Maria
1 Capítulo Único
Notas iniciais
A ideia me veio depois de tanto, tanto, tanto procurar uma Fanfic sobre Maria e Howard Stark, e como dizem: Quando não achar, faça!!!
E aqui esta, é apenas uma One bem curtinha de como imagino a relação dos pais do nosso adorado Tony ♥
Como todos sabem, o relacionamento dos progenitores do Homem de Ferro é muito complicado e cheio de altos e baixos, e infelizmente com muitas cenas agressivas! O que causou todos os problemas familiares e sociais de Tony, mais nos HQ's do que na MCU, onde a historia do nosso bilionário favorito é retratada de forma bem mais branda.
Lembrando que eu não concordo ou incentivo qualquer tipo de abuso, seja ele, físico, psicológico, alimentar e de drogas licitas e ilícitas!
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É CRIME! POR FAVOR NÃO SE CALE! DENUNCIE!!

"Você é a pessoa que eu amo, e eu estou dizendo adeus"
Nunca deixe um homem lhe dizer quem você é... Ou lhe fazer sentir que é inferior a ele.
Maria ainda se lembrava das palavras de sua mãe. Elas ecoavam por seus ouvidos depois dos gritos de Howard ao fim da noite.
No auge deu seus vinte anos, se alguém dissesse a Maria que seu casamento estaria fadado ao fracasso desde os votos matrimoniais, ela concordaria piamente. Se alguém tivesse ousado lhe dizer, ela jamais teria aceitado seu destino sem lutar, sem bater os pés como uma criança birrenta. Teria tentado fugir de seu destino, nadar contra a maré e feito de seu futuro algo melhor.
Howard Stark era um homem poderoso, inteligente e influente na época em que viviam. O assistiu construir e reconstruir coisas, mais vezes do que podia contar. As incontáveis madrugadas em que dormiu sozinha e as tantas outras em que teve de suportar o cheiro do álcool.
Maria havia se tornado tudo aquilo que jamais desejou, uma mulher submissa e silenciada pelo marido. Howard ditava as regras, as fazia serem executadas e Maria aprendeu a não contestar.
Suportou as noites fora de casa, as festas intermináveis e os flertes que o conjugue trocava com desconhecidas. De fato, Maria nunca soube se fora realmente traída, se um dia, Howard chegou as vias de fato e consumou o ato. No fundo, ela sabia a respostas e empurrava para o fundo de sua mente, cada dia um pouco mais.
Mas os gritos, aquilo ela não conseguia aguentar, pois ele sempre vinham apos uma garrafa de whisky. Quantas noite se escondeu no quarto de hospedes, trancando-se ali e se aninhando aos cobertores durante toda a noite, que daria lugar a uma manhã tensa onde Howard gastaria algumas porções de dinheiro com joias, flores e doces. Uma forma de lhe pedir desculpas por mais um erro cometido.
Três anos após o matrimonio, Maria realmente se viu tentada a abandonar tudo por um sonho distante que lhe observou algumas vezes durante uma rápida noite. Um jovem astro de cinema que lhe sorriu um punhado de vezes, lhe convidou para dançar e proporcionou todos os sorrisos que seus anos de casamento não fizeram, em uma única noite.
Maria não soube explicar a Howard como Marlon conseguiu uma marca de batom de um vermelho vivo, tão igual ao que usava naquela noite. Aquela noite acabou da pior forma que Maria conseguia imaginar. Uma marcar escarlate queimava seu braço e lagrimas despejadas por seu travesseiro por toda uma madrugada, enquanto Howard roncava ao seu lado, completamente bêbado.
A marca em seu braço esquerdo demorou quase uma semana para sair. O vermelho tornou-se roxo, estendendo-se pela pele tomando variadas colorações conforme os dias. Ele prometeu jamais fazer aquilo, prometeu ser alguém melhor, disse um mar de promessas, que no fundo, Maria jamais acreditaria.
Aos trinta de três anos, pensou em divorcio. No entanto, alguém como ela, jamais poderia cogitar algo como aquilo, era inadmissível. Ela não poderia. Mas, apos a visita inesperada de Peggy Carter, Maria passou a poder. A marca da agressão permanecia fresca. Então ela chorou, tudo o que não havia chorado desde o inicio daquela tortura que ousavam chamar de casamento. A, já não tão mais jovem, Agente Carter lhe ofereceu abrigo e segurança, assim como distancia de tudo aquilo que lhe fazia mal. De malas feitas ela sequer olhou para trás enquanto Howard chorava, pedindo perdão ajoelhando-se aos seus pés. Não olhou para trás.
Recebeu ligações, flores e os chocolates suíços que adorava. Chorou por noites inteiras e martirizou-se por sentir falta dele. Afinal, Howard estava preso em cada pequeno pedaço de pele, o cheiro de seu perfume e loção pós barba, a macies de seus ternos e os calos ásperos em suas mãos, sentia falta de seus sorrisos maliciosos e de como seus corpos moldavam-se um ao outro. Sentia falta de sua cama, de sua vitrola e seus discos do Sinatra. Naquelas semanas em que Peggy abafou sua possível separação, pensou em cada momento vivido com o homem que se casou. De fato ele possuía muitos defeitos, mas ela não podia deixar de pensar em todos os momentos bons. Dos beijos, dos sorrisos, das manhãs na cama e das noites longos em que suspirava de amor. Mas principalmente das poucas e significativas vezes em que participou de algum experimento em sua garagem. Maria nunca havia estado perto de um motor, muito mal sabia como funcionava, mas durante um dia inteiro, Howard lhe apresentou um universo de coisas que não imaginava. Sujaram-se de graxa e riram da falta de jeito dela com a mecânica.
Podia esconder de Peggy, mas não podia esconder de si mesma. Amava Howard apesar de todos os defeitos. Mas esse não foi o real motivo que a fez retornar, mas sim aquele que lhe proporcionava enjoos matinais e palidez.
Foram cinco meses lentos que lhe apresentaram um novo Howard. Aquele que ela sempre desejou e permitiu-se amar ainda mais.
Antony Edward Stark nasceu em uma manhã chuvosa, no ano de 1971, gritando alto e muito vermelho, suas pequenas mãos fechadas em punho e ralos cabelos castanhos na cabeça. Maria não se lembrava de sorrir tanto, como naquela manhã, apos vinte e sete horas de trabalho de parto. Tony foi um bebe grande, resmungão e risonho. Gostava das pessoas, mas gostava principalmente dela. E isso a deixava tão orgulhosa.
quase não consegui perceber o quanto Tony cresceu em tão pouco tempo. Meses tornaram-se anos e logo ele já não era mais o mesmo menino, era um homem. No entanto, ele ainda gostava de seus beijos e abraços, de suas palavras de carinho e de suas ligações intermináveis. Ele ainda lhe mostrava suas notas e ela ainda sorria orgulhosa, lhe plantando um beijo suave na bochecha.
Tantas lembranças, tanto amor, todos tomados de si em uma única noite. Maria não soube como, mas tantas pensamentos correram sua mente na pequena fração de minuto, enquanto tinha seu pescoço apertado por um homem desconhecido, observando o marido já morto no banco do motorista.
Ela havia escutado, ele pedir por sua vida, chamar seu nome. Os anos o haviam mudado tanto, mudado para melhor diga-se de passagem. Mas ela inda pensava em Tony, enquanto seus olhos se fechavam e a vida lhe abandonava em um suspiro preso. Em silencio, ela pediu para que o filho não sofresse tanto a sua morte e que ele jamais abandonasse o menino doce que ela havia criado com tanto amor.
Eu te amo Antony.
Foi seu ultimo pensamento antes de deixar esse plano.
Notas finais
Comentem, me digam o que acharam ♥
Mille baci...♥
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