Marcas do Passado
37 Capítulo 37
Notas iniciais
~Leiam as notas iniciais~
Pedro
Uma semana depois…
– Amor.
– Hum.
– Meu pai vai fazer uma festa na empresa para comemorar os bons tempos e você vai comigo.
– Ah Pê jura? – Eu e Karina estávamos deitados sobre á cama, apenas um fino lençol branco cobria os corpos de ambos, Karina estava deitada de bruços com as costas á mostra e eu estava apoiado em um dos cotovelos.
– Juro, você é minha namorada por tanto minha convidada de honra.
– Ahh mais eu nem conheço ninguém.
– Conhece sim, meu pai, inclusive ele exigiu que você fosse.
– Exigiu?
– Aham.
– Ahh Pedro eu vou morrer de vergonha, eu não me dou muito bem em publico, principalmente em festas tão chique.
– Ahh Ka você é publicitária já deve ter ido a várias festas “chiques”.
– Por isso mesmo, me desculpe, mas é um ó.
– Também acho, mas é a festa do meu pai. Você vai não é? – Eu elevei minha mão até suas costas e comecei á acaricia-la.
– Aham – Ela sorriu e fechou os olhos recebendo minhas caricias.
– Sabia que você é extremante linda? – ela abriu os olhos e os mesmos estavam com um brilho intenso – Meu brilho particular.
– Adoro quando você me chama assim – ela abriu um grande sorriso.
– É porque você é. Você é meu brilho particular, minha luz, meu coração, minha vida… MEU TUDO!!!
– MEU PAI QUE HOMEM PERFEITO!!! – Karina exaltou á voz e logo depois começou á rir – Sabe, eu acho nossa história tão linda, um amor de infância…
– É né, compartilhamos tantos momentos inesquecíveis, tantas descobertas.
– EU TE AMO DE MAIS… Humm! – Karina deitou-se em cima de mim e colou sua boca á minha, ela contornou meus lábios com sua língua e eu sorri dando passassem para que minha língua tocasse á sua, ficamos nos beijando por alguns minutos e logo paramos em busca de ar.
– Ka você pensa em ter filhos? – Ela permanecia deitada em cima de mim e acomodou sua cabeça em meu peitoral afundando seu rosto em meu pescoço.
– É meu maior sonho.
– Quantos você quer ter?
– Cinco.
– Credo — Eu ri exageradamente — Jura?
– Sim, três biológicos e dois adotados, tem tantas crianças nesse mundo precisando de família, de carinho, meu sonho é adotar.
– O meu também, não sei como uma pessoa consegue abandonar umas coisinhas fofas daqueles.
– Também não sei. Hum amor to com soninho.
– Tá com soninho minha princesa? – Eu á apertei em meus braços e lhe dei um beijo no topo de sua cabeça – Então dorme, dorme aqui mesmo abraçadinha comigo.
– Aham é tudo que eu mais quero – Karina deu um beijo em meu pescoço e respirou profundamente, eu acaricie suas costas e logo dormi também.
Karina
– Ka isso não está dando certo não – Disse Pedro entrando no meu apartamento depois do que me pareceu ser um longo dia de trabalho.
– O que amor? – Ele se aproximou de mim e depositou um selinho demorado em meus lábios, logo depois deitou-se com á cabeça em meu colo.
– Ficar revezando apartamento, quando não é no seu é no meu.
– E por que isso não está dando certo?
– Por que é exaustivo.
– Ahh então é exaustivo me vê? – Fiz uma cara indignada.
– Claro que não coisa linda, mas é que sei lá, não seria melhor se morássemos juntos?
– Morar junto Pê?
– É amor, já faz um bom tempo que estamos juntos e praticamente já moramos juntos, mas é que eu queria ter o nosso cantinho, mas tudo bem se você não estiver preparada…
– Eu já nasci preparada pra você – eu me inclinei e depositei um leve selinho em seus lábios – E acho essa ideia ótima.
– Jura? – Ela sorriu – Pensei que você não ia gostar.
– E por que eu não gostaria? Como você disse já praticamente moramos juntos não vejo problema nenhum.
– Agora só falta à gente decidir á onde.
– O que você sugere?
– Bom eu sugiro que nós nos mudemos para o meu apartamento, o espaço é maior e você pode decora-lo do seu gosto, mas se você for muito apegada a esse apartamento a gente mora aqui mesmo.
– Não, tudo bem, seu apartamento é ótimo.
– Então está tudo resolvido?
– Está coisa linda – Eu me inclinei novamente e colei meus lábios aos seus, quando o beijo iria aprofundar eu ouço á campainha tocar.
– Quem será numa hora dessas? E ainda por cima interrompe o meu momento, aff – Pedro revirou os olhos.
– Estranho o porteiro não interfonou. Ahh amor depois à gente continua eu vou lá atender.
– Tudo bem, mas eu vou cobrar – Eu me levantei
– É o que eu quero que você faça – Pisquei para ele e fui até á porta, girei á maçaneta e a abri me surpreendendo com quem estava ali – André?
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