Notas iniciais
Na boa, esse capítulo vai se focar mais nas duas personagens principais. Não se preocupem , descrições mais detalhadas aparecerão em breve!

O tempo não estava bom, na verdade estava uma porcaria.Ultimamente estava sempre assim. Não poderia chover logo de uma vez?

Mariska estava sentada na parte de trás do carro, sem cinto e sem juízo. Não era sua culpa que havia sido ''convidada a se retirar'' da escola,não havia feito nada de errado,ou melhor, havia sim.

Não era certo xingar a professora, nem jogar sua bolsa nela.É, talvez tivesse realmente passado dos limites dessa vez.Não seria perdoada pela mãe muito cedo.Afastou os cabelos encaracolados do rosto e observou a mãe.Mégara tinha a boca sempre vermelha, parecia um coração. Pena que seu coração não era tão aberto como sua boca...Mariska agradeceria se fossse.

Mégara tentava não olhar a menina no banco de trás, estava com muita raiva, essa menina era ingrata! Muito ingrata!! O que ela tinha feito de errado? Será que não era uma boa mãe? Não, não era isso, os outros dois não eram assim.Então a culpa tinha que ser dele e somente dele.

A menina passava muito tempo com ele, éóbvio que a culpa era dele.Ele a ensinou a questionar, discutir, observar.Isso irritava Mégara profundamente, a menina era muito parecida como pai. Mas isso não tinha importância, em breve a menina seria só dela.

Ela pediria a guarda total e não permitiria que ele viesse ver a filha.Talvez isso fosse antiético, mas quem começou com tudo? Foi ele claro.É claro que ela ganhariaa guarda, as mães sempreficam com a guarda,pelo menos não teria que se preocupar com isso em relação aos outros dois.

Se não ganhasse, poderia convencer o juiz.As pessoas não resistemà mães chorando e o juiz poderia ser convencido por isso ou por sua boca vermelha. Seria preferível a primeira opção, mas fosse o que fosse, ela iria ganhar.

O farol fechou e ela se espriguiçou.Tirou o pó do vestido laranja e arrumoua longa cabeleira loira.Estava na hora de cortar o cabelo, estava muito comprido, parecia uma menina de sete anos.Olhou pelo retrovisor a menina,estava deitada e sem cinto...

-Mariska, já não falei pra colocar a desgraça do cinto?-seus olhos flamejavam,odiavaser contrariada.-Você quer morrer? E se por acaso eu bater o carro? Você atravessa o vidro e tudo bem?

-É, pode ser. Você acha que eu voaria quantos kilômetros?

-Não é possível que esteja falando sério menina. Coloca logo a desgraça do cinto e fique quieta.-estava se segurando para não voar no pescoço da garota.

-Mãe, eu meio que queria pedir desculpa. Foi mal.-Mariska estava hesitante.Só queria melhorar o humor da mãe, não era um pedido de desculpas verdadeiro.

-Ahhhh, muito bem. Que bom que reconheceu o que fez. Mesmo assim a gente ia se mudar mesmo.-Mégara relaxou as feições.

-Sério? A gente ia se mudar mesmo, de qualquer jeito?-já sesentia arrependida por ter fingido pedir desculpas.

-Ia sim.-suspirou- Garota, na próxima escola, tenta não se meter em confusões,ok? Isso não acontece com os seus irmãos e eu queria que você parasse com isso.-disse analisando a menina, ela não estava com um bom olhar.

-Ok mãe, eu vou tentar.-mas não vou prometer, pensou.Um sorrisinho brotou em seus lábios, não do tipo maldoso ou boldoso.Um sorriso brincalhão. Ela faria a nova escola ser divertida.Aonde Mariska Esténo vai, Mariska Esténo traz alegrias e problemas!

Notas finais
E aí, gostaram?
Qualquer comentário positivo, negativo,corrigindo algum erro de português ou a vontade de me matar será aceito.
Coloquem nos comentários de quem gostaram mais, da mãe ou da filha.