Notas iniciais
UHULLLL!!!
Estou de volta finalmente! o/ Que tal relembrarmos um pouco do que rolou no capítulo passado (muito tempo sem postar, é isso que dá!).
No fim episódio passado, Phury recebeu uma ligação inesperada de Hatet. Misteriosa, e sem quaisquer detalhes. Porém neste capítulo, vocês vão saber o que fez Hatet ligar para Phury e mais...
Sem mais delongas! Vamos lá! Enjoy! :-D

1 hora antes

— Eu tenho que ir embora. — disse Maryhelen abraçando a si mesma, ou tentando manter o controle de suas emoções.

— Elle — disse Hatet em súplica — Fica comigo esta noite. Eu quero te explicar tudo, eu quero que você entenda o porquê de tudo.

— Fate já explicou, você já explicou. Eu não tenho mais nada para entender.

Ela caminhou até a porta, e mais uma vez, ele a bloqueou, por que ele não podia deixá-la partir. Hatet segurou seu queixo tão imperativo, e tão perfeito, forçando-a olhar direto nos olhos dele, por que ele precisava saber o que ela sentia.

Maryhelen piscou várias vezes, e lágrimas que não pode conter desceram por suas bochechas.

— Será que ninguém é tão digno de você, a ponto de você não poder confiar? — Maryhelen perguntou com amargura.

— Eu confio em você.

— Por que eu não sei nada sobre você? Por que eu não sei nada sobre como você viveu esses últimos anos? — disse com a voz trêmula.

Hatet pensou por um instante, e soube que Maryhelen tinha razão. Ele havia estado lá por ela tantas vezes, mas quando ela queria saber o que se passava com ele, bom... Ele simplesmente não dizia. Eles se conheciam, mas isso foi há muito tempo. Ela estava correta.

— Então fique e me descubra hoje. — sua voz era nada mais que rouquidão. Seus lábios apertavam a têmpora de Maryhelen com a pressão correta. A pele macia, morna, delicada.

— Hatet... — ele a interrompeu com um beijo.

A boca de Maryhelen ainda estava trêmula ainda quando Hatet cruzou o espaço que os separava. Dessa vez, ele deixaria que o corpo dela reagisse a ele, pois ele queria quebrar o muro que existia entre eles. Ele queria ser doce, e suave, como ela o via.

Hatet serpenteou a língua pelos lábios de Maryhelen, abrindo espaço para deslizá-la para dentro de sua boca. Ele foi o mais tenro que conseguiu ser, ele rezava para que conseguisse, pois ela merecia. Um ofego saiu pelos lábios de Maryhelen quando Hatet passou os braços em torno de sua cintura, a erguendo para que ficasse no mesmo nível que ele.

Hatet sentiu ela apertar as unhas em sua omoplata, mas ele não se importou. Ele a queria reclamando o que era dela.

Ele a carregou para o sofá a sentou sobre seus joelhos. Ainda a beijando, deslizou para seu lóbulo da orelha, e de seu pescoço até a cova de sua clavícula. A pele macia, um toque aveludado como um botão de rosa, se arrepiou. Hatet afastou uma mecha do seu cabelo platinado, e viu o rosto da fêmea em sua perfeição.

Deus, não cansaria de olhá-lo todos os dias.

— Não, eu... Eu não posso... — Maryhelen disse entre ofegos.

— Por favor, seja minha. Eu imploro. — Hatet sentiu seu peito apertar.

E droga!

Era maior que tudo o que já sentiu. Nem mesmo o sentimento que tinha por Fate o fez sentir igual, e isso foi apenas uma confirmação do que ele já sabia. Mais uma vez, ele ouvia a voz de Fate em sua cabeça repetindo as palavras...

Ela gosta de você seu idiota! Pense antes de jogar tudo no lixo.

Hatet queria Maryhelen neste instante, para ele. Sem jogos, sem encenações, apenas os dois compartilhando o que lhes era de direito.

— Posso? — ele perguntou, focado nos lábios de Maryhelen. Quando ela concordou, ele recomeçou.

Hatet deslizou o indicador pelo decote da blusa de botões de Maryhelen, tirando da casa cada um deles até o fim. Depois ele deslizou do encontro dos seios de Maryhelen até o umbigo. Seu estômago subindo e descendo suavemente, e a pele arrepiada dava o tom da música que eles dançariam.

Mesmo quando ele encostou os lábios pelo alto dos seios de Maryhelen, ele não tirou os olhos dos dela. Oh cara... Ela estava quente. O cheiro de flores estava mais forte, e ele pode sentir como ela já estava pronta para ele.

Ele queria avançar tudo, pular as etapas de carinhos, e beijos demorados, mas desta maneira ela se sentia tão bem. Se bem que... Dois podiam jogar o mesmo jogo.

— Tenho uma coisa para você — ele disse ao pé do ouvido de Maryhelen.

— Diga — ela disse em um soluço.

— Hoje eu sou seu dono, — Hatet afastou os cabelos do ombro de Maryhelen lentamente, e deslizou os dedos de leve em sua clavícula. Ele gostava de como a pele dela se arrepiava — e você vai fazer o que eu mandar.

Ele a ergueu do sofá, e a carregou até a cama. Lá, a sentou e fez com que ela tirasse a camiseta desabotoada.

— Quero que fique quieta aí. Sem falar. — ela não respondeu e sua expressão era indecifrável.

Ele foi até o armário e quando voltou com uma gravata na cor verde oliva ela se ajeitou no lugar. A coisa era de seda, não iria machucá-la, mas ele tinha que saber se ela ficaria bem.

— Descobri uma coisa quando você me amarrou no quarto. — disse dando a volta e ficando nas costas dela. Hatet encostou os lábios no lóbulo da orelha de Maryhelen e sussurrou — Privar as pessoas de um dos seus sentidos durante o sexo, apenas aumenta o tesão. Mas disso você já sabia, não?

Ela balançou a cabeça imediatamente, e ele soube que ela permitiria ele fazer o que ia fazer.

— Feche os olhos.

— Por favor, não me amarre. Eu...

Shhhh. — Hatet disse baixinho. Oh, não. Ele não iria amarrá-la — Feche.

Hatet a vendou, e ela tateou por cima da gravata com os dedos elegantes, porém com as unhas roídas. E isso era uma novidade. Ela não perdia facilmente o controle. Porém ele não estava focado nisso, e deu a volta para vê-la de frente. Ela tinha as mãos apertando os joelhos agora, e engolia em seco.

— Levante-se. — ordenou. — Não gosto do jeans cobrindo sua pele. Tire-o.

Maryhelen foi para aos botões, suas mãos ágeis.

— Sempre usa Victoria's Secret?

— Uhum. — murmurou.

— Sim ou não?

— Sim. — ela disse passando a língua pelos lábios.

— Sente-se.

Enquanto ela fazia, ele se despiu e ficou de frente a ela. Tocou seu braço, segurou seu punho e fez com que Maryhelen subisse na cama junto à ele. Quando Hatet estava deitado, com Maryhelen escarranchada em seu colo, ele viu como ela estava nervosa. E isso também não era típico dela.

— No que está pensando? — ele perguntou se desfazendo um pouco do personagem.

— Na cor verde. — ela disse sem rodeios, com um prenúncio de um sorriso nos lábios.

Hatet franziu a testa.

— Por que? — perguntou intrigado.

— Quando — ela tossiu — Quando estávamos no Audi, no estacionamento. Eu estava usando um conjunto verde da Victoria's. De lá para cá, não consigo ver e não associar a cor à você. Bem... Quero dizer, ao momento.

Hatet gargalhou. Havia muito mais na cor verde para ele, do que ela podia entender. E ele não acreditou quando as palavras saíram com tanta facilidade.

— Verde, foi a cor do vestido em que minha mãe foi enterrada. Meu pai sempre lembrava, mas eu não posso saber. — disse dando de ombros — E foi a mesma cor da minha linhagem. Verde, foi a cor que escolhi não usar nunca mais como símbolo de coisa boa. Não acredito que ela simbolize a esperança, como dizem. E vem você e distorce tudo.

E sem perceber ele estava fazendo. Ele estava contando coisas a ela que nunca tinha contado a ninguém. Nem mesmo Fate ou Bahrbo em toda sua vida. Isso estava guardado no fundo da cabeça dele, e não tinha importância para ninguém. Porém ela tinha tocado no ponto certo, como sempre.

— Sabe o que eu quero agora? — ele perguntou.

— Não.

— Quero que você me toque. Que me descubra como você quiser. Não vou a lugar nenhum por que sou seu.

Bom, ele esperava que ela o beijasse, ou o rejeitasse, ou falasse qualquer coisa. Quando uma fêmea estava acostumada a ter respostas para qualquer situação, era difícil lidar com um silêncio sepulcral. Elle apenas ficou parada, no local em que estava, e Hatet percebeu que ela não estava respirando.

— Elle? — ele a chamou — Elle está tudo...

***

A mente de Maryhelen foi dar um passeio e voltou.

Ela ouviu Hatet perguntar alguma coisa, mas quando viu, estava abotoando o jeans, e recolocando a camisa, sem fechar os botões.

Saiu em disparada pela sala. Antes que percebesse, já tinha agarrado os sapatos e pendurado sua bolsa no ombro. Podia escutar do lado de fora, a chuva começar a cair na área portuária de Caldwell. Seu carro estava estacionado do lado de fora dos portões, o que significava que ela teria de enfrentar mais alguns metros de chuva. Porém não importava, ela estava amedrontada, fugindo dos sentimentos que rodearam a frase se Hatet:

Não vou a lugar nenhum por que sou seu.

Deus, como desejou ouvir tudo isso dele nos últimos dias. E por que ela estava tão assustada? Ela sentiu que cada vírgula, cada ponto tinha sido verdadeiro, e ela não imaginou o quanto isso mexeria com ela, até de fato ouvir as palavras saírem da boca da Hatet.

Quando finalmente ele deu o passo adiante, ela recuou. Covarde.

Maryhelen atravessou a chuva, e pegou a direção em poucos movimentos. Já em movimento pela estrada, ela pode ver Hatet correndo atrás do Audi, encharcado, usando apenas os jeans que caiam por seus quadris. Ela deu dois soquinhos de mão fechada na testa tentando recolocar os fragmentos da noite em seu devido lugar e tentar saber se estava fazendo a coisa correta. Ela definitivamente não estava pensando direito.

Não posso...

Sim! Ela podia, mas realmente ela queria? Era Hatet que ela queria? Maryhelen ainda estava com o gosto amargo do ciúme de ter sabido que Hatet tinha dormido com duas mulheres, duas humanas. E como assim, apenas agora, ele decide falar sobre a vida dele, sobre as dores dele?

Eu não posso lidar com tudo isso, ela pensou.

O sinal fechou, e ela encostou a cabeça no volante, as lágrimas que ela não havia percebido, escorreram e pingaram em seu colo. O nariz estava irritado, e a garganta ardia de ódio, de vontade de gritar, por tudo o que ele e ela havia feito esta noite.

É assim tão errado?

O celular tocou em sua bolsa, e ela atendeu sem olhar a tela, pois ela sabia de quem se tratava.

— Elle, escute. Volte — ele estalou a língua — Infernos, não! Pare onde está e eu vou te pegar. Está indo para casa?

— O que quer Hatet? Precisa de sangue? — disse Maryhelen amargurada, lembrando-se das palavras, e avançando na rua escura.

— Está chateada, eu sei. Eu fiz tudo errado de novo. Eu não queria te magoar de novo. Eu demorei par perceber, mas eu te amo. — ele dei um suspiro longo e o silêncio foi interminável. Maryhelen apertou o celular na orelha, e ela sorriu. Porém lembrou que já tinha feito planos de sair de Caldwell. Ela viveria na casa que eram de seus pais em Boston. Pequena e isolada, tudo o que ela precisava nesse momento — Pare e volte, ou eu vou atrás de você. — ele a ameaçou.

— É claro que vem — disse em meio a uma gargalhada sem humor — Sempre vem. Porém não se dê ao trabalho desse vez, eu estou deixando Caldwell. Eu vou embora.

— O quê?! Elle, você não pod...

Antes que ela pudesse ouvir a frase completa de Hatet, uma moto passou pela ponte do Rio Hudson. Como a janela estava aberta, mesmo com a chuva, espirrou água para dentro do carro, e nos olhos de Maryhelen. Sua visão ficou turva a princípio e depois a areia do asfalto incomodou, a forçando apertar os olhos.

Maryhelen tentou manter a direção, não haviam curvas, porém ela estava em alta velocidade. Ela não sentiu quando o Audi desviou para a esquerda, cruzou a pista e arrebentou o muro. Primeiro ela ouviu o estrondo, depois sentiu o impacto do airbag em seu rosto, e tudo o que ela pode fazer, foi segurar mais forte no volante e inclinar-se para trás, para não ser jogada contra o vidro frontal. Logo após, ela sentiu a queda. Seu estômago revirando, seu corpo, leve e sem gravidade, saindo do banco. E isso não foi o pior.

O frio cortante das águas do Rio Hudson congelaram seus sentidos. Em menos de 5 segundos, a água entrou em seus pulmões, e ela esqueceu de como era respirar. Ela sentiu que não podia mexer mãos e pernas para nadar e escapar do carro.

Maryhelen pensou o quão irônica seria sua morte. Ela teve direito a escolha, veja só. Poderia ter morrido no impacto, ter sido jogada para fora do carro pela janela, e ter batido no fundo do rio, ou esmagada pelo carro. Mas não, ela ficou firme, e provavelmente morreria de hipotermia. E se tivesse sorte, seu corpo seria achado pelos paramédicos humanos, ou afundaria dentro do carro, e boiaria depois de 48 horas.

Quantas escolhas. A vida era boa!

Porém ela ainda estava semi consciente, sua mente funcionando como uma televisão tentando sintonizar. Um chiado em seus ouvidos, e depois realidade, chiado, realidade... Maryhelen sentiu-se sendo sugada, tragada por algo, e talvez fosse a correnteza, mas ela não tinha certeza. Tentou abrir os olhos, e pode ver o brilho da lua distorcida por litros e litros d'água, e metros e metros de distância. E decidiu que a correnteza estava a levando, e apagou novamente. Depois sentiu-se arrastar em pequenas pedras debaixo de si, ouviu o chiado o rio, mas não pode saber o que estava acontecendo. Seus ossos pareciam ter mil agulhas, e não sabia se alguém a tinha resgatado, ou se ela própria teria nadado até a margem, e logo decidiu que não era o último. Mas a questão era, quem? Quem a teria tirado do rio?

Se ela apenas foi empurrada até lá, fazia mais sentido, pois não ouviu ninguém falar. Porém ela sentiu uma pele — um casaco de pele? um cobertor? um casaco?— porém molhado, envolver seu lado direito, e ela se esforçou para rolar até aquilo e agarrar, pois parecia mais quente que o corpo ela. E neste momento, ela sabia que teria mais uma chance.

***

Hatet estava em sua moto, saindo em disparada para o caminho da casa de Maryhelen. Ela não havia desligado o telefone, e ele pode ouvir um barulho horrível de pneus guinchando.

Não agora que a tinha enxergado como ela era, e que a queria. Ela estava bem. Ele repetia em sua mente várias vezes.

Ao chegar no cruzamento antes do Rio Hudson, ele viu uma confusão logo a frente. Um caos de pessoas, e motoristas descendo dos seus veículos.

— Hey, qual o problema? — Hatet perguntou a um motorista preso na confusão da ponte.

— Parece que um carro cruzou a pista e foi para no fundo do Hud. — disse o homem gesticulando com a cabeça para o local interditado com um caos de pessoas se reunindo para ver quem estaria afundando no Rio Hudson.

— Claro... Obrigado. — disse ainda mais apreensivo. Um acidente.

Que ela não esteja aqui, pelo amor de Deus.

Hatet viu que o acidente tinha provocado uma batida na pista. Hatet estava alguns metros a frente, desviando até onde ele pode com a moto. Desistindo, deixou-a na pista, desceu e foi comprovar. Seja quem fosse, não era o carro de Maryhelen envolvido na batida em cima da ponte, ele deu graças a Deus.

Chegando próximo de onde estavam os motoristas e curiosos, ele pode ver um senhora de aparentemente 60 anos de idade, sendo retirada do carro. Sua blusa branca fina , encharcada de sangue fresco. Seu supercílio aberto gotejando sangue pelo queixo. Um homem baixo, engravatado saindo do carro bufando e ajeitando o paletó, e tentando fechar na barriga grande. Um outro motorista o abordou, e este começou esbravejando:

— Uma louca! Devia estar bêbada! — disse o homem.

— Era uma mulher?

— Claro que era! Ela cruzou a pista na frente dos carros na contra mão, não tivemos tempo de reação. — disse passando a mão pelos cabelos e conferindo a traseira totalmente arruinada de seu carro.

— Que tipo de carro era? Conseguiu ver? — perguntou o motorista ainda dentro do carro, tentando manter a postura de desinteressado.

— Um carro prata. Uma porra de um Audi novo, na cor prata! — disse entre palavrões.

Neste instante, Hatet sentiu sua cabeça latejar. Ele levou as mãos no topo, e apertou com força.

Não, não ela, por favor.

Mas, vamos lá, quantos Audi prata estariam na ponte em menos de 10 minutos com uma mulher ao volante? Hatet correu até a ponte, mas foi impedido por uma multidão de continuar.

Hatet sentiu sua cabeça dar voltas. Ele precisava se acalmar para procurá-la pelo sangue. Então se concentrou, e aos poucos sensação de formigamento veio à ele. Fraco demais no começo, mas ainda detectável. Afinal faziam algumas semanas que ela tomado dele, e não sobrara, a essa altura, quase nada em seu sistema.

Não podia pegar a moto para seguir mais rápido, por isso ao sentir Maryhelen, ele correu rápido para longe da multidão, seguiu a estrada a pé até a margem direita do Hudson, e gelou ao senti-la mais próximo.

E isso era bom, não era? Ainda senti-la devia ser um bom sinal.

O Hudson nesta época do ano estava a poucos graus para o congelamento, e se ela estivesse na água ainda... Queridíssima Virgem Escriba, não permita!

Hatet caminhou a passos largos pela vegetação que lhe chegava quase acima dos joelhos. Não olhava para baixo, ou tomava cuidado em não pisar em falso em um buraco ou qualquer coisa, ele precisava chegar até Maryhelen.

Quando ele estava próximo, ouviu um latido. Um cão latira e uivava, porém depois ele reconheceu, e achou muito estranho, mesmo assim seguiu. Alguns passos a frente, ele viu Maryhelen enrolada em posição fetal, com Mona ao seu lado a aquecendo. O pelo da pastora encharcado, e ambas tremiam descontroladamente.

— O QUÊ?! — deixou escapar alto demais. — QUE INFERNO!

Hatet correu para mais perto, e quase foi levado por um estado de desepero. Quando você sabe que vai acontecer algo, e está apenas esperando chegar a sua hora na fila. Mas ele não ia se desesperar, ou esperar acontecer algo desta vez. Ele tirou a jaqueta e enrolou Maryhelen com ela. A fêmea estava fria, roxa e mal respirava. Assim como a pulsação baixíssima, e o tremor rítmico, e incontrolável.

— Eu estou aqui, tudo bem. Vai ficar tudo bem — ele disse apertando os lábios contra a têmpora da fêmea — Você vai ficar bem, nalla. Não vou deixar nada acontecer com você.

Furando seu pulso com as presas, Hatet posicionou o queixo de Maryhelen para cima e derramou o líquido pela garganta dela. Ela bebia fracamente, mas devia ajudar. Tinha que dar certo por hora.

Ele sentiu o focinho de Mona o cutucar na perna, e a cadela parecia falar. Seus olhos de bolinhas de gude brilhavam para ele, como se o incitasse a agir logo. Hatet franziu o cenho por um segundo observando a cadela, e não pode entender o que ela fazia junto a Maryhelen. E uma pensamento o ocorreu.

Será que ela tinha salvado a vida de Maryhelen?

Mona tinha tirado Maryhelen do rio?

Notas finais
E então gostaram?
Esse capítulo ficou um pouco grande, e tive que dividí-lo em 2, o que significa mais capítulo para vocês curtirem :-D Quero saber o que vocês acharam... Alguma teoria?
Espero que tenham gostado, e até a próxima ;-)