Mapas
1 prólogo
Era como se tudo passasse em um flash, primeiro aquela chuva, a buzina do carro, enfim o céu da noite naquele dia de verão. Entrando no carro o beijei e sorri para logo poder olhar no espelho.
-Então, para onde vamos? – Perguntei tentando não rir com Jude tentando me imitar passando o rímel.
Bati no braço dele, adora segurar em seu braço ou bater nele, ele era forte, e nem um tapinha meu iria o iria machucar. Jude tinha cabelos bem loiros e mel, como uma areia de praia e o sol, seus olhos eram meio que castanhos claro com verde e azul, não dava pra ver muito bem, ele não era muito musculoso, nem muito magro, ele era simplesmente forte, e tinha sorriso maravilhoso, daqui alguns meses ele iria completar vinte e um anos. Eu fiquei tanto tempo olhando para ele que nem percebi que ele estava falando comigo.
-Pequena? – Ele chamou.
-Ahan? – Voltei a piscar, e minha bochecha ficou vermelha, a tempo dele poder rir e eu virar a cabeça para fora da janela.
-A música. – Ele disse apontando para o rádio sorrindo. -É a nossa música.
Eu me virei para ele para poder sorrir e começarmos a cantar um pedaço de maps do Maroon 5
“When I was at my worst
Down on my knees
And you said you had my back
So I wonder where were you
When all the roads you took
Came back to me
So I'm following the map that leads to you
The map that leads to you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, following to you
The map that leads to you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, followin”
E começamos a rir, ele me abraçou e me beijou, mas como sempre nossos beijos saiam do controle eu apertei sua bochecha até ele ficar com boca de peixe e mandar beijinhos. Ele mordiscou meu ombro, e eu detestava aquilo porque fazia cosquinhas e ele sabia disso.
-Eu te amo minha pequena Julieta, ah, esse cabelo num leve tom castanho e escuro, esses olhos castanhos esverdeados, e seu corpo que leva a loucura com esses lábios rosados como rosas e delicados guardados pra só um homem.
Mal pude acreditar no que tinha ouvido, Jude não era tão fã de poesias e poemas, mas agora ele me surpreendeu.
-Aannn, pensei que detestava poema. – o questionei dando um meio sorriso.
-Pra você eu abro algumas exceções. – Ele respondeu.
O carro parou antes que eu o pudesse beijar, dei uma olhada na rua, ela estava agitada por causa de um bar, mas fora a isso só havia lojas e restaurantes.
-Vamos, é naquele bar ali. – Ele disse apontando para onde eu havia olhado alguns segundos atrás.
Caminhamos de mãos dadas mas quietos, eu estava um pouco nervosa e agitada, eu não vou muito em lugares tão agitados a noite em especial.
O lugar era enorme tinha dois andares e era bem parecido com aqueles bares de Las Vegas, a galera toda dançava ao som de David Guetta, mas nós subimos para comer algo, eu estava morta de fome. Pedimos algo e ficamos por horas jogando e conversando.
-Esses jogos são ótimos mas tem um que eu quero saber se você joga bem. – Ele disse me puxando para um canto.
Antes de eu falar sua boca tomou a minha, minha mão subia por sua nuca e a dele pela minha cintura. Ele me levantou para me poder me beijar melhor mas fomos interrompidos.
-Desculpe atrapalhar os namoradinhos mas Jude querido tenho um jogo pra te mostrar. – falou um cara de meia idade já.
Jude suspirou e se virou para mim.
-Volto logo e vamos dançar nossa música. – ele soprou no meu ouvido, eu apenas suspirei e concordei com a cabeça. Nisso ele foi para outra sala.
Por algumas horas eu fiquei conversando com uma garota supre simpática, mas não aguentava mais meus pés latejavam e eu estava com ânsia, e nossa música estava tocando. Eu fui a procura dele, mas congelei quando o encontrei. Eu literalmente não acreditava, dei um suspiro que acabou falhando, meus olhos ardiam, esse desgraçado filha de uma p*, minha mandíbula travou, meu rosto já devia estar preto pela maquiagem. Ele parou de sorrir e beijar a garota e se virou, mas quando me viu congelou e seus olhos mostravam pânico. Eu nem o esperei, taquei o sapato na cara dele e sai soluçando, a musica ainda tocava bem na parte “ eu estive com você nas horas mais escuras” e era bem isso.
Perto da rua um homem começou a encher meu saco mas eu não estava com cabeça para isso.
-Ah vai se fuder! – Gritei o empurrando e cambaleando.
Me virei para trás e o homem gritou algo mas nem dei ouvidos, mas quando me virei para rua, um farol segou meus olhos e o vidra da frente de um carro me atingiu de chio, só me lembro da dor insuportável, algo escorrendo por toda minha cara, sangue pela calçada, sirenes e pessoas.
Fale com o autor