Marcas de Uma Vida
6 Perdoe-me...
Notas iniciais
Tive que reescrever todos os outros cap Pertidos. Já vou adiando que são 12 capítulos. (.-.) Espero que gostem e não me matem depois (xD)
Boa leitura!
...mas toda vez que penso em você, deixo uma lágrima cair. (Guren)
Em uma conversa que teve com os amigos, Kai e os demais, chegaram à conclusão que o fim do The Gazette será definitivo. Sem show de despedidas, sem uma música tributo para Reita. Apenas queriam deixar a imagem do The Gazette conservada com Reita ainda na banda. Não se sentiam bem fazendo um último show, Ruki não agüentaria cantar e falharia no meio do show. Uruha se descontrolaria também.
Não foi uma coisa fácil de resolver. Ninguém realmente queria abandonar o The Gazette assim, de uma hora para outra. Só não queriam que esse sofrimento se prolongasse. Ruki foi o primeiro a dizer que queria encerrar as atividades como músico.
Todos os outros integrantes concordaram que não seria bom para ninguém se a banda continuasse na ativa, a última coisa que queriam era colocar um substituto.
Os dias se tornavam mais longos sem o Baixista, as horas pareciam não querer passar nunca. Aos pouco os dias foram passando enquanto castigava Ruki. Era mais um dia sem escutar a voz do namorado, mais um dia sem poder tocá-lo, beijá-lo e dizer que o ama. Estava sendo obrigado a aceitar tudo aquilo. Assim passavam as semanas. Tristes e de certa forma, fria. Essa longa espera se tornou um mês, dois meses... E agora, completa-se cinco meses desde o acidente.
Cinco meses que Ruki acordava todas as noites com a cena do atropelamento sendo repetido, sempre do mesmo jeito e sempre que acordava, procurava Reita em algum lugar e lembrava-se que não o acharia.
(...)
_Mas como estão querendo abandonar o caso? -Aoi quase gritava com o investigador.
_Shiroyama-san, não vamos abandonar o caso por querer. Não temos mais condições de continuar. As câmeras de seguranças não mostram a placa do automóvel inteira, apenas uma parte dela. E não ajudou em muita coisa. Não tivemos muitas testemunha, das únicas 2 pessoas que ajudariam no caso, uma delas está morta, achamos que talvez possa ser suicídio e a outra ainda não encontramos.
_Isso é um absurdo! Estamos te pagando pra isso! Queremos respostas, queremos saber quem foi o filha da puta que matou Reita. -Ruki andava de um lado à outro, passou a mão na cabeça tentando se acalmar.
_Ruki-san...
_Matsumoto, por favor.
_Matsumoto-san, eu estou fazendo o possível com esse caso. Sempre retornamos a estaca zero. Eu posso persistir mais um bocado nesse caso, mas meus superiores irão querer dar como arquivado. Ainda não temos provas contra ninguém e nem se quer temos suspeitos.
_Vocês não podem fazer isso! Eu já vi casos que duraram anos, e mesmo assim eles ainda não foram solucionados, agora porque querem acabar tão rápido com esse caso?-Aoi falava cada vez mais irritado.
_Eu vou fazer tudo que eu posso para...
_Faça tudo que puder e passe por cima do que não puder. Queremos esse caso resolvido, nem que para isso tenhamos que nós mesmos investigarmos. -Aoi encarava o investigador
_Farei tudo que conseguir. Agora, se me derem licença. -Fez uma reverência e foi caminhando em direção a saída.
_Hayato-san. -Uruha correu na direção do investigador.
_Sim?
_Hm... -Olhou para os amigos e falou baixinho, para ninguém escutar- Caso eu queria falar com você em qualquer hora... Tem algum número particular?
_S-sim... -Estranhou o ato. Hayato pegou um pedaço de papel e estendeu para Uruha. -Aqui está, e... Qualquer coisa me liga até se for para jogar conversa fora.
Uruha afirmou com a cabeça e guardou o papel no bolso. Hayato se virou e deixou o local.
_Isso me pareceu uma cantada. -Aoi falou intrigado.
_Não viaja Yuu. Que foi? Vai tirar o dia pra me irritar agora?
_Mas o que eu disse de mais? Só que ele te cantou! Eu não fico te irritando!-Fez bico
_Ah não? O que acha que está fazendo agora?
_Mas que merda! Dá pra vocês dois pararem? Minha cabeça já ta estourando e ainda tenho que ficar escutando a briguinha de casal!-Ruki disse irritado colocando a mão na testa.
_Não vem com essa de casal não!-Aoi berrou mais nervoso ainda.
_Então, Yuu... Cala a boca. -Ruki sentou no sofá.
_Nhê, nhê,nhê....-Aoi ainda reclamava baixinho.
_Será que você só sabe reclamar também, é?-Uruha
cutucou Aoi.
_Se me cutucar de novo eu arranco seus dedos fora!!
Uruha ficou parado com um sorriso malvado formado, deu mais um cutucão no moreno.
_AGORA JÁ CHEGA! -O moreno saiu correndo perseguindo Uruha.
_Porra! Onde está o kai quando se precisa dele heim?! Se ele estivesse aqui vocês dois estariam um em cada canto, emburrados. -Ruki cruzou os braços e suspirou fundo.
Aoi e Uruha pararam de perseguir um ao outro e sentaram-se ao lado do menor. Trocaram olhares.
_kai está com Miyavi... Ele aproveitou que aquela mulher vai ficar fora por umas semanas e resolveu se mudar temporariamente para lá. -Uruha cutucava o abdômen do baixinho.
_Hm... Ei! Pára! Eu sinto cócegas! -Tentou parecer sério.
Uruha olhou Aoi e sorriu. Ambos seguraram o menor e começaram a fazer cócegas.
_Nhaaâ! PÁRA!!! -tentava parar de rir.
Acabou que escorregou do sofá e bateu levemente a cabeça no chão; Aoi e Uruha param sérios, trocaram olhares. Ruki se levantou sério.
_Corre, por que se eu pego vocês eu mato!-Bufando, na verdade queria rir.
_Corre cambada!-Aoi olhou Uruha e ambos saíram correndo para o quarto e trancaram a porta. Ruki começou a rir quando viu que o loiro tropeçou no tapete.
_Escapamos!-Uruha ria.
_Não cante vitória, estamos na casa dele.
_Escapamos... Por enquanto!
Aoi balançou a cabeça. Ficou encarando Uruha, esse se sentou na cama. Uma voz, quase inaudível gritou os dois.
"Cês vão ficar trancados no meu quarto mesmo? Os dois... sozinhos? Só troquem a roupa de cama depois." — Ruki berrou da sala para conseguir tirar os amigos do quarto.
Uruha olhou incrédulo para Aoi.
_Se você não abrir essa porta agora e me deixar passar, eu derrubo você e ela junto! -Uruha se levantou e encarou Aoi.
-Cê ta bem fortinho, heim...-Aoi sorriu
_SHIROYAMA YUU!
"Já estou escutando gemidos... caramba, os dois são rápidos"
Aoi o abraçou, apertado.
_Ta tentando fazer o quê? Abusar das pessoas é crime, sabia?
_Eu não estou tentando fazer nada... Sei lá, só me deu vontade de te abraçar. -Se afastou um pouco. -Agora vamos sair daqui para o senhor-mal-humorado parar de me encher.
Uruha ficou sem entender nada. Aoi nunca foi de abraçá-lo assim, sem motivos aparentes.
_É meu aniversário e eu esqueci?
_Hã?-o moreno virou para o outro, confuso.
_Você só sai distribuindo abraços assim quando é meu aniversário. -Coçou a nuca.
_Kou... -Aoi se aproximou.
Uruha ficou estático, não queria ter dito nada pra magoar Aoi.
_Desculpa, não quis ofender.
Aoi papou para pensar. Realmente, só abraçava Uruha quando tinha uma "desculpa" para fazer isso. Lembrou das vezes que ele chorou e Aoi ficou lá, consolando. Lembrou de quando os dois saíram para beber e sempre carregavam uns aos outros, ou quando era uma data especial.
_Não te dou tanta atenção como eu queria né?-Aoi colocou a franja do Uruha para trás da orelha.
_Yuu, eu... -O mais novo não souber realmente o que dizer, optando pelo silêncio.
Aoi foi se aproximando do rosto do mais novo, lentamente. Uruha sentiu seu coração disparar.
"Mas que coisa... eles dormiram"-Ruki tornou a gritar da sala.
Aoi sorriu de canto, fechou os olhos e se aproximou mais de Uruha. Seus lábios se encostaram. Uruha arregalou os olhos.
_Que porra é essa?-Empurrou Aoi e limpou a boca. -Com que direito acha que pode fazer isso?-Fechou as mãos com força, querendo socar Aoi.
_Eu te amo, Kou. — Aoi abaixou a cabeça, constrangido.
_Como... Para de dizer essas coisas Aoi! Não tem sentido!-Gritava enquanto tampava os ouvidos.
_Depois do que aconteceu com Reita, eu dei mais valor a esse sentimento. -Segurou Uruha pelos ombros. — A última coisa que quero é ver você sair da minha vida, Kou. Só de imaginar que poderia ser você no lugar do Reita... Eu... Fico louco. -Deixou que uma lágrima escapasse.
_Me solta!-A voz quase tremeu- Não encosta em mim! Eu... Não...-Olhou para Aoi e tentou se soltar- Sai de perto de mim, porra! -Uruha empurrou Aoi e saiu do quarto.
Aoi sentou na cama e colocou o rosto entre as mãos se perguntando o que teria feito de errado para Uruha sair assim.
_Ruki... Depois nos falamos, já vou. -Acenou e nem se quer esperou Ruki responder.
O menor percebeu que Uruha estava chorando, se levantou ainda sem entender nada e foi para o quarto.
_O que houve com o... Uruha? -Ruki viu que Aoi também estava chorando. -O que aconteceu aqui?-Sentou-se perto do moreno.
-Só disse o que eu pensava. Tsc, que merda! -Se levantou socando o ar.
O outro preferiu não falar nada para não estragar ainda mais as coisas.
_Eu já volto, Ruki. -Aoi deixou o quarto e foi na direção da sala.
_Não faça coisas sem pensar, espera pra ver se ele vai voltar!-Ruki tentou ir atrás do moreno, mas este já tinha saído.
Ruki se encolheu no sofá, tentou imaginar o que poderia ter acontecido realmente. Ficou assim por alguns minutos até escutar o barulho da chuva. Reita sempre dizia que quando chovia pensava em alguém distante que poderia estar chorando. Para tentar afastar esses pensamentos, Ruki ligou a TV em um canal qualquer.
"Aki, você está chorando? '"
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"Sinta-me com o coração mesmo que teus olhos não permitam que me veja..."
Notas finais
já vou avisando que o próximo capítulo é tenso.
Os detalhes da coisa toda é importante. (u_u)
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