Mantendo Você Perto De Mim

45 Capítulo 45: Desde o Começo


Notas iniciais
Voltei com mais um capitulo. Espero que apreciem.

O doutor Patrick Shay ponderou com cuidado suas próximas palavras. Era bastante óbvio que todos que estavam nesta sala de emergência, estavam nas suas ultimas raias de sanidade.

“Doutor? O que o senhor quis dizer com um pequeno problema? Minha filha.. Ela...” Shelby nem conseguiu terminar seu raciocínio tamanha era sua angustia.

A apreensão aumentou ainda mais entre os presentes.

Patrick imediatamente deu um passo a frente de Shelby que estava à beira de hiperventilar. Ele colocou as mãos nos ombros da mulher e disse:

"Primeira coisa? Respire. Ela não está em nenhum perigo imediato.” Assim que o doutor Shay se assegurou que Shelby se acalmou consideravelmente ele prosseguiu com suas explicações. “Dada às circunstancias do acidente que ainda não estão exatamente claras. Eu lamento dizer, ela tem uma concussão. Isso resultou em um inchaço em uma região especifica do cérebro. Já a submetemos a uma ressonância mais detalhada para detectar outros possíveis danos a sua cabeça.”

O silencio era muito denso na pequena sala de espera. Tanto é, que quando um policial chegou lá, seus passos retumbavam com barulho exagerado.

“Com licença? Estou procurando por Quinn Fabray.”

Quinn e Judy dispararam seus olhos na direção do oficial. Judy tomou a frente.

“É a minha filha a quem o senhor esta procurando. Em que posso ajuda-lo?”

“Eu fui designado para colher o depoimento dela sobre o acidente em que ela e mais duas outras pessoas se envolveram.”

Quinn olhou para sua mãe e balançou a cabeça concordando. Apesar de tudo estar acontecendo de uma vez só, era até melhor ela se livrar desse depoimento e o doutor Shay ter mais alguns detalhes do acidente que talvez possam ajudá-lo em alguma coisa com Rachel.

“Tínhamos o sinal verde a nosso favor. E até chegarmos de fato ao meio do cruzamento, nossa velocidade não era maior do que 20 km. Minha namorada Rachel é quem estava ao volante. Em um momento riamos despreocupadas e no outro...” Quinn engoliu em seco. “Foi em segundos que tudo foi para o caos. Rachel percebeu tudo em um milésimo de segundo. Um Toyota cortou a frente de outro carro, do outro lado do cruzamento. Ele queimou o sinal vermelho em alta velocidade e veio diretamente de frente com o nosso carro. Ia ser uma colisão frontal em cheio. Rachel deu um golpe com o volante, para a direita dela. Ela deixou o lado dela como alvo principal da batida. Eu destravei o cinto de segurança dela, e com força não sei de onde, eu a puxei totalmente para o meu lado do carro. E a agarrei com todas as minhas forças. Eu era seu único cinto de segurança. E mesmo assim não fiz um trabalho tão bom se ela ainda se machucou.” Quinn estava arrasada.

O policial estava impressionado. Ele se aproximou da jovem.

“A senhorita e a sua namorada foram muito corajosas. Uma salvou a vida da outra.” O policial falou de modo firme, mas bondoso. “Se a batida houvesse sido frontal. Nenhuma das duas estaria viva. Sua namorada fez uma manobra que acolheria o total impacto da colisão, e com isso, fatalmente ela estaria morta e você viva, ela assim me parece, quis dar a vida dela para que a senhorita se salvasse. Mas a senhorita surpreendente também encontrou forças para desafiar a lei da gravidade e tirar sua namorada do lugar de onde ela estava, e também salvar-lhe a vida. Existem muitas testemunhas que vão corroborar com o seu relato. E infelizmente apenas a senhorita e sua namorada se feriram. O motorista que causou o acidente teve apenas escoriações leves. Mas eu garanto que ele vai ter uma enorme dor de cabeça pela sua total falta de respeito as leis de transito.”

Todos estavam muito impressionados com o relato do acidente. Quinn e Rachel estiveram literalmente no fio da navalha.

Judy segurou sua caçula com ferocidade redobrada. Shelby, Hiram e LeRoy cercaram as Fabray com abraços protetores. Ali cimentava para sempre um elo que os uniria para todo o sempre.

A senhora Fabray iria amar para sempre a pequena diva que sem pensar um segundo sequer, se dispôs a dar sua vida em troca da segurança de Quinn. Mas ela amava a menina ainda mais, por estar viva para a sua filha. Viva para os seus pais, e viva para o mundo.

Shelby e os homens Berry, também amariam Quinn para sempre. Ela conseguiu um feito extraordinário de reverter uma situação que poderia ter sido fatal para sua estrelinha tão preciosa.

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“Doutor, agora que o senhor tem em primeira mão os detalhes do acidente, você pode nos dizer o que exatamente estaremos esperando da saúde de Rachel Berry?” Sue perguntou a queima roupa.

Todos se voltaram imediatamente para o médico.

“O lado positivo é que não há sinais de pressão intracraniana indevida, sem sinais de danos visuais ou auditivos. Não há sinais de vazamento de LCR. Estou mantendo-a com um colar cervical para as próximas 12 horas. E eu lhes digo que está serão as 12 horas decisivas. Ela pode não ter pressão intracraniana indevida. Mas o pequeno inchaço que ela tem no cérebro pode ou não ser um problema.”

12 horas...

As 12 horas mais longas da vida das pessoas que estavam naquela pequena sala de espera.

“Podemos vê-la?” Shelby questionou.

O doutor Shay devia limitar-se a dizer não por agora. Mas era evidente que ele não tinha coração para parar os entes mais próximos da pequena morena.

“Ok. Mas o numero de pessoa vai ser limitado.”

Sue resolveu tomar a frente antes que algum tipo motim se inicie.

“Os pais de Rachel Berry devem ser os primeiros. Judy e Quinn serão as próximas. Santana e Brittany, as últimas. O restante vai ter que aguardar os próximos dias.” Sue organizou sem se importar com alguma reclamação. Até porque ela também iria esperar.

E enquanto esperam, Sue iria fazer uma visitinha ao motorista que ousou por em risco a vida de duas de suas cheeleaders.

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Foi muito duro para os pais de Rachel olhar para a figura imóvel de sua querida filha. Sua amada filha. Shelby chegou a cabeceira de Rachel com o corpo todo trêmulo. Ela beijou a testa dela delicadamente. LeRoy e Hiram seguiram junto. Os três deram as mãos, para compartilhar um pouco de conforto entre si.

Qualquer briga ou discussão ficou enterrado no passado. A estrela da vida deles necessitava de sua união.

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Flores foram utilizadas para tantos eventos. Quinn se lembrou de quando a vida era simples, quando ela e sua irmã iria se sentar com seus pais na mesa de jantar, todas as noites, ela se lembrou de uma vez que seu pai contou sobre quando ela e sua irmã nasceram. Como ele comprou para Judy um buquê de rosas vermelhas, e para o seu bebê recém-nascido, uma única rosa pálida. O pensamento fez Quinn sorrir, mesmo agora, ela conseguiu sorrir por dentro com o pensamento.

Ela olhou para o buquê nas mãos, que não era nada de especial, apenas uma mistura genérica de flores que ela e sua mãe tinham pegado a caminho daqui. Ela agarrou-as delicadamente quando ela sentia a ansiedade começar a ataca-la.

Fazia uma semana e meia que Rachel permanecia internada no Memorial Lima. Fazia uma semana e meia que Quinn morava no Memorial Lima. Ninguém pôde demovê-la de seu intento. Ninguém teve coração para fazê-lo.

Depois daquelas 12 horas angustiantes, ninguém jamais duvidaria da força e determinação de Quinn Fabray. E a pessoa que testemunhou o inicio disso foi Judy.

Quando elas entraram no quarto de Rachel logo após os seus pais, Quinn fraquejou. Por apenas um momento, Quinn Fabray fraquejou. Ver Rachel em cima de uma cama, com um colar cervical e tubos de todos os tamanhos conectados a ela, foi como um soco no estomago para Quinn. Por mais que o médico tenha dito que ela não corria risco de vida, para Quinn a imagem do amor de sua vida deitada inerte em cima de uma cama, transparecia o contrário. Rachel Berry era o tipo de pessoa que borbulhava energia e não o contrário. Até quando ela dorme ela é irrequieta.

Quinn tinha um roxo ou outro, provenientes dos cotovelos de aço da diva.

Judy observou silenciosamente sua filha se aproximar da cama de Rachel. A cada passo ela parecia travar uma árdua luta em seu interior. Sua filha estava dividida entre se endurecer completamente ou quebrar completamente. Ela puxou isso de Russel, com certeza.

Quinn puxou uma cadeira ao canto e a trouxe para bem perto do leito de Rachel. Ela pegou delicadamente a mão pequena e delicada de sua namorada e beijou carinhosamente.

Seus olhos encheram-se de lágrimas. Ela chorou. Quinn se curvou para frente ainda segurando firme, mais delicadamente a mão de Rachel. Ela foi sacudida pela força de seus soluços. Os médicos não sabem dizer se ela vai ter sequelas de algum tipo. E essa duvida é o que esmagava os nervos de Quinn.

Ela rezou com o maior dos fervores. Ela rezou com todo o seu coração. Ela rezou cada conta do rosário que ela havia ganhado no dia de seu batizado. E entre uma repetição de reza e outra, ela professava o quanto ela amava Rachel. Ela pediu perdão por suas falhas de caráter que quase a fizeram perder o amor de sua pequena morena. E acima de tudo, ela implorou a Deus para que ele poupasse Rachel de qualquer outro sofrimento. Que ele as poupasse. Porque no momento, para Quinn não havia dor maior do que ver o amor de sua vida inconsciente em cima de uma cama de hospital.

Judy conteve seus próprios soluços. A cena era muito comovente. Os pais de Rachel também não puderam conter sua emoção. Até a enfermeira que estava lá para manter alguma ordem, não conseguiu impedir uma única lágrima de deslizar. E só daquela vez, a enfermeira não se importou que o quarto estivesse com o numero de visitantes acima do permitido.

E mesmo após as doze horas. Mesmo depois que o doutor Shay trouxe a boa noticia de que ela não tinha nenhum tipo de dano físico. Mas eles a manteriam em coma induzido para que seu corpo pudesse descansar adequadamente do trauma sofrido. Quinn permaneceu ao lado de Rachel.

E todos os dias, o dia todo, Quinn se mantinha a cabeceira de Rachel. Ela só saia para ir até em casa tomar um banho comer alguma coisa e retornar ao hospital. Sua mãe se mantinha perto o suficiente para manter um olho sobre ela, mas também lhe dando o espaço necessário. E quando ela não podia estar lá, Santana e Brittany estavam.

O elevador parou no quarto andar e suas portas abriram-se, despertando ambas as Fabray de seus pensamentos. Quinn e Judy saíram do elevador e atravessaram a área de recepção. A recepcionista e enfermeiras por lá disseram um rápida olá a Quinn quando ela passou e perguntou como ela estava. 'Bom' foi toda sua resposta, a mesma resposta que ela deu-lhes com um sorriso todos os dias. Um sorriso fraco, mas ainda sim um sorriso.

Elas pararam em frente ao quarto de Rachel.

"Você vai ficar bem?" Judy perguntou atrás dela.

"Eu estou bem mãe" Ela acenou para si mesma "Você pode ir" Ela agarrou as flores novamente

Judy andou em volta dela para que ela pudesse realmente olhar a filha nos olhos

"Você tem certeza?" Ela verificou.

"Sim, você só vai me envergonhar ou algo assim" Ela sorriu para a mãe dela "E você deve ir descansar" Quinn encorajou.

"Eu tenho o meu descanso quando estou aqui com você." Judy tranquilizou. Como se ela fosse deixar Quinn ou Rachel sem algum adulto por perto.

"Sinto muito" Quinn inclinou a cabeça em culpa. Não é que ela quisesse se desfazer da mãe. Ela só não queria sobrecarrega-la.

Ela sentiu Judy colocar a mão em seu ombro e dar-lhe um aperto, na esperança de confortar sua filha.

"Não se desculpe. Eu te amo Quinn"

Quinn levantou a cabeça de novo, para encontrar o olhar preocupado da mãe.

"Também te amo mãe" Disse ela com uma estranha mistura de carinho e sinceridade.

"Você está realmente bem se eu for?"

"Sim, por favor, eu vou ficar bem. E você pode usar suas manobras para ajudar Shelby"

"Okay. Estarei de volta em um par de horas, quando o horário de visita acabar" Disse Judy firme.

"Ok" Quinn assentiu.

Com tudo Judy abraçou sua filha, um abraço que Quinn automaticamente respondeu e retribuiu, envolvendo seus braços em volta de sua mãe

"Ok" Jude relutantemente se afastou "Vejo você mais tarde"

"Vejo você mais tarde" Quinn respondeu enquanto ela assistia Judy caminhar de volta pelo corredor do hospital.

Ela, então, olhou para a porta do quarto de Rachel, ela estendeu a mão e girou a maçaneta e empurrou-a. Ela, então entrou e depois fechou a porta atrás de si.

"Ei... Como você está se sentindo hoje?" Ela perguntou, mas só escutou o sinal sonoro e zumbido do equipamento médico "Ainda dormindo não é?" Ela perguntou.

"Eu estou bem, eu acho" Ela respondeu, como se Rachel pediu-lhe a mesma pergunta. "Sabe aquela sensação nauseante na boca do estômago? Eu tenho o tempo todo... E é por causa de você, obviamente. Porque eu só penso em você" Ela abaixou a cabeça e fechou os olhos, em uma tentativa de recuperar todo o controle de suas emoções. Ela não queria quebrar, ela quebrou o tempo todo, todos os dias. Mas por um minuto, ela só queria ficar forte "Você estar faltando na minha vida é maior do que não ser capaz de respirar... Você entende? Provavelmente não?" Ela zombou de si mesma. “Você provavelmente não faz ideia da falta que faz na vida de todos que te conhecem.”

O quarto de Rachel estava cheio de cartazes de pedidos de melhora. Letras de musicas, declarações de amor e devoção de seus pupilos... (inserir aqui um grande rolar de olhos de Quinn) Era engraçado de assistir os mais variados tipos de marmanjos trocando birra com as cheeleaders. Todos batendo o pé para ver quem iria visitar a diva, primeiro. Claro que eles discutiam dentro dos limites da razão, porque se algum deles ousasse levantar a voz e perturbar a paz, Santana faria uso das suas famosas laminas de barbear escondidas em seus cabelos... (Outro rolar de olhos) e faria picadinho de quem importunasse seu Oompa Loompa em convalescência.

Quinn até conseguiu sorrir um pouco.

“Seu fã clube ameaçou fazer um motim de proporções épicas se eles não fossem autorizados a te visitar. A treinadora Sylvester deu um jeito. Aliás, ela sempre dá um jeito. Porque se não fosse ela arranjar algum tipo de autorização especial, com certeza agora eu teria que arranjar um jeito de me esgueirar no seu quarto depois da hora da visita. Eu, Santana e Brittany, para falar a verdade.” Quinn riu, mas depois ficou séria. “Você está fazendo uma falta danada. Santana até ameaçou chutar o seu traseiro se você não abrisse logo os olhos. Porque segundo ela, é muito chato não ter o seu Hobbit por perto.”

As palavras cheias de ameaça da latina, não passavam de uma bravata. Depois de Quinn, Santana detinha a segunda cena mais comovente. E apenas Brittany havia presenciado, e ela apenas compartilhou com Quinn o que muitos achavam que Santana era incapaz de fazer.

Ser emotiva. Emotiva para com uma pequena morena que por muito tempo ela magoou de modo tão mesquinho.

Quinn depositou suas flores dentro de um pequeno vaso perto da janela e depois voltou ao seu lugar habitual. Uma cadeira bem ao lado da cama de sua namorada.

“Você fez uma impressão e tanto em Santana, sabia? Brittany me disse que ela nunca tinha visto a namorada daquele jeito. Mas ela não estava surpresa. Santana adorava bancar a durona, mas ela ficou de pernas bambas com o que aconteceu conosco. E mais ainda com a incógnita da sua melhora.” Quinn sorriu carinhosa ao lembrar-se da latina barraqueira. “Britt disse ainda que Santana poderia negar o quanto quisesse, mas ela ouviu da boca dela em sussurro angustiado, que ela não poderia te perder. Mas é claro que ela vai negar até o ultimo fio de cabelo dela.”

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Santana andava a passos largos e decididos até o quarto de seu Hobbit. Ela segurava a mão de Brittany do mesmo que um náufrago segura uma boia em alto mar.

No corredor, Shelby, Judy, Hiram e LeRoy aguardavam por Quinn. Os adultos estavam com os olhos vermelhos e inchados por conta do choro. Santana sentiu Brittany começar a ficar agitada. A latina deu um aperto tranquilizante na mão da sua namorada.

“Será que podemos entrar?” Santana pediu baixinho.

“Claro. Se você não se importar de dividir o espaço com Quinn.” Judy disse com a voz ligeiramente rachada.

“Não nos importamos senhora F.” Brittany disse serenamente.

As duas meninas entraram no quarto de Rachel e foram recebidas com uma cena muito difícil de assimilar. Elas sabiam que Rachel estaria cheia de parafernálias médicas, mas mesmo assim o golpe de ver ao vivo e a cores era muito esmagador. E Quinn, pobrezinha, ela parecia perdida... Tão perdida.

Santana olhou para Brittany e ambas apenas pelo olhar, tiveram uma breve conversa. Elas se entendiam completamente.

“Ei Q... Vamos respirar um pouquinho aqui no corredor? Logo, logo você volta para cá, ok?” Brittany sussurrou ao pé do ouvido de Quinn. Ao mesmo tempo em que gentilmente ela veio trazendo a loira a uma posição de pé para guia-la para fora do quarto. Brittany teria sua vez com Rachel, mas por agora Quinn precisava respirar e Santana precisava desabafar.

Assim que Santana se viu sozinha no quarto, ela imediatamente levou as mãos a boca para se impedir de gritar.

Porque era foda, foda, foda.

Ela se aproximou da cama da morena, e com uma insuspeita gentileza, a latina pegou a mão pequena e delicada, que não tinha nada de viril, como muitas vezes ela xingava, e beijou cada dedo e a palma.

“Ei Hobbit! Você é uma droga de diva mesmo não é? Fazendo-nos ficar agonizando em espera para que a vossa graça volte a abrir os olhos. Você é a pessoa mais egoísta que eu já conheci. A minha vontade é de te fazer acordar e depois te dar uma surra daquelas e te mandar para o coma de novo!” Santana ameaçou rispidamente. Mas logo em seguida ela foi incapaz de conter o soluço que brotou aos borbotões e nem sua voz que saiu atada ao peso do choro. “Sua maldita filha da mãe! Você é uma egoísta do caralho. V-v-você simplesmente ia morrer e nos deixar aqui? Eu nem sei explicar como é que uma anã que nem você pode ter um coração tão grande.” Santana inclinou seu corpo até que sua testa tocasse a testa da diva. E com carinho ela deu um selinho na boca carnuda de Rachel Berry. “Escute-me, e escute-me bem. Não se atreva a deixar este mundo. Não se atreva a deixar a branquela azeda da Q. Não se atreva a deixar a minha Britt Britt. Não se atreva a me deixar. Eu disse uma vez que eu sempre cuido dos meus, e é isso que eu vou fazer por você até o último suspiro do meu corpo. Quinn e Brittany te amam alucinadamente. E sabe o que é pra caralho chato? Eu também te amo seu ornamento de jardim altamente egocêntrico. E eu não sei qual foi a macumba com galinha preta que você fez, mas você me fez cair no amor com você. Claro que o amor a que me refiro é o de irmãs, porque este corpinho aqui pertence a minha Britt. Portanto, trate de acordar logo. Porque eu pretendo te dar uma surra para que eu possa me sentir melhor.” As palavras tortas de Santana, era tão... Santana, que ninguém poderia dizer que ela não amasse de fato a cantora baixinha.

Brittany assistiu a todo interlúdio com os olhos rasos d’agua. As palavras ásperas de sua namorada poderia confundir qualquer um que não a conhecesse. Mas entre a palavra e o gesto, existia um grande abismo. Santana continuava com o seu discurso altamente incorreto. Mas sua linguagem corporal contava outra historia.

Contavam a historia de desespero de uma latina que estava tremendamente assustada. Porque há algumas horas atrás ela poderia ter perdido para sempre suas duas melhores amigas. E mesmo agora elas ainda estavam correndo o risco de perder alguma coisa de Rachel. E todos rezavam para que assim não fosse. Porque todos queriam Rachel Berry em uma única peça, sem tirar nem por. E Santana estava assustada. Porque ela não queria de jeito nenhum que Rachel sofresse mais nada. Nem ela e nem Quinn. Porque Quinn estava caminhando a beira de um abismo muito profundo. E se Rachel cai... Quinn vai cair junto

Brittany não gostava de coisas que faziam sua barriga doer. Ela não gostava do sentimento de medo. Medo era uma coisa feia que fazia as pessoas fazerem coisas feias. Dependendo da pessoa é claro.

Brittany tinha um pressentimento.

Um bom e um mal.

Qual dos dois viria primeiro, ela não sabia.

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Quinn continuou a fixar de modo intenso seus belos olhos sobre sua namorada.

“Todos estamos fazendo uma espécie de sistema de apoio. Para que ninguém se sinta sozinho num momento como este... É bom não se sentir tão só agora... Quanto mais pessoas, melhor, certo? São menos chances de você acabar sozinho... Sozinho é uma palavra assustadora. Rachel se v-você não... Se você se atrever a me deixar eu juro..." Sua voz saiu alta. Ela tentou se controlar "Eu me sinto tão sozinha" Ela respirou profundamente.

Quinn ouviu uma batida suave na porta atrás dela antes que ela foi aberta, ela, em seguida, ouviu passos que ela reconheceu.

"Oh, hey Quinn, como você está se sentindo hoje?" Ela ouviu a voz do doutor Shay perguntar por trás dela, em seguida ir direto para as máquinas, para que pudesse verificar o progresso de Rachel.

"Estou bem, obrigada" Quinn apenas respondeu educadamente, apenas ligeiramente irritada porque o seu tempo com Rachel havia sido interrompido. “E o senhor?”

"Ocupado" O médico suspirou "Eu não vi você entrar, mas eu achei que você estaria aqui" Ele sorriu suavemente para a adolescente loira. O doutor Shay não podia recriminá-la, sua filha Lindsay também fazia a mesma coisa por essa mesma paciente. "Como está a escola?"

"Muito quieto, sem Rachel" Ela riu levemente. "Eu acho que ela está olhando melhor"

"Eu acho que eu vou concordar com você" Doutor Shay assentiu enquanto olhava para sua paciente "Ela tem mais cor em suas bochechas"

Quinn lambeu os lábios, com medo, mas querendo dizer as próximas palavras com cuidado "LeRoy disse que você disse a ele que sua atividade cerebral tinha aumentado"

O médico balançou a cabeça "Quinn...”

"Eu posso esperar. Eu sempre vou esperar por ela. Eu só gostaria de saber como ela está. Esperança não mata ninguém."

Ainda que ninguém tenha dito que não havia razão para a esperança, a condição de Rachel não foi um dos piores que já se tenha visto, não era mesmo no top 50 das enfermidades. Mas Coma sempre foram difíceis sendo eles bons ou ruins, agora tudo o que podiam fazer era esperar e monitorar.

"Sim" O homem concordou. "Tudo parece estável aqui.”

“Doutor...”

Patrick se virou totalmente para Quinn.

“Rachel esta recuperando atividades cerebrais na região afetada pelo acidente. Depois das doze horas estabelecidas para sabermos se algum dano se manifestaria, foi muito gratificante ver que nada grave afetou a senhorita Berry. Agora é só uma questão de tempo até que ela acorde, e aí sim podemos ter cem por cento de certeza de sua recuperação.”

Quinn se permitiu absorver a noticia com um bálsamo.

“Se cuide Quinn. Rachel vai estar muito em breve conosco." O médico disse enquanto saia do quarto.

"Você também Doutor Shay" Respondeu Quinn.

Ela ouviu a porta se fechar, então esperou mais um momento de silêncio antes de continuar o que estava fazendo antes. Esse tempo de silêncio a fez pensar em silêncio.

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Lindsay preferia visitar Rachel nos momentos em que ela não estivesse rodeada por Quinn ou Santana. E ela sabia que as meninas assim o queriam também. Era tudo uma questão de privacidade. Embora Lindsay apostasse toda a sua grana da faculdade, que para Quinn era mil vezes mais difícil engolir sua raiva por causa disso. A loira nunca iria gostar da proximidade entre ela e Rachel.

Azar o dela.

Como sempre, Lindsay trouxe consigo um botão de rosa. Esse era um mimo particular dela. Depois de guardar adequadamente o pequeno botão, Lindsay sentou-se no seu lugar habitual. Ela acariciou delicadamente o rosto de Rachel até estabelecer sua mão junto da mão da cantora.

“Oi Rachel.” Saudou suavemente. “Como foi seu dia? Tranquilo? O meu foi extremamente chato. O vestiário das líderes parece uma tumba, parece até errado para a gente treinar qualquer tipo de coisa sem você lá para passar o tempo discutindo com a treinadora. Era muito divertido de assistir.” Lindsay comentou bem humorada. “Sabe, eu achava que nunca iria saber o que era estar assustada até saber que você se envolveu em um acidente violento como esse.” Lindsay não pode conter um pouco da sua angustia sair em sua voz. “Eu gostaria de pedir um favor de amiga.”

Lindsay se levantou e em como todas as outras vezes as escondidas, ela beijou suavemente a boca de Rachel.

“Volta... Volta para nós... Volta para mim...” Sussurrou angustiada.

Nada.

Nada aconteceu.

Lindsay se ergueu corretamente. Ela limpou um rastro de lágrimas fujonas.

Neste momento a porta se abriu para revelar a presença de Quinn.

Ótimo.

Quinn também parou de supetão. Ela também não estava feliz. Essa era um ocorrência muito grande entre elas. Para grande desgosto de ambas. Elas se cumprimentaram friamente.

Lindsay se afastou para dar lugar a Quinn. E ela odiou fazer isso. Sempre ela teria que ceder seu espaço por causa de Quinn.

Quinn por sua vez pouco se importava se ela estava atrapalhando o tempo de visita de Lindsay. Para ela qua

nto menos contato melhor. E sempre que em determinadas ocasiões pediam, Quinn se deixava levar pelo sentimento mesquinho do egoísmo.

Só por pirraça ela beijou demoradamente Rachel. Como se estivesse demarcando seu território. Rachel era dela.

Lindsay engoliu duro. Ela sabia que não valia a pena se digladiar contra Quinn. Ela não iria cair nessa provocação. E foi por isso que ela sustentou desafiadoramente o olhar agressivo da loira.

Quinn amassou sua expressão em desgosto.

Tanto ela quanto Lindsay estavam por um fio para saírem no braço.

Um gemido seguido de um bip bip rápido da máquina trouxe a atenção imediata das duas garotas para o leito de Rachel.

As duas líderes voaram para cima da diva.

E como sol que acaba de nascer, os olhos de Rachel ia se abrindo vagarosamente, até se estabelecerem completamente abertos. Confusos, pode-se dizer, mas inegavelmente alertas.

Quinn achava que estava a ponto de ter um desmaio, mas desmaio era coisa para maricas.

Lindsay levou às mãos a boca e seus olhos se encheram de lágrimas.

“Oi...” A voz de Rachel saiu rouca pela falta de uso. Mas era o som mais belo que Quinn e Lindsay já ouviram.

Notas finais
Essa é segunda vez que coloco essa fic em hiatus sem querer. Não pensem que não sinto vergonha por isso. Mas por motivos particulares não pude atualiza-la com a regularidade que vinha mantendo. Mas como sempre vou remediar, e lhes prometo melhores capitulos, pois estou chegando em algumas partes que estava ansiosa para escrever. E sabem qual é a minha parte favorita? A parte absolutamente predatória da Quinn. :D

cristianekrieser. diana. GiuMta. ThaFabray. Meg. Gleek.nat_sant. Jéssy. MillaHalliwell. Niiilene. jjulha. Annylealima. L Helen. aninha

Meninas, muito obrigada por terem comentado.