Marina Ginsi-uma aventureira

8 As coisas fazem sentido


Notas iniciais
voltei! cara, a gente vai pro capítulo nove? sério? e vocês vão ler o especial néééééééé?

–Alô?

Marina atende ao telefone. Ela acabava de acordar quando ele tocou. A mesma voz arrepiou o seu copo. Era o homem.

–Me dê a menina.

Marina gelou.

–Que menina?

–A loira de olhos castanhos.

–Quem é você?

Marina sabia que ele estava falando de Mariana.

–Eu não existo. Eu protejo. Eu não sou. Eu era.

O telefone desligou em um minuto de silêncio. Marina desceu a escada correndo, pegou a bicicleta e pedalou a até a casa de Mariana.

–Mudança de planos.

Marina falou quando passou ligeiramente pela sua vizinha preferida: Liza Lívia.

–Planos? Não sabia que você fazia planos!

Marina chegou na casa da amiga. Contou a ela tudo o que ouviu.

–O homem ME QUER?

–É... Mas eu não teria dúvidas de que ele te quer para saber de alguma coisa que acontece no nosso século.

–O que você quer dizer com isso?

Marina mostrou a ela o livro “sombras assombrosas” e as duas sentaram na mesa para ler.

Adriano Caloi foi um homem muito inteligente, mas a própria família esquecia dele. A 0800 sabia de sua existência, e no momento certo ele virou um agente secreto muito conhecido por Adrino Coi. Adriano vivia estudando sobre o passado da família, mas nada indicava sucesso. Em uma missão muito perigosa, ele caiu no mar. Em um fundo tão fundo que ele morreu afogado.

–Eu voltarei vivo!

Ele delirava. Não se sabe se ele continuou realmente vivo, mas enquanto não se encontrou informações dele, Adriano Caloi está morto. Hoje em dia, não há duvidas de que ele está morto, pois isso aconteceu.

Mariana não sabia o que dizer. Sem dúvida, aquele era Adriano Caloi. Mas como ele estava vivo?

–Ele não está vivo, não é?

–É o que nós achamos. Se ele está vivo eu não sei, mas tenho certeza de que ele está atrás de você.

–Mas eu n...

–Shhh, sua mãe está vindo.

–Ela respira, nem vai perceber agente aqui.

Mariana riu.

***

Marina nem ouviu o telefone tocar. Vestiu um shorts e uma blusa, desceu para almoçar.

–Que tal uma foto?

Sua mãe lhe entregou seu celular.

–Foto?

–Foi a surpresa que preparei para hoje. Uma capa nova para celular que é a foto de uma câmera!

–Surpreenda-me com o almoço. Não entendi nada.

Marina almoçou e não falou mais nada pelo resto do dia. Estudou tanto que fritou o cérebro. Mas não conseguiu mais informações.

Livro dos anjos? Não. É um livro pouco esquisito, e o livro que eu quero é muito esquisito.

O livro dos anjos era um livro que falava sobre pessoas que existiam no mundo. Foi aí que Marina resolveu viajar. Arrumou uma mochila para uns dois dias, vestiu sua roupa, pegou a bicicleta e pedalou. Não parava para falar com ninguém, apenas acenava ou dava oi, não respondia nada, ficava calada pensando na óbvia resposta para cada pergunta. Horas depois, nem percebeu que já havia chegado bem na hora em que parou para descansar.

–Cheguei! Aqui deve ser o... Rio de Janeiro! Ufa, agora é meio complicado achar aquele hotel cinco estrelas que recebe qualquer um por um real.

O celular tocou. Era uma ameaça sua mãe saber que ela tinha viajado. Mas era Mariana, qualquer um conhecia Mariana até pelo jeito que o telefone toca.

–Alô?

–Marina?

–O-oi Mari.

–Quer vir aqui em casa agora?

–E-eu, eu estou...

–Sim?

–No Rio de Janeiro!

–Mas eu liguei pra sua mãe e ela disse que você ia adorar!

–Só diz pra ela que eu tô aí e impede ela de tentar me ver ok?

–Tá, mais eu quero ficar falando com você!

–Pode!

–Então eu impeço.

Notas finais
Então? bjoooooooooooos