Math Eat World
1 30 MINUTOS
Notas iniciais
SEGUNDA-FEIRA: Hoje acordei às 07h30, e fui dar bom dia pra minha família.
- Bom dia!! — disse meio sonolento
- Era pra acordar às 07h00, acha que isso aqui é hotel? — disse Sr. Crugger, pai de Math
- O que são 30 minutos Steve? — falou Sr. Crugger ao pai de Math
- Desculpa pai, não irá se repetir, prometo — disse Math que se dirigia ao seu banheiro
Cheguei no banheiro com meus olhos lacrimejando, não aguentava esse lado do meu pai, ao meu ver sou um filho bom de mais, estudo, corro, acordo cedo, não fumo, não bebo, não uso drogas e mesmo assim nada ta bom, sempre cobrando, cobrando, cobrando, ás vezes vou pra varanda fico olhando pro céu e pensando se existe um mundo fora da minha casa, além do meu gramado, onde eu possa ser feliz, ser reconhecido.
Tomei meu banho, tomei meu café e meu pai, nenhuma palavra, parecia bravo por causa daqueles 30 minutos, e paro pra pensar, será que ele fica brabo comigo por causa de 30 minutos por que não tem com o que se irritar, tantos garotos de 15 anos, se drogando, roubando, e ele me cobrando 30 minutos.
Enfim chegará a hora da escola, hoje é o dia em que eu começaria a ir de ônibus com meu irmão mais novo Pedro, e segundo meu pai era uma grande responsabilidade, porém a escola não era longe pra quem fosse de ônibus, porém pra quem fosse andando era uma eternidade, e essa época de verão o sol era forte de mais, la iria eu para o turno da tarde da escola Würth, não tinha amigos lá, todos lá eram superficiais de mais pra merecer minha amizade, as garotas, eram vazias e com pessimo gosto musical, os garotos, só jogavam futebol e tentavam impressionar as garotas, meu único amigo era meu irmão mais novo, Pedro, porém só era meu amigo por que era meu irmão, e ele me ignorava no recreio quando estava com seus amigos, e claro tinha uma garota que era apaixonada por mim e pelos meus olhos azuis, Cristhine, a garota mais chata e nojenta do mundo, toda vez que eu respondia algo na aula ela suspirava, me manadava bilhetinhos o tempo todo dizendo que me amava e eu só ignorando, era educado de mais pra falar a verdade pra ela.
E tinha claro, o cara que me odiava e constantemente fazia eu correr de pavor, eu não sabia brigar, o pouco que sabia aprendi do pior jeito, apanhando, e ele não gostava de mim simplesmente por que eu era bonito, por que a Cristhine gostava de mim, não tinha culpa de ser bonito, não tinha culpa dela gostar de mim, por que ele não batia nela ao invés de bater em mim, mas enfim, eu tinha a sorte de ser rápido, e ele ser gordo, ou segundo ele forte, mas eu sempre dizia que ele só era bem alimentado, pensando bem acho que esse era mais um dos motivos pelo qual ele não gostava de mim.
Cheguei na escola, em plena SEGUNDA-FEIRA, preparado para aulas de química e biologia, e Crithine logo veio a mim e me deu um bilhete que dizia..
"Átras do Ginásio depois do terceiro tempo, tenho algo pra ti mostra, loooooirinho *-*....."
Eu pensei, se eu não for ela vai ficar magoada, porém se eu for ela vai pensar que gosto dela, então decidi ir, mas pronto para dizer a ela que não queria nada, além de amizade, logo depois de ler o bilhete o joguei no chão e segui rumo a minha sala.
Passavam-se os tempos e ela só olhando pra mim, e por algum motivo Travis me olhava com um aspecto de raiva, o que era comum, porém parecia ele muito mais bravo do que o comum, mas não era perceptivel o por que, já que nada tinha eu feito.
Enfim chegou a hora, lá fui eu, atrás do ginásio, chegando lá ouvia Cristhine chorando, quando cheguei estava ela escorada na parede chorando, e o Travis a chingando, dessa vez eu não iria correr, tomei uma atitude fui ver o que tinha acontecido.
- O que ta acontecendo aqui? — disse Math
- Ta acontecendo é que eu vou quebrar tu cara aqui agora filhinho do papai — disse Travis em um tom de ameaça bem agressivo
- Ta chorando por que Cristhine? — ignorou Travis e foi ver o que tinha acontecido com a garota
Travis pegou no meu braço me puxou, me jogou no chão em seguida e começou a dar socos em minha cara, ele já tinha batido tanto que nem sentir mais eu sentia, tentei tirar ele de cima de mim mas não conseguia, ele era forte de mais para mim, me restava era esperar ele se cansar e parar.
Chegou um ponto que Travis não queria mais bater em mim, Cristhine pedia pra ele parar, até que em um momento ele parou e disse
- Só o que você merecia, só — disse ele com um tom de arrependimento pelas consequencias que aquilo poderia o trazer
- POR QUE???? PRA QUE FAZER ISSO???? ELE NUNCA LHE FEZ MAL ESTÚPIDO — gritou Cristhine chorando
Os berros de Cristhine chamaram a atenção de alunos e do professor de Ed. Fisica, e se via Math deitado no chão quase que inconsciente, Travis escorado na parede, e Cristhine chorando, Math foi levado a enfermaria e os outros dois foram a direção.
Sr. Crugger chegou na escola após ter recebido uma ligação de lá, inconformado com o que tinha acontecido.
- CADÊ O MEU FILHO???? EXIJO EXPLICAÇÕES AGORA — disse ele aos berros
- O senhor já será atendido, o diretor Donovan já o atenderá, no momento ele está atendendo outro pai — disse a secretária
- Isso não reponde minha pergunta onde está o meu filho? — Ele está na enfermaria sob cuidados médicos, mas eles está bem sr. Crugger
- Onde é a enfermaria? — perguntou
- Segundo andar prédio dois, mas por favor, seu filho ficará bem, espere o diretor Donovan o atender e em seguida o senhor irá ver o seu filho, por favor — pediu a secretária que tratava tudo com tanta calma
Na mesma hora que ela fala isso o diretor abre a porta e chama o senhor Crugger
- Boa tarde senhor Crugger entre na minha sala por favor — disse o diretor
Entra inquieto na sala, perguntando o que aconteceu, e quem bateu no seu filho
- O que aconteceu? O que fizeram com meu filho? — perguntava sob a ansiodade pelas respostas
- Veja bem senhor Crugger, seu filho se envolveu em uma briga com outro aluno, até onde sei e pelo que ouvi ambos estavam brigando por causa de uma garota, e seu filho levou a pior, e como não admitimos brigas na nossa escola iremos punir o seu fiho — disse o diretor que estava devidamente mal informado
- NÃO, NÃO!!! MEU FILHO NÃO BATERIA NUMA FORMIGA, E MEU FILHO NÃO PODE SER PUNIDO ESSE ANO ELE FAZ VESTIBULAR, NÃO TEM OUTRO JEITO? — perguntou deseperado
- Bom, podemos passar ele para o turno da manhã, aonde os jovens são mais velhos porém repetentes, mas acho que seu filho se encaixaria melhor lá — disse o diretor
- Acho que o melhor a se fazer, ele só não pode ser expulso ou suspenso o futuro dele depende muito desse ano, dessa escola — disse senhor Crugger
- Tudo bem senhor Crugger, ele pelo seu belo histórico merece uma segunda chance no seu primeiro deslize, só que não volte a se repetir — disse o diretor
- Muito obrigado senhor Donovan, não sei como agradecer — falou mais aliviado pai de Math
- Não agradeça, simplesmente fale com seu filho, ele é um dos melhores alunos dessa escola, não deixe ele se perder — disse o diretor
- Não deixarei — falou convicto senhor Crugger
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