Mar de Surpresas

27 27 Azuis como o céu


Notas iniciais
Escrita pelo celular.. Desculpa a grande demora, mas eu voltei. Obrigada por cada comentário, eu fico muito feliz. Beijoss >> Boa Leitura.!!

Os olhos azuis celestes da pequena Angel, encontravam-se reluzentes de felicidade, atentamente a pequena ruiva olhava para seu pai, deslumbrada. Clint Barton que estava em completo silêncio, mantinha seus olhos fechados, permanecendo imóvel, sentado sobre o sofá da sala. Até que algo o surpreendeu. Um doce beijo em seu rosto foi depositado por Angel, a garota acariciou os cabelos do pai, levando carinho e compaixão ao coração do homem.

–Ela te ama tanto, Clint. -Falei ao ver a cena de carinho. -Você é um herói para nossa filha, mesmo sem ter super poderes!

Clint Barton com as linhas de seu rosto entristecidas, puxou Angel para seus braços cuidadosamente e a apertou contra o peito, aceitando todo amor que ela dedicava a ele.

–Obrigado minha filha! -Sussurrou Clint entre suspiros. -Eu lhe prometo que vou ser forte, por você!

–Você é o meu herói… -Disse a pequena sorridente. -Papai, eu te amo!

–Eu vou preparar um lanche para vocês. -Falei sorrindo seguindo para a cozinha.

Sozinhos na sala Angel e Clint ficaram em silêncio novamente, até que a pequena criança tivera uma ideia. Segurando as duas mãos de seu pai, a ruivinha estímulo o homem a tentar dar seus primeiros passos pelo apartamento. Clint Barton sentia-se desconfortável no começo, mas depois sua percepção de espaço foi se tornando mais vívida.

–Vamos, papai… -Insistiu Angel Barton transformando aquilo em uma grande brincadeira. -Cuidado com a mesa papai!

–Muito bem minha filha! -Eu a parabenizei ao vê-los chegar até a cozinha. -Agora vamos lavar as mãos antes de comer!

–Sim mamãe. -Angel disse enquanto conduzia seu pai até o banheiro. -Vamos lavar as mãos Papai, para ficarmos limpos!

A pequena garota possuía um instinto natural para ajudar pessoas, uma habilidade incrível de proteger e cuidar de seus semelhantes. Depois de um tempo conversando no banheiro, Angel e Clint voltaram, prontos para comer o lanche preparado cuidadosamente por mim.

–Café, leite, chá ou suco? -Perguntei posicionada atrás da cadeira de Clint Barton. -O que você quer Barton?

–Café. -Respondeu ele tocando a mesa sentindo os talheres. -Tem maçã?

–Sim tem maçã! -Respondi com um leve sorrindo. -Mas como você sabia que tem maçãs aqui?

–Eu senti o cheiro. -Disse ele sorrindo. -Nossa filha também gosta de maçãs, eu lembro disso!

–Nossa filha adora maçãs.-Falei pegando a fruta mais vermelha e entregando para ele. -Vocês possuem um paladar semelhante!

–Mas ela se parece muito fisicamente com você! -Falou Clint tocando minha mão com gentileza. -E, também é cuidadosa e dedicada como você!

–Angel é um presente valioso para mim! -Exclamei olhando para a menina que brincava com as colheres sobre a mesa. -Eu lhe devo muito, por ter me dado ela.

[...]

Nova Iorque a grande cidade que nunca dorme, tirava também o sono de Clint Barton, ele afundava no colchão macio do quarto de hóspedes. Os pensamentos de Clint eram um caos, as lembranças de Natasha rodavam em sua cabeça, mas a voz e o cheiro doce de Isabela estavam entrelaçados em seu interior. Barton estava confuso,inquieto, seu coração dava pulos em seu peito. Até que o choro da jovem Angel tomou sua atenção.

–Minha filha. -Disse Clint sentando-se sobre a cama. -Papai está indo!

–Acalme-se meu amor! -Pedi balançando Angel em meus braços. -Foi só um pesadelo!

Com seus olhos azuis sonolentos, Angel olhou para mim, aconchegou sua cabeça em meu peito, e voltou a dormir. Minutos depois Clint encontra a localização do quarto da menina e o invade rapidamente.

–Algum problema? -Perguntou o gavião tocando os móveis do local. -Onde ela está?

–Silêncio! -Pedi sentada na cama da menina. -Ela está bem, foi só um pesadelo!

–Ela me assustou. -Disse Barton ainda tentando se localizar. -O choro dela me deixou preocupado!

–Quando Angel nasceu, eu fiquei tão perdida, ela erá pequena de mais, delicada e com a saúde tão frágil. -Falei acariciando os cachinhos ruivos da garota. -Mas aqueles olhos azuis como o céu, me deixaram apaixonada, eu me tornei mãe quando eu a vi!

–Você tem muita força. -Disse ele sentando-se ao meu lado. -Eu me sinto feliz em saber que você é a mãe da minha filha!

Na manha seguinte a jovem babá chegou cedo e foi cuidar de Angel. Clint Barton continuava dormindo, e eu já estava atrasada para o trabalho, por isso deixei escrito algumas instruções para a babá e sai correndo trabalhar.

O trânsito como sempre era turbulento, mas finalmente cheguei até a torre dos vingadores. O elevador estava fechando quando eu gritei.

–Segura o elevador! -Gritei correndo para dentro. -Bom Dia!

–Bom Dia! -Disse Natasha Romanoff.

–Eu preciso falar com você. -Falei chamado a atenção dela. -O Clint Barton está na minha casa, e ele precisa da sua presença!

–O Clint sabe que eu não posso… -Disse Natasha friamente. -E para que eu serviria, não sou médica!

–Vocês dois tem uma história! -Falei incrédula ao notar a frieza na voz da mulher. -E Clint Barton é um vingador, um amigo,e não pode ser descartado assim!

–Eu não irei vê-lo, não insista! -Disse Natasha de forma agressiva. -Não quero vê-lo!

–O seu filho Natasha! -Falei antes que ela sai-se do elevador. -O Clint é o pai do seu filho?

A ruiva agora nervosa segurou firme o meu pescoço sufocando-me contra a parede do elevador.

–Não fale do meu filho. -Disse ela zangada. -Clint Barton não é o pai do meu filho!

Notas finais
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