Mantendo Você Perto De Mim
23 Capítulo 23: Uma nova amiga
Notas iniciais
Depois das argumentações épicas que tive com a treinadora Silvester, ficou decidido que eu prestaria consultorias. Ninguém tirava da minha cabeça que eu fui enrolada em algum tipo de esquema de Sue Silvester.
Na sexta-feira eu já tinha que me apresentar. Depois disso, ela me enxotou da reunião.
Mulher maluca.
Fiquei de pé ao lado do carro da Quinn esperando-a, mas para a minha irritação, Mercedes bateu ponto a onde eu estava.
"Precisamos conversar".
"Sobre o que exatamente, Mercedes?"
"A sua atitude."
"A minha atitude?" Fiquei estupefata.
"Estou resmungando?"
"Não. Eu só estou surpresa que você deseja abordar a minha atitude ao invés da sua própria ... Ou, talvez, eu não deveria estar surpresa, com tudo."
"O que deu em você? Está rodeada de uma multidão de pessoas populares agora, e agora você está jogando atitude para com os pequenos?"
"Que tal uma descrição alternativa da situação? Agora eu tenho amigos, que como você sabe, é estranho para mim porque a minha paisagem social foi algo parecido com o da Antártida desde que me lembro. Talvez ter amigos me deu a confiança para não mais receber os ciúmes mesquinhos e as criticas dos outros, como eu tenho feito há anos. "
"Mas por que eu?"
"Por que exatamente você o quê?"
"Por que vocês estão pegando no meu pé?"
Rachel latiu uma risada de descrença.
"Você realmente ouviu o que você disse? Diga-me Mercedes. Porque é que todos, incluindo você, foi pegando no meu pé desde a primeira classe? Diga-me agora!"
Mercedes baixou os olhos e não respondeu. Rachel podia ver que a menina estava ficando de alguma forma, emocional, e seu sexto sentido lhe deu uma mensagem mista, isto poderia ir a raiva ou a contrição. Foi um 50/50.
Decidi empurrar para a raiva.
"Eu compreendo.... Você não pode me responder... Mas você pode pegar no meu pé e me bater e me repreender, você pode me por para baixo a anos, mas a primeira vez que eu revido e com razão, e muito gentilmente diga-se de passagem, você age como uma criança que deixou cair o pirulito no chão. "
Mercedes olhou para mim e eu não vi nenhuma raiva, apenas lágrimas. A voz de Mercedes era muito calma, "Eu só não quero acabar em Lima, Rachel."
Respirei fundo e disse baixinho: "Então, não acabe em Lima."
A risada da menina soou forçado e amargo.
"Isso parece tão fácil quando você diz isso, mas garota, você sabe o quê? As vezes eu penso que o Glee Club é a minha única chance de ser uma estrela, você me entende? E depois, tudo não vai passar de um sonho que tive. E eu estarei aqui. Para sempre.”
Mercedes limpou as lágrimas dos seus olhos com as mãos:
"Eu estou tentando ser real com você, ok? Me irrita quando eu não consigo que as coisas saiam do meu jeito, enquanto que eu sei que ainda posso oferecer muita coisa como cantora apenas para o nosso pequeno clube, pois eu sei que você vai conseguir sair daqui e ir a Nova York e colocar seu nome naqueles letreiros imensos da Broadway.” Confessou Mercedes
Eu me senti amolecer "Acabei de detectar um voto de confiança no meu talento?"
Mercedes sorriu e abanou a cabeça, claro que Rachel só conseguiria detectar isso. "Isso é tudo o que você ouviu? Um elogio, Rach?"
"Naturalmente. Você está lidando com Rachel Berry. Dê-me sua mão, Mercedes."
Mercedes estendeu a mão e eu a segurei com firmeza.
"Ouça-me. Você é uma cantora talentosa e alguém com a qual me sinto honrada em dividir o palco. Mas não importa o quanto eu partilhe a sua convicção de que posso ir para lugares com o meu talento e minha certeza pessoal. Eu ainda sou uma menina de dezessete anos de idade como você, querida. Quero as coisas do meu jeito também. Você não sabe disso? Eu sou apenas uma criança. Não podemos, por favor, parar essa briga?"
Mercedes apertou a minha mão e concordou.
"Eu não acredito que você está destinada a ficar em Lima por toda sua vida. Mas essa é a sua decisão. Você tem que começar a trabalhar duro para que isso aconteça. Quando eu estiver em Nova York, e eu serei. Se eu tiver conexões que é evidente que terei. Eu nunca, jamais vou me esquecer de você, e sempre vou te ajudar, principalmente quando você for lançar seu primeiro álbum.” Assegurei com convicção.
Mercedes sorriu para mim. "Porra, você está me fazendo sentir toda chorosa"
Dei de ombros sorridente.
"E quem sabe? Você pode estar em Atlanta ou Los Angeles em um par de anos produzindo hits R & B e eu vou arrasar em minhas audições à esquerda e direita em Nova York. E quem sabe se eu não vou precisar de uma mãozinha amiga?”
"Sim, você tem razão" Mercedes concordou feliz.
"Vamos simplesmente concordar em discordar em Glee ocasionalmente, ok? Com você, eu e Kurt naquela sala, é notável que não houvesse derramamento de sangue." Suspirei dramática. “Apesar deste estabelecimento de relações harmoniosas, não vou mais tolerar desrespeito em Glee, nunca mais. Eu não mereço isso. E eu vou tentar manter minha boca fechada até que as pessoas peçam alguma coisa a mim. E as pessoas pediram hoje, Mercedes, no caso de você não ter percebido."
Mercedes pensou sobre isso e concordou: "Sim eles fizeram".
"Ótimo. Agora, me desculpe, mas eu preciso ir encontrar Quinn, Santana e Brittany. Elas estão demorando muito para chegar aqui."
Antes que Rachel pudesse sair, Mercedes disse: "O que há com você e elas? Quero dizer, a algo que você deseja compartilhar?"
Eu dei uma gentil pincelada no nariz de Mercedes.
"Você não sabe de nada e eu não nasci ontem."
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Ainda havia alguns alunos perambulando pelo terreno da escola, e estes alguns eram em sua maioria atletas. Por precaução dei a volta no prédio para entrar pela ala das líderes e evitar qualquer picuinha.
Para meu azar a porta se abre de dentro para fora, e advinha quem levou uma portada?
Com o impacto acabei me desequilibrando e indo ao chão e sem querer acabei batendo minha mão machucada.
“Ai, ai, ai” Fechei meus olhos bem apertados como se isso fosse diminuir minha dor.
Percebi um par de braços femininos me envolverem rapidamente.
“Droga! Você se machucou muito?” Perguntou uma voz que não pertencia a quem eu realmente queria que me acudisse agora.
Abri meus olhos para ver quem era que estava me ajudando.
Me deparei com um par de olhos azuis mais escuros que eu já vi. Essa garota não me era estranha. Arrastando meu olhar percebi que ela usava o uniforme das líderes. Mas... Eu não me lembro dela. E com certeza eu me lembraria de alguém como ela. De alguém com o tipo de olhos como os dela.
“Não se preocupe não foi nada sério. Sei que em meu futuro como estrela da Broadway, talvez eu receba algumas portas fechadas... Mas nada tão dramático assim.” Respondi risonha. Tentando aliviar o clima. Não é todo dia que alguma outra líder de torcida que não seja a trindade profana, se disponibiliza em me ajudar.
A outra garota abriu um sorriso acanhado. E me ajudou a levantar. Ela relutantemente me soltou, provavelmente avaliando se eu estava bem mesmo.
“Eu realmente sinto muito. Acho que em minha pressa em se livrar da treinadora, acabei por sair como um trator morro a baixo.” Brincou a moça.
Eu ri, porque eu sei bem como é essa vontade de sumir das vistas de Sue Silvester.
“Prazer, me chamo Lindsay Shay.”
“Rachel Berry” Apresentei-me com o meu famoso sorriso kolgate.
“Eu sei.”
“Você sabe?”
“Sim! Eu já vi as apresentações do Novas Direções e as suas performances.” Lindsay esclareceu. “Você é uma cantora excepcional.”
Fiquei imensamente encantada.
Mas para nosso azar alguém resolveu sair por aquela mesma porta. Ou seja, levamos outra portada. E eu só não fui ao chão porque Lindsay amorteceu minha queda com o seu próprio corpo.
Ui ui ui.
Agora eu sei como uma bola de tênis se sente ao levar uma raquetada.
“RACHEL!” Quinn correu para me acudir.
Sério? Quinn tinha algum radar para saber a minha localização? Não que eu esteja reclamando.
“O que você estava fazendo aqui?” Quinn me suspendeu e começou scannear meu corpo em busca de algum dano visível.
“Sendo ajudada por Lindsay pelo mesmo motivo.” Respondi dolorida. “Você se machucou?” Perguntei a minha primeira socorrista.
Lindsay se levantou e apenas espanou algumas partículas de poeira de seu uniforme.
“Sim estou bem. Mas você eu já não sei... Tem certeza que em seu futuro como estrela da Broadway, você não vai carregar algum trauma de portas?” Brincou a garota.
Eu só fiz rir.
“Vou trabalhar para que isso não aconteça.”
“Mais uma vez me desculpe pela primeira pancada. Até mais Rachel.” Lindsay se virou respeitosa para Quinn. “Capitã...”
Quinn meramente meneou a cabeça em reconhecimento. Lindsay se encaminhou ao estacionamento.
“O que você estava fazendo aqui fora com ela?”
“Foi mais por acidente. Como você estava demorando eu vim atrás para saber se estava tudo bem. Eu só dei a volta no prédio porque eu quis evitar alguns atletas que ainda estavam andando pela entrada principal. Antes que eu alcançasse a porta, Lindsay saiu como um furacão e sem querer me acertou.” Expliquei.
“Desculpe tê-la feito esperar.” Quinn me beijou em sinal de desculpa. ”Treinadora Silvester é uma mulher louca!”
Eu ri em meio ao nosso beijo. Eu concordava plenamente com isso.
Quinn aproveitou a brecha que o local oferecia para me namorar um pouco.
Ó céus... Como é duro ser gostosa.
Só que para nossa infelicidade... Sempre tem alguém para empatar as coisas.
E adivinhe quem era?
Satanás é claro.
Só que com o susto, eu sem querer bati o joelho de Quinn e ela se ajoelhou sobre outro enquanto esfregava furiosamente o que estava machucado.
“Ei Q... O que você está fazendo ajoelhada aí?...” Indagou Santana, maliciosamente.
A julgar pelo nosso estado desgrenhado, era só somar dois mais dois. Para salvar alguma dignidade inventei a primeira coisa que me veio a cabeça.
“Não é nada disso Santana! Quinn estava me recitando um poema.” Menti.
Quinn me olhou incrédula.
Santana olhava de mim para Quinn e vice e versa. Ela claramente estava a ponto de rir.
“Há é... Então como era esse poema?” A latina me perguntou.
“Sim ! ! ! Como era?” Guinchou Brittany.
Mas que raio! E agora que poema é que eu vou falar?
Olhei para Quinn em busca de ajuda, mas a tratante me deixou a própria sorte. Seu olhar dizia claramente que a culpa era toda minha por inventar isso.
É assim que vai ser? Se prepare Fabray.
Limpei a garganta antes de recitar o tal poema. Olhei mais uma vez para Quinn.
Batatinha quando nasce...
Se esparrama pelo chão.
A Quinnizinha quando ama...
Põe a mão no coração.
Cinco segundos de silêncio se precederam a estrondosa gargalhada de Santana. A latina teve que se segurar em Brittany, para não acabar rolando pelo chão de tanto rir.
Eu apenas dei de ombros.
Quinn me olhava mortificada.
Bem feito.
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Eu não podia acreditar. Que raio de poema era aquele?
E eu vou matar Santana por ainda estar rindo.
Pior do que isso! Vou matá-la por ficar interrompendo meu tempo de qualidade com Rachel.
“Quem poderia imaginar que a nossa capitã gostasse de recitar poemas sobre batatas?” Escarneceu Santana. “Será que a partir de agora devemos chamá-la de Quinnie Batatinha?” Perguntou risonha.
Rápida como um raio, Quinn saltou sobre Santana. Era agora que ela arrancaria aquele sorriso debochado. Santana que não era otária nem nada, conseguiu se esquivar por meros centímetros. A latina saiu correndo ao redor como uma gazela que fugia de uma leoa.
Enquanto esperava as crianças descarregarem suas energias. Brittany cuidava do bem estar físico de Rachel. Depois de esperar por um longo tempo. Brittany resolveu terminar com a brincadeira, à loira conseguiu pegar Santana, quando esta passou correndo por ela, e com um giro fez Quinn passar reto por elas, indo direto para Rachel, por pouco não a derrubando no chão.
Rachel agarrou a cintura de Quinn e sussurrava desesperada para que a garota se acalma-se. Não deu muito certo.
“Eu não preciso que você fique me agarrando com essas mãos para me fazer parar!” Quinn estava mordida. Mas o tom de suas palavras foi um tanto duro de mais. Por pouco não chamando Rachel de mãos de homem.
Rachel a soltou imediatamente. Santana e Brittany franziram a testa.
“Minhas desculpas.” Respondeu Rachel de modo polido. E sem mais outra palavra ela girou nos calcanhares e prontamente apertou o passo para ir embora.
Quinn ficou uns bons cinco segundos, paralisada. Ela só se mexeu depois de levar um cascudo de Santana.
“Tá esperando o quê? Vai atrás dela.” Rosnou a latina.
Quinn disparou em linha reta no encalço da diva.
Porcaria, Porcaria, Porcaria. Ela se repreendia repetidamente.
Droga de mau gênio.
Quinn praticamente estava correndo. Rachel já provou que pode ser uma talentosa ninja girl quando queria. Ao chegar ao estacionamento ela fez um giro de 360° em uma tentativa de localizar Rachel.
Mas não a encontrou.
Foda.
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Rachel não estava chateada com o que Quinn disse.
Bom... Talvez um pouco.
O que realmente a perturbou foi o tom com a qual a loira a rechaçou. Desde o final de semana em que elas se acertaram Rachel não se encontrou com aquela Quinn nociva do passado. E isso pegou a cantora desprevenida.
Fazia um bom tempo que ela não se encontrava com aquela personalidade desagradável de Quinn.
Para o bem delas era melhor esfriarem a cabeça.
Andando na direção oposta a de sua casa. Rachel pegou um caminho que seguiria para o centro de Lima. Foi uma caminhada tranquila.
“Rachel?” A diva se virou surpresa ao ouvir a voz de Lindsay.
Lindsay estacionou o carro no meio fio.
“Você esta bem? Precisa de uma carona?” Ofereceu preocupada.
“Hum... Eu não sei realmente. Apenas estava caminhando a esmo. Precisava esfriar um pouco a cabeça.” Respondeu à morena.
“Gostaria de tomar um café comigo, então?”
“Sério? Você que tomar café comigo?” Rachel estava surpresa.
Lindsay suavizou seu olhar preocupado.
“Claro! Talvez você gostasse de alguém para conversar, que tal?”
Rachel avaliou a proposta. Porque não?
“Eu aceito.”
Rachel entrou no carro, um tanto acanhada. Lindsay lhe deu um sorriso tranquilizador.
A viagem ao centro de Lima não durou mais do que trinta minutos. As duas garotas entraram na cafeteria e não tiveram dificuldades para encontrar uma mesa para elas. Depois de se instalarem confortavelmente, elas examinaram o cardápio. Talvez tentando ganhar algum tempo para si mesmas.
Lindsay observou Rachel que parecia se sentir um pouco deslocada.
“Ei...” Ela chamou a morena suavemente. “Está tudo bem se você não quiser falar sobre o que está te incomodando, podemos apenas ficar aqui e tomar um café. Talvez você possa me dizer suas estratégias contra portas traiçoeiras...” Lindsay ficou aliviada com o sucesso da sua brincadeira, ao ver o sorriso de Rachel.
“Obrigada.”
“Por nada.”
As duas garotas caíram num silêncio fácil. Elas pediram cappuccinos e compartilharam uma deliciosa fatia de torta de morango.
“Lindsay porque você fala comigo?” Disparou Rachel a queima roupa.
Lindsay engoliu a fatia de bolo tão rápido que quase se engasgou.
“Desculpe-me?”
Rachel se ajeitou na cadeira.
“Porque você fala comigo?” Repetiu séria.
Lindsay pousou seu guardanapo sobre a mesa depois de se livrar de qualquer vestígio de torta que possa ter ficado em sua boca. Ela encarou a morena a frente dela com seriedade.
“Sempre tive curiosidade sobre você.”
“Curiosidade?”
“Sim.” Lindsay se acomodou um pouco em seu acento. “Acho que nunca vi tanta fibra em uma pessoa, como eu vejo em você. Coincidência ou não alguma coisa sempre me atrapalhava quando eu queria me aproximar de você.” Lindsay riu meio sem graça.
Rachel lhe presenteou com um sorriso cálido.
“O motivo pela qual lhe fiz essa pergunta, é que ainda é um tanto surpreendente essa reviravolta na minha paisagem social. Depois que fiz amizade com Quinn, Santana e Brittany. As coisas mudaram radicalmente para mim. Eu sei que muitos pensam que isso só se deve pela minha mais recente e surpreendente relação com essas meninas que são a epítome da popularidade. Mas a verdade é que realmente temos uma amizade. E não um acordo sobre Royalties” Rachel suspirou meio que desanimada. “Um pouco depois que você saiu. O que era para ser uma brincadeira acabou saindo pela culatra. E já fazia um tempo que eu não via a Quinn nociva do passado. Isso me amedrontou, pois aquele gostinho de paraíso que eu vinha experimentando, de repente começou a ter gosto de fel...”
“Eu fico com medo que pessoas que antes sequer me dariam uma hora do seu dia, e que agora querem ser minhas amigas, possam virar novamente as costas ao meu primeiro deslize... Pela primeira vez eu tenho pessoas ao meu redor, e eu tenho medo de estragar tudo.” Confessou Rachel de cabeça baixa.
Lindsay a observou penalizada. Ela alcançou a mão de Rachel que estava nervosamente picotando o guardanapo de papel sobre a mesa.
“ Duvido que você possa estragar alguma coisa. Amigos as vezes se desentendem. Você tem razão em se afastar para poder esfriar a cabeça. De cabeça quente a gente acaba falando coisas que mais tarde nos farão se arrepender. Se acalme um pouco e depois tente falar novamente com Quinn, vai ser melhor para sua paz de espírito.” Ofereceu a líder de torcida. “E alem do mais você tem a mim agora. E tenha certeza que não é por causa da sua amizade com o trio. Eu realmente te admiro Rachel, e acho que vamos ser grandes amigas.” Lindsay disse sincera.
Rachel tinha os olhos rasos d’água.
“Poxa, eu me sinto muito sortuda. Eu nunca esperei ter tantas amigas assim.”
“Pois se acostume.”
As meninas trocaram sorrisos. Rachel estava feliz, pois acabou de fazer uma amizade.
Lindsay estava trêmula só de segurar mãos tão pequenas e delicadas quanto as da cantora. Ela estava muito contente em ter feito amizade com a menina. E ela tinha certeza, que em breve elas seriam mais que isso.
Afinal Rachel era livre e desimpedida, certo?.
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