Marcas do Passado

27 Capítulo 27


Pedro

Uma brisa suave batia contra meu corpo, o cheiro de flores do campo me fez sorrir antes mesmo de abri os olhos, estiquei meu corpo lentamente sentindo algo em meus braços, abri os olhos e me deparei com á coisa mais valiosa da minha vida, um sorriso deslumbrante surgiu em minha face e parecia que meu coração havia sofrido uma carga elétrica. Se todas as manhãs eu acordasse com essa mulher em meus braços eu seria á pessoa mais feliz do mundo, Karina fazia com que á alegria aflorasse de minha pele, ela é o meu ponto de paz, o meu prêmio pela grande corrida que eu percorri. Nós estávamos dormindo de conchinha, as mãos de Karina estavam sobre as minhas entrelaçando nossos dedos, eu me aproximei dela e dei um cheiro em seu pescoço depositando um beijo na mesma região, Karina se movimentou um pouco, mas não acordou, eu puxei mais ela contra meu corpo e afundei meu rosto em seu cabelo chegando perto de seu pescoço outra vez e enchendo-o de selinho. Karina soltou um suspiro e logo se movimentou novamente virando seu corpo de frente para o meu.

– Bom dia meu amor – Seu rosto foi esculpido por um lindo sorriso que fez meu coração acelerar de repente.

– Bom dia minha vida – Eu me aproximei dela e colei nossos lábios em um selinho demorado – Tão bom acordar assim do seu ladinho, abraçadinhos – Eu á apartei em meus braços.

– Também acho, de mais de bom. Que horas são?

– Ainda está cedo – Karina olhou em volta e sorriu.

– Aqui é tão lindo né, eu nem me lembrava mais desse lugar pela manhã, olha á magia disso aqui – Nós nos sentamos e olhamos para o horizonte vislumbrando o nascer do sol. Cantos de pássaros eram ecoados pelo ar e o vento frequente batia contra as flores fazendo algumas pétalas voarem. O céu estava límpido, um azul intenso pairava sobre nossas cabeças.

– Lugar mais lindo que esse não existe.

– E é só nosso, nosso lugar.

– Nosso lugar – Eu envolvi á cintura de Karina e á puxei para meu colo, nossos lábios logo se chocaram em um beijo cheio de afeto – Pena que temos que voltar para o mundo real.

– Por mim eu ficava aqui á vida inteira, do seu ladinho.

– Isso é tudo o que eu mais queria – Ambos sorrimos.

– Mas como não tem outro jeito né, os que nos resta é nos despedirmos daqui…

– Com a promessa de voltarmos é claro.

Nós começamos á recolher nossas coisas e limpar o lugar, eu entrelacei minha mão na de Ka e começamos á andar nos surpreendendo com cada canto daquele lindo campo. Logo chegamos até a estradinha de terra e colocamos as coisas no carro entramos no mesmo e eu dei á partida.

– Você vai trabalhar? – Perguntou Karina.

– Daqui a pouquinho infelizmente.

– Você não gosta não é?

– Eu nunca tive vocação para passar o dia com uma gravata me enforcando e no meio de um monte de gente seria, você sabe que eu sou uma pessoa alto astral e gosto de fazer coisas mais emocionantes do que passar o dia inteiro enfurnado em um escritório.

– Então por que você não fez aquilo que queria fazer?

– Para ajudar meu pai, ele estava com alguns problemas e eu precisava muito ajuda-lo.

– Quando você vai me contar essa história?

– No momento certo, está bem meu amor? – Eu olhei para Karina e seu olhar era compreensivo.

– Tudo bem.

– E você vai trabalhar?

– Só á tarde.

– Eita trabalho bom hein.

– Eu amo o que faço – ela sorriu – Criar é a minha vocação e não é querendo me gabar não, mas eu faço isso muito bem.

– Seu apartamento que o diga hein, eu sempre achei que vocês seria decoradora e não publicitária.

– É, mas eu gosto muito de trabalhar nesse ramo publicidade e propaganda é algo muito bom que eu me encantei logo de cara.

– É tão bom te vê feliz assim sabia? Automaticamente eu também me sinto feliz.

– E quando você dá esse seu sorriso eu tenho á certeza que minha vida não poderia está melhor – Karina sorriu e nós ficamos nos encarando por alguns segundos até percebemos que o farol já estava verde e os carros buzinavam irritantemente. Nós rimos um para o outro e eu continuei á dirigir ate chegar em frente ao seu prédio.

– Chegamos – Fiz bico.

– Ô coisa linda – Karina me dei um selinho e puxou meu lábio inferior com os dentes – Vô morrer de saudades.

– Eu também, mal nos despedimos e eu já quero ti vê de novo.

– Quanto amor minha gente.

– Você não faz ideia.

– Bom, to indo – Karina abriu á porta do carro e antes que ela saísse eu segurei em seu braços.

– Hey e o meu beijo? – Karina se aproximou de mim e me deu selinho – Eu disse beijo e não projeto de um – Ela revirou os olhos e grudou suas unhas em minha nunca me puxando para um beijo ardente. Sua língua se movia com á minha furiosamente, e mil sensações corriam em nossos corpos. Depois do que me pareceu longos minutos Karina se afastou totalmente sem fôlego.

– E agora, tá bom?

– Ô, seu gosto vai ficar na minha boca o dia inteiro – Ela sorriu e nós nos despedimos. Eu dei a partida e fui em direção á minha casa idiota viver mais um dia idiota.