– Rua Morte, Rua Ghost — resmungava Marcy — Aqui! Rua Sangue! A caverna é igualzinha a minha... Droga! Marshall Lee, sou eu em versão homem!

– Oi gatinha — uma voz calma e sexy disse- O que está fazendo na minha caverna?

– M-m-Marshall L-l-l-Lee? — Marcy estava envergonhada, ele estava sem camisa, apenas com uma toalha.

" Que gatinho , e que corpinho,hein?"– pensou Marceline — " O quê?! Nada disso."

–Você vai dizer alguma coisa? Eu estava no banho... — disse Marshall

– Bem, eu sou da outra Terra de Ooo. Todos que aqui são homens, lá são mulheres e vice-versa. — disse Marceline

– O quê?! Blah! Eu sou mulher na sua terra? — disse o vampiro

– Mais precisamente eu sou sua versão feminina. — disse Marcy

– Hum... até que eu... quer dizer, você é bem gatinha. Mas o que precisa?

– Chegar ao Reino Gelado. Só a...bem... Rainha Gelada poderia abrir o portal novamente.

– Bem, eu te ajudo gata, mas aqui no nosso mundo, o Reino Gelado fica atrás do... do... — sua expressão mudou para de medo — Castelo da Lich! Ela está aprisionada lá dentro, e a Rainha Gelada teve a idéia de colocar a passagem bem na cela dela.

– Droga!

Marshall entrou na caverna e saiu com uma blusa também preta e branca, calça jeans e tênis vermelhos.

– Tome! — ele jogou uma espada para Marcy, era de cabo de couro e lâmina de ouro, que pelo jeito de Marshall devia ser ouro falso — Vai precisar. Olha, teremos que passar pela Floresta Negra. É cheia de monstros, então se prepare para lutar.

– Eu sei o que devo fazer! — Marcy soltou.

Eles coraram, sem graça. Então Marshall acenou com a cabeça, e eles levantaram voo.

– Você, ahn, gosta da Fionna? — perguntou Marceline

– Um pouco. Do jeito de você e do Finn.

– Como você sabe? — disse Marcy

– Estamos conectados. Nós tentamos beijá-los, não é? Mas quer saber, o que sentimos não é tão verdadeiro. — respondeu ele com firmeza.

– Está escurecendo. Mesmo sendo vampiros, temos de descansar. Ali tem uma caverna escura e... — disse Marcy

– Escura? Precisamos de escuridão?Acho que você tem segundas intenções comigo... hahahaha! — disse Marshall

Marcy começou a rir, estava achando ele irritante no começo... mas agora... ele estava legal.

Eles entraram na caverna, tinha reservatórios de musgo no teto. Marshall Lee tirou um embrulho do seu bolso, e quando jogou no chão se transformou em uma tenda, com um saco de dormir de casal dentro.

– Show! Deixa eu adivinhar... presente da Sra. Abadeer? — perguntou Marceline.

–Sim, hehe. Desculpe pelo saco ser de casal, minha mãe e eu usávamos quando eu tinha uns 7 anos.

Eles entraram, e no momento que se deitaram ouviram um barulho. Parecia fogo crepitando.

– Eu olho — cochichou Marshall para Marcy

Quando ele saiu, disse alto e feliz :

– Flame!

Era o Flambo, sem diferenças, a não ser pela voz de garota e pelo nome Flame.

Flame correu para os braços de Marshall, e quando ele o segurou, Marshall forçou os olhos, sofrendo com o fogo. Chegou a ser engraçado.

Marshall fez uma fogueira para Flame, ele pretendia usar ela como mascote. Quando voltou,olhou para dentro da tenda sem Marcy ver,e ela estava com um shorts vermelho de dormir e uma camisola preta. Marshall realmente tinha segundas intenções. Ele estalou os dedos e ficou de boxer vermelha.

– Ma-Marshall? — gaguejou Marcy quando viu o corpo de Marshall novamente.

– O quê? Homens usam cuecas, no seu mundo não? — disse Marshall, com uma cara sarcástica.

– Seu bobo! — Marcy se levantou e deu um leve empurrão no Marshall.

– Ah, é assim? — disse Marshall, começando a correr dificilmente atrás de Marcy, dentro da pequena tenda. Até que uma hora caíram sentados bem pertinho um do outro.

– Quer saber? Você também é um gatinho... — disse ela. Em seguida, eles começaram a aproximar seus rostos, e finalmente sem interrupção, se beijaram. E daí vocês já sabem o que aconteceu.

Notas finais
Peloamor, vocês sabem o que aconteceu né? Tr*ns*ram