Marrenta e Lutador...
43 43
Pov. Nat
Eu estava dormindo até sentir beijos nuca e no pescoço, quando me virei ele já estava agarrando minha cintura e ficamos assim namorando na cama, ele pelo visto já estava pronto e hoje eu não vou, então o tempo de espera para eu me arrumar não existe, porém um chorinho nos interrompeu, sim era a minha princesa e me levante e fui até o quarto dela, o Duca veio na minha cola me abraçando por trás, quando ela nos viu abriu o melhor sorriso do mundo, logo que peguei ela, minha menina veio procurando a comida, estava com fome tadinha, me sentei na poltrona e lhe dei mama.
Duca: Eu vou tá, tchau, fecha tudo e nada de sair, sem me ligar antes.
Nat: Sim senhor.
Ele me deu um selinho e foi pra academia, ela acabou de mamar, a coloquei no chão em cima do tatame de borracha coberto com edredom, fui arrumar a casa inteira e lavar a roupa, a manhã inteira eu de lutadora, passei a ser dona de casa, umas onze horas fui preparar o almoço, já que agora o Duca almoça todos os dias em casa, assim que terminei de arrumar a mesa ele chegou e ficou brincando com a Thalita que assistia TV, depois veio até mim e me beijou, nos sentamos e comemos, ele tinha um tempinho aqui ainda.
Duca: Nat, agora você pode contar o que aconteceu com eu braço e sua perna, eu sei que isso não é mancha de tombo nem aqui e nem na China.
Nat: Não foi nada, eu juro, só caí.
Ele me olhou desconfiado, ele me conhece e eu não consegui resisti e abaixei a cabeça, ele ergueu ela e me fez olhar em seus olhos.
Nat: Duca, não foi nada, já falei.
Duca: Roxos em seu corpo nunca é nada pra mim e você sabe disso, pode começar a contar.
Eu neguei de contar pra ele, que desistiu de ficar perguntando.
Duca: Tá eu não vou mais perguntar, por que eu tenho que voltar pra academia, mais hora que eu chegar você vai me contar isso direito e não adianta desviar o olhar ou fazer outras coisas, eu vou querer saber, se não vão achar que estou te espancando por aí e vai ser pior.
Ele saiu sem me dar beijo, é ele ficou bravo comigo, eu não sei o que eu faço, eu sei que se eu contar que o Lobão me bateu e me jogou no chão, ele vai querer ir atrás, mais se eu ficar calada, ele vai ficar chateado comigo, a tarde passou e eu fiquei em função de cuidar da pequena, me deitei no chão e apaguei, só acordei com o Duca mexendo em mim.
Duca: Amor, você está quente e seu braço tá pior.
Nat: Não está não, é que eu lavei roupa hoje e ele ficou assim.
Duca: A senhora anda muito teimosa, pode ir parando com isso, desde ontem que seu braço tá ruim assim e você vai fazer força.
Nat: Ei.
Duca: To mentindo ?
Nat: Não.
Abaixei a cabeça e me levantei, era hora de passar o remédio novamente ele passou com todo cuidado, mais dessa vez enfaixou o meu braço, depois se sentou comigo na cama, só olhando pra mim, sim ele queria saber a verdade e eu resolvi contar tudo pra ele.
Duca: E a senhora ia achar que esconderia isso de mim, a Nat por favor né, vem cá deixa eu ver esses arranhões.
Tirei a camiseta e estava inteira arranhada, nas costas, na perna, os braços além de inchados pela torção ainda estão marcados de mão, ele com toda paciência e cuidado passou a pomada dele e massageou cada arranhão que estava roxo em volta.
Duca: Eu sei que não terá próxima vez, mais se algo acontecer, não faça cerimônia, me conte tudo, é horrível eu sair daqui e acontece essas coisas e você não falar nada, fico totalmente preocupado hora que vejo essas marcas forte assim em você.
Nat: Tá, desculpa.
Eu sei que agi mal em não querer contar pra ele, afinal moramos juntos e eu preciso que ele saiba com o que se passa, até por que ele me deixa sozinha com um bebê.
Duca: Vamos esquecer isso, vamos dar uma volta ?
Nat: Pode ser.
Ele foi tomar banho e eu fui em seguida, saí do chuveiro e ele já estava pronto e arrumando a Thalita, esse papai é muito rápido e prestativo, fui atrás deles que estavam quietos demais no quarto, não aguentei e ri deles brincando hora que eu cheguei no quarto.
Nat: Vamos ?
Ele pegou ela no colo e saímos, fomos ao perfeitão mesmo, é melhor e mais perto, fomos a pé e conversando, Thalita olhava tudo e ria com tudo, ela estava no colo dele e hora ou outra ele fazia gracinhas pra ela que dava gargalhadas e gritinhos, chegamos no restaurante geral estava lá.
Gael: Uau, mais essa criança tem um estilo inexplicável.
Nat: E foi o papai que arrumou ela.
Dandara: Mais esse papai tem um ótimo gosto para roupas.
Alan: Olha o bebê do tio está aqui.
Ele mal chegou com a avó e a Ruiva, já pegou a menina no colo, ela adora ele, acho que ela adora os louquinhos, nos sentamos ali na mesa deles e começamos a nos interagir, a Delma chegou nos cumprimentando e já pedindo para sair duas porções para a nossa mesa.
Karina: Nat, o que ouve com eu braço ?
Nat: Eu fui esquentar a panela para dar banho da Tha, e peguei ela quente de mal jeito, além de torcer ainda queimei a mão.
Bianca: Nossa, mais tá um pouco feio.
Duca: Eu já falei pra ela, mais ela é a teimosia em pessoa.
Eu o olhei e todos riram do jeito que ele falou.
Donda Dalva: Mais isso é nada, jaja passa.
Nat: Aaaah, finalmente alguém está comigo nessa.
Sol: Chefinho por aqui, nossa mais isso está ótimo hoje, será que rola um som ?
Duca: Por que não, vocês começam e eu fecho.
Pedro: Beleza.
Eles começaram o som lá, são muito bons, o restaurante começou a lotar mais, para a felicidade dos donos, que mesmo separados, mantém os negócios juntos, eram umas 22:00 o som já estava menor, as portas fechadas estavam só nós mesmo, Thalita já estava no vigésimo sono no colo do papai, mesmo com a barulheira toda.
Duca: Vamos, está tarde já.
Nat: Sim, olha toda torta, tadinha.
Duca: Pois é.
Nós levantamos e nos despedimos de todos, estávamos saindo do estabelecimento quando ele percebe algo de errado.
Duca: Opa, vamos voltando, vamos voltando e pedindo reforço.
Nat: É reparei também.
Sim eu tinha reparado o Polo Hatch roxo parado ali na esquina, voltamos para o restaurante e o Gael já entendeu o recado e nos acompanhou até em casa, fomos a pé mesmo e ele de carro, mais não com o dele, com o do Panda, que ninguém sabia qual era.
Fale com o autor