Mar de Surpresas

6 6 Um bebê, meu bebê.


As tropas inimigas estavam deixando o campo de batalha, essa primeira luta o exército americano havia triunfado Barton ainda sangrava muito, o golpe de espada que fora defendo contra ele em meio a batalha era profundo seu abdômen estava ardendo e queimando, então ele caio desacordado dentro de uma poça feita com seu próprio sangue. Os soldados levaram todos os feridos e mortos para o centro medico improvisado, Clint começava a ter alucinações, em sua mente a imagem da mulher ruiva de olhos azuis celestes, não o deixava em paz a necessidade de saber o nome dela era enlouquecedora, ele precisava saber quem era ela precisava vê-la novamente.

Nova Iorque / 19h00min PM.

Os lençóis da minha cama me chamavam, o sono me arrancava bocejos, mas era muito cedo para dormir, horas atrás eu havia tomado um remédio para meus enjoos, mas simplesmente o vomitei também, a suspeita da minha gravidez estava cada vez mais concreta, e essas suspeitas me faziam pensar, Peter meu ex-namorado não poderia ser o pai do meu bebê, pois já se fazia algum tempo que eu terminara com ele, no entanto um lampejo de lembranças turbulentas me ocorreram.

–Clint Barton, se eu estiver mesmo grávida, certamente o Gavião é o pai! Pensei em voz alta. –Não, mas eu não estou grávida!

A ansiedade não me deixaria em paz até que minha suspeita estive-se negada, eu não poderia estar grávida, então vestindo uma calça jeans preta, uma camisa xadrez vermelha, e calçando meu belo scarpin preto com o salto prateado, sai do meu apartamento com a chave do meu Audi R8, balançando na mão, o estacionamento estava escuro, e já podia se ouvir ao longe o som dos trovoes,uma grande tempestade estava se aproximando, mas nada disso me importava, agora minha única preocupação era encontrar uma farmácia 24 horas, e comprar vários testes de gravidez.

Os olhares masculinos se voltaram para mim, um grupo de adolescentes conversavam na esquina da farmácia, ficaram em silencio admirando o leve movimento dos meus quadris, na medida em que eu me aproximava da porta da farmácia, dês de sempre a minha beleza chamava a atenção, os olhares maliciosos já se tornavam corriqueiros, e as inúmeras cantadas não me incomodavam mais.

A farmácia era gigantesca, e possuía diversos produtos, mas em passos largos me direcionei sem pensar para a prateleira de testes de gravidez, haviam mais ou menos 30 marcas diferentes, e como uma avalanche derrubei as trinta marcas em minha cestinha que ficou lotada, agora que eu já tinha em mãos tudo o que queria, fui ao caixa para realizar o pagamento. E para minha infelicidade, bem próximo ao caixa estavam os garotos da esquina, o trio ao ver minha aproximação logo sorriram maliciosos.

O odor de cigarro barato que os garotos exalavam, me causou vertigem e enjoo imediato, dando alguns passos para a frente, segurei firme no balcão e em seguida me debrucei, oferecendo aos jovens uma excitante visão de meu bumbum arredondado, respirando profundamente voltei a minha postura de doutora respeitável, porem os garotos já estavam a minha volta, com um simples arquear de sobrancelha, o garoto de aproximadamente 16 anos estremeceu, hipnotizado pelos meus olhos azuis ele sorriu levianamente.

O pagamento de minhas compras já estava concluído, o meu cartão de crédito havia passado tranquilamente sem incômodo, o meu único incomodo era aquele cheiro fétido de cigarro e aquele trio de adolescentes, o jovem de 18 anos ao se achar superior aos demais, se aproximou parando centímetros atrás de mim, e repousando uma das mãos em meu bumbum volumoso. A sensação de ser tocada alertou meus sentidos, a irá invadiu meu pensamento, meus hormônios estavam a mil, e minha primeira reação foi golpear o garoto com um gancho de direita.

A força que eu exercia em meu punho, fez o garoto cair no chão desacordado, em um único golpe o jovem foi a locaute, tranquilamente olhei para os outros garotos e segui meu caminho até o carro, a chuva embaçava os vidros me forçando a redobrar a tenção, minha memória tentavam recordar, da noite em que passei com Clint Barton, mas as únicas lembranças que eu possuía daquela noite eram de um rotulo de whisky, e de sexo sobre a mesa de jantar, nada alem disso.

Muitas horas se passaram, e a cada teste positivado um grito de negação escapava da minha garganta. –Não de novo não! Gritei com o ultimo teste nas mãos. –Esse é o ultimo dos trinta testes com o sinal de positivo!

–Grávida eu estou grávida! Exclamei em voz alta na frente do espelho. –Um bebê, meu bebê!

Notas finais
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