Marcas do Passado
39 Capítulo 39
Pedro
Um mês havia se passado, hoje era á festa na empresa do meu pai. Tudo entre mim e a Karina estava correndo á mil maravilhas, meu amor como sempre parecia crescer cada vez mais por aquela mulher. Nós já estávamos morando juntos e essa experiência com ela estava sendo ótima, quem diria que um namoro de infância fosse se tornar algo tão forte. Eu nunca mais ouvi falar da Alice, ela não me procurou, mandou mensagem, ligou, ou algo do tipo, nada, absolutamente nada, eu estava muito aliviado por isso, isso era uma quase certeza de que ela estaria vivendo a vida dela e eu poderia viver á minha tranquilamente.
– Vamos logo amor – Eu gritei da sala.
– Já vai Pedro, estou quase pronta – Eu me sentei no sofá e resolvi assisti TV enquanto esperava Karina – Prontinho.
– Nossa final… – Eu acabei á frase antes mesmo de terminar,Karina estava deslumbrante. Cara essa mulher é de mais para mim – Você está linda – Eu me aproximei dela e peguei em sua mão fazendo com que ela girasse o corpo.
– Obrigada – Ela sorriu – Agora podemos ir.
– Iiiii, acho que prefiro ficar por aqui mesmo.
– Como assim amor? Você estava ai todo apressado.
– Eu sei, mas depois de ter ti visto assim, essa presa foi embora – eu olhei para seu corpo – Ô se foi e ela deu lugar á algo muito melhor – Mordi o lábio.
– Ahh é? Ao que? – Me aproximei de sua orelha e sussurrei.
– Você, o desejo, a excitação, o prazer, a loucura…
– Pê – Ela disse manhosa.
– Iai? Vamos ficar por aqui mesmo? – Eu mordi o lóbulo de sua orelha e quando eu pensei que Karina ia aceitar minha proposta ela se desvencilha dos meus braços.
– Nada disso, a gente vai sim.
– Ahh Karina…
– E vamos logo, primeiro você encheu o saco para eu ir, agora não quer que eu vá mais?
– Ninguém mandou você se vestir assim.
– Ué, qual o problema? É uma roupa comum.
– Aham – revirei os olhos – Só digo uma coisa, se alguém dê em cima de você lá, vai sair briga – Ela riu.
– Deixa de ser bobo, até parece que eles vão dá em cima da namorada do chefe deles.
– Nem todos são empregos.
– Ahh, amigos, tanto faz, eles são gente respeitosas, não fazem esse tipo de coisa.
– Hahaha você que pensa, eles são os piores.
– Como você sabe? Você já fez parte deles né safado? – Ela deu um tapa em meu braço.
– Claro que não meu amor – Eu á abracei por trás e comecei á guia-la até a porta – É que eu já vi.
– Aham, me engana que eu gosto.
– Você gosta é de outra coisa que eu sei – Dei um chupão em seu pescoço.
– Pedro Ramos, não acredito que você fez isso.
– Tenho que deixar minha marca ai meu amor, assim evitamos aproximações desnecessárias.
– Você é muito idiota.
– Hey não sou nada – Eu apertei sua bunda.
– E tarado.
– É você que me deixa assim, agora vamos logo que eu não vejo á hora de voltar – Karina riu e saímos do apartamento.
Karina
Já havia minutos que estávamos na estrada, a paisagem ficava cada vez mais verde deixando á paisagem das luzes da grande cidade para trás.
– Amor, você está indo mesmo para a empresa do seu pai né? – Eu o olhei.
– Infelizmente sim – Ele fez bico.
– E onde ela fica?
– Meu pai construiu á empresa dele em meio á muito verde, ele preferiu uma área mais calma, mais respirável, fora do barulho da grande cidade, e ele construiu á empresa usando matérias recicláveis e tudo que há nela é renovável visando o bem estar do meio ambiente, a empresa dele é como se fizesse parte desse verde todo.
– Caraca, muito bacana essa iniciativa.
– Todos acharam também. Em meio á tanto caos, á tanta poluição, nada melhor do que você vim trabalhar observando da sua janela á grande queda d’ água e o lindo verde, a gente fica até com a consciência limpa de que não estamos afetando o meio ambiente.
– Caraca você fala tão bem, desde pequeno você presa muito pela conservação da natureza, aposto que essa ideia foi sua.
– Em partes sim – Pedro abriu um grande sorriso – E eu adorei quando meu pai á levou em consideração.
– E ele fez muito bem, realmente, é muito diferente isso – Eu sorri – Falta muito?
– Um pouco, É ali, bem entre aquelas montanhas – Eu abaixei um pouco meu rosto e olhei para o horizonte. O céu estava numa mistura de azul claro e escuro juntamente com laranja e vermelho formando um lindo por do sol.
– Eu quero muito conhecê-la, não vejo á hora de chegar.
– E eu não vejo á hora de ir embora – Ele sorriu malicioso e passou á mão sobre minha coxa desnuda.
– Mais que homem mais safado – Eu dei um tapa em sua mão.
– Eu não tenho culpa de ser insaciável.
– Perversão aflorando hoje hein.
– Ninguém manda você ser linda desse jeito – Sua mão fez um leve carinho na minha coxa.
– Pedro…
– Oi amor? – Ele sorriu sínico e eu neguei com á cabeça tirando sua mão da minha coxa.
– Vai ter muita gente lá?
– Provavelmente sim, as festas do meu pai sempre foram muito bem frequentadas.
– E… Você acha que a Alice também estará lá?
– Provavelmente sim, o pai dela é dono de uma grande empresa né, e quando acontece essas festas ele sempre aparece e ela querendo ou não é obrigada á ir, mas fica tranquila a gente nem precisa conversar com ela, nem precisa olhar pra ela.
– É, mas será que ela fará o mesmo?
– Ai eu já não sei.
– Não está um clima chato entre sua família e a família dela?
– Até que não, a gente sempre conviveu muito bem, claro, o pai dela ficou triste com o termino do noivado, mas ele entendeu.
– Hum — Eu continuei á viagem quieta apenas pensando. Será que realmente tudo será assim tão fácil?
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