Mantendo Você Perto De Mim

40 Capítulo 40: Receita Para o Desastre


Notas iniciais

Jéssy, GiuHta, Lua sollo, cristianekrieser, Amanda Melquiades, Mhell, Juh griff, Valentinna Louise, Gleek, Laira Leão, lala Galdino, GBrittana, Faberry Sempre, Laura De Oliveira Pieters, Gleekety, nat_sant, Mari, MillaHalliwell, Mariana Machado, lavi, Lu.

Obrigada por terem comentado. Devido a problemas de saúde fiquei impossibilitada de atualizar minha fic. Amo muito vocês e por favor aceitem minhas desculpas. REALMENTE isso não vai acontecer novamente.

Quinn tomou a frente de Santana e com postura firme ela encarou os pais de sua namorada. Ela tinha os olhos especificamente em Hiram.

“Rachel sempre me disse que vocês são o porto seguro dela. Que vocês são a maior sorte que ela já teve na vida” Quinn falo com calma “Eu sei que isso não é da minha conta. E também não sei dizer o que os senhores estão sentindo com relação a mãe de Rachel. Mas eu sei lhes dizer que a sua filha jamais faria alguma coisa para magoa-los. Shelby é a pessoa que lhes deu o maior presente de suas vidas. E cortá-la da vida de Rachel só iria matá-las. O professor Schuester só se meteu nessa historia, por ser um estúpido e insensível. Ele nunca deu uma hora do seu dia para considerar os sentimentos da Rachel. Não sei o que ele disse a vocês, mas eu não me importo, eu só sei que hora dele vai chegar. “Quinn respirou fundo. “Gostaria que as circunstancias fossem mais apropriadas, mas saibam que eu sua filha estamos namorando e a minha prioridade é fazê-la feliz. Por tanto... Se algo assim acontecer novamente. Não terei escrúpulos em fazer o que for necessário para protegê-la.” Quinn terminou seriamente.

Judy tinha ambas as sobrancelhas desaparecidas em meio ao seu couro cabeludo. Se tem uma característica que Quinn herdou de seu pai, ela chama-se e manifesta-se na forma de sinceridade brutal, com pitadas de frieza calculista. Mas as semelhanças paravam aí. Ao contrario de Russel, sua filha tinha muito mais consciência das suas atitudes do que seu ex-marido. Judy em parte apoiava o discurso de Quinn. Shelby e Rachel mereciam muita mais consideração. Relação de pais e filhos deve ser tratada com cuidado e seriedade. Essa foi uma lição que ela teve que aprender as duras penas.

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LeRoy e Hiram ficaram olhando a bela amiga e agora revelada namorada de sua filha os encarar de modo sério. Ela não só os peitou como também os ameaçou veladamente. Ela estava claramente zangada, não exatamente com eles, mas com a situação em si.

Hiram pôs as mãos nos bolsos e calmamente respondeu:

“Fico feliz que minha filha tenha pessoas tão ferozmente protetoras ao seu redor. Compreendo a sua reticência quanto a mim. Nunca na minha vida eu levantei a mão para a minha menina. E eu sou muito pesaroso quanto a isso.“ Hiram falou chateado consigo mesmo. “Você tem razão quando disse que não sabe como nos sentimos com relação a Shelby. Não me leve a mal, mas realmente isso não é da sua conta. Mas sei que vocês tem o melhor dos interesses no coração com relação a Rachel, e agradeço por isso. Sei também que minha atitude fugiu e muito de proporção e não a desculpa para a minha violência. Quanto a Will Schuester, fico bastante surpreso com tanta negatividade em relação a ele. Mas ele apenas nos informou de algo que para meu marido e eu, é de vital importância. Nossa historia com Shelby é algo delicado e que infelizmente o meu receio pôs a perder qualquer chance de inicialmente conduzir essa situação com a calma necessária. Ele também me falou muitas coisas de você Quinn, que eu espero que sejam falsas, por que seria bem hipócrita você chamar minha atenção quando você também já esteve em falta com minha filha.” Hiram foi direto.

Santana que estava atrás de Quinn, estreitou perigosamente os olhos. Era inacreditável! Além de insensível, Schuester também deu para ser dedo duro? Filho da puta pretensioso. Cantou toda a reza, mas convenientemente esqueceu-se das próprias faltas.

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Quinn evocou todo o seu autocontrole. Ela tinha sim, muitas falhas de caráter com relação a Rachel. Mas ela vinha arduamente trabalhando para concertar e compensar suas atitudes mesquinhas e violentas.

Esta era uma prova de fogo que Deus pôs em seu caminho. E ela provaria ser digna.

Quinn olhou bem dentro dos olhos de Hiram Berry.

“Rachel me permitiu redimir-me de todas as minhas faltas para com ela. Acredite, eu não sou orgulhosa do que já disse, ou que fiz a ela. Mas enquanto deus me permitir, vou protegê-la de todas as formas que eu puder.” Quinn respondeu calmamente.

Hiram viu honestidade nos olhos de Quinn. E a julgar pela postura ameaçadora das outras líderes, elas também não iriam permitir que sua filha passasse por algum mau pedaço. Hiram ficou satisfeito. Sua filha tinha um talento para enxergar a bondade nas pessoas, e se ela confiava nessa menina que se dizia sua namorada, então Hiram aceitaria o julgamento dela. Quando a situação estivesse mais calma, eles todos sentariam e teria uma longa conversa.

“Minha filha tem um coração bom de mais para o seu próprio bem.” Foi a única coisa que Hiram disse antes de desejar uma boa noite a todos.

LeRoy deu um sorriso cansado para as mulheres presentes.

“Só peço que cuidem da minha estrelinha.”

Judy pousou uma mão no ombro da filha e respondeu simpaticamente.

“Não se preocupe, sua menina está em boas mãos.”

LeRoy agradeceu mais uma vez e depois foi embora junto de seu marido.

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Durante o tempo em que Judy e posteriormente Santana, Brittany e Quinn foram para a porta da frente. Rachel tentava se fundir nos braços da mãe. Ela sabia que seus pais é que estavam a soleira da porta. Seu coração sabia, mas sua cabeça, não. Parecia que seu cérebro ficou congelado naquele fatídico momento em que seu papai Hiram lhe bateu.

Rachel se encolheu ainda mais contra sua mãe.

Shelby segurou sua filha com todo o vigor de que ela era capaz. Rachel e só Rachel, foi o que a impediu de ir até a porta da frente e deformar a cara de Hiram.

Sua filha estava profundamente abalada. E olha que a menina era dura na queda. Shelby balançou a cabeça. Ter uma fachada de autossuficiência, não quer dizer que a pessoa não tivesse sentimentos que pudessem ser afetados.

A bolha em que mãe e filha estavam estourou com a chegada de três garotas positivamente iradas e um bebê confuso. Quinn e Santana furiosas, qualquer um já viu, mas Brittany? A loira que era normalmente a pessoa mais doce do planeta estava anormalmente zangada.

“É isso! O professor Schuester está acabado, eu vou toda Lima Hights Adjacents na cara dele!” Rosnou Santana.

“Ele é um homem mal.” Contribui Brittany, incapaz de acrescentar uma palavra mais ofensiva.

“Ele vai pagar caro.” Quinn disse friamente.

Judy achou melhor intervir antes que elas começassem a elaborar atentados com sequestros e explosivos envolvidos.

“Meninas se acalmem. Este não é o momento para destempero.” Judy disse firme.

“Do que vocês estão falando?” Shelby perguntou calmamente, embora pelo seu tom de voz, a pessoa poderia facilmente distinguir a ordem.

A trindade alinhou suas espinhas perante a ordem dada.

Judy ficou impressionada.

Rachel olhou curiosa entre a mãe e as meninas.

“Então...” A voz de Shelby era enganosamente doce.

“Schuester foi fofocar para os pais de Rachel sobre você estar de volta, sobre a inimizade passada entre Quinn e Rachel e sobe como Rachel não esta focada com os seus deveres para com o glee clube.” Brittany respondeu.

Rachel baixou a cabeça e a enterrou no pescoço da mãe.

Shelby afagou a filha carinhosamente, transmitindo seu apoio incondicional. Mas por dentro, ah por dentro... Ela estava sentindo tanto ódio, que ela tinha até receio de soltar a filha e ir fazer alguma besteira. Shelby se obrigou a ficar calma. O momento não era adequado, sua filha precisava dela, e não da treinadora Corcoran.

“Esse homem esta se revelando um tremendo de um mal exemplo.” Judy criticou.

“E é por isso que devemos dar uma lição nele.” Quinn prontamente respondeu. Ela não iria admitir que por uma atitude mesquinha de Schuester, Rachel sofresse as consequências.

“Sim! Devemos arrancar as bolas dele e fazê-lo engolir até sair pelo cú. Não é a primeira vez que ele se mete a onde não é chamado e prejudica meu Hobbit.” Santana como sempre deixou seu linguajar tradicional, correr solto.

Shelby, Judy e Rachel fizeram caretas perante as palavras grosseiras da latina.

“Eu concordo que uma atitude deva ser tomada, mas nada que envolva danos fisicos ou morais.” Judy disse firme.

A trindade prontamente chiou.

“POR QUÊ?” Gritaram ao mesmo tempo.

“Porque isso não é o jeito certo de resolver as coisas.” Shelby aplacou.

“E também porque eu não quero que vocês se envolvam em qualquer tipo de problema.” Rachel acrescentou cansada.

“Que problema você acha que cairia sobre a gente? Você está esquecendo-se que a treinadora Sylvester esta do nosso lado?” Santana disse muito segura de si.

Rachel até rolaria os olhos se seu rosto não estivesse doendo a beça. Mais um motivo para ela não querer qualquer tipo de confusão. Ela conhecia Sue Sylvester muito bem.

“Minha resposta ainda é não.” Rachel disse suavemente.

“Meninas, eu mais do que ninguém entendo a raiva de vocês. Mas esta situação vai ser resolvida dentro dos parâmetros legais.” Shelby ofereceu. Mesmo que pelo seu tom de voz ficasse claro que a vontade dela era caçar o queixo de bunda e soca-lo até a cara dele virar patê.

“Isso mesmo. Nada de retaliações. Rachel precisa do apoio de vocês, o restante vai ficar por nossa conta.” Judy disse severamente. “Se você me permitir eu gostaria de poder ajudar.” Judy solicitou á Shelby.

“Você é muito bem vinda. Eu só tenho a agradecer por ter ajudado a minha menina.” Agradeceu a morena mais velha.

Beth que até então estava quieta nos braços de Quinn, resolveu se manifestar.

“Uechel, cá!” Beth estendeu suas mãozinhas na direção da diva e ficou abrindo e fechando os dedinhos, como se chamando ela.

Rachel se desvencilhou gentilmente da mãe e foi buscar sua pessoinha favorita. Assim que ela tomou a loirinha nos braços, Beth para a surpresa de todas, deu uma bitoca na irmã e depois deitou sua cabecinha no ombro da morena e desinflou contra ela. Beth estava muito contente lá.

Todas as presentes poderiam muito bem ter derretido ali no meio da sala diante de tanta doçura.

Shelby se levantou do sofá satisfeita com a atitude da sua caçula.

“Acho que esta na hora de irmos.”

Duas cabeças loiras e uma preta prontamente se viraram na direção de Shelby. Claramente a trindade não estava satisfeita com tal pronunciamento, especialmente Quinn.

Judy se adiantou antes que qualquer uma delas se pronunciasse.

“Meninas, Rachel precisa descansar.”

Shelby sorriu para as líderes. Ela entendia o desejo das meninas de manterem Rachel perto de si. Hoje foi um dia muito pesado para a sua filha.

“Estarei na primeira hora da manhã com você.” Quinn sussurrou conformada.

“NÓS estaremos lá!” Santana corrigiu.

Santana tinha a audição de um tuberculoso.

Quinn revirou os olhos de brincadeira. Rachel deu o mínimo dos sorrisos.

“Estarei te esperando.” Rachel sussurrou ainda mais baixo no caso de Santana escutar.

Elas se abraçaram e tiveram muita dificuldade para se largarem. Quinn sabia que Rachel estava em boas mãos. Mas se fosse pela vontade dela, ela teria Rachel firmemente presa em seus braços até que as dores dela fossem embora.

Brittany espremeu Rachel até a pobrezinha ficar azul. Santana também abraçou a baixinha. O que por si só já era surpreendente, já que ela não abraça ninguém de livre e espontânea vontade, alem de Britt. Judy acolheu a diva com braços extremamente carinhosos.

Quinn assistiu a namorada ir embora com o coração pesado. Ela queria Rachel ali com ela, e não com Shelby. Todos os seus músculos estavam tensos, tão tensos que ela tinha que extravasar de alguma forma.

Que Rachel a perdoa-se, mas ela iria se vingar. E bastou uma simples troca de olhar com Santana e Brittany para ela saber que contaria com a ajuda delas. Satana sibilou silenciosamente: “Esta Noite” e Quinn concordou discretamente.

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A sós com a mãe, Quinn já começava a planejar sua retaliação.

“Quinn? Posso ter uma palavra com você?”

Quinn seguiu a mãe até a cozinha. Assim que elas sentaram-se, Judy perguntou:

“Quinn, o que o senhor Berry quis dizer sobre o seu passado com Rachel?” Perguntou cautelosamente.

A Fabray mais jovem retesou-se visivelmente. Ela não esperava que sua mãe não viesse a perguntar sobre isso, não agora.

“Eu costumava torturar Rachel desde o primeiro dia do anos de calouros” Judy franziu a testa. “Eu havia acabado de me tornar a mais jovem capitã da Cheerios. E o poder que isso trouxe, foi como um bálsamo para mim. Depois de anos sendo o patinho feio, eu passei a ser o exemplo de beleza, inteligência e graça.”

Judy olhou penalizada para a filha. Ela sabia como havia sido difícil para ela lidar com as constantes cobranças de Russel.

Quinn se acomodou melhor na cadeira e olhou distraída. Ela falou como se pudesse ver tudo isso como um filme dentro de sua cabeça.

“Eu estava andando sozinha pelo corredor e desfrutando do medo, admiração e respeito que os estudantes me lançavam. Era como se eu fosse uma deusa. Isto é, até eu e Rachel nos esbarrarmos.”

FlashBack ON

Quinn desfilava com a graça de uma pantera pelos corredores do colégio. Era simplesmente revigorante estar no topo da hierarquia social. E o mais importante o medo que ela visualizava nos olhos dos incautos e até mesmo de alguns populares. Era o que cimentava de vez o seu poder.

Ela se dirigia até seu armário para guardar alguns do seu material. Só que em seu caminho tinha uma pessoa que estava distraída olhando para seu horário de aula. E Quinn também não estava prestando atenção visto que ela fazia a mesma coisa.

Então a colisão era inevitável.

Como Quinn era mais alta e bem mais condicionada fisicamente, ela facilmente manteve o equilíbrio, ao passo que a outra pessoa não.

Quinn abriu a boca para se desculpar, mas ela rapidamente a fechou. Aquela insolente é que devia se desculpar por ter tido a audácia de esbarrar nela.

“Você não olha por anda?” Quinn rosna.

A menina desconhecida reagrupou suas coisas antes de olhar para Quinn.

“Eu sinto muito, machuquei você? Embora duvide que tenha sequer balançado você, seu condicionamento físico parece ser ótimo” A garota estranha falou. “Eu sou Rachel Berry a propósito” A morena estendeu a mão e abriu o sorriso mais caloroso que Quinn já tinha visto.

“Quinn Fabray, líder da Cheerios.” Respondeu Quinn, ao mesmo tempo em que se perguntava por que estava apertando a mão da outra garota.

Realeza não se mistura com o plebeu.

Quinn olhou para a garota. Rachel era baixinha e tinha o mais estranho senso de moda que a loira já viu. Além de um nariz ligeiramente proeminente.

“Oh! Meus parabéns! Tão jovem e já conseguiu almejar um ótimo objetivo. Fico muito feliz por você. Isso demonstra sua capacidade de perseverança e liderança nata. Eu também tenho meus objetivos traçados desde os cinco anos de idade”

Quinn arqueou classicamente suas sobrancelhas. Ela sabia identificar quando uma pessoa estava bajulando-a e também quando estavam elogiando-a com sinceridade. E esta menina esquisita estava sendo sincera. Quinn não estava acostumada a sinceridade, somente a falsidade.

Ela também não conseguia discernir o porquê do seu estomago estar parecendo como se borboletas selvagens estivessem fazendo uma festa lá dentro. Talvez o shake de proteína da treinadora estivesse vencido.

Sim, era isso.

O sino da escola foi o que a tirou de seu breve torpor.

“Foi um prazer conversar com você. E mais uma vez me desculpe por ter te esbarrado.” Rachel sorriu para ela antes de ir embora.

Quinn ficou parada no meio do corredor como uma perfeita pateta. A onde estava sua veia ditadora?

Até a hora do almoço as coisas correram sem nenhuma mudança e Quinn conseguiu manter a estranha chamada Rachel, no fundo de sua mente. Isto é, até a situação, em que se desencadeou a era do reinado de terror de Quinn Fabray.

Quinn já havia fisgado a atenção do Quarterback do time do colégio. Portanto, ele era carta fora do baralho para as outras garotas. Exceto para uma.

Rachel Berry.

Os dois conversavam amigavelmente. Finn tinha a expressão adoravelmente confusa. Nada fora do normal para ele. Rachel tagarelava com grande entusiasmo ao mesmo tempo em que gesticulava feliz, seus olhos eram o mesmo descritos nos livros de romance, quando a mocinha encontrava o seu herói.

A cena em si desencadeou uma torção dolorosa no estomago dela. E o que mais a deixava puta, era que ela não entendia esse surto de raiva. Raiva de Rachel Berry por estar sorrindo para Finn.

Quinn quase cambaleou com o impacto do reconhecimento do que ela estava sentindo.

Cíumes...

Rídiculo! Ela não sentia ciúmes.

Sem se dar conta do que estava fazendo ela se aproximou da dupla com passos firmes, a loira arrematou um grande copo de bebida granizada de um atleta retardado e como um furacão ela se aproximou dos dois incautos.

“Ei mãos de homem!” Quinn disse bem alto. Assim que Rachel se virou para olha-la surpresa. Quinn atirou com violência o liquido na cara dela.

O suspiro coletivo que tomou conta do corredor foi enorme. Finn deu um salto para longe da baixinha. Rachel, assim que conseguiu tirar um pouco da bebida do rosto, olhou completamente decepcionada para Quinn.

E Quinn só se manteve ereta e impassível. De repente todos puderam ouvir o riso de zombaria de Santana e logo em seguida todos estavam rindo da desgraça de Rachel.

A seu crédito, Rachel não chorou. Ela apenas olhava completamente decepcionada.

E a partir daquele dia a morena se tornou alvo de caça. Certamente ela era bastante intimidada, mas ela nunca se deixou abater. E Quinn não era desumana ao ponto de permitir que as coisas fossem longe demais. Mas também ela não afrouxou as rédeas.

E por três anos ela e Rachel se mantiveram nesse joguinho de gata e rata. E durante esse tempo, Quinn sempre empurrou para o fundo de sua mente aquela voz pequena e irritante que ficava sussurrando coisas que ela se negava a reconhecer. Coisas como, a raiva que ela sentia toda a vez que ela pegava Rachel olhando para Finn, Puck ou Jesse. A ira que se construía dentro dela quando ela presenciava a decepção que Rachel sofria nas mãos deles. O sentimento de angustia quando ela achava que havia ultrapassado de vez a linha do Buyling. A ternura de todas as vezes em que a morena era sempre a primeira a lhe oferecer a mão. A excitação quando ela se pegava apreciando as pernas torneadas...

Por Deus... Eram tantas coisas que ela tinha engarrafado dentro de si, que era até impressionante que tudo isso tenha se mantido preso por tanto tempo.

Mas a única coisa que ela não havia previsto era que em algum momento Rachel iria se cansar de verdade de toda essa merda. E que ela de fato teria a ousadia de seguir em frente e deixar Quinn enterrada no passado. E o medo foi o ultimo sentimento a ser agregado no seu interior tão fodido.

E olhar de Rachel naquele fatídico dia, era algo que iria assombrar para sempre o coração de Quinn.

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Judy estava horrorizada com o que sua filha havia acabado de revelar. Ela não negaria que estava decepcionada com Quinn. Jamais ela poderia imaginar que ela fosse uma valentona. Em que momento de sua criação foi que ela achou que poderia tratar uma pessoa desse jeito?

“Você tem sorte que Rachel tem um coração bondoso minha filha. Porque nenhuma outra pessoa se colocaria em uma situação tão longa e desgastante como essa.” Judy mencionou de modo seco.

Quinn não encontrou os olhos de sua mãe. O peso da vergonha não lhe permitia.

“Eu sei... E por isso eu me assustei tanto quando ela simplesmente me disse que estava desistindo de mim.”

“Você sabe que ainda tem muito que concertar com essa menina, não é?”

“Sei disso.”

“E você sabe também que tem que fazer as coisas direitas também com os pais dela.”

“Sei disso também.” Quinn disse resoluta. “E é por isso que não posso mais permitir que Rachel se machuque.”

Judy suspirou. Ela segurou as mãos delicadas da menina.

“Não vou dizer que não estou desapontada com o que você acabou de me dizer. Mas também não posso coibir a culpa tanto minha quanto de Russel, com relação ao seu comportamento. Mas eu acho que essa é uma situação para se tirar uma lição. E Deus não coloca uma pessoa no nosso caminho, por nada.”

Quinn sabia disso também.

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Meia noite.

Três figuras camufladas se esgueiravam pelo perímetro residencial de um bairro modesto.

É bastante fácil de se dizer quem eram as três figuras.

Trinta minutos antes da meia noite, o carro de Santana deslizava silencioso pela rua da casa de Quinn. Santana convenientemente estacionou na atrás de um Land Rover. Ela só teve que esperar cinco minutos. A figura sorrateira de Quinn agilmente saiu de casa e rapidamente fez seu caminho até o carro de suas amigas.

Assim que entrou a trindade repassou o plano.

Nessas horas é que a trindade dava o devido respeito ao treinamento quase militar de Sue. Santana sorria de modo quase maníaco. Brittany só conseguia rir do que viria pela frente. E Quinn... Ah... Quinn... Ela já tinha muitos pontos negativos na sua ficha, mais um não ia fazer diferença nenhuma.

“Santana, faça as honras de dar o ponta pé inicial.” Quinn falou cinicamente.

Santana tinha os olhos brilhantes de malvadeza.

“Com todo o prazer...”

Notas finais
E no próximo capitulo...

Sue Sylvester não imaginava que um dia de fato, suas palavras se tornariam realidade. Tanto ela quanto a Streisand sênior, mal podiam segurar seus queixos diante da figura de Will Schuester.