Marcado

20 Capítulo 20 – Urgência


Notas iniciais
PEGADINHA DO MALANDRO!! Gente, claro que eu não ia colocar isso aqui em hiatus, né? Nem eu sou tão má assim! Preciso dizer que eu ri muito com alguns reviews, mas o prêmio de criatividade vai pra Padawan, que literalmente encarnou o Daiki! Até arrepiou aqui hehehe. Importante: aqui vocês vão ver o resultado de todo esforço da Agnostic em me ajudar com o lemon, sugando e adaptando bem as personalidades desses dois idiotas. Espero que gostem do resultado tanto quanto a gente gostou. Vou encaminhar os reviews pra amora, pra ela saber o que você acharam, okay? Boa leitura!

Marcado

Agnostic e Kaline

Capítulo 20 – Urgência

Acabou sorrindo torto. Aquele seu Ômega andava cheio das vontades! Não era bem assim que funcionava o mundo shifter. Enfim, não ia insistir em um diálogo nas ridículas condições. Acabou dando um passo para trás. Em seguida ergueu a perna e acertou o pé com tanta violência na porta que arrebentou a fechadura. A folha de madeira bateu na parede e voltou com força, sendo parada pela mão espalmada do Alpha.

Ele lançou um olhar para dentro do quarto, encarando o ruivo que o fitava de volta com o queixo caído.

Mês que vem é o caralho, Kagami.

Taiga não podia acreditar em seus olhos. Aquele cara só podia estar de brincadeira. Como ele ousa...? O ruivo então fechou a cara para Daiki, pronto para armar o maior barraco.

— Tá doido, caralho?! Tu quebrou minha porta de novo!! Não sabe esperar não, porra?! Eu disse mês que vem! Cai fora!!

Aomine teve que se segurar para não meter um soco na cara do ruivo sentado na cama. Aquele Ômega estava lhe dando nos nervos com tanta frescura. Eles haviam combinado isso, Kagami sabia o que devia ser feito e ele concordou. Dar pra trás agora é muita sacanagem!

— Deixa de ser fresco, porra! Preciso de mais tempo— zombou – Parece uma garota!

— OE! Vai se fuder!!

— Baka! Que bicho te mordeu?! Até ontem você estava bem, agora tá só viadagem! Que porra é essa?!

Foi a vez de Kagami bufar e cruzar os braços sobre o peito, olhando para o lado enquanto sua face corava como um pimentão. De raiva, indignação e embaraço. Os sentimentos preenchendo o quarto e fazendo-se óbvios. Sim, ele sabia, sabia de tudo, e concordou. Mas isso não queria dizer que estava pronto para... para o que iria acontecer. Ele sempre imaginou que quando fosse fazer sexo pela primeira vez, seria com uma garota. Não com um garoto. E especialmente não sendo a mulher!

— Eu tô nervoso, porra! Não dá pra notar?! É minha primeira vez! E não me imaginei fazendo isso com um cara! Até você aparecer! Não estou pronto, cacete!

Então era isso. Aomine teve que respirar fundo ou ele realmente socaria aquele idiota. Se esse era o problema, ele podia ter falado antes, porra!

— Também é minha primeira vez, baka!

Aquela revelação fez Kagami arregalar os olhos vermelhos para Aomine. Dentre todas as pessoas que esperava serem virgens, o Alpha Pica das Galaxias não era uma delas. Mas Kagami ainda não estava se sentindo muito melhor. Afinal, ele ainda seria a mulher da história. Ele estava preocupado, e muito. Então o ruivo bufou de leve.

— É mais fácil pra ti, aho!

— Mas é muito pé no saco mesmo, hein – Daiki reclamou, recebendo uma travesseirada na cara como resposta.

— Cala boca!

Aomine então rosna, pega o travesseiro e o joga de volta contra Kagami, fazendo o ruivo resmungar.

— Deixa de frescura! Eu trouxe algo pra ajudar, baka!

E então o Alpha mete a mão em um de seus bolsos e puxa um tubinho de lubrificante, jogando no peito de Kagami. Ele lê muita revista pornô, então ele sabe que um pouco de ajuda pode ser necessária em certas ocasiões. Taiga olha praquilo que caiu sobre o colchão e envermelha ainda mais, a tez quase tão escarlate quanto seus cabelos. Então ele cobre o rosto com as mãos e se remexe sobre a cama, esfregando os dedos longos em seu cabelo e o bagunçando todo em um pequeno ataque de desespero.

— Aaaaah!! Eu não acredito! Isso vai rolar mesmo, puta que pariu!

— Tsc, se eu soubesse que você seria tão fresco eu teria trazido flores...

— AHO!! Eu devia chutar teu rabo pra fora do meu quarto!

— Queria ver você tentar, Bakagami! Você sabe o quão excitado eu tô?! Nem mesmo Deus, ou o caralho, iria me tirar daqui!

A face de Kagami somente ficou ainda mais rubra depois dessa. Então Daiki retira a jaqueta e a joga sobre a mesa de estudos de Taiga.

— Então deixa de ser fresco e tira essa roupa – Ele continuou, movendo-se para começar a abrir seu cinto. Kagami estava mortificado.

— Oe! O que você pensa que tá fazendo?! Eu já disse que não quero fazer hoje!

— Deixa de ser idiota, Bakagami! Você prefere que outro faça isso?! Eu estou tentando te ajudar aqui! Nem todo Alpha teria tanta paciência quanto eu!

— Você arrombou minha porta!

— Por causa dessa tua frescura, baka! Você me trancou do lado de fora!

Kagami abriu a boca para retrucar, mas logo a fechou de novo. Aomine estava certo. Outro Alpha poderia tentar forçar para marcá-lo. E ele com certeza não queria ser estuprado pra isso. Voltou os olhos avermelhados para Daiki. Ele deveria cumprir o que foi combinado... Apesar dos pesares, isso era o melhor a ser feito. O Tigre dentro de si o estava enviando ondas de tranquilidade, sua forma de dizer que tudo daria certo. E, pela primeira vez desde que acordou, Kagami aceitou os sentimentos de seu animal.

— Você me deve uma nova fechadura, aho – Taiga finalmente falou, visivelmente mais calmo. Mas só um pouco..

— Isso é o de menos – Aomine respondeu, a calça aberta em volta dos quadris, movendo para retirar a camisa.

Kagami ruborizou de novo. Aomine parecia tão tranquilo com aquilo. Afinal, era a primeira vez dele também! Como ele consegue ficar tão calmo? Talvez seja porque o traseiro dele não está na reta... Isso fez o ruivo ficar meio revoltado de novo. E Daiki sentiu isso fluir pelo vínculo...

— O que foi agora, Bakagami? Já tá emburrado de novo e nem falei nada!

— Só não estou confortável com a idéia de dar a bunda, aho!

— Tsc, depois eu deixo você comer a minha...

Aquilo arrebentou com todas as defesas de Kagami, que encarou Daiki com olhos arregalados em surpresa e o queixo caído.

— Sério?!

— Claro que não, baka! Você é um Ômega! Onde já se viu, um Ômega querendo comer um Alpha, era só o que me faltava.

E outro travesseiro acerta Aomine no meio da cara.

— AHO!!

— Relaxa, Bakagami! Não é tão ruim assim, e você vai acabar gostando.

— Como você sabe?!

— Li numa revista

Taiga emburrou. Revista pornô não era vida real! As pessoas sempre exageram pra parecer mais excitante. Então olhou de novo para o tubinho de lubrificante, pensando que ele vai usar cada gota daquele negócio já que não havia outra alternativa. Quando Taiga voltou seus olhos para Aomine, o Alpha já estava só de cueca a frente dele. Kagami ruborizou mais forte que nunca quando seus olhos caíram no volume das partes baixas de Daiki como se aquilo fosse um imã. Fazendo uma careta de vergonha enquanto olhava pra cima, para os olhos azuis o encarando.

— Gostou do que viu? – Aomine perguntou, um sorriso torto curvando um lado de seus lábios, arrogância brilhando em seus olhos.

— N... Não te interessa, aho!

— Vamos, deixe de besteiras e tire logo essa roupa antes que eu faça isso por ti.

Aquele ultimato fez os olhos de Kagami descerem para o volume na cueca de Aomine outra vez e o ruivo amaldiçoou aquela atração que ele estava sentindo. Devia ser culpa do Tigre. Sim. Ele iria culpar o Tigre. E então Kagami levantou da cama, ainda recheado de vergonha, começando a tirar a própria camisa também, lentamente, visivelmente embaraçado. Ai meu deus, isso tá acontecendo mesmo. Relaxa, Taiga, re-laxa.

Quando ele finalmente puxou a camisa por sobre a cabeça, junto com o colar de prata, e a retirou por completo, Aomine tocou seu braço, transferindo calma para ele. Kagami sentiu o Tigre se acalmando com o toque, mas a parte humana dele não conseguiu fazer nada além de sentir ainda mais vergonha, ruborizando ao extremo. E o maldito sorriso sacana de Daiki também não estava ajudando!

— Não olha assim pra mim, aho – Kagami disse, desviando os olhos para o chão em embaraço.

— Por que não? Não posso mais olhar pro meu companheiro? – Aomine retrucou, ainda sorrindo torto.

— Tá me deixando sem graça...

— Só reclama, parece minha avó!

Kagami então ergue uma mão em punho para acertar um soquinho no ombro de Daiki, mas o Alpha é mais rápido e agarra o antebraço de Taiga, puxando-o para um beijo surpresa. O ruivo arregalou os olhos quando sentiu os lábios quentes de Aomine contra os seus, totalmente não esperando aquilo. Mas ele acabou relaxando contra o outro e não recusou o beijo, fechando os olhos e lentamente começando a responder a ele, sentindo seu coração disparar.

O beijo rapidamente se torna mais profundo, mais quente, assim como o calor emanando dos corpos jovens que se abraçavam. Daiki aproveitando para abaixar as calças de Taiga e poupar tempo, sentindo o ruivo lhe morder a língua de leve em reprimenda. Mas o Alpha ri em retorno, empurrando Taiga sobre a cama. O ruivo grunhe com o impacto, olhando feio para Aomine.

— Não me empurre, aho!

— Assim é mais divertido, baka.

E então Daiki se abaixa para apoiar um joelho sobre a cama e cobrir o corpo de Taiga com o seu, encarando-o com um largo sorriso maroto, gostando de ter o Ômega tão próximo de si, e estando tão perto de fazer sexo, finalmente. Daquela noite não passava, não importa o quão teimoso Kagami pudesse ser! Aomine então puxa a cintura da calça de Taiga para baixo de novo, ainda tentando se livrar dela, e recebendo um chute na perna como resposta, bem perto de uma parte bem sensível de seu corpo... Aquilo faz Daiki grunhir.

— Se não quer que eu tire, então tira você mesmo, Bakagami! Mas tire logo, merda!

Kagami ainda estava meio estopim de tão nervoso, então qualquer movimento em falso iria fazê-lo reagir em reflexo. Foi sem querer que ele chutou Aomine, mas parecia que o toque do outro enviava um choque de desejo pelo seu corpo. Ele não conseguia explicar. Mas isso era tão bom que o ruivo não sabia o que fazer! Ele queria se desculpar pelo chute, mas também não queria dar o braço a torcer. Então ele fez uma cara feia para Aomine e começou a retirar sua própria calça. Já que ele não podia escapar disso, que fizessem logo de uma vez.

Jogando a calça para fora da cama, Taiga então encara Aomine nos olhos, deboche visível dentro das íris escarlate.

— Feliz agora?!

— Bastante!

E então Aomine captura os lábios de Taiga novamente, dessa vez com mais fervor, abraçando o ruivo para sentir as peles nuas se tocarem, sentindo-se em chamas com tal contato. Desejo fluía da Pantera para o Tigre e, embora Taiga ainda estivesse meio nervoso, o Tigre respondia ao desejo do companheiro. Ambos queriam logo consumar aquela união, mas eles dependiam das partes humanas para isso.

Sem ar, Taiga rompeu o beijo, ruborizando quando olhou para as íris azuis de Aomine. Ele não podia negar que estava excitado naquele momento. Mas só de pensar que Daiki poderia sentir isso por ele mesmo o fez ficar ainda mais vermelho. O Alpha logo se moveu para retirar a cueca, jogando-a para o lado e fazendo o Kagami ficar mortificado de vergonha.

— OE!! O que você tá fazendo?!

Seu rosto estava ainda mais vermelho do que seus cabelos, completamente desajeitado com o fato de ter um cara pelado em sua cama. Mas Daiki estava mais do que normal, olhando de volta pra ele com a maior cara de 'Qualé? Pode não?'.

— Não dá pra transar de cueca, baka. Tira logo a tua.

Aquilo deixou Kagami petrificado, encarando o Alpha pelado a sua frente com uma expressão de terror. Ele não se movia, mas seus olhos desciam e subiam enquanto ele tentava não olhar para o óbvio, mas falhando miseravelmente. Ele queria gritar. A cada minuto a ficha caia com mais força. Um pau iria entrar na sua bunda. Puta que pariu. Mas ele logo olhou de novo para o lubrificante. Há esperanças de que não seja um completo inferno na Terra. E então Taiga respirou fundo e fechou os olhos, puxando sua própria cueca para baixo e a jogando longe.

— Pronto!

E seja o que Deus quiser.

Seus olhos ainda estavam cerrados, então ele só ouviu quando Aomine resfolegou. E ele soou animado.

— Nada mal, Bakagami.

Taiga abriu um olho, lentamente, meio na dúvida do que Aomine estava se referindo. Ele estava seriamente elogiando seu pau?

— Agora vira, quero ver sua bunda.

Dessa vez o ruivo quase surtou de vergonha. O queixo caiu enquanto ele tentava gritar, mas nada saiu.

— Bora logo, baka! Não me deixe esperando! Eu tô que não me aguento aqui!

Kagami não conseguia acreditar na situação em que se meteu. Maldito mundo shifter! Maldita marca! Maldito Tigre que lhe falava para aceitar o pedido do Alpha! E depois de muito rebuliço interno, Kagami finalmente se vira, se dando por vencido.

— Vamos logo com isso!

Sua voz era urgente. Ele não queria mais sofrer daquele jeito. Talvez se Aomine fosse rápido e terminasse logo com aquilo ele nunca mais tivesse que passar por tamanha vergonha.

— Mas usa esse lubrificante ou então nada feito!!

A risada marota de Aomine em resposta quase fez com que Kagami lhe acertasse uma cotovelada no meio da fuça, mas o ruivo se segurou, até porque seu animal pediu pra ele se acalmar e relaxar. Se ele permanecesse assim tão tenso, as coisas não seriam nem um pouco agradáveis.

— Como meu companheiro quiser – Aomine debochou, pegando o tubinho de lubrificante e desenroscando a tampa para remover o lacre de segurança.

— Cala boca, aho! – Kagami retrucou, sentindo seu coração mais rápido do que bateria de escola de samba.

O som do lubrificante saindo do tubo enviou um arrepio pela espinha de Taiga. Era agora. Iria acontecer a qualquer momento. Relaxa Taiga. Talvez não seja tão ruim. Kagami sabia que Aomine estava espalhando o lubrificante, deixando-se bem melecado, mas assim que ele sentiu os dedos do Alpha tocando sua bunda, Taiga não conseguiu segurar o som de surpresa que escapou seus lábios, arregalando os olhos com a sensação gelada sobre sua entrada.

— É gelado!!

— Deixa de frescura, já já fica quente.

Kagami desistiu, deixando a cabeça vermelha cair pra frente, afundando o rosto no travesseiro. Aomine ainda estava esfregando aqueles dedos gelados e melados contra sua bunda, deixando-a bem lubrificada. A sensação era tão estranha! Nunca ninguém havia o tocado ali. Mas, por alguma razão... Quanto mais Aomine esfregava, menos estranho sentia. Até que um dedo entrou...

O ruivo engoliu em seco, levantando a cabeça do travesseiro como se tivesse sido atingido por um choque. Aquilo ardia! Mas assim que ele ia começar a se remexer sobre a cama, Aomine cortou logo.

— Fica quieto, Bakagami! Me deixe te preparar antes que eu decida entrar no seco!

Aquilo fez Kagami grunhir e enfiar a cara no travesseiro de novo, tentando relaxar como o Alpha e seu animal interior tanto dizem a ele. Mas aquilo ardia! Merda!

Mas, incrivelmente, depois de um tempo, já não ardia tanto... E Kagami finalmente conseguiu relaxar um pouco, respirando fundo e soltando o ar devagar. Aomine sentiu o relaxamento do companheiro, então ele começou a mexer o dedo, entrando e saindo devagar, dobrando um pouco o dedo dentro do outro e ouvindo Taiga engolir em seco de novo. Kagami havia sentido um choque de prazer correr em sua espinha, como se Aomine tivesse apertado algo dentro dele...

E isso fez o Alpha sorrir torto.

Aomine dobrou o dedo de novo, sentindo o mesmo prazer que o Ômega sentiu antes fluir pelo vínculo entre eles. Aquilo era divertido. Ele havia ouvido falar sobre aquele ponto enquanto lia as revistas pornô, mas não sabia que era mesmo verdade. O sorriso se alargou.

O Alpha então continuou massageando aquele ponto dentro do Ômega, ouvindo seus baixos grunhidos de deleite enquanto sentia o prazer do outro fluindo livremente entre eles. Mas aquilo estava deixando Aomine louco. Ele já estava excitado antes mesmo de chegar na casa de Taiga, e agora, sentindo aquele prazer vindo do outro, o Alpha se sentia prestes a explodir.

Então Daiki resolveu tirar o dedo, ouvindo um pequeno gemido de frustração saindo de Taiga. Pequeno. Porque Taiga era muito cabeça-dura pra admitir que não queria que aquilo acabasse. Mas logo ele sentiu algo mais grosso sendo pressionado contra sua entrada, e isso fez Kagami engolir outro seco. Era agora. Ele não estava preparado emocionalmente. Aaaaaah! Calma Taiga, relaxa, vai ser rápido.

Daiki tinha usado quase metade do tubo de lubrificante em seu próprio pau, querendo ter certeza de que fosse entrar com facilidade. Tudo por causa da frescura de seu companheiro. Aquele mole. Queria ver ele reclamar agora... Mas quando ele começou a forçar pra dentro, Taiga se remexeu, forte, reclamando.

— Ai, caralho! Tá doendo, porra!

E então ele acabou dando, sem querer, uma cotovelada em Aomine, se revirando tanto que ambos caíram da cama e se espatifaram no chão. O ruivo arregalou os olhos, prendendo-os no teto, sem folego. A batida seca de suas costas contra o chão roubando-lhe o ar. Igualmente ofegante ficou Daiki, pelo susto da queda inesperada, caído por cima do Ômega. Além disso seu rosto latejou de leve onde recebera a cotovelada. Foi preciso alguns segundos para se recuperarem.

— PORRA KAGAMI!!

— Foi mal, não foi minha intenção! Tava doendo!

— Doendo meu pau! Deixa de ser molenga!

— Você fala isso porque não estão tentando enfiar um cacete na sua bunda!

— Deixa de frescura! Eu tô usando a merda do lubrificante! O que mais você quer, uma bênção?!

— Você podia ir mais devagar, merda!

— Se eu for mais devagar a gente não termina hoje!

Kagami bufou em resposta. Ele sabia que devia ser marcado naquela noite. Mas que porra! O ruivo então respirou fundo e voltou pra cama, mas dessa vez ficando de quatro. Talvez assim fosse mais fácil...

— Vai logo com isso!

Aomine sentiu seu falo pular com aquela visão, ficando excitado de novo. E então ele também subiu na cama, agachando-se sobre Kagami como faria um gato cobrindo uma gata no cio. Ele podia ouvir o coração do ruivo pulando em seu peito. E ele foi um pouco mais cuidadoso dessa vez, encaixando seu corpo no de Taiga antes de empurrar para dentro, lentamente, ouvindo o ruivo cerrando a mandíbula e prendendo a respiração.

Ainda doía. Mas ele sentia que Aomine estava vindo mais devagar, dando-lhe tempo para respirar e se acostumar com a sensação. Sentia o outro penetrando-o pouco a pouco, conquistando seu corpo, abrindo caminho... Ele nunca pensou que isso fosse acontecer. Nunca. Mas agora que estava acontecendo, Kagami meio que se sentia confortável que fosse com Aomine. Talvez fosse por causa do vinculo, e do fato de serem companheiros destinados. Talvez...

O Alpha logo estava completamente embainhado pelo Ômega, e o desconforto, juntamente com a dor, foi lentamente se dissipando. Taiga sentia o contentamento de seu animal, assim como sentia grandes sensações vindo pelo vinculo. Aquilo era esquisito, mas não era tão ruim quanto imaginara.

E Daiki não esperou muito antes de começar a se mover, retirando-se do corpo do outro para então se enfiar novamente, ouvindo pequenos grunhidos vindo de Taiga. Ele esperara por aquilo a dias! Aomine não poderia estar mais contente. O Alpha então mordeu o ombro de Kagami, removendo um gemido de dor e prazer de seu companheiro. Ainda não era a marca, era só o instinto primal de morder e marcar o outro, de mostrar que aquele Ômega era dele...

Taiga se sentia estranho. Ele já não sentia tanto desconforto, mas sim algo oposto. Ele estava gostando. Por mais que ele não quisesse admitir em voz alta, ele sabia que Aomine podia captar através do vinculo. Ele sentia o Tigre dentro de si, seu prazer primal, a completa aceitação do Alpha, a vontade de se entregar... O mundo parecia não existir, só eles. Só aquele momento.

A respiração de Aomine era quente contra sua pele, e seus grunhidos era entorpecedores próximos de seu ouvido. Taiga estava pouco a pouco se deixando levar pelas sensações lhe inundando. Enquanto Daiki brigava com sua Pantera, que estava rosnando para que ele marcasse logo o Ômega. Mas Daiki queria curtir um pouco mais antes de fazê-lo. O interior do outro era tão bom. Tão quente. Tão gostoso. Ele sabia que não aguentaria muito mais. Tinha que marcar o Ômega. E logo.

Então o Alpha deixou o ombro de Taiga de lado e abocanhou o pescoço do Ômega, justo no ponto em que sabia que a marca deveria ser feita. E sua mordida foi forte. Taiga arregalou os olhos e soltou um grito mudo, sentindo o poder da marca correr pela sua espinha e inundar seu corpo com um calor enorme, como se estivesse em chamas. Seu vínculo com Aomine se tornou ainda mais forte, ao ponto de sentir cada fibra de seu corpo, cada batida de seu coração soar em seus ouvidos. E o mundo inteiro se resumiu a uma única pessoa.

Taiga também podia escutar o rugir de seu Tigre acompanhando o rugido de outro grande felino, certamente a Pantera de Aomine. Seus destinos estavam finalmente consumados.

Mas aquele mergulho em sensações poderosas e laços destinados logo foi sobrepujado pela sensação de uma forte estocada do Alpha contra seu corpo. Kagami havia seriamente esquecido que o sexo ainda não havia terminado. Mas assim que ele fôra lembrado, ele gemeu. Foi o primeiro gemido que escapou de seus lábios e ele não passou desapercebido pelo Alpha... Aomine grunhiu de volta, dentes ainda envolta do pescoço do Ômega, olhos brilhando como estrelas azuis enquanto ele conquistava o corpo de Taiga com ferocidade, cujos olhos brilhavam em vermelho. Era como se ele tivesse regredido ao estado animal.

Kagami logo se viu completamente dominado. Gemendo e grunhindo enquanto sentia Aomine estocando contra seu corpo, tomando-o com velocidade e poder, girando seus quadris para um ângulo que fez Kagami ver estrelas. Era demais para ele. O ruivo não conseguia se conter. Ele gemia cada vez mais alto, sentindo Aomine massagear aquele mesmo ponto de novo e de novo, cada vez mais rápido, cada vez mais forte.

Até que Taiga explodiu, jorrando seu prazer liquefeito por sobre a cama enquanto gritava para o ar. Aomine também grunhiu alto, som que foi abafado pelo pescoço de Kagami, mas que, ainda assim, pôde ser ouvido. O Alpha inundou o interior do Ômega com força, outra forma de marcar o ruivo como seu perante de qualquer outro. Os golpes dos quadris de Daiki só cessaram quando este sentiu que ele havia entregue tudo de si para Taiga, e então o Alpha relaxou sobre o outro, respirando fundo.

Taiga também estava arrasado. Amolecendo sobre a cama como se seu corpo fosse feito de borracha. Ele ainda sentia os dentes de Aomine contra seu pescoço, assim como o corpo do Alpha dentro do seu, mas agora o furacão de sensações estava se dissipando. Deixando apenas aquela deliciosa calmaria.

Somente após alguns longos momentos que Daiki finalmente soltou o pescoço de Taiga, deixando pra trás uma forte marca de dentes e um vermelhidão que duraria uns bons dias. Mas a marca de verdade duraria a vida inteira, se eles tivessem sorte.

— Você é finalmente meu, Bakagami – Aomine sussurrou, e Taiga tinha certeza de que ele estava sorrindo só pelo som.

— Você não sabe mesmo quando ficar calado, não é? Aho – Kagami respondeu, mas ao contrário do que parecia, ele não estava nem um pouco irritado. Taiga estava estranhamente em paz.

Aomine então encostou o rosto contra o ombro de Kagami e ambos ficaram ali, relaxando um contra o outro em silêncio, Daiki muito preguiçoso para se retirar do outro agora. Eles podiam esperar mais um pouco.

Mas a voz de Kuroko soou em suas mentes. “Já terminaram, Aomine kun, Kagami kun? Podemos entrar?”. Aomine rosnou. Mas é lógico que os Betas iriam querer se aproximar agora que eram um Pack completo. Merda. Ele realmente queria dormir ali, daquele jeito, com seu Ômega.

Sim, vocês podem entrar, já terminamos”, Daiki respondeu pelo elo mental, relutantemente retirando-se do caloroso abraço que era o corpo do Ômega envolta do seu, ouvindo o mesmo grunhido reprovador de Taiga. Precisavam se vestir.

Notas finais
E então!!!? O que acharam dessa primeira vez? Finalmente o Kagami tem a marca e agora eles estão casados até que a morte os separe... ops! Estamos ansiosas pelas opiniões! Abraços e até sexta! :D