Many Reasons To Live

7 Don't say this again!


Notas iniciais
Hallo! Eu iria postar apenas no sabádo, mas como esse feriado será uma loucura eu provavelmente não iria conseguir. Bem... o relacionamento dos dois só está começando, virá muita coisa ainda. espero que gostem desse cap. Obrigada pelos reviews meninas, respondo eles assim que der. ps: a música do cap é muito fofa. *--* se quiserem ler o cap. com a música de fundo ficaria ótimo. Boa leitura.

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[http://www.youtube.com/watch?v=N4M4lcPPiIs&feature=player_embedded]

Don\'t say goodbye, don\'t say you tried

Não diga adeus, não diga que você tentou

Don\'t say that you have to walk away, please don\'t talk this way

Não diga que você tem que ir embora, por favor, não fale dessa maneira

Don\'t say goodbye

Não diga adeus.

I know everyone has had their emotions ripped in half but

Eu sei que todo mundo já teve suas emoções rasgado ao meio, mas

what I\'d like to know is how I should

o que eu gostaria de saber é como eu deveria

live with your actions, with your absence.

viver com suas ações, com sua ausência.

Is there something I can do to remove the memories of you?

Existe algo que posso fazer para eliminar as lembranças de você?

Yeah I want to believe

Sim, eu quero acreditar

this will all go away but I can\'t now, no I can\'t now.

isto tudo ir longe, mas agora não posso, não posso, não agora.

Depois do que disse afastei-me do carro e comecei a andar rápido pela calçada ou praticamente correr. Comecei a condenar-me mentalmente por não ter voltado para casa quando sai do trabalho, provavelmente já teria chego e estaria tomando um longo e demorado banho quente.

Ouvi uma porta se fechando com força. Tom provavelmente deveria estar me achando uma louca e estaria a quilômetros de distância, no entanto, assustou- me quando se colocou em minha frente fazendo com que tivéssemos um pequeno impacto pelas nossas velocidades.

- O que te faz pensar que sua vida não vale nada? – perguntou sério me olhando nos olhos.

Não consegui responder, principalmente com um olhar tão intenso sobre o meu, que por um segundo fez meus pelos se arrepiarem e uma sensação estranha percorrer minha espinha. Abaixei meus olhos e nada disse, fiquei imóvel e consegui sentir meus olhos começarem a ficar úmidos. Ninguém nunca havia perguntado isso para mim recentemente, aliás, eu acho que ninguém se importava o suficiente comigo para ou menos perguntar se eu estava bem.

- Não diga isso novamente, okay? – ele disse com uma voz serena, levou sua mão até meu queixo e ergueu meu rosto fazendo com que eu o olhasse nos olhos.

Assenti com a cabeça e sem querer deixei uma lágrima escapar. Tom limpou-a com o polegar e me deu um doce e pequeno sorriso, fazendo-me sentir estranhamente alegre por um instante.

- Tem uma ótima cafeteria do outro lado da rua. A torta de limão e incrível, se você for comigo até lá... talvez mude sua opinião sobre mim. – disse de uma maneira divertida, me convidando.

Olhei para a cafeteria que ficava no térreo de um luxuoso hotel. Sempre que passava por ali o admirava, mas nunca sequer passei em frente. O meu salário não permitia.

- Não quero te incomodar. Acho que já te aborreci de mais.

- Se você fosse me incomodar eu nem ao menos te convidaria. Por favor! – insistiu.

Pensei por alguns segundos analisando sua expressão tão gentil e depois olhando para o Café em que sempre quis entrar. Eu, com certeza, falei coisas que eu não sabia sobre ele e havia me enganado. Não que eu não quisesse ter dito “sim” desde a primeira vez que ele perguntou, mas nos últimos tempos pessoas extremamente boas me assustam um pouco.

- Tudo bem! – aceitei com a voz baixa e um pequeno sorriso.

- Eu acho que eu já disse que você deveria sorrir mais, não disse? – perguntou estendendo o braço.

- É, acho que sim. – sorri novamente e coloquei meu braço sobre o dele.

Cruzamos a rua em silêncio. Tom pediu uma mesa com a vista para o jardim de inverno que havia dentro do Café. Se por fora aquele lugar já era bonito, por dentro era maravilhoso.

— E então o que vai querer comer? – perguntou analisando o cardápio.

- Bem, eu na verdade não estou com fome.

- Não?

- Não!

- Certo. Então, o que você acha da torta de limão? É realmente deliciosa, mesmo estando sem fome.

- Por mim tudo bem!

Poucos minutos depois a garçonete trouxe os nossos pedidos. O meu acompanhado de um suco de laranja e o de Tom com um capuchino gelado.

- Você é muito parecida com Kyle, sabia? – disse me analisando com os olhos.

- Já me disseram isso. – falei abaixando a cabeça.

- Sinto muito por ele.

- Obrigada. – agradeci – Vocês eram muito amigos na faculdade?

- Não muito. Quero dizer, apesar de tudo, ele me ajudou bastante.

- Apesar de tudo?

- Digamos que eu não era o cara mais legal da faculdade, entende? E o seu irmão, bem ele era...

- Perfeito. – interrompi.

- Não era bem a palavra que eu iria usar, ficaria meio gay. – disse fazendo uma careta me fazendo rir – Mas ele era uma boa pessoa.

- Sim ele era.

- Eu acho que falar sobre ele não faz bem pra você, não é? Acho melhor mudarmos de assunto. – tomou um gole enorme do seu capuchinho – Então, do que você exatamente trabalha na empresa?

- Bem, eu normalmente ajudo Magda com os relatórios, organizo os documentos e sirvo de “quebra-galho” de vez em quando.

- Tipo servindo café e limpando banheiro masculino.

- É, ás vezes. – fiz uma careta.

Ficamos conversando por um longo tempo no Café. Tom sempre me fazia rir com piadinhas bobas, era impressionante como alguém podia manter o bom humor por tanto tempo e mais ainda como a companhia não me aborrecia.

Precisei avisá-lo de que já estava ficando tarde e o céu já escurecerá. Ele insistiu em me levar para casa sem aceitar qualquer rejeição da minha parte. Tom só tocou em assuntos sem importância, não me perguntou nada intrigante ou por que eu havia pulado na frente de um trem, o que foi um alívio para mim.

- Pronto, está entregue. – disse quando chegou frente à minha casa.

- Obrigada.

Abri a porta do carro e coloquei um pé para fora, mas voltei para dentro do carro.

- Hey, Tom. – chamei – Me desculpe.

- Pelo que? – perguntou desentendido.

- Pelo que eu disse ontem. Eu estava errada.

- Tudo bem, na verdade, se tivesse me conhecido há algum tempo atrás estaria completamente certa. – disse com um sorriso brincalhão.

Franzi o cenho, mas não perguntei nada sobre o que ele quis dizer com isso.

- Então, tchau. – falei me pondo para fora de novo.

- Espera um pouco. – ele disse pegando um cartão do bolso e escrevendo algo nele – Toma! Me ligue se precisar de alguma coisa.

Peguei o cartão vendo que tinha o número de um celular nele.

- Por que tá sendo tão legal comigo? – perguntei curiosa.

Tom deu um sorriso de canto balançando a cabeça e olhando para os lados. Arrumou-se no banco de motorista e colocou as mãos sobre o volante.

- Tá tarde Alice. Você não disse que sua mãe ia começar a ficar preocupada? – disse mudando de assunto.

-Ela deve estar. Bem, obrigada de novo. – desci do carro.

- De nada.

- Boa noite. – falei fechando a porta e vendo-o partir.

Notas finais
Alice pediu desculpas o/
O único problema é que ela só fez isso depois que descobriu que o Tom conheceu o irmão dela, maaaas... acho que dá para superar. ;~
huuuuun... acho que Kyle ainda vai interferir muito nessa história. {:

quem acredita em fantasmas? :O
HSUSHUUHSUHHSUSU

REVIEWS?
Beijos flores. :**