

Ahren e Eadlyn corriam pelo 2º andar. Ao passar por eles, Ahren esbarrou em mim e derrubou-me no chão. Eu, como rainha, o repreendi:

- Ahren! O que você está fazendo? – disse levantando-me.

- Mãe... Desculpe-me. Foi um acidente.

- Por favor, que isso não se repita. O palácio é bem grande. Vão para o jardim.

Dito isso, foram brincar no jardim. Eu sentia falta de tudo: de andar pelo jardim nas tardes ensolaradas; das brigas com as outras meninas da Seleção; da Rainha Amberly (e como sentia!); por incrível que pareça, sentia falta de Celeste. Se bem que, no fim, viramos amigas. Porém, agora tudo era diferente. Eu era a Rainha.

- Pensando em quê, meu amor?

- Ah, Maxon! – Dei-lhe um abraço. Estava olhando pela janela nossos filhos brincarem juntos e, ao mesmo tempo, relembrando o passado.

- Vamos tomar um chá? – pediu ele, já me estendendo o braço.

- Claro, eu adoraria.

Ao entrar na sala, reparei que havia algo diferente.

- Maxon, o que é isso?

- Isso o quê, Meri? – Havia o deixado chamar-me assim. Sei lá, mais intimidade.

- Esse cheiro.

- Cheiro?

- Sim.

- Querida, não sinto cheiro algum.

Era um cheiro bom, mas perigoso. Um cheiro atrativo.

- É tão bom. Coisas boas não são, na realidade, boas, não é?

- Exatamente. Vamos?

Ele estendeu-me a cadeira para que pudesse sentar-me e, logo em seguida, sentou-se também.

- Maxon, você não acha que nossos filhos estão muito privados às coisas?

- O que você quer dizer, America?

- Não sei ao certo. É que, acho que deveríamos deixa-los sair um pouco. Ar livre, que tal?

- America, você sabe o quão perigoso é lá fora.

- Se nunca os deixarmos sair eles vão sentir medo e acharão que tudo é perigoso. E, agora, com o fim das castas, as coisas melhoraram.

- É um processo complexo. Não extinguimos todas elas, apenas algumas.

- Exatamente. May adoraria brincar com eles. Faz um ano que ela não os vê.

- Tudo bem, minha querida. Apenas uma ida à casa de sua família para que nossos filhos possam brincar com May? – Confirmei com a cabeça. – Então estamos resolvidos.

Com tudo aquilo de ser rei, Maxon havia mudado muito. Estava mais responsável, mais do que já era quando príncipe.

- Muito obrigada, meu amor! – Corri para seus braços e comecei a encher-lhe de beijos.

- Meri, desse jeito vou esquecer quem eu sou. Precisamos ir.

- Você tem razão, mas...

- Depois continuamos, está bem? Preciso resolver uns problemas.

- Precisa de ajuda? Estarei no Salão das Mulheres se precisar.

- Não, está tudo bem, meu amor. – Após dizer isso, levantou-se e me beijou.

Aquele cheiro que há pouco sentira havia voltado. Algo não estava bom, e eu tinha que descobrir.

Notas finais
Deixe aqui seu comentário para que, assim, consiga saber o que o leitor gosta ou não nos meus textos. OBS: críticas construtivas são muito bem-vindas! Beijos e até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.