Maria
1 Prólogo
Normalmente, as garotas da minha idade estão preocupadas com festinhas e namoradinhos, eu não. Cresci na periferia de Natal, em Felipe Camarão pra ser mais exata, e minha vida nunca foi fácil. Não conheci meu pai, sempre foi só minha mãe e eu, infelizmente não por muito tempo. Quando eu tinha oito anos(hoje tenho 14), minha mãe resolveu se "juntar" com o Paulão, um traficante daqui que se acha dono de tudo e de todos.
Não entendo minha mãe, o cara bate nela quase todos os dias, e já chegou a bater em mim, é um tosco e ela não larga dele. Ela ta definhando, bebe e se droga todos os dias, não é a mesma a muito tempo. Por causa dele, minha mãe já foi detida e eu fui parar em um abrigo(foram dias horríveis), e ele sumiu. Depois que ela foi solta, voltei pra casa e tentei ao máximo ser uma garota boa, cuidava da casa, da minha mãe, tiro boas notas e ajudo na lanchonete de dona Zefinha, as coisas melhoraram por um tempo, mas ai o Paulão voltou e tudo foi por água abaixo. Certa noite, ele tentou abusar de mim, e minha mãe ao invés de me defender me culpou, e disse que se eu falasse para alguém ela negava e me colocava para fora de casa. Depois disso, me isolei. Chegava da escola e ia direto la pra dona Zefinha, trabalhava até tarde, depois dava uma volta na rua (dizem que só pessoas mal intencionadas andavam a noite na rua, mas no meu caso, eu só queria demorar pra chegar em casa), chegando em casa vou direto para o meu quarto, tranco a porta e coloco a comoda na frente da porta e tento dormir, algo que se tornou complicado com o tempo.
Acordo sobressaltada. Uma sirene.
A polícia estava invadindo minha casa, quebrando tudo atras do meu padrasto, que por sinal não tava, mas acharam algo bem interessante, quilos e quilos de maconha e cocaína e sobrou para minha mãe(novamente), que foi detida por trafico de drogas, que tava drogada demais para se da conta do que tava acontecendo.
— E quem é você garota? — o policial me questiona
— Sou filha dela
— Tem algum parente próximo, alguém com quem você possa ficar?
— Não. É só minha mãe e eu.
— O Paulão é o quê seu?
— Padrasto.
— Onde ele está?
— Não sei.
— Você vai ter que vim conosco, Vamos deter sua mãe e a assistência social vai cuidar de você.
— Eu não vou pra nenhum abrigo. — Saio correndo, mas o policial maior me pega pela cintura, enquanto esperneio.
Notas finais
Capítulo pequeno, mas é só uma introduçãozinha, os próximos serão maiores, prometo
Gostaria da estrelinha de vocês, motiva a escrever mais e mais, deixem sua opinião também.
Bjs Amo vocês.
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