Maratona: "I deserve to die"
3 The Backsliding Zone
Notas iniciais
A verdade era que se passaram três meses e Ammy não conseguiu esquecer a morte de seu marido. Ele morreu por conta de um acidente. Não obrigatoriamente no acidente. O acidente aconteceu em Mamaroneck (Única cidade que eu conheço bem em New York) no dia 26 de fevereiro de 2015, aconteceu quando seu amado estava dirigindo embriagado e capotou o carro. O carro parou em uma zona de concentração abandonada no meio de uma estrada deserta de árvores obscuras, o fogo era aquilo que se chamava de pesadelo para o marido de Ammy, George era alcoólatra e viciado nas drogas. Passaram três meses e Ammy cuidou de George até conseguirem encontrar eles no meio daquela estrada, mas, até agora, ninguém iniciou busca nenhuma. Poucos dias depois do acidente e a estrada ficou totalmente interditada, nem entrava carro nem saía carro e Ammy estava lá, ainda cercada pelas chamas que duraram três meses até a morte de seu marido. Quando George morreu, as chamas se apagaram, parecia que aquele fogo estava só esperando ele morrer para poder apagar. Aquela floresta tinha algo fora do comum e que parecia assustador pensar que alguém provocou o acidente. Antes de morrer, O marido de Ammy balbuciou palavras tão “esdrúxulas” incapazes de ser entendidas, palavras que foram ditas até o fenecimento de sua vida.
Agora, Ammy ainda está naquela floresta, correndo para alguém encontra-la, mas se fosse outra pessoa sabedora do que a aguardava naquele lugar, não iria querer encontrar ninguém. Nesse exato momento ela está correndo entre os galhos horripilantes da floresta, seus cortes abertos latejavam e o cheiro da fumaça do fogo apagado ainda circulava pela floresta. Ammy suspirava ofegante, Aquela floresta implícita parecia não ter fim. Ela tentou manter os seus sentidos mais... caiu no chão prestes a desmaiar. Seus pulmões se contraíam. Sua respiração cessou. Era seu fim. O ígneo tomou todo seu corpo, sua cor era escarlate, o seu cheiro era de enxofre, sua fumaça era tóxica. Já não se via Ammy.
Two years later...
#Robert: — Vamos querida! Nós iremos nos atrasar para o voo! – O Homem gritava de dentro do aeroporto enquanto sua mulher e seus dois filhos corriam com o resto das malas.
#Celina: — Estou indo o mais rápido que posso amor... Essas malas pesam de mais... – Disse a mulher correndo com toda dificuldade do mundo de carregar apenas UMA MALA.
#Emylle: — Mamãe... Minha perna está doendo. Minha cabeça está tonta. Quero chegar lá logo mamãe... – Uma garotinha meiga de voz doce se sentia mal. Tinha apenas 5 anos de idade.
#Celina: — Amor de mamãe, chegaremos rápido... Christopher a pegue e carregue-a, eu fico com suas malas. – Ordenou ao garoto que carregava uma mala azul marinho.
#Christopher: — Vem Emy... E vê se não atrasa. – Apressou os passos.
No fim, todos alcançaram o aeroporto e embarcaram no avião que estava atrasado para sair. Foi a primeira vez que Robert agradeceu por um atraso.

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