Mas e a Terra?
1 The beginning of a new life
Notas iniciais
Cassie estava cansada, muito cansada. Não sabia onde estava, e nem o que havia acontecido, a única coisa que estava a lembrar, era da sua mãe, Amelia. Uma dor de cabeça terrível estava quase a matando e esse era um dos seus motivos para não pensar sobre o que aconteceu. Em um ambiente estranho, repetidamente branco e com tipos de poltronas diferentes de qualquer outra que já se viu antes. Cassie tentava levantar-se daquele chão tão macio quanto a sua cama. O seu estado de saúde estava horrível, e uma das coisas que ela aprendeu com sua mãe era não forçar nada quando estiver sentindo-se mal. Decidida, fechou os olhos e se encostou em um canto qualquer daquele lugar, logo pegou no sono, na esperança de despertar novamente em um mundo que não era mais seu.
Enquanto a garota dormia tudo tentava ter um sentido, e na verdade o que havia acontecido era que a Terra havia acabado. Ou sendo mais claro, explodido. Sim, o fim do mundo aconteceu muito rápido, ou melhor, o fim da Terra. Mas isso não aconteceu por nada, e nem por nenhum motivo dito por algum cientista qualquer. A Terra na verdade não passava de um simples planeta desinformado que não soube desenvolver e descobrir o sentido da vida, também não se passava de um planeta medíocre, de acordo com Bérnia, a presidente universal estelar.
Sete dias depois de diversos sonhos perturbantes, Cassie finalmente despertou sem ainda saber o acontecido. A primeira coisa que pensou foi em um banheiro mais próximo, e a segunda foi o que estava fazendo naquele maldito lugar. – Que lugar é esse? Nossa, que odor terrível, isso tem cheio de peixe morto. – Perguntou para si mesmo, na certeza de obter uma resposta qualquer, coisa que não tinha muito sentido, pois afinal, por qual diabos ela estava falando consigo mesma.
Finalmente decidiu se levantar e buscar uma resposta, olhou para os lados no objetivo de encontrar uma porta, uma janela, ou algo onde ela pudesse sair daquele local. Encontrou um tipo de porta e pensou que estava em um hospício, pois nunca viu aqueles tipos de coisa em toda sua vida. Sem emitir nenhum tipo de barulho, ela se aproximou daquele projeto de porta e tentou girar, da forma que sempre fez. Mas aquilo não fez nenhum efeito, e assim tentou puxar a maçaneta da porta, e nada. – Droga! Socorro! Alguém me diz onde eu estou! – Exclamou, começando a bater na porta.
Não sabendo que na verdade estava na nave DeltaZ800 e era a única pessoa que restou na terra depois da explosão. Ela ao menos não tinha a ideia de desistir, queria sair de qualquer maneira daquele local e procurar sua mãe. Observou bem a maçaneta da porta e pensou em fazer uma coisa boba. Sim, simplesmente apertar como se fosse um botão onde havia escrito ‘’favor não apertar’’, coisa que muita gente não faz. Colocou seu dedo na maçaneta e ela se abriu, sem fazer nenhum barulho.
Do lado de fora havia quatro corredores e nenhum deles indicava nada. Ainda com a ideia de que aquilo fosse um tipo de hospício ela decidiu entrar no terceiro corredor, onde sua luz era maior.
Enquanto Cassie caminhava pelo terceiro corredor, uma reunião acontecia. O motivo era nada menos do que fazer com ela, não que eles tivessem uma ideia má. Mas eles queriam saber como tratar uma Terráquea, pois nunca se aproximaram de qualquer coisa da terra. O computador central ligou avisando a todos que Cassie estava acordada e caminhava pelo terceiro corredor, cheia de perguntas.
– Mãe, por favor, deixa eu conversar com ela. – Perguntou seu filho mais velho, chamado Ard. – Se você quer fazer isso meu filho, pode ir. Mas por favor, tenha cuidado. – Falou Meriadoc com uma expressão preocupada.
Cassie finalmente chegou no fim do terceiro corredor, encontrando outra porta e sabendo dessa vez o que fazer. Ela tocou na maçaneta e a porta se abriu dando a vista de um local parecido com uma cozinha. Lá haviam diversos utensílios nunca se visto antes na terra. Avistou um aparelho que piscava e repetia várias vezes a frase ‘’Sivar-se com moderação’’.
Resolveu se servir, já que estava com muita fome. Mas a resposta final era: Como ela poderia se servi...
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