Mantendo Você Perto De Mim
47 Nível Fabray de Ser.
Notas iniciais
Quinn ficou consternada com o olhar totalmente confuso que Rachel expressava. E se tinha uma coisa em que Quinn era expert, essa coisa era em saber ler Rachel Berry. Algo que ela transformou em hábito para saber usar nos momentos oportunos contra a morena. Só que dessa vez esta habilidade seria usada em seu favor. Quinn não permitiria que mais nada ficasse no seu caminho da felicidade com Rachel.
Ela ignorou a dor que começou a florescer e se espalhar dentro de seu peito. Era fácil ignorar, depois de ter de senti-lo por tanto tempo. Além disso, quando ela se moveu para mais perto da menina. Ela queria que Rachel pudesse sentir o leve perfume de lavanda, porque o aroma era um dos seus favoritos.
Ela foi delicada de uma maneira que Rachel pudesse perceber que apenas ela já teve a oportunidade de assistir. Isso, Quinn tinha certeza que Rachel reconheceria, porque a morena passou muito tempo tentando alcançar a verdadeira face emocional da loira.
Os olhos de Rachel lhe diziam tudo o que ela precisava saber, mesmo que sua cabeça ainda não estivesse alinhada com seu coração. Quinn já tinha um esboço de um plano detalhado para que seu futuro com Rachel não fosse ameaçado.
Ela tinha os Berry, Shelby e sua mãe, para apoia-la. Ela tinha permissões para cuidar de Rachel, como a só uma esposa teria direito. Quinn também salvou a vida de Rachel. Quinn tinha tudo! Porque Rachel era o seu tudo. Rachel também a salvou, a salvou de muitas maneiras que uma pessoa poderia ser salva.
Elas eram jovens, e muitas pessoas não entenderiam que elas eram jovens de almas velhas. Sua relação em certo aspecto era considerado recente e rápido. Mas todos os outros estavam equivocados, a relação delas era antiga e profunda, mesmo que sobre muitas camadas falsas de moralidades e sentimentos de amizade equivocados pela mesquinharia adolescente.
Ambas tinham cicatrizes emocionais muito profundas, em que elas mesmas trabalharam para cuidar. Rachel sempre cuidou dela e Quinn agora retribuiria com prazer o mesmo gesto. Porque ela amava Rachel Berry. Seus pais sabiam disso, todos sabiam disso. E por isso, Quinn tinha as rédeas da situação. Ela não tinha nenhuma intenção de aliviar Rachel.
Todos os aspectos possessivos de sua personalidade estavam na superfície. E Quinn era uma hábil jogadora, ela era cruel quando determinada. Cruel contra seus adversários e impiedosa quando reinava sobre todos eles.
Rachel poderia ficar por cima o quanto ela quisesse, até o momento em que Quinn decidisse que ela deveria estar no topo. Muitos poderiam dizer que era o seu sangue paterno pulsando forte em suas veias, mas quem liga? Ela com certeza não.
Este seria seu teste. E Quinn tinha toda a intenção de ser bem sucedida.
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Rachel era bem versada sobre o poder dos olhos verdes de Quinn Fabray. Ah... Ela era conhecedora desse poder... Muitas vezes ela já havia pegado Quinn olhando-a diferente. Um olhar mais escuro... Talvez faminto?
Durante a noite Rachel costumava meditar sobre o que ela poderia ter visto. Ela poderia ter se enganado, projetado coisas a onde não existia nada. Ela poderia ter interpretado tudo errado. E no dia seguinte, quando ela levava a sua habitual raspadinha na cara e o xingamento de sempre. Rachel se convencia de que ela tinha apenas se enganado.
Mas Quinn sempre foi a última a sair. Ela sempre gostava de dar o golpe de misericórdia. E Rachel juntava a dignidade que lhe restava para encara-la de cabeça erguida. Ela escutava as coisas feias que saiam da boca da loira, sem se abalar. E foi por causa dessa postura que ela tinha a oportunidade de ver mais de perto sabe-se lá o quê que ficava girando como uma tempestade escura e traiçoeira nos belos olhos de Quinn Fabray.
E nesse momento, quando ela achava que o que ela tinha visto era algum tipo de equívoco, lá estava o brilho. Rachel tinha quase certeza que Quinn não era consciente disso. Porque Quinn era uma profissional em usar máscaras emocionais. E Rachel sabia disso porque ela também o era. E se ela não fosse, o ensino médio a comeria viva.
Portanto Rachel estava pra lá de confusa com Quinn deitada na cama com ela e a olhando daquele jeito. Sem mencionar o beijo é claro. Sua cabeça era um grande emaranhado confuso, e a única coisa que não parecia confusa era o seu corpo. Seu corpo, por algum motivo estava relaxado e confortável. A conexão que ela parecia partilhar com Quinn de alguma maneira a amortecia, como um grande cobertor quente.
Quinn nunca pareceu mais bonita, e isso é dizer muito, porque Quinn Fabray sempre foi a garota mais bonita que Rachel já conheceu. Mesmo em seus piores momentos, dos quais Rachel viu muitos, sempre foi uma qualidade quase etérea para Quinn que leva o fôlego.
Ela costumava ser tão ciumenta da beleza impecável, não que Quinn é completamente sem imperfeições. Há as sardas fracas em sua pele, e as várias cicatrizes escondidas em seu corpo, alguns por pequenos percalços e outros de catástrofes que mudaram a sua vida e que Quinn triunfou sobre uma e outra vez.
Cada mancha está lá para qualquer um ver se eles se importam de olhar profundamente o suficiente, mas eles desaparecem na insignificância da ampla tela de beleza que Quinn possui, tanto fora como dentro, especialmente hoje.
“Quinn o que exatamente está acontecendo aqui?” Rachel perguntou bastante calma. Algo que Quinn ficou bastante surpresa, pois ela estava esperando que a morena estivesse explodindo como fogos de artifício.
“Você salvou minha vida, e eu a sua. Você e eu estamos em um relacionamento sério. Sua breve falta de memória não vai afetar em nada os nossos planos de ficarmos juntas.” Quinn respondeu na maior tranquilidade, como se explicando que 1 + 1 = 2.
Rachel não sabia se ria ou se ficava incrédula diante da arrogância da loira. Rachel estava a ponto de perguntar se Quinn não bateu a cabeça também, mas a loira a interrompeu novamente, pousando um dedo solitário sobre seus lábios, efetivamente silenciando-a.
Corpo traidor!
“Você sofreu um grande trauma. Sua mente ainda esta confusa, mas logo, logo, você vai começar a se lembrar das coisas. Das coisas que dividimos e prometemos manter para sempre.” Quinn disse suavemente. “Eu lutei por você Rachel, eu lutei por nós. E se for preciso fazer isso mais uma vez eu o farei. Eu amo você, amo seu corpo, amo cada pedacinho seu que me pertence. Assim como pertenço a você.”
UAU....
Rachel estava muda.
Quinn, Quinn Fabray estava mesmo ali lhe dizendo todas estas coisas? Será que ela não estava sonhando? Ou será que ela estava drogada?
Sim! Deve ser isso. Ela estava alucinada sob efeito de drogas.
“Quinn tem certeza que você não esta sob efeito de algum medicamento?”
A loira riu de modo baixo bem perto da boca da morena.
“Não, e você pode tentar se convencer de que esta drogada, mas não está.”
“Eu não compreendo...”
“È aceitável que você não compreenda o que está acontecendo. E eu posso até estar forçando a barra um pouco, mas eu não tenho tempo a perder. Eu quase perdi você, e acho que nada mais vai me atormentar do que a perspectiva de que você poderia ter morrido naquele maldito acidente de carro.” Quinn estava angustiada.
Rachel acariciou o rosto belo de sua até então algoz mais ferrenha. Rachel não duvidava de nenhuma das palavras de Quinn. Mas ela também não daria nenhum salto de fé sem antes obter algum tempo para si, para refletir tudo o que estava acontecendo. Eram muitas coisas para processar. Diabos, ela só saiu de um coma recentemente.
Quinn estava apreciando o carinho das mãos delicadas de Rachel com o mesmo apreço que ela costuma fazer logo após cada sexo prazeroso que ela compartilhava com a morena.
“O que eu vou fazer com você Quinn?” Sussurrou Rachel, observando o efeito de seu toque sobre Quinn Fabray.
Quinn se limitou a sorrir sensualmente.
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Judy estava muito feliz pela chegada de sua primogênita. Foi uma surpresa e tanto.
“Querida conte-me como você tem feito por estes tempos?”
Frannie sorriu para sua mãe.
“Eu estou bem. Fui promovida no meu trabalho e com um bônus de férias acumuladas. E como tem muito tempo que não vim visitar você, já estava na hora desta filha ingrata dar o ar da graça.” Frannie gracejou.
Judy rolou os olhos divertida.
“E quanto a Jason?”
Uma sombra passou pelos olhos da filha. E Judy notou.
“Ele é passado.” Disse é tom de finalidade.
Judy reconheceria aquele tom em suas filhas em qualquer hora. Mas ela se limitou a deixar para lá. Na hora certa sua filha viria até ela, assim como sua caçula reaprendeu a fazer.
E Judy era uma nova mulher e uma mãe em que suas meninas poderiam confiar e contar quando necessitassem.
“Me diga, onde está Quinnie poh?” Frannie perguntou.
“Quinn vai te chutar se você chama-la disso de novo.” Avisou a mãe.
Frannie abriu um lindo sorriso maligno.
“Quinnie poh nunca foi capaz de sair do meu estrangulador de pescoço.” Riu a loira mais nova.
Judy olhou reprovadora para a filha. Mas depois ela se sentou a mesa e ficou séria. Frannie minguou o sorriso.
“Aconteceram muitas coisas enquanto você estava fora minha filha. Muitas coisas mesmo. Acho que você vai querer trazer o bule de chá para a mesa, porque vai ser uma longa historia.”
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A trindade profana aguardava pacientemente do lado de fora do quarto de Rachel. Os pais da morena estavam neste exato momento conversando com ela sobre os atuais arranjos familiares em que a menina estava antes do acidente.
As garotas cederam seus espaços em respeito a Shelby. Elas ainda estavam bastante reticentes quanto a Hiram Berry. Elas nunca esqueceriam o rosto agredido da sua baixinha cantante e nem sua angustia.
A bem da verdade, Santana era a que mais estava reticente. E ela não estava lidando muito bem com a possibilidade de Rachel não enxerga-la mais como sua amiga. A latina estava chateada que a cantora voltasse a enxerga-la apenas como a valentona vadia que trepou com seu namorado. E some-se a isso que ela ainda não confiava em Hiram, ai as pessoas poderiam ter uma ideia da panela de pressão em que Santana estava se transformando.
Por outro lado, Quinn se acalmou consideravelmente. Ela já colocou alguma de suas cartas na mesa. E agora ela só tinha que administrar com calma. Ela tinha todas as permissões que ela poderia pedir no que diz respeito a Rachel. Shelby confiava nela, os homens Berry confiavam nela. Praticamente, Quinn e Rachel eram noivas atadas a promessa de um futuro, juntas.
E Quinn gostava do som disso. Algo desta magnitude assustaria qualquer outro adolescente que estivesse entrando na vida adulta. Mas não a Quinn. Quinn não estava assustada, na verdade ela estava muito segura de si e do que queria. Ela e Rachel tinham um futuro brilhante pela frente. Um futuro que já era abençoado por seus pais.
Ela e Rachel já eram jovens adultas com mais bagagem emocional do que muitas outras pessoas por ai. Elas eram fortes, elas eram magníficas frente as adversidades.
E Quinn sentia uma satisfação muito grande em imaginar ter Rachel todos os dias para si. Toda ela.... Seu corpo macio e lânguido... Seus suspiros e gemidos... Todo o tipo de resposta que o corpo de Rachel entregava ao corpo de Quinn.
Tudo! Sua personalidade forte, sua amabilidade, sua bondade. E até mesmo suas manias irritantes. Tudo isso Quinn queria para si. Rachel pertencia a ela. Cada pedacinho.
Portanto os próximos movimentos de Quinn teriam que ser calculados. Porque a única coisa que Quinn não poderia prever, era Rachel. E em circunstancias como essa, a loira deve tomar todos os cuidados ao abordar Rachel e tudo que a cerca. Quinn continuaria a cercar Rachel do jeito que ela queria, ela só teria que tomar cuidado com os terceiros...
Brittany era uma gênia e todos sabiam disso. E ela também era uma leitora fenomenal do comportamento humano. Um talento muito útil. A bailarina estava um pouco tonta de tanto ler as pessoas hoje. Todos estavam com medo, tristes pelo que aconteceu a sua Rachel. Primeiro eles estavam hiper assustados que ela pudesse morrer...
Só em pensar nisso, Brittay sentia sua garganta se fechar. Ela sinceramente não sabia o que seria de Quinn se Rachel viesse a morrer no acidente. De Santana, Brittany esperaria tudo. E ela... Bem, ela poderia morrer de tristeza.
Mas passado o susto, veio a espera agonizante. E depois o despertar que trouxe uma desagradável surpresa. Tudo parece ter voltado ao inicio. Brittany observou com atenção a crescente animosidade entre Quinn e Lindsay. Santana estava mega chateada que a sua amizade com Rachel estivesse afundando antes mesmo de flutuar. Os pais da sua baixinha não sabiam bem como proceder, porque ainda existia um certo mal estar pela interferência indesejada do professor Schuester. Shelby estava com medo que Rachel pudesse rechaça-la.
Brittany com certeza estava exausta de tanto ler os outros. Mas a pessoa que ela gostaria de ler mesmo era Rachel. A bailarina ainda não teve a oportunidade de estar a sós com a morena. De ver com seus próprios olhos que tudo ficaria bem.
Por isso Brittany esperaria. Ela já tinha uma ideia muito boa do que se passava na cabeça de Quinnie. Sua namorada esquentada era fácil de se botar nos eixos. Lindsay não representava nenhuma ameaça, até agora.
Então Brittany ficaria na sua. Ela sempre ajudou Rachel. Ela amava Rachel. Sua namorada amava Rachel. Sua melhor amiga amava Rachel. Todos amavam Rachel, eles só demoraram um pouco para perceber isso.
E Brittany sabia no fundo do seu coração que agora as coisas se encaminhariam para algo melhor.
Na verdade ela esperava que as coisas ficassem mais divertidas de agora em diante. Porque Rachel não fazia a menor ideia do que a esperava. Não com Quinn sendo A Quinn...
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LeRoy, Hiram e Shelby estavam um pouco ansiosos por uma resposta de sua querida filha. A pelo menos dez minutos a morena estava calada só olhando para eles de modo inescrutável.
Era enervante, para dizer o mínimo.
“Querida?” LeRoy resolveu dar o primeiro passo.
Rachel balançou levemente a cabeça.
“Eu sinceramente não sei o que dizer.”
“Você não precisa se preocupar com nada meu amor. Seus pais e eu, só achamos que seria justo que você soubesse de tudo que vem acontecendo antes do seu acidente.” Shelby assegurou carinhosa.
Rachel concordava com essa premissa. Apesar de ser um pouco esmagador para sua cabeça já inundada com Quinn Fabray. Rachel quase riu do ridículo da situação, parecia sinopse de novela mexicana, se alguém lhe perguntasse.
Rachel compreendia claramente a situação. Ela leu a verdade nos olhos de seus pais. A briga, a agressão, a briga com o Sr. Schuester e depois o acidente.
Seu papai LeRoy era claramente o que estava no meio termo da história. De um lado seu pai Hiram estava cabisbaixo. Do outro lado, sua mãe estava nervosa e insegura, algo que Rachel achava que ela não sabia o que era.
A questão maior no e tanto, é que devido as circunstâncias atuais, Rachel permaneceria sob aguarda de Shelby. Muito a contra gosto de Hiram. Mas com a condição da morena, era justo que a cantora obtivesse uma opinião a ser escutada.
“Eu agradeço por vocês terem sido honestos comigo. Eu não sei quando a minha memória voltara, mas creio eu que apesar da situação ser delicada, seria muito pior se eu não soubesse de nada e depois de repente eu lembra-se de tudo e achasse que estivesse sido enganada.” Ponderou Rachel “Eu não quero magoar ninguém, mas em vias das circunstancias, pai e papai. Eu acho que gostaria de ficar um tempo com a mamãe...” Rachel disse um pouco insegura.
Shelby relaxou consideravelmente. LeRoy sorriu compreensivo. Hiram suspirou um pouco derrotado, mas se isto era o que sua bêbezinha queria, então era isso o que ela teria. Ele devia isso a ela. Por mais que lhe doesse ficar longe dela.
“Não se preocupe meu amor. Tudo para você se sentir confortável.” LeRoy sorriu para sua filha.
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Quinn, Santana e Brittany permaneceram por um longo tempo a espera no corredor. Mesmo depois de serem abordadas por Shelby que lhes aconselhou a irem para casa descansar um pouco.
Claro que caiu em ouvidos surdos.
Principalmente para Santana e Brittany. Elas ainda não obtiveram um tempo de qualidade com a morena baixinha. O que Santana considerava um insulto pessoal.
Shelby não fez um esforço tão grande assim para demovê-las de suas intenções. A mulher mais velha entendia a necessidade das meninas em querer estar perto de sua filha. Elas davam tudo de si, somente para estar lá.
Mas Shelby era bastante rigorosa em um quesito: Os estudos. E assim o eram os outros pais. Para desgosto das meninas. Mas em fim...
O que pareceu uma eternidade para elas finalmente teve fim. Era hora da visita. E dessa vez Santana fazia questão de interferir no tempo de qualidade de Quinn. Santana queria ver com seus próprios olhos o seu Oompa Loompa e ter certeza em que pé elas estavam com a diva.
Assim que elas entraram Rachel felizmente estava acordada, e por algum motivo mais vermelha que um rabanete. Santana franziu a testa ante este detalhe. Mas foi só ela olhar para Quinn para entender tudo. A puta loira estava fazendo o seu jogo, e utilizando a sua melhor cara de sacanagem para cima da miniatura de gente.
Santana rolou os olhos. Francamente.
Rachel recuperou um pouco da sua compostura e virou seu olhar para ela. Um tanto surpresa diga-se de passagem.
“Santana?”
“Olá Rachel...” Saudou amigavelmente.
A morena arregalou os olhos. Desde quando Santana Lopes sabia o nome dela?
A latina nunca iria admitir a ninguém o quanto a magoou o olhar de surpresa e descrença no rosto de Rachel. Era disso que ela tinha medo.
Brittany que era uma grande conhecedora de latinas com síndrome de panela de pressão, se adiantou ate sua querida Rachel. Ela pegou a mão pequena e delicada e depositou um casto beijo. Ela precisava dissipar a tensão crescente. Aquela não era a hora de mais drama.
Mas a bailarina não esperava que seu próprio corpo a traísse. Para seu horror, seus olhos se encheram de lágrimas e ela não conseguiu segurar os soluços de choro. Brittany se inclinou sobre Rachel e deitou sua cabeça contra o peito da amiga e começou a chorar.
Quinn e Santana estavam prontas para ampara-la. Mas um gesto de Rachel as parou. A morena abraçou desajeitadamente a bailarina. Isso fez com que a loira chorasse ainda mais.
Rachel instintivamente fez o que fazia melhor. Ela ofereceu o seu singelo conforto para apaziguar Brittany. Era insuportável para ela assistir a loira inocente chorar daquele jeito.
“Brittany?” Chamou delicadamente Rachel.
A loira não deu sinais de estar ouvindo. Ela enterrou ainda mais seu rosto contra Rachel. A morena afagou a cabeça dela.
“Brittany...” Chamou novamente. Dessa vez ela teve êxito.
Brittany levantou a cabeça e esfregou os olhos em um gesto tão inocente que só uma criança faria, que Rachel se viu sorrindo bondosamente para ela.
“Desculpe. É que eu precisava te abraçar” Brittany disse com a voz meio fanha.”Eu só queria te tocar e ter certeza que você estava aqui de verdade, sabe?”
Rachel sentiu seus próprios olhos marejarem.
“Eu estou aqui. Viu?” a voz dela meio que falhou.
Brittany olhou para sua querida amiga.
“Sim, você está aqui.”
Quinn e Santana ficaram comovidas. Elas só precisavam de tempo, tempo para poderem se estabelecer adequadamente.
Todas elas.
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Lindsay aguardou até que todos fossem embora. Ela não queria ter mais um encontro desagradável com Quinn. E ela não queria se descontrolar na frente de Rachel. A morena na merecia isso.
Lindsay ouviu quando a morena convenceu a trindade a retornarem para casa para descansarem. Ha principio, elas protestaram muito. Mas Rachel foi contundente em seu pedido. E a trindade não pode negar nada a ela.
Lindsay respirou aliviada, mesmo ela se sentindo um pouco culpada por agora ser a pessoa que estaria perturbando o descanso de Rachel.
Ela entrou cuidadosamente no quarto afim de não alertar a sua presença. Rachel estava de olhos fechados quando ela entrou.
“Fiquei me perguntando quando você voltaria.” Rachel falou de repente.
Lindsay quase teve um treco.
“Jesus” Guinchou ela.
Rachel a fitou divertida.
“Desculpe”
“Não. Não se desculpe. Afinal sou eu que estou bancando a intrusa.”
Rachel continua a olhar curiosa para Lindsay.
“Eu sou Lindsay Shay. Estávamos recém estabelecidas como amigas. Por isso vim todos os dias para ver você e me apresentar novamente.” Lindsay sorriu charmosa.
Rachel gostava dessa garota. Ela se sentia confortável com ela.
“É, parece que eu perdi um monte de coisa com esse acidente. Mas também estou descobrindo novamente muitas outras que me são surpreendente.” Rachel comentou enigmática.
Lindsay tinha um bom palpite sobre o que eram as outras coisas.
Um passo de cada vez.
Ela estendeu sua mão e pegou a mão de Rachel.
“Muito prazer Rachel Berry. Eu sou a Lindsay, como eu já disse. E eu e você somos amigas.”
Rachel não duvidava das palavras dela. Elas eram verdadeiras. Não pareciam ser algum tipo de logro. Até porque, quando ela acordou, ela e Quinn foram as pessoas que estavam lá para recebê-la.
“Prazer em te conhecer Lindsay”
Elas sorriram uma para outra.
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Quinn estava de mau humor. Se Rachel achava que ela tinha desistido, ela estava muito enganada. Apenas por uma questão de logística ela teve que voltar para casa para se reabastecer. Mas depois ela retornaria ao hospital.
Quinn não morou lá por mais de uma semana a toa.
Rachel era tão bobinha...
Quinn foi entrando em casa chamando pela mãe. Judy respondeu da cozinha. Quinn foi até lá apenas para informar que não ia demorar. Mas eis que ela toma um tremendo choque.
“Olá Quinnie Poh!” Frannie saudou.
Quinn fechou a cara na hora.
“Quinnie Poh é a....”
“QUINN !!!!” Judy avisou. “ Frannie, se comporte.”
As irmãs Fabray ignoraram Judy em favor de se engalfinharem verbalmente.
Como sempre.
“O que está fazendo aqui desertora?” A voz de Quinn pingava de sarcasmo.
“Não posso visitar minha família?” Frannie não ligou para o tom de voz da irmã.
“Não, porque já fazia tempo de você ter dado as caras para visitar a mãe. Mas não estava nem ai”
Frannie vacilou por um segundo antes de se recompor.
“Ora, irmãzinha... Porque faz tão pouco caso de mim?”
Judy resolveu se meter antes que as coisas desandassem. E também porque ela não queria ouvir as imprecauções que sua filha caçula com certeza desfiaria ali bem no meio da sua cozinha.
“Já chega!” A voz da matriarca não deixava margem a contestação.
Frannie e Quinn trocaram olhares duros entre si. Existia muita mágoa entre elas para que qualquer tipo de cordialidade pudesse ter algum efeito.
“Mãe, eu só vim buscar umas coisinhas antes de voltar para o hospital.” Quinn informou.
“Como está Rachel?” Judy perguntou voltando sua atenção para a caçula.
Quinn suspirou um pouco cansada.
“Aparentemente, a nossa breve historia romântica, a briga com os pais dela e a sua reaproximação com Shelby, foi tudo riscado da memória dela. O médico nos disse que devemos ir com calma, mas totalmente honestos. Nada de esconder as coisas dela”
Judy sorriu simpática. Ela se levantou e foi até sua filha para abraçá-la. Quinn aproveitou o abraço para recarregar suas forças. Nessa nova vida com sua mãe, estes abraços compartilhados eram como um bálsamo.
Frannie observou com interesse e um pouco de inveja também, a interação entre elas. Frannie até pensou em comentar alguma coisa a respeito sobre Rachel, mas ela decidiu permanecer calada.
Ainda não era hora de abordar sua irmãzinha sobre seu escandaloso relacionamento lésbico. E também porque sua mãe lhe prometeu uma surra de cinto se ela falasse qualquer coisa contra isso. Judy ainda era uma mulher bem intimidante.
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Rachel teve uma noite bastante agradável com Lindsay. A garota contou tudo sobre ela. O que surpreendeu Rachel. A historia dela era muito fascinante.
Quem diria que uma das líderes de torcida gostaria de fazer amizade com a esquisita do MacKinley. Rachel ainda não conseguia acreditar em um milagre desses.
Lindsay lhe sorriu divertida e disse que não só ela, mas uma verdadeira legião esperava pelo seu retorno. Tanto é, que uma terceira guerra quase explodiu na sala de espera do hospital, tudo porque as pessoas precisavam saber se ela estava bem.
Rachel sorriu meio incrédula.
Bem... Quem era ela para contradizer que milagres acontecem...
Mas no todo foi realmente uma noite divertida.
Mais tarde, muito tempo depois que Lindsay se foi, Rachel ainda estava acordada processando as informações que foram lhes sendo apresentadas. Com certeza isso renderia um capítulo bem grande em sua biografia.
Rachel estava tão entretida com seus pensamentos que ela não percebeu a entrada de Quinn. E quando ela o notou, a morena ficou um pouco assustada com a expressão zangada da loira. Inconscientemente ela se encolheu na cama. A expressão que Quinn ostentava era uma em que ela era bem versada em reconhecer. Porque normalmente era dirigido a ela.
“Se divertiu com sua amiga, Rachel?” Quinn perguntou friamente.
Rachel baixou os olhos se sentindo culpada.
Mas... Espera aí, ela não deveria se sentir culpada. Aliás, porque ela deveria se sentir culpada?
Rachel olhou zangada e ao mesmo tempo acuada para Quinn.
“O que você está fazendo aqui?” Rachel não pretendia que sua voz saísse em um tom tão duro como aquele. Isso pegou Quinn desprevenida, e também serviu para desvanecer qualquer que fosse a raiva dela contra ela.
“Sinto muito, eu só estava com ciúmes.”
Rachel estava aturdida.
“Ciúmes?”
“Sim. Você é minha namorada. E Lindsay tinha, ou ainda tem sentimentos românticos por você. Portanto é compreensível que eu esteja com ciúmes dela.”
Rachel olhava para Quinn do mesmo jeito ela olharia para Sugar, se esta decidisse cantar alguma musica de Barbara Streisand.
“Hunm... Uh?”
Quinn sorriu condescendente.
Rachel detestou.
“Rachel... Você é minha namorada...” Quinn se aproximou da cama da morena devagar e deliberadamente. Rachel olhou desconfiada para ela. E com o rosto vermelho de vergonha. “Nós compartilhamos tudo o que você possa imaginar...”
Agora Rachel achava que ela explodiria em chamas.
Esta historia entre elas, era algo que Rachel ainda estava processando com cuidado. Mas estava um pouco difícil de se fazer, com Quinn falando coisas como essas.
E o que ela quis dizer com compartilhamos tudo o que ela possa imaginar?
“O que você... O que você quis dizer com compartilhar?” perguntou timidamente a cantora.
A esta altura Quinn já estava deliciosamente cara a cara com sua mulher... E então ela teve grande prazer em dizer pela segunda vez a Rachel, o que elas compartilhavam juntas.
“Nós compartilhamos a mais pura forma de amor. Eu fui a mulher que tirou sua virgindade e reivindicou seu corpo, sua alma e seu amor.”
Quinn adorou o efeito de suas palavras.
Ah... Ela realmente adorou.
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