Marcado
40 Extra - Parte 02
Notas iniciais
Marcado
Kaline Bogard
Capítulo Extra
Parte 02
Kagami ficou observando as nuvens por um tempo, que não soube dizer se foram minutos ou horas, tão envolto em conforto que nada mais importava. Podia-se ouvir a respiração leve da Pantera ao seu lado, também tão confortável que o ruivo poderia jurar que estava dormindo sentada até que o animal se moveu, estendendo as enormes patas dianteiras para frente de modo a deitar-se sobre a verde grama.
Taiga riu baixinho quando viu seu companheiro bocejando abertamente, mostrando aquelas afiadas presas e a língua muito rosada. A cena logo fez com que o Ômega refletisse o ato, bocejando junto. Era realmente contagiante, não podia evitar. E então a Pantera virou e deitou-se de lado, rolando sobre as próprias costas antes de parar, deitada sobre o outro lado do corpo, agindo como um grande gato doméstico e preguiçoso. Kagami pensou até ter ouvido um ronronar...
Aquilo fez com que o Ômega risse de novo, mais abertamente dessa vez, fazendo a Pantera olhar para o companheiro antes de rolar sobre suas próprias costas novamente e bocejar outra vez.
— Mas é muita folga mesmo, hein? — Kagami brincou, recebendo um olhar ligeiramente ofendido da Pantera, como se o animal dissesse que é foda e cada movimento seu é incrível. Taiga reconheceu o sentimento, bem ao estilo Aomine e riu de novo. — Aho
A Pantera então resfolegou e pareceu sorrir, olhando para a água cristalina com olhos semicerrados. O lago podia estar frio, mas o dia estava agradável. Tão agradável que não muito tempo depois, ambos estavam cochilando na grama, aproveitando aquela calmaria.
Pouco menos de trinta minutos depois, o felino estava despertando, trazido de volta à realidade por um passarinho folgado que pousou em sua cabeça. A ave logo içou voo quando sentiu a Pantera se mover, e Daiki então olha em direção ao seu companheiro. Kagami ainda cochilava, chegava até a roncar. Isso fez com que a Pantera sacudisse sua cabeça, quase rolando os olhos, perguntando a si mesma quem era o folgado agora.
O felino então levantou-se, espreguiçando graciosamente antes de encostar o grande focinho bem de leve contra o peito de Kagami, resfolegando novamente quando viu que o Ômega ainda dormia. Então a Pantera enfiou seu rosto embaixo de Taiga e o rebocou para cima de seu corpo, caminhando para dentro da floresta de novo com um ruivo desacordado sobre as costas.
Quando Taiga finalmente despertou, ele se viu debaixo de uma grande e majestosa árvore, solitária no topo de uma colina. O Ômega então se sentou e esfregou os olhos, olhando para o lado e vendo a Pantera displicentemente deitada ao seu lado, só o observando com aqueles brilhantes olhos azuis. Depois Taiga virou para olhar pra frente, notando que poderia ver a casa de campo deles dali. A vista era de tirar o fôlego de tão bonita, ainda mais naquele fim de tarde, quando o céu já se cobria com tons de laranja, amarelo e rosa...
Ao longe o Ômega conseguiu vem um Leão e uma Águia perto da casa, abrindo um grande sorriso e acenando pra eles, pra ver se seus amigos conseguiam vê-lo. Ele estava tão animado. Mas logo Kagami ouviu um baixo grunhido vindo detrás, e o som de algo grande roçando na grama... Quando virou, ele viu que Daiki voltara a forma humana. Completamente pelado.
— OE! Não tem vergonha nessa cara não?!
— Tsc, não enche o saco, Bakagami, nunca te vi reclamar — e então Daiki se senta e abre as pernas, levantando os braços para cruzar atrás da cabeça e se encostando desavergonhadamente contra o tronco da árvore. Um sorriso maroto no canto dos lábios, fazendo com que a cor do rosto de Kagami combinasse com o tom de seus cabelos.
— Cala boca, aho! E fecha essas pernas!
Aomine então sorri largo, desafiador.
— Vem fechar.
Kagami bufa em resposta, e quase dava para ver os pelinhos de sua nuca se arrepiando em aborrecimento pelo desafio. E quando o ruivo se virou e ergueu o punho para dar um soquinho no joelho mais próximo de Daiki, o Alpha se move rapidamente para agarrar o pulso de Taiga, puxando-o para si e jogando o companheiro na grama, segurando ambas as mãos dele sobre a cabeça ruiva.
— Te peguei! Você caiu na minha armadilha como um patinho, Bakagami.
— Porra, me solta, aho!
O Ômega ruboriza de novo, em uma mistura de irritação e vergonha, mas ele não queria se livrar da armadilha tanto quanto parecia... E Aomine sabia disso, ele podia sentir através do vínculo. Desde que a vida deles voltara ao normal, dividiam a cama toda noite, mas nem sempre conseguiam fazer sexo. As vezes Kagami estava tão esgotado do treino de basquete que não queria nem papo. E também tinha o colégio, as finais antes das férias... Mas agora tiraria o atraso ~
— Soltar o caralho, tô louco pra transar desde quando chegamos aqui.
Aquilo fez com que Taiga ficasse mais vermelho do que seu cabelo. Sim, também queria, mas ali?!
— Na grama?!
— É, quê que tem?
— “Quê que tem”?! É grama! Tá cheio de formiga!
— Tsc, deixa de frescura, Bakagami, eu tô aqui pelado e nenhuma me mordeu até agora.
Kagami ponderou, bufando de leve. Talvez Daiki tivesse razão. “Daiki tivesse razão”... Meu Deus, o mundo estava prestes a acabar.
— Tá bom. Mas se alguma formiga me morder eu te dou um chute no saco!
— Confia em mim, Bakagami, não vai acontecer nada — Daiki afirmou, sorrindo torto. — Agora tira essa roupa e estende no chão.
O Alpha então solta os pulsos do ruivo e senta de novo na grama, olhando para o outro enquanto esperava esse se despir, na ânsia. Taiga, ainda meio envergonhado com a idéia de transar ao ar livre, começou então a retirar a blusa, estendendo-a sobre a grama ao lado deles, e depois se levantou para tirar a bermuda, também a estendendo na grama.
Foi então que Taiga reparou no jeito que Daiki encarava suas partes baixas, com um sorriso tão divertido que o Alpha parecia prestes a cair na gargalhada.
— O que cê tá olhando?
— Seus pentelhos — então riu por um instante — São muito mais ruivos ao ar livre. Parece cabelo de palhaço. — a gargalhada rolou solta depois que falou isso, fazendo o Kagami inflar as bochechas em desfeita e dar um chutinho no lado das costelas do Alpha.
— Morra!
Ainda gargalhando. — Ouch! Não precisa me chutar, Bakagami, só tava brincando! Cê sabe que eu não me importo com isso, só achei engraçado.
Kagami bufou de novo, só de manha, pois ele realmente sabia que Aomine nunca se importou com seus pêlos, que são poucos, mas ele não queria tirar porque dói mais do que vale a pena. Ele é um adolescente afinal de contas! Pêlo cresce em todo canto!
— Acho bom mesmo!
— Tá, tá, deixa de ser marrento e vem logo pra cá antes que eu te puxe pela canela, Bakagami.
Daiki falou, sinalizando para que o ruivo sentasse ao lado dele sobre as roupas no chão. O Alpha já se encontrava meio excitado só pela expectativa, o que estalou um detalhe na mente de Taiga.
— Não trouxemos lubrificante! — ele acabou exclamando sem nem perceber, de tão chocado que ficou quando percebeu a falta daquele que aprendeu ser tão útil em sua vida... Foi então que Aomine deu de ombros.
— A gente se vira.
— Como? — perguntou, desacreditado.
— Dou meu jeito, agora vem cá.
Taiga queria dar outro chute em Daiki por fazer desfeita ao lubrificante, afinal: o Alpha nunca saberia o quão precioso aquele líquido viscoso poderia ser para seu traseiro. Mas o ruivo resolveu confiar no companheiro, então acabou sentando-se ao lado dele sobre a blusa.
— Bom garoto.
Aomine brincou antes de se aproximar e roubar um beijo do ruivo, usando uma mão comprida para segurar a nuca de Taiga e aprofundar o beijo ainda mais. O gesto certamente fez o Ômega relaxar, cedendo e adorando o ato apaixonado que ambos compartilhavam debaixo da grandiosa árvore.
A outra mão do Alpha então desceu até a cintura de Taiga, acariciando sua pele lentamente, percorrendo a silhueta até chegar ao quadril, puxando-o para si pra deitar o Ômega um pouco. Kagami obedece, apoiando ambas as mãos compridas no chão para mover a bunda mais pra frente e inclinar-se para trás, deitando sobre a blusa enquanto ainda se beijavam.
Só quando Daiki sentiu a mão que segurava a nuca de Taiga tocar no chão que ele interrompeu o beijo, ambos ofegando um pouco, o ruivo ainda exibindo bochechas levemente coradas, mas agora em excitação. Foi quando o Alpha moveu sua mão em direção ao pau do companheiro, envolvendo-o com seus dedos compridos e acariciando um pouco... Assistindo a expressão de Taiga mudar e contorcer-se em prazer, ouvindo-o gemer de leve. Um sorriso torto então curva os cantos dos lábios de Aomine, adorando assistir aquilo.
Taiga estava tão duro.
Foi então que Aomine soltou a ereção do ruivo e se meteu no meio das pernas do outro, engatando os braços na parte de baixo de cada joelho de Taiga e os puxando pra cima, expondo a bunda do Ômega.
A ação foi tão repentina que Taiga demorou um tempinho para raciocinar o que estava acontecendo, logo apertando as sobrancelhas no meio da testa e esbravejando, apoiado sobre os cotovelos para encarar o Alpha.
— OE! O que cê pensa que tá fazendo?!
— Lembrei de uma técnica que pode funcionar. Te deita que vou lamber sua bunda.
Kagami ficou mortificado, com uma expressão de quem parecia ter visto uma assombração.
— Cê vai o que?!?
— Tá surdo, porra? Vou lamber essa tua bunda branquela pra ver se te deixo molhado o suficiente pra entrar, baka!
Kagami ficou pior do que um tomate de tão vermelho, abrindo a boca para xingar até os ancestrais de Daiki, mas fechando-a de novo, fazendo um som indistinguível antes de finalmente falar alguma coisa.
— E por que você não molha os dedos ao invés de meter sua língua.... lá?
— Ora, porque agora eu quero te lamber, fiquei curioso.
— Curioso o caralho! Cu não foi feito pra lamber!
— Também não foi feito pra fuder, mas o que estamos fazendo mesmo? — riu
Taiga teve que se calar frente a lógica. Ele ainda estava vermelho como um pimentão, mas talvez estivesse exagerando, como em sua primeira vez... Antes, pensava que seria pior do que o inferno, mas depois percebeu que é gostoso. Muito gostoso, embora ainda não admita em voz alta. Quem sabe aquilo acabasse sendo bom também?
Por fim, o ruivo acabou cedendo, acenando com a cabeça em afirmativa.
— Okay, okay! Te deixo me lamber.... lá. Mas sem gracinhas!
Aomine riu. — Gracinhas, eu?! Que ofensa, sou sério pra caralho.
— Pra caralho — Kagami repetiu, mas num tom que também era de negação, completamente descordando com o que o Alpha dizia ser. — Então... Eu só me deito? — o Ômega perguntou, querendo saber o que fazer naquela situação, já que a idéia era de Daiki.
Aomine acena com a cabeça, concordando, então Taiga suspirou fundo e deitou as costas contra a blusa no chão, tentando relaxar com a idéia de ter a boca do Alpha tão perto de seu cu... O ruivo então fechou os olhos, entregando pra Deus.
O Alpha sorriu torto quando viu o companheiro cedendo e deitando, finalmente puxando as pernas de Taiga um pouco mais pra cima para engatá-las sobre seus ombros, livrando as mãos no processo.
Daiki então olha para baixo, notando que Kagami amoleceu um pouco naquele fuzuê, e o Alpha girou os olhos em ligeiro aborrecimento. Esse Bakagami é mesmo um fresco. Mas o moreno tinha a certeza de conseguir endurecer o Ômega de novo só com o poder de sua língua, o que fez Aomine sorrir torto para si mesmo.
Logo, o Alpha levou ambas as mãos para baixo, a fim de segurar a bunda de Kagami e erguê-la um pouco, alavancando o ruivo para que pudesse lambê-lo sem muito malabarismo. Olhos azuis então se viram encarando aquele buraquinho rosado de Taiga, tão tímido com a idéia de ser lambido pela primeira vez ~
Aomine não deu muita margem para arrependimentos, logo inclinando a cabeça em direção a bunda de Taiga e encostando sua língua quente sobre aquele rosado orifício, lambendo-o longamente até chegar a base das bolas de seu companheiro, ouvindo um gemido engasgado vindo do ruivo.
Kagami não podia acreditar que estava sendo lambido daquele jeito, mas pai eterno, aquilo até que não era ruim! Erguendo um pouco a cabeça ruiva para tentar ver enquanto Daiki continuava lambendo sua bunda da forma mais quente e longa que conhecia, fazendo com que Taiga desistisse de tentar assistir e deixasse sua cabeça cair pesadamente no chão outra vez.
— Puta merda — ele deixou escapar, surpreso com as sensações que formigavam seu sistema nervoso toda vez que Daiki o lambia.
O Alpha então começou a circundar o buraquinho rosado de Kagami com a ponta de sua língua, para ter certeza de que o estava deixando o mais molhado que podia. Olhos azuis brilhantes se direcionavam para o rosto de seu companheiro, assistindo as expressões que este fazia com cada movimento de sua língua. Aomine então sorriu torto, adorando ver o quão duro Taiga voltou a ficar ~
Ele sabia que o ruivo iria gostar daquilo, tinha certeza. Baka. Sempre tão fresco, que se esquece o quanto que Daiki realmente o conhece.
— Tá gostando, Bakagami? — Aomine brincou, o rosto ainda no meio das pernas de Taiga.
— Cala boca, aho! — Kagami retruca, quase não conseguindo encontrar sua voz de tão excitado que estava... — Bora logo com isso que quase não estou aguentando aqui!
Aquilo fez o Alpha rir. — Tão mandão ~ Abaixa essa tua crista, Bakagami, você é só um Ômega. Eu faço o que eu quiser contigo!
E então Daiki deu outra lambida quente no rabo de Taiga, ligeiramente forçando a ponta de sua língua pra dentro daquele botão rosa, recebendo um grunhido excitado do ruivo em resposta.
— Ah, puta que pariu — Taiga resmungou, sentindo o pau tremer em excitação com todo aquele estímulo. Daiki o estava torturando aquela altura do campeonato. Kagami quase não conseguia enxergar direito... Sua visão embaralhava de tanto tesão.
Mas foi quando o Alpha deslizou um dedo comprido pra dentro de seu corpo que Taiga não se segurou, gemendo alto em surpresa e prazer. Aomine ficou super satisfeito em ver o quão fácil seu dedo entrou. Isso provara que o Ômega estava pronto pra próxima.
— Já deu, segura as pontas que vou entrar — Daiki falou, marotamente, já se posicionando entre as pernas de Kagami. Ele também já não aguentava mais tanta enrolação, pulsando forte em ansiedade.
Kagami olhou em direção ao Alpha e acenou com a cabeça, rubro de tesão e pronto pro que der e vier, se ajeitando sobre a roupa e se preparando mentalmente para a entrada.
Foi então que Daiki olhou para baixo, segurando seu pau em posição para encaixar direitinho antes de deslizar pra dentro, ouvindo um grunhido baixo e dolorido de Taiga, mas nada com que se preocupar. Logo ele se acostumava com a invasão e relaxava.
E foi exatamente o que aconteceu. Kagami já não se debatia tanto quanto na primeira vez, mais acostumado com o sexo entre eles. Ainda doía um pouco na entrada, mas aos poucos estava aprendendo a aceitar o companheiro com mais facilidade...
Aomine então se inclina um pouco sobre Taiga, apoiando os cotovelos na grama enquanto se afundava no Ômega, gemendo baixo perto do ouvido do ruivo quando sentiu-se completamente dentro... Era sempre uma sensação alucinante.
Os dois jovens respiravam fundo um contra o outro, Taiga logo envolvendo o Alpha com os braços para abraçá-lo, sentindo todo o comprimento do companheiro dentro de si, latejando, comprimindo todos os melhores pontos...
— Você pode se mover agora... — o ruivo murmurou, dando carta branca.
O Alpha somente meneou com a cabeça, concordante, antes de começar a se retirar, saindo quase completamente antes de se enfiar de novo, retirando um gemido baixo de Kagami com o movimento. Logo um ritmo começou a se desenhar, e Daiki se move para capturar os lábios do companheiro em um beijo quente e apaixonado, combinando com o amor que faziam.
Foi quando uma formiguinha guerreira começou a escalar uma das bochechas firmes do traseiro de Taiga, subindo despreocupadamente, provavelmente pensando ser uma pedra quente e macia. Mas assim que Daiki bateu forte contra os quadrís do ruivo em uma investida profunda, a formiguinha se sentiu ameaçada, fechando as mandíbulas na pele sensível do Ômega...
— Ai! Caralho! O que foi isso?!
Reclamou, batendo com uma das mãos na própria bunda, enxotando a formiga pra longe.
— Formigas!! Eu te disse! Eu te disse!!
— Porra, deixa quieto, tá estragando o clima aqui, baka — Aomine resmunga, mais excitado do que irritado, mas pronto pra descer o cacete no ruivo se este resolver parar só por causa de uma mísera formiga...
Por sorte, Kagami só resmunga e choraminga um pouco, esfregando o local mordido com a palma da mão e fazendo um bico, incomodado. Odeia formigas! Elas sempre aparecem quando não são chamadas!
— Tá, tá, bora continuar...
— Acho bom...
E então o Alpha retoma o ritmo, girando os quadris ligeiramente enquanto estava bem fundo dentro de Taiga, roçando seu ponto de prazer com mais força para ter certeza de que aquele baka iria esquecer da formiga. Onde já se viu, parecia um bebezão...
A resposta vinda de Taiga foi a esperada: um gemido alto, meio engasgado, como se o ruivo tivesse sido pêgo de surpresa pelo movimento, choramingando de prazer.
— … de novo...
Daiki não perdeu tempo, girou os quadris de novo e de novo, removendo arfadas e gemidos agudos de seu companheiro em cada gesto, sentindo enquanto o pau de Taiga pulsava entre eles, já meio molhado com pré-gozo...
O Ômega estava perdido em prazer a esse ponto, segurando forte contra as costas do companheiro, com certeza o arranhando com suas curtas unhas, até que ele desceu uma das mãos, enfiando-a entre eles para começar a esfregar seu próprio pau, doido para gozar enquanto sentia o Alpha estocando forte contra seu corpo...
Aomine sentiu que seu companheiro estava próximo do orgasmo, aumentando o ritmo de modo que o som dos quadris batendo ficava mais forte em cada investida, também tão perto de gozar que já não enxergava mais nada frente ao próprio nariz.
Os gemidos e grunhidos de Taiga ficavam igualmente mais altos. O movimento de sua mão sobre seu próprio pau cada vez mais rápido, até que ele quase gritou que ia gozar, o som zunindo no ouvido de Daiki de tão alto que o ruivo gemeu seu orgasmo, espirrando seu gozo entre eles em fortes rajadas.
O corpo do Ômega esquentou com o clímax, engatilhando o gozo do Alpha em resposta, que inundou o interior do ruivo com seu prazer liquefeito, grunhindo gravemente contra o pescoço do companheiro enquanto sentia seu pau tremer em prazer com cada jorro, ainda estocando contra o corpo de Taiga até que cada gota de seu gozo tivesse corrido de si...
Até que finalmente estancaram, relaxando um contra o outro enquanto respiravam e arfavam fundo, tentando retomar o fôlego depois daquele orgasmo intenso. Olhos avermelhados fixos nas folhas verdes da majestosa árvore que os cobria, extasiado, enquanto Aomine arfava contra seu pescoço, de olhos fechados.
— Uau... — Kagami exclamou de leve, ainda meio perdido em êxtase.
— É.. eu sei.. — respondeu Daiki, também dormente pelo orgasmo.
— Preciso de um banho... — o ruivo apontou, finalmente vindo a si de que seu abdômen e tórax estavam melados com seu próprio gozo.
— Precisa mesmo.. — Daiki concordou, também percebendo a bagunça.
Mas nenhum dos dois queria ser o primeiro a se mexer, estavam muito confortáveis pra isso. O Sol já estava bem baixo a esse ponto, e logo começaria a escurecer... Seria melhor voltar pra casa.
Então o Alpha foi o primeiro a quebrar aquele conforto, se levantando lentamente até ficar de joelhos, olhando pra baixo só pra notar que seu torso também estava todo melado com o gozo do companheiro. Um sorriso torto curvou seus lábios, levando um dedo até o abdômen e pegando um pouco daquele fluído leitoso, para então lamber.
— Delícia ~
— Aho — Taiga respondeu com uma risadinha.
— Se veste logo que temos que ir, Bakagami.
— Não enche — o ruivo reclamou, sem um pingo de vontade de levantar dalí.
— Então te deixo pra dormir aqui fora — Daiki brincou, maroto. Lógico que ele não iria deixar seu Ômega pra trás. Nunca.
— Até parece — Kagami respondeu, sorrindo torto também. Mas logo ele se sentou e puxou a camisa, vestindo-a.
A roupa grudou contra o torso melado, fazendo o ruivo resmungar. Era uma sensação nada agradável, mas não ia voltar pra casa pelado. Foi aí que ele lembrou que Daiki não tinha as roupas dele alí.
— Oe, cê vai voltar assim mesmo?
— Fazer o que — Daiki falou, preguiçoso, coçando o ouvido com o mindinho enquanto esperava o Ômega se vestir.
Taiga resfolegou, levantando pra vestir a bermuda e retirando a blusa de novo, oferecendo-a para o moreno.
— Toma, é melhor do que nada
— Valeu
A palavra simplista foi carregada de gratidão e afeto, algo não muito comum vindo de Aomine. Taiga sorriu, gostando de ver que o outro estava evoluindo. Algo pequeno por vez, mas evoluindo mesmo assim.
Daiki então veste a blusa e grunhe, pinçando a frente da roupa com os dedos e olhando pra dentro dela.
— Tá toda gozada! Prefiro ficar pelado!
Sempre estragando com o clima......
— Aho! — exclamou, dando um soquinho no ombro do Alpha, que se desviou e saiu rindo, correndo colina abaixo.
Kagami então começa a correr atrás dele, rindo e atirando um dos chinelos, passando rente pela cabeça azul de Daiki.
— Errou, baka!
— Te pego, imbecil!
A risada do Alpha então reverbera pelo ar.
E tudo é tão normal quanto deveria ser.
Fim
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