Marcas da Melodia

4 Tratar Você Melhor


Eu não vou mentir para você
Eu sei que ele não é certo para você
E você pode me dizer que estou enganado
Mas eu vejo em seu rosto
Quando você diz que ele é o que você quer
E você está desperdiçando todo o tempo
Nessa situação errada
E quando você quiser que isso pare

Eu pararei o tempo para você
No segundo em que você disser
Que também gosta de mim
Eu só quero te dar o amor
Que você está perdendo
Querida, só para acordar com você
Seria tudo o que eu preciso
E isso poderia ser bem diferente
Me diga o que você quer fazer

Me dê um sinal
Pegue minha mão, nós ficaremos bem
Prometo que não vou te desapontar
Apenas saiba que você não
Tem que fazer isso sozinha
Prometo que nunca vou te desapontar

Eu sei que posso te tratar melhor
Prometo que nunca vou te desapontar
Porque eu sei que posso te tratar melhor
Do que ele
E qualquer garota como você merece um cavalheiro
Me diga por que estamos perdendo tempo
No seu choro inútil
Quando você deveria estar comigo, em vez disso
Eu sei que posso te tratar melhor
Melhor do que ele
(Treat You Better – Shawn Mendes)

AVISO: Relacionamento abusivo.

Eu queria ir até ela, tirá-la dali. Ela parecia nervosa e assustada, enquanto ele só lhe direcionava gritos. Eu desejava pegar sua mão e correr com ela, fugindo daquela situação e a afastando daquele monstro que dias atrás ela chamava de amor.

Engraçado como ele falava com ela ignorando minha presença, sendo que há dois minutos ali estava. De uma hora para a outra, tudo mudou: estávamos rindo e de repente os dois estavam aos berros. Eu me perguntava se aquilo era normal para eles, deveria ser. Eu me negava a admitir que para eles aquilo era normal, não poderia ser. Aquela cena nunca poderia ser considerada normal.

— Está tudo bem? — perguntei quando, depois da briga, ela se sentou novamente ao meu lado, enquanto ele ia para qualquer lugar.

— Está… Não sei — mudava a resposta a cada segundo, indecisa. — Não! Está tudo bem sim – ela respondeu ainda meio nervosa.

— Certeza? Aquilo foi uma briga — insisti.

— Não foi uma briga! — ela desconversou. — Foi só uma discussãozinha — disse, aliviando a situação evidente. — Acontece às vezes.

— Não pareceu uma discussãozinha. Parecia bem sério pra mim. Eu acho até que...

— Você não tem que achar nada, Matt. Nada! — Ela respirou. — Olha, eu vou pra casa, ok? Outra hora a gente se fala. — Ela se levantou e saiu sem se despedir, com raiva.

Sem que eu conseguisse dizer mais alguma coisa, ela desapareceu em meio à escuridão. Bufei frustrado por tudo aquilo. Peguei meu celular, procurei pelo seu nome na lista de contatos e mandei uma mensagem, pedindo perdão. Não por tentar sempre tirá-la daquilo que ela chamava de relacionamento. Mas pedia perdão por tê-la magoado.

Se eu a conhecia bem, ela tinha visualizado a mensagem, mas não iria me responder, não até que sua mágoa passasse. Desde que tínhamos sete anos éramos melhores amigos, estávamos sempre juntos. Conhecíamos o outro mais do que a nós mesmos.

Ela sempre foi durona e orgulhosa, e era o que a deixava ainda mais incrível, fazia com que ela tivesse uma força inabalável. Mas eu não estava mais a enxergando dessa forma. Parecia que sua força estava ficando de lado.

O que eu estava sempre vendo era ela sendo rebaixada pelo namorado e aceitando isso. E eu via tudo, mas me calava. E me odiava por isso.

Eu deveria ter saído de onde estava e ter ido afastá-lo dela. Mas não o fiz. Tina não precisaria me odiar, eu me odiava o suficiente. Como previsto, ela não me respondeu.

Ao acordar no dia seguinte, procurei-a para me desculpar pessoalmente, e agora mais calmos perguntar se poderíamos conversar. Antes mesmo que eu pudesse continuar com minha procura, avistei Benjamin, o namorado de Tina, que junto com uns garotos e garotas riam de algo em uma rodinha no pátio. Com o olhar, me aproximando aos poucos, procurei por Tina, mas ela não estava ali. Não sei se eu ficava aliviado ou amedrontado.

— Cadê a Tina? — parei e perguntei em voz alta.

— Ela não estava se sentindo bem, ficou em casa — disse virando-se para mim. — O que você quer saber da minha namorada?

— Eu só queria saber como ela está. Afinal ontem ela estava bem nervosa depois da briga que vocês…

—Ei, ei, ei! — ele saiu de onde estava e veio até mim com o indicador apontado para meu rosto. — O que quer dizer exatamente com “briga que vocês…”? Eu e Tina não estávamos brigando, estávamos resolvendo algumas questões do nosso relacionamento. E não se meta, porque você não tem nada a ver com isso

— Ela é minha amiga!

— Ela é minha namorada, e enquanto for assim, eu que mando. Agora some daqui!

Junto com Benjamin, todos deixaram o local.

Senti meu rosto ferver de raiva. Queria ter revidado. Ter dito que não iria me afastar da Tina. Decidi ligar para ela. Liguei várias vezes e ela não atendeu. Cheguei em casa morrendo de raiva e preocupação. Continuei ligando até que finalmente ela atendeu.

— Tina? Você está bem? Por que não respondeu minhas mensagens? Estou preocupado. Falei até com o babaca do Benjamin, mas...

— Você falou com o Ben? — Sua voz parecia preocupada, mas estava fraca, como se estivesse cansada.

— Falei... perguntei de você.

— E ele?

— Ele disse que eu deveria ficar longe de você. Mas é claro que não, não é Tina?

— Eu sinto muito, Matt... Eu sinto muito mesmo — Ela suspirou.

— Tina, o que está acontecendo?

— Eu tenho que desligar agora. Se... Olha, eu preciso mesmo desligar.

— Não, Tina! Espera!

Ela desligou.

Eu não conseguia entender nada. Por que ela disse que sentia muito? O que estava acontecendo com a Tina? Não consegui dormir pensando em tudo aquilo. Minha cabeça estava cheia e confusa. A voz de Benjamin me dizendo para ficar longe de Tina. Ela dizendo que sentia muito. Queria gritar. Queria sair correndo e ir até à casa da Tina e ver com meus próprios olhos como ela estava. Foi o que fiz na manhã seguinte. Fui até a casa dela. Quem atendeu foi sua mãe, e me deixou entrar porque eu frequentava aquela casa desde que eu e Tina éramos apenas crianças.

A Sra. Walker, a mãe de Tina, pediu para que eu aguardasse na sala, ela iria chamar a Tina, que ainda não tinha descido para tomar café. Não estranhei aquilo, Tina adorava dormir até mais tarde nos sábados. Minutos depois, a Sra. Walker voltou descendo as escadas.

— A Tina está no quarto — disse no último degrau. — Você pode subir, querido.

— Obrigado, Sra. Walker.

A porta do quarto de Tina estava aberta, mas não a via lá dentro.

— Tina? – chamei por ela.

— Entra logo! — Ouvi apenas sua voz.

Entrei e, em seguida, a porta se fechou atrás de mim. Virei-me e lá estava ela.

— Por que você está assim? Parece que está se escondendo — perguntei.

— Por que você veio até aqui? Está louco? – ela sussurrou nervosa, indo em direção à janela e fechando as cortinas.

— Hã? Louco? Por que estaria louco? Eu vim te ver! Você estava estranha ontem à noite no telefone. Achei que tudo bem se eu viesse na sua casa, sempre fui bem-vindo aqui. Eu acho...

— A questão não é essa! – sussurrou nervosa novamente.

— Qual é a questão, então? E por que você está falando assim?

— Olha, Matt... — ela falou com sua voz normal. — Me desculpa, mas você não devia ter vindo aqui.

— Por que não?

— É o Ben...

— O que que tem o Ben? – perguntei claramente irritado.

— Ele... não gosta da nossa amizade. Na verdade, ele não acha que eu devesse ter amigos homens.

— Como assim? E você vai aceitar isso, Tina? Nós somos amigos desde que nos conhecemos na pré-escola. Nós estamos juntos desde sempre, um apoiando o outro, ajudando o outro quando preciso. Todos sempre disseram que somos inseparáveis. E de repente chega um cara e diz que você não deve falar comigo e você aceita? É isso?

— Não é isso, Matt... Olha, você sempre foi o meu melhor amigo. Mas entenda que o Ben é o meu namorado...

— Então ele é prioridade? Um namoro de poucos meses é mais importante do que uma amizade de...

— Matt, não é isso! – ela me interrompeu.

— Então o que é? Porque o que me parece é que você vai ouvir o seu namorado e se afastar do cara que realmente se importa com você!

— O Ben se importa comigo!

— NÃO! – gritei.

Ela se sentou na cama olhando para o anel em seu dedo. Sentei-me no banco em frente sua penteadeira.

— Tina — chamei e ela levantou os olhos. — Eu não sei o que você vê nesse cara, porque sinceramente não acho que ele seja o melhor para você. Não acho que ele realmente se importe com você. Digo isso porque sei que se importar com alguém não é assim. — Ela abaixou a cabeça novamente. — Me desculpa. Não devia estar me metendo no seu namoro dessa forma, mas não queria perder sua amizade. Você é minha melhor amiga e ninguém devia poder mudar isso. Espero que você também pense assim.

Eu me levantei, fui até ela e beijei sua testa como sempre fazia. E saí dali. Saí, porque sabia que ficar só ia piorar as coisas. Eu iria falar coisas que não devia, mas queria muito falar. Como que o Benjamin é um péssimo namorado e que até eu poderia ser um namorado melhor.

Fui para casa e pensei muito em mandar mensagem para Tina, mas não mandei. Não queria mais encher a cabeça ela. Ela precisava de um tempo só com ela mesma. Tanto que também não me mandou nenhuma mensagem durante o fim de semana todo.

Na segunda-feira, procurei por ela como sempre, mas ela tinha faltado à aula mais uma vez. E desta vez, nem o Benjamin eu encontrei. Fui para casa preocupado, mas se a Tina ainda não tinha me mandado nenhuma mensagem nem nada, achei que ela devia ter feito sua escolha, e claro que não foi a nossa amizade.

Já era tarde e eu estava no meu quarto lendo um livro para a aula do dia seguinte, quando meu celular vibrou loucamente. Umas 10 mensagens de um número desconhecido tinham chegado. Abri e li.

“Matt”

“Você está aí?”

“Matt, preciso de você!”

“Agora!”

“Você está em casa?”

“Posso ir aí?”

“Matt... é sério!”

“Eu preciso realmente de você”

“Matt!”

Achei que fosse a Tina. Mandei uma mensagem perguntando e recebi outra confirmando que era ela mesma. Disse que estava em casa e ela poderia vir. Ela disse que estava saindo. Desci e esperei lá fora porque a casa dela não era muito longe, ela chegaria logo. E, como esperado, alguns minutos depois ela chegou. Apareceu correndo. Estava com a calça do seu velho pijama de flanela. Ao se aproximar de mim, percebi que estava chorando. Ela pulou em mim me abraçando e me soltou em seguida, me puxando para dentro da casa.

— Me desculpa — ela soluçava enquanto falava. — Sei que está tarde, mas eu não sabia mais pra onde ir. — Ela estava muito nervosa.

— Calma! O que está acontecendo? Por que você está chorando? E veio correndo de pijama até minha casa?

— É o Ben! — Ela foi até o sofá da sala de estar e se sentou nele, chorando muito.

Aproximando-me dela pude ver que estava machucada. Seus braços estavam roxos e vermelhos e pareciam até inchados em certos pontos.

— Tina! Olha pra mim! O que aconteceu? – perguntei quase que gritando.

— O Ben soube que você foi na minha casa e ficou muito nervoso. Ele gritava muito e me chamava de coisas muito ruins. Eu tentei explicar que você era só meu amigo e tinha ido lá porque estava preocupado comigo. Mas ele me mandava calar a boca e até quebrou o meu celular. Assim que ele saiu de lá eu mandei mensagem pra você pelo celular da minha mãe. Tive medo dele voltar lá.

— E sua mãe? Ela não fez nada quando te viu assim? – perguntei aflito.

— Não, ela não me viu. Não deixei que ela me visse assim. — Tina me olhou e vi o desespero em seu rosto. — Estou com medo, Matt.

Eu a abracei.

— Você está segura aqui — disse bem baixinho no seu ouvido. – Não vou deixar nada acontecer com você, eu prometo!

Depois de acalmá-la, levei-a para o meu quarto e a coloquei deitada em minha cama.

— Você pode dormir aí, eu fico lá embaixo no sofá.

— Não! Fica aqui, pelo menos até eu dormir. Não me deixa aqui sozinha, por favor.

— Você não está sozinha. — Sentei-me ao seu lado. — Eu estou aqui com você.

— Por que deixei isso acontecer, Matt?

— A culpa não foi sua. Aquele cara... Ele é louco. Você merece alguém melhor, você sabe disso.

— Alguém como você.

Eu me espantei e olhei para ela. Ela estava me olhando de volta.

— É — me aproximei dela —, eu poderia te tratar muito melhor do que ele.

— Eu sei disso – ela se aproximou também.

Beijei sua testa e me levantei da cama. Tive medo de que algo acontecesse. Eu queria muito que acontecesse, mas não daquele jeito, ela estava frágil e machucada, não iria me aproveitar disso. Ela se ajeitou na cama e deitou. Sentei-me na minha poltrona e fiquei olhando-a pegar no sono.

Acabei e dormindo ali mesmo, na poltrona, e quando acordei, Tina não estava mais na cama. Desci as escadas correndo, chamando por ela e a encontrei sentada no sofá da sala.

— Que susto, Tina! – disse me sentando ao seu lado. — Você não estava na cama, achei que tivesse ido embora, estava preocupado, estou...

— Eu tenho que terminar com ele, não é? — ela me interrompeu

— Tina, você sabe o que eu acho desse namoro, nem acho que isso seja um namoro. Ele acha que é seu dono, não seu namorado, já te disse que você merece coisa melhor.

— Certo. — Ela olhou para os pulsos machucados. — Eu não sei como fazer isso. Não quero vê-lo novamente, estou com medo.

— Mande uma mensagem.

— Terminar um namoro por mensagem não é covardia?

— Covardia é o que ele fez com você. Ele foi covarde.

Ela se aproximou e se aconchegou no meu colo. Ficou ali por um tempo, sem dizer nada, e eu também fiquei em silêncio.

— Vou terminar. Vou telefonar para ele e dizer que tudo acabou.

— Certo. Use o telefone daqui de casa.

— Ok. — Ela se levantou. — Eu já volto, Matt.

Ela pegou o telefone e subiu as escadas, eu sabia que ela queria fazer aquilo sozinha. Fiquei ali sentado, com medo também, sabia que aquele Benjamin era descontrolado e era capaz de tudo. Me senti fraco por não poder ajudar a Tina. Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi Tina gritando lá de cima, a conversa não estava sendo boa, como era de se esperar.

Minutos depois, ela desceu.

— Ele é louco mesmo! Diz que não vai aceitar isso! — ela gritou e parecia estar prestes a chorar. — Ele disse que eu não posso terminar com ele! Como assim? Ele é louco!

Eu a abracei.

— Vai ficar tudo bem. Por que você não sobe pra tomar um banho? Pode pegar alguma roupa minha pra vestir, se quiser. Você precisa relaxar um pouco.

Ela aceitou e subiu e eu saí em seguida. Iria na casa dela. Sabia que ela estaria segura em casa, porque o Benjamin não sabia onde eu morava. E com certeza ele iria procurar pela Tina na casa dela, mas ia ter que resolver as coisas comigo.

Cheguei na casa dela e toquei a campainha, mas ninguém atendeu, a mãe dela devia estar no trabalho. Então me sentei na escada da sacada. Estava nervoso, não sabia o que esperar, nem sabia se o Benjamin apareceria mesmo. Eu estava com raiva, e era tão difícil me manter forte perto dela, dizer que tudo ia ficar bem quando na verdade eu queria gritar. Por isso estava ali, queria pôr um fim naquilo.

E, como previsto, Benjamin parou seu carro na frente da casa. Desceu e veio em minha direção.

— Posso saber o que você está fazendo na casa da minha namorada? — Ele me empurrou.

Empurrei-o de volta.

— Ela não é mais sua namorada! Você devia saber disso!

— Sai da minha frente! Você não tem nada a ver com isso!

Ele tocou a campainha.

— Ela não está aí — avisei. — Ela não quer mais te ver! Não quer mais nada com você! Deixa ela em paz!

Acho que despertei a fúria dele, porque ele se virou e veio em minha direção como um animal. Não quero descrever o que aconteceu a seguir, não foi bonito. Nós nos machucamos, e muito. E só fiz aquilo por não querer de modo algum aquele ser perto da Tina de novo.

No fim, com ele preso embaixo de mim no chão, o ameacei, disse que se ele se aproximasse da Tina novamente eu o denunciaria, e ele seria preso por agressão. Eu não tinha ideia se aquilo iria funcionar, mas esperava que aquela ameaça o afastasse de vez dela.

Ele se levantou e me olhou com ódio, mas entrou no carro e foi embora. Fiquei ali sentado, descansando um pouco. Meu celular tocou, era o número da minha casa, devia ser a Tina que saiu do banho e não me achou. Atendi e era ela mesma.

— Onde você está? Não te achei. Procurei pela casa toda! — ela choramingava como uma criança.

— Vim comprar umas coisas, já estou voltando — menti .

Mas desliguei e telefone e tive uma ideia. Voltei correndo para casa, um pouco dolorido pelos machucados.

Chego e encontrei Tina encolhida no sofá, estava com uma camiseta minha e a calça do meu pijama. Ela deu um pulo ao me ver.

— O que aconteceu com você? — Ela pôs a mão no meu rosto. – Você está sangrando!

— Está tudo bem, eu estou bem. Fique calma.

— Quem fez isso com você, Matt?

— Eu fui resolver uma coisa.

Ela se afastou com os olhos arregalados e a boca aberta.

— Foi o Ben, não foi?

— Eu achei que ele fosse na sua casa depois da ligação, e foi mesmo.

— Matthew! Você... — Ela levou as mãos à boca.

— Ele não vai mais chegar perto de você. — Eu me aproximei dela. — Eu prometo!

Ela me abraçou.

— Vamos subir, você tem que cuidar desses machucados.

— Estou bem, Tina, só preciso de um banho.

À noite, levei-a para casa e expliquei tudo o que aconteceu para a mãe dela, que ficou horrorizada.

— Valentina! — ela gritava. — Esse garoto não chega perto de você nunca mais!

E nos próximos dias foi isso mesmo que aconteceu. O Benjamin não ligou nem procurou pela Tina. E era a hora de dar o que ela merecia.

Fui até a casa dela bem cedo, levando flores. Quem atendeu à porta foi sua mãe, que me deixou entrar, encantada com a surpresa. Ela gritou chamando a Tina que desceu as escadas correndo, mas parou ao me ver.

— O que é tudo isso, Matt?

Entreguei as flores.

— Eu disse que podia te tratar melhor, namora comigo?

E ela me abraçou.

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Escrito por Maria Carolina Gonçalves, segunda colocada no concurso.