Pov. Nat

Eu estava saindo de casa com minha sobrinha e minha irmã quando vejo um Astra Branco parado em um posto, bem conhecido por sinal, mais não por aqui, mais ele não viria, ele tem todos por lá, é coisa da minha cabeça.

Eu fui andando mesmo com elas até a padaria da esquina, que saudade disso, como antigamente, fui atrás de coisa melhor em outro lugar, mas só caí do cavalo, tudo bem que conheci eles, mais isso não foi o suficiente pra me ajudar, resolvi voltar, causei muita confusão na vida deles.

Minha irmã falava e eu nem conseguia mais prestar a atenção nela, mais o carro me cativava mais, até que ele saiu e parou em uma pousada ao lado de casa, sim era ele, o adesivo de cadeirante entregou ele.

Júlia: Nat o que foi ?

Nat: Nada.

Júlia: Te conheço.

Nat: Tá aquele é o Duca.

Júlia: O Lutador ?

Nat: Ele mesmo.

Júlia: Vai falar com ele.

Nat: Não sei.

XXX: Tia aquele moço bonito não para de te olhar.

Júlia: Chama ele filha.

Nat: Nã...

Tarde demais, ele veio a seguindo e rindo dela.

Duca: Ér... Oi.

Júlia: Vamos filha...

Elas saíram e me deixaram sozinha com ele.

Nat: O que faz aqui ?

Duca: Eu vim esclarecer algumas coisas, que talvez tenha levado você a sair do Rio daquele jeito.

Nat: Como ?

Duca: Vamos conversar em um lugar reservado.

Nat: Bora lá pra casa.

Seguimos para a minha casa e elas foram para a padaria, subimos no meu quarto, que por sinal só tinha coisas de moto e luta.

Duca: Seu quarto é bem a sua cara.

Nat: Então, vamos direto ao assunto né Carlos Eduardo.

Nos sentamos na cama e ele me olhou, totalmente sério, fiquei com medo da bomba.

Duca: Foi o Gael que contou para aquele adivogado, sobre tudo que estávamos investigando.

Nat: Não acredito.

Duca: Nem eu acreditei.

Nat: Por isso que no show do Natruts o Lobão ficou o tempo inteiro atrás de você.

Duca: Pois é... Não se esqueça que tentaram não deixar a gente se encontrar várias vezes e a última você lembra né.

Nat: Lembro, mais eu juro que não falei nada, ele me chantageou e tudo, mais eu falei outro lugar, quem falou na verdade foi o Cobra.

Duca: Eu sei que você não falou nada, eu confio em você e o Alan também.

Nat: Eu me senti um incomodo lá.

Duca: Nat, você se sentindo um incomodo ? Você me falando isso, nem parece você.

Olhei pra ele mostrando língua e ele riu.

Nat: Sério que você resolveu assim viajar do nada ?

Duca: Não, você me obrigou a fazer isso.

Nat: Eu ?

Duca: Lógico, quem foi embora do nada e me deixou um bilhete, com a jaqueta e o capacete de lembrança ?

Eu olhei pra ele e não resisti dei um abraço nele.

Duca: Acho que você não quer só isso.

Nat: Eer...

Ele me beijou e eu fiquei sei reação, já que ele mesmo dizia que não poderia acontecer nada entre nós, nos distanciamos e ele foi na pousada fechar a conta que mal tinha aberto, já colocou o carro na frente de casa e ficou ali comigo, aqui eu sei que mão tem ninguém pra encher o saco, perguntei por todos lá e ele explicou e falou de todos.