Marcado pelo Destino
6 Capítulo 6
Eu já estava dormindo a mais de cinco horas, até quando começaram a tocar freneticamente a camainha eu tive de levantar para atender, passei pela janela e vi que já estava escuro, provavelmente já se passara das sete. Olhei pelo olho mágico, era o Gee e ele parecia incomodado com a minha demora e não tirava o dedo da capainha. -calma, já to abrindo. –quando eu abri a porta o Gee pulou no meu pescoço e suspirou aliviado.-pensei que você tinha feito alguma besteira. –ele disse pondo a mão no peito.-e por que eu faria?-não sei, o Frank foi desesperado na minha casa depois das aulas de vocês, ele disse que estava preocupado com você e não sabia o porque de você ter brigado com ele.
-ah, ele não sabia o por quê? –eu falei sarcástica e sentei no sofá da sala, Gee fez o mesmo. –simplesmente porque ele usa drogas.-o que? –Gee parecia tão surpreso quanto eu quando descobri.-é eu o vi fumando maconha hoje no colégio.-mas...-e o pior que justo agora que eu estava tão afim dele.-ah, eu sabia!-ele me fazia sentir diferente, me dava uns comixões na barriga e...-mas então fique com ele.-não dá Gee e você sabe disso, eu não quero perder outra pessoa que eu gosto por causa das drogas. –eu suspirei e deitei minha cabeça no colo dele.-seu pai né? –eu concordei com a cabeça. –hei, mas você gosta dele mesmo né?-aham...-então fale com ele, explique a situação, peça pra ele largar disso por você.-e se ele não quiser? –eu chorava agora. –preferir a maconha a mim?-ele não vai se um idiota a chegar a esse ponto.-e se...-larga mãe desse e se, caso ele preferira a maconha tudo bem, bola pra frente, você é linda e vai esquecer logo.-ah Gee, eu te amo sabia?! –eu dei um abraço nele.-sabia! –ele sorriu e eu dei um tapinha em seu peito, começamos a rir muito. –isso mesmo eu quero minha menina sorrindo! –ele disse todo animado.-ai, eu to com fome. –eu disse quando ouvi minha barriga roncar.-eu também. – o Gee falou colocando as mãos na barriga dele.-novidade! –eu taquei uma almofada nele e levantei. –espera ai que eu vou me trocar e a gente sai para comer algo.Em cinco minutos eu já estava pronta, saímos de casa a pé mesmo.-aonde nós vamos? –Gee perguntou.-no Happy Friends. É a duas quadras daqui, e eu costumava ir com a minha mãe quando era pequena.Nós caminhamos uns cinco minutos e chegamos, a lanchonete tinha um aspecto familiar e infantil, era bem colorida e também tinha um parquinho enorme e também bastante colorido.-Daia, olha esse lugar. –ele disse quando nós entramos.-é lindo, não é? –eu disse sentando em uma mesa, uma garçonete veio anotar nossos pedidos de patins e com uma peruca rosa chiclete.-eu quero um Happy Face e um milkshake de chocolate família. –eu disse sem olhar no cardápio.-eu quero uma cerveja e um...-desculpe senhor, mas não vendemos bebidas alcoólicas. – o Gee bufou e eu abafei uns risinhos, ele acabou pedindo o mesmo que eu.-mas que porcaria é essa? –ele perguntou quando a garçonete deixou os pedidos na mesa e se retirou.-é uma carinha feliz. –eu disse virando o prato dele que estava invertido.-eu não enxergo a carinha. –ele disse entortando de todos os jeitos a cabeça para ver se conseguia ver algo.-aqui ó. — eu disse apontando para cada coisa em seu prato. –o pão é a cabeça, essas calabresas são os olhos e o nariz, essa batata frita aqui embaixo a boca e essas batatas fritas em volta são os cabelos malucos!-que infantil. –ele se assoprou e começou a comer.Eu já havia comido toda a minha batata frita e o prato do Gee ainda estava cheio de batatas, eu fui rápida e chutei algumas.-hei! –ele exclamou.-hahahah... bobeou dançou! –eu disse enfiando todas na boca.-sua gulosa!-você que é tanso! –eu disse com a boca cheia.-tanso você vai ver quem é. — ele tacou o pão entupido de maionese no meu cabelo.-ah, seu besta é melhor correr. –e ele correr e eu atrás dele com o cabelo entupido de maionese.Ele foi para o parquinho e eu junto, mas no meio do percurso ele parou e se virou e nós demos um encontrão pois eu não consegui parar a tempo, caímos, eu em cima dele. Por uma fração de tempo fechei os olhos e o beijei, ele correspondeu mas não por muito tempo.-desculpa Gee, mas eu não posso.-eu também não, seria como beijar o Mikey.-tá me chamando de homem é? –eu fiquei de pé com as mãos na cintura.-não, é que você é como uma irmã pra mim.-assim ta melhor, vam’bora?-vamos.
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