Mantendo Você Perto De Mim
9 Capítulo 9: Segunda Feira Parte 1
Notas iniciais
Não sei quanto tempo fiquei observando meu telefone. Estava debatendo se ligava ou não para Quinn. Eu tinha uma necessidade crescente para falar sobre o que aconteceu hoje, com relação à Shelby.
Mas falar sobre Shelby com Quinn, era o mesmo que andar sobre um campo minado. Minha mãe detinha laços de ferro com Quinn. E esses laços atendiam pelo nome de Beth...
Momentaneamente larguei o aparelho em cima da cama e esfreguei levemente minha testa. Querendo ou não era uma situação delicada, adicione a isso, o detalhe de que Shelby foi indiretamente responsável pelo derradeiro momento explosivo entre mim e Quinn, que culminou na perda da minha virgindade para ela...
Soltei um forte suspiro. Era uma droga.
Apesar do meu desejo, eu não tinha coragem de falar com Quinn.
Olhei para meu celular mais uma vez. Não era difícil, era só pega-lo discar o numero e pronto, soltar o verbo. Mas não fiz. Já estava me dando nos nervos, e perigosamente já estava mexendo com a minha cabeça. E se eu ligar para Quinn e contar tudo o que aconteceu e ela estoura-se comigo?
Quinn não tinha o melhor histórico de paciência quando se tratava de conversas comigo. Pensando melhor, ela nunca foi paciente comigo em tudo. Sempre sarcástica e venenosa... Apenas doce quando queria alguma coisa.
Ri de modo depreciativo.
Nem mesmo quando ela conseguiu o que queria de mim, ela tinha sido doce ou sedutora. Ela foi agressiva e predadora. Não me deu uma chance sequer de defesa.
Amanhã vai ser um longo dia...
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Residência Fabray
Quinn estava acordada desde as cinco, ela não conseguia afastar a sensação desagradável de que alguma coisa fosse azedar seu dia. Mas em contra partida ela tinha suas lembranças de certa morena para melhorar seu humor.
Ela não pode deixar de rir disso.
Se alguém tivesse lhe dito que se lembrar de Rachel Berry faria seu humor melhorar, ela teria dado um soco nessa pessoa e ordenado um chuveiro de raspadinhas.
Mas o destino tinha uma maneira de torcer tudo. E eu não poderia ser mais agradecida. Fiquei bebericando meu café apenas aguardando a hora de sair para buscar minha garota.
Hunm... Minha garota...
Soa bem...
Quando Judy Fabray adentrou a cozinha, ela se deparou com sua filha já desperta. Mas o que lhe chamou a atenção foi á expressão extremamente presunçosa e ao mesmo tempo feliz que ela ostentava.
“Bom dia filha”
“Bom dia, mamãe”
“Você esta acordada á muito tempo?” perguntou Judy, servindo-se deu uma generosa xícara de café.
“Desde as cinco” Minha mãe arqueou uma das sobrancelhas a isso. Dei de ombros. ”Estava um pouco ansiosa, eu acho.”
“Com o quê?” percebi um segundo questionamento por trás.
Respirei fundo, estava prestes a fazer algo que raramente era feito naquela casa.
Conversar.
“Eu... Eu conversei com Rachel...”
Conversar... Sei.
“Ela me deixou ter uma chance de fazer as coisas direito entre nós” Não percebi que estava tremendo um pouco. “Eu e ela estamos juntas... Eu estou apaixonada por ela.” Era estressante e ao mesmo tempo libertador finalmente verbalizar isso.
Minha mãe só ficou me olhando com uma perfeita cara de poker.
“Você está feliz?” ela perguntou calmamente.
Olhei bem para ela.
“Sim!”
“Então também estou feliz.” Minha mãe suavizou. “Não vou dizer que entendo ou que isso não seja só mais uma fase sua...” Abri a boca para protestar, mas ela levantou a mão pedindo silêncio. ”Mas, não estou pedindo que me prove alguma coisa. Só quero que você seja feliz, e se a sua felicidade estiver em uma garota com a voz mais espetacular que já ouvi, então que assim seja.”
Pelo tempo que a minha mãe terminou de falar, eu tinha um caroço na garganta muito difícil de descer.
“Obrigada.” Ela apertou gentilmente minhas mãos por cima do balcão da cozinha.
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Pânico
Eu estava em pânico.
Pense, pense.
Agarrei meu celular disquei seu numero, ninguém atendeu. Deixei uma mensagem.
Arrumei minhas coisas e fui para o McKinley.
Rachel sabia o que queria. Ela queria Quinn ... e não apenas no sentido físico. Eu a queria claro, mas tambem com todas aquelas coisas bobas de romance. Eu nos queria como um casal. Queria anunciar ao mundo que Quinn Fabray era sua namorada.
No entanto, tão certa como eu estava de meus sentimentos, compreendi que estavamos indo para fazer uma viagem muito mais árdua na estrada da aceitação para Quinn, não só por causa de sua formação religiosa, mas simplesmente por causa de quem ela era. Se fosse honesta, eu nunca teria pensado que Quinn seria capaz de chegar a termos com sua sexualidade de uma forma concreta e racional.
Mas depois de ver o outro lado da HBIC indiferente que tão facilmente governava as salas do McKinley, eu tinha uma razão genuína para a esperança. Só precisava ter paciência e tomar seu tempo. Paciência era uma virtude! É certo que não era uma de suas melhores habilidades, mas seria prudente aperfeiçoá-lo, por isso mesmo.
Ela não podia atirar-se para este tão cegamente e desesperadamente como tinha feito com seus anteriores interesses românticos.
Tomá-lo lento. Ajudá-la. Ser sua amiga, em primeiro lugar. O resto viria com o tempo.
Quinn a desejava fisicamente. Eu estava ciente disso. Não tinha certeza se acreditava, mas às vezes, mais e mais Quinn seria apenas olhar para mim dessa forma... Que admitindo ela ou não foram muitas. Mais eu me permitia a aceitá-la e começar a sentir-se secretamente especial para ele.
E para isso ela precisava se preparar. E mais importante, parar esse medo inoportuno de que tudo vai dar errado.
Quinn não iria gostar.
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Foi uma experiência bastante diferente caminhando para a escola no dia seguinte. Ela tinha sido feliz em seu mundinho acolhedor delicioso onde ela e Quinn estavam em estágios iniciais de uma nova relação, e esta manhã Rachel encontrou-se preso em um pesadelo miserável.
Ela esperava que ela pudesse evitar a outra menina muito bem. Toda a sua esperança desapareceu porque Quinn não estava disposta a deixar isso acontecer. Ainda assim, Rachel não podia negar a selvagem vibração de seu coração quando viu uma certa loira a esperando em seu armário.
Um nó nauseante se formou em seu estômago, e ela temperando-se para o que quer que fosse que Quinn estava esperando lá.
Ela tinha que ser forte.
"Olá" Cumprimentei em simples reconhecimento e abri meu armário.
"Hey".
O enunciado simples e suave fez a sensação de fraqueza nos joelhos. Como Quinn consegue ter esse efeito sobre ela? Como ela fez isso? Só de ouvir sua voz era suficiente para ...
"Existe algo que eu possa ajudá-la, Quinn?"
Bom. Que soou forte, nada parecido com o que ela estava sentindo.
"Uh, não," ela disse, com evidente surpresa. "Quer dizer, eu apenas pensei que estariamos vindo a escola juntas." O tom ligeiramente mais afiado nesta ultima parte.
"Estava apenas ocupada com algumas coisas dos meus pais. Não queria incomoda-la em tudo", disse ela breve e recuperado o resto de seus livros antes de fechar a porta de metal. "Agora, se não há mais nada, eu realmente preciso ir para a aula. Tenha um bom dia."
Porque não contou sobre Shelby? Qual é o seu problema?
Ela se virou e tentou andar rapidamente, mas quando Quinn agarrou o braço dela, ela não estava surpresa.
"Qual é o seu problema?"
Rachel estava espantado com a familiar fúria nos olhos cor de avelã esverdeada. Esta foi a Quinn que ela conhecia tão bem.
"Eu não sei o que você está falando", respondi calmamente e mudou-se para fora de seu alcance. "Eu vou ser atrasada."
Começei a andar novamente, mas Quinn tinha colado a si mesma para o lado dela. Quantas vezes nós tivemos realizando esta dança?
"Você está me evitando."
"Sim".
"Por quê?"
"Porque estávamos erradas, em fazer o que fizemos."
Droga, não era para sair assim.
Quinn entrou na frente dela, forçando Rachel a parar.
"Nem tente puxar isso!" Ela baixou a cabeça mais perto num sussurro feroz. "O que é este ataque súbito de consciência?"
Ela podia sentir seu pescoço começando a ficar quente como a raiva começou a inundar dentro de sí. Quinn não tinha direito de falar com ela assim. Foi duro o suficiente já!
Ela mudou-se em torno dela e continuou andando. A voz áspera de Quinn em seu ouvido a surpreendeu.
“Se Você acha que eu vou deixar você fugir, você está redondamente enganada. Você não tem escolha, não vou permitir que se acovarde.”
Não dê ouvidos. Não dê ouvidos. Não dê ouvidos.
"Você não pode me obrigar a fazer alguma coisa que eu não quero fazer."
“Obrigar a fazê-la o quê?” Questionou, Shelby.
Eu e Quinn estagnamos no meio do corredor.
Agora não, por favor.
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