Mantendo Você Perto De Mim
20 Capítulo 20: Momentos Esquisitos
Após o almoço, a trindade profana mais Rachel, seguiam em direção ao clube Glee. Quinn poderia sentir de longe a tensão se construindo em Rachel. Ela cruzou seus dedos com os dela. A morena ficou surpresa e depois amolecida.
Santana que vinha logo atrás com Brittany estava fazendo alguns sons de quem estava vomitando ou morrendo. A bailarina só fazia rir da infantilidade da namorada.
Quinn mostrou o dedo médio sem se virar.
“Ora, ora, ora... Que ceninha da juventude feliz é essa?.” Disse Sue Silvester. “O que Juno, Saco de areia e Cabeça de vento estão fazendo com Bilbo Bolseiro? A estão escoltando de volta para o condado?”
Era só o que faltava.
As meninas pararam de chofre.
Sue observou com certo interesse escarnecedor a capitã de seu plantel campeão, se postar protetoramente em frente a Rachel Berry, e Satanás Lopes flexionar imperceptívelmente seus dedos como se estivesse se preparando para intervir do modo usual: Briga corpo a corpo. E o mais impressionante era Brittany S Pearce. A loira normalmente avoada exibia uma expressão semelhante aos agentes torturadores da Gestapo.
Interessante...
Muito interessante...
“Respondendo a sua pergunta, se é que podemos chamar isso de pergunta... Quinn, Santana e Brittany” Disse Rachel, frizando bem o nome das meninas. “ Estávamos nos dirigindo ao Glee.”
Sue não perdeu o leve tom de desgosto na voz da diva.
“Sabe o que me incomoda mais do que a cara de William Schuester e seu cabelo que mais parece um conjunto habitacional para entidades mágicas?” Sue Cuspiu.
“A sua menopausa?” Respondeu Rachel, entediada.
Sue ergueu as sobrancelhas e a trindade profana sentiu seus queixos se afrouxarem.
Rachel corajosamente se pôs a frente das meninas. Elas não iam ser penalizadas por algo que não foi culpa delas. Mesmo que para isso, ela tivesse que encarar O mal encarnado.
Sue meramente fez um esgar de aborrecimento. Mas no fundo ela estava impressionada. Essa mini Banshee tinha uma espinha dorsal, isso ela tinha que admitir. Afinal ela tinha a quem puxar. Não era preciso ser um gênio para perceber as semelhanças genéticas e de caráter que Rachel Berry e Shelby Corcoran tinham em comum.
“Não, a menopausa é algo irrisório quando se lida com treinamento de resistência ao calor em campos vulcânicos. Mas voltemos ao meu ponto. Chegou aos meus ouvidos que as minhas principais estrelas do plantel tiveram seus uniformes danificados por sua causa Streisand, estou correta?”
As líderes começaram a fazer sons de protesto. Mas foram silênciadas com um unico gesto de Rachel.
“Sim, por minha causa elas tiveram seus uniformes maculados.” Confirmou Rachel.
“E teríamos ficado com ele o resto do dia. Mas Rachel não permitiu, argumentando sobre o caos instalado e etc...” Intrometeu-se Santana.
“E eu tenho razão absoluta sobre isso! Era eu quem estava suja. A raspadinha foi destinada a mim! Brittany só se sujou porque tive que impedi-la de se indispor fisicamente contra Azimio.” Contra argumentou Rachel.
“O que me chateou muito Rach... Ele merecia ter suas bolas cortadas.” Emburrou Brittany.
Quinn e Santana trocaram um olhar malvado entre sí.
“Não se preocupe Britt Brit. A esta altura pode-se considerar Azimio um homem sem bolas... Ou meio homem, já que nossa capitã aqui, quebrou-lhe a casca dos ovos...” Santana mal podia conter sua satisfação ao contar sobre o infortúnio do atleta retardado. “E além do mais, ele ousou nos enfrentar. Azimio sabe melhor do que isso, desafiar o plantel é pedir para cometer suicidio.”
Brittany bateu palmas. Ela era contra a violência, mas neste caso ela abriria uma excessão.
“A reunião da sociedade do anel já acabou?” Inquiriu Sue. As quatro meninas se voltaram para ela. “É bom saber que vocês ainda mantem este lugar sobre rédias curtas, mesmo que por causa de Bilbo. Mas na guerra nem todos os motivos são trilhados sobre a razão. O quê me lembra de agendar um final de semana na base militar para os nossos treinos de rotina.”
Rachel nem piscou.
Base Militar?
Quinn, Santana e Brittany deram de ombros, como se isso fosse bastante normal.
“Você, projeto de pixel! Você vem prestando um excelente trabalho como agitadora do caos...”
Rachel se empertigou.
“Eu não sou agitadora!” Reclamou
“Sim você é. Você possui uma espinha dorsal de aço e flexivel, tão bom quanto o da trindade profana aqui. Você é como um vírus da gripe: Contamina ao primeiro contato e age silenciosamente.”
Rachel franziu a testa. Sue Silvester a estava comparando com um vírus?
“Gosto disso em você Bilbo! Espero por você na minha próxima reunião do plantel. Becky vai lhe passar um memorando com o que precisa saber. Não se atrase!” Com essa ordem, Sue se virou e foi embora. Ela mal podia esperar para ver a reação do queixo de bunda.
Silêncio
“Hunm... Berry?” Santana cutucou a menina. “Acho que ela quebrou...”
Britanny praticamente quicava de tanta alegria.
“Você é nossa agora”
Rachel virou-se para Quinn em busca de explicação.
“A treinadora parece impressionada com sua capacidade de indestrutibilidade moral. E ao que parece ela quer isso injetado no plantel” Traduziu Quinn.
Hein?
“Mas vocês são perfeitas, cheias de confiança, carisma e flexibilidade.” Rachel estava perplexa.
A diva não estava entendendo nada desse pedido (Ordem) da treinadora Silvester.
Quinn estava imensamente a favor da decisão de sua treinadora. E não era porque Rachel ficaria muito bem com o uniforme de lider de torcida... Aquelas pernas...
Quinn sacudiu a cabeça isso não era hora para pensamentos impuros.
A loira tinha suas suspeitas a respeito das intenções da treinadora, mas ela estava tranquila porque Rachel ficaria sob suas vistas.
As vezes Quinn se pegava pensando nessa necessidade quase visceral em ter Rachel sempre por perto. O engraçado é que essa necessidade já ocorria muito antes. Desde o tempo em que infernizar a diva era seu objetivo de vida.
Com a reviravolta no relacionamento delas, seus sentimentos ocultos... Mas não estranhos... Só fizeram se solidificar.
“Oh isso é tão maravilhoso!” Guinchou Brittany “ Você vai ficar muito mais gostosa no nosso uniforme. E suas pernas vão ser ainda mais apreciadas.” A bailarina era a alegria em pessoa.
Santana não encontrou forças para parar seus olhos de se deslocarem em direção as pernas torneadas da cantora. Ainda era um mistério para ela, como um pessoa tão curta como Rachel Berry, poderia ter pernas que pareciam durar para sempre...
Brittany pegou Rachel e a colocou sob seu braço como se fosse um jornal e saiu correndo com ela de volta para o vestiario, falando em esperimentar imediatamente um dos uniformes. Rachel disparou um olhar que era uma mistura cômica entre terror e diversão.
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Depois de muita conversa, Quinn e Santana conseguiram trazer Brittany e Rachel de volta para seu destino original, mesmo que estivessem imensamente com vontade de ver a diva no uniforme.
Mas Quinn não iria permitir, de jeito nenhum.
Principalmente do jeito que Brittany é.
Poderia até ser uma situação engraçada e constrangedora, mas serviu para quebrar a apreensão de Rachel ao entrar na sala do coral.
Assim que as garotas passaram pela porta, elas se depararam com todos do Glee já em sala. Inclusive o Sr. Shuester.
Ignorando o grande elefante branco instalado no local, Quinn liderou a comitiva até os acentos de trás. Se fosse para encarar, que fosse da fileira de trás que era no degrau mais alto.
Quinn sentou ao lado de Rachel e Santana tomou o acento vizinho.
"Só para você e Britts poderem manter as mãos de vaguear uma sobre a outra." Comunicou Quinn de modo baixo.
"Não há nada de errado com carinho, Quinn..." Disse Brittany suavemente.
Para ela não é, mas para mim é!
Até certo grau, Santana estava de acordo. Sua namorada bobinha era uma pessoa muito tátil, portanto era seu dever controlá-la ao máximo, para sua paz de espírito.
“Estou de acordo com Q. Nada de tocar no meu bebê.”
Brittany se sentou ao lado de Santana, mas serpenteou em torno dela para esfregar o ombro de Rachel e disse:
"San. Seja agradável. Rach é muito boa de tocar... Você deveria tentar isso." Santana arregalou os olhos para sua namorada.
Quinn estreitou os olhos para Rachel, que teve a sabedoria para não rir.
O momento lúdico entre as meninas foi quebrado pelo pigarreio do Sr. Shuester. Rachel endureceu a postura na hora, e ela olhou para o professor como quem se olha para um inimigo.
Rachel não tinha mais fé neste sujeito. Ela estava cansada dele.
E não existia nada pior para um professor do que a falta de fé de um aluno para com o seu mestre.
Will fez uma ligeira careta. Antes que ele pudesse abrir a boca para dar inicio a aula, ele foi interrompido por Finn que se levantou e se postou de frente para a classe, seus olhos postos especificamente em Rachel. Muito para o desagrado de Quinn.
“Eu gostaria de falar uma coisa” Disse com firmeza. “Rachel, eu...”
Rachel se levantou de supetão e rapidamente foi até Hudson e o agarrou pela manga da camisa e o arrastou para fora da sala. Não sem antes jogar uma desculpa qualquer para Sr. Shuester.
Todos estavam em uma grande perda de palavras.
Quinn agarrava as laterais da cadeira com tanta força, que seus dedos estavam brancos.
Que porra era aquela?
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“Rachel porque você nos tirou de sala?” Perguntou Finn, sendo arrastado até metade do corredor.
“Porquê eu estou salvando sua vida. Qualquer coisa que você fosse falar, com certeza desencadearia o inferno naquela sala.” Respondeu prontamente Rachel.
Finn ficou ofendido.
“Eu não ia dizer nada de mais.”
Rachel bufou.
“Ultimamente tudo o que você diz é alguma coisa. Creio que até uma mente limitada como a sua, já tenha percebido isso.”
Finn sentiu como se tivesse levado um soco. Quando foi que sua doce morena passou a tratá-lo assim?
Rachel suavizou sua feição. Ela não era assim.
“Sinto muito pela minha grosseria Finn. Mas muita coisa aconteceu nesse espaço de 24 horas.” Rachel passou a mão pelos cabelos. “Eu não quero ouvir qualquer coisa que você tenha a dizer agora. Eu ainda estou muito zangada com todas as coisas que você vem dizendo e fazendo.”
Finn a interrompeu desferindo um soco no armário. O barulho ecoou alto pelo corredor vazio.
Rachel se encolheu extremamente pálida.
“Por que Rachel?” Finn a fitou com um olhar vazio.
Rachel buscou a coragem que se escondeu no fundo do seu ser.
“Você deveria fazer essa pergunta a sí mesmo Finn. Não a mim.”
“Vejo que andar com a trindade profana está te transformando, finalmente a popularidade esta te afetando? Te transformando em uma falsa?”
Rachel nunca se sentiu mais ofendida.
“Acho que você está me confundindo com uma descrição de si mesmo!” A cantora estava muito zangada. Como ele tinha a coragem de acusá-la assim? “Você! Finn Hudson é que tem o histórico de futilidade por popularidade. Você já manipulou situações sem levar em consideração os sentimentos dos outros. Você é um filho da puta egoísta que só consegue enxergar o próprio bem estar.” Rachel estava tremendo de raiva. Tanto quem sem que ela se desse conta ela imitou a explosão anterior de Finn, e socou a porta de um armário. Ela mal registrou a contusão.
“Você é uma decepção. Eu não quero mais ser sua amiga.”
De todas as coisas que Finn esperava que acontecesse, isso sequer lhe passou pela cabeça. E foi uma surpresa desagradável diga-se de passagem. Nada disso era o que ele queria que acontecesse. O rapaz sentiu seus olhos se encherem de lágrimas.
Ele não era o cara mais brilhante, ele sabia. Mas também ele não era um completo ignorante. Seu mau gênio não o estava levando a lugar nenhum, só estava machucando pessoas muito queridas para ele. E a mais importante delas estava a um passo de deixá-lo.
A vergonha se apossou dele de tal maneira, que o estava afetando fisicamente. Finn encostou-se aos armários e foi escorregando até o chão. Nunca ele se sentiu como um fracasso completo. Os soluços brotaram de seu peito aos borbotões.
Rachel se amaldiçoou por ser uma pessoa tão complacente ante ao sofrimento alheio. Mas ela se absteve de tocar o rapaz. Ele precisava disso.
“A escolha é sua Finn. Ou você muda essa atitude ou eu acabo aqui e agora com o pouco do afeto que sinto por você.” Rachel foi dura. Por mais que lhe doesse.
Finn apesar dos pesares é um bom rapaz e foi o seu primeiro amigo antes de ser seu primeiro amor. E lhe doía muito que o destino de sua amizade pudesse acabar em uma cena tão triste num corredor de colégio.
“Eu sinto muito... Eu sinto muito.” Finn disse com voz embargada.
Mãos pequenas e delicadas levantaram seu rosto. E se deparar com o olhar bondoso de Rachel só fez a vontade dele de chorar se intensificar.
“Finn, se você me prometer que vai pelo menos tentar mudar, talvez nossa amizade não esteja perdida. Eu sei que você teve muito com o que lidar. Mas eu me recuso a acreditar que você seja tão mau caráter. Esse não é o rapaz doce por quem já senti amor romântico. E eu não quero perder o amor fraternal que ainda tenho por ti. A decisão é sua.”
Rachel se levantou mas foi segurada pelas mãos enormes de Finn.
“Eu não quero te perder. Sinto muito.” Repetiu ele.
“Então você sabe o que fazer.”
“Sim eu sei. Só preciso de um pouco mais de tempo.”
“Ok. Limpe seu rosto e se recomponha.” Disse mandona. Isso arrancou uma risada de Finn. “Vamos, temos um clube para participar.” Ela gesticulou.
Rachel fez uma careta ao se dar conta da dor latejante na mão. Finn pegou a mãozinha delicadamente e beijou a contusão.
“Você tem que colocar um gelo aí. Vamos a enfermaria.”
Rachel lançou um olhar cortante nele.
“Depois...”
“Rachel...” Finn retorquiu. “Eu quero que você vá a enfermaria, ou quem vai acabar lá sou eu.” Disse com uma careta. A imagem das ajudantes do demônio... (Quinn, Santana e Brittany) passou pela cabeça dele, enviando um arrepio pela sua coluna.
“Não se preocupe, eu te protejo!”
Finn arqueou uma sobrancelha e olhou Rachel de cima a baixo. Ele só não riu porque a morena era bem capaz de chutá-lo na canela.
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O retorno dos dois foi recebido com um grande silêncio.
Até para Rachel isso era muito dramático.
“O quê que foi?” Inquiriu mandona.
“Está tudo bem?” Puck questionou sério.
“Sim, e estamos perdendo tempo. As seletivas estão as nossas portas e até agora não chegamos a nenhum consenso sobre as musicas a serem apresentadas.” Rachel sacou de dentro do seu casaquinho um rolo de papel. “Eu tenho algumas idéias que gostaria de compartilhar, se permitirem... Finn segure a ponta.”
Finn pegou a ponta do papel e olhava com cara de pastel, Rachel desenrolar um imenso pergaminho.
Brad o pianista, ria silenciosamente para si mesmo. Rachel Berry era uma artista. Ela sabia como desviar a atenção magistralmente.
Cada pessoa no recinto olhava incrédulo para a lista quilométrica que a diva estava apresentando. Não demorou nem cinco segundos para as reclamações começarem a encher a sala.
Por um momento Rachel cruzou seu olhar com o do pianista. Ela piscou divertida.
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Após o término da reunião do clube, cada um foi se dispersando para qualquer lugar para onde tenham que ir. Santana e Brittany se despediram das duas e foram provavelmente se agarrar em algum canto da cidade.
Quinn levaria Rachel para casa. A diva deu um jeito de esconder a mão machucada da loira. Se Quinn visse isso, o inferno ia ascender no plano terreno.
Ao chegarem a casa de Rachel, Quinn pegou suas coisas mas estranhou Rachel pegar as suas coisas de modo cuidadoso.
“Está tudo bem?” Perguntou preocupada.
“Sim!” Rachel disse rápida.
Quinn olhou desconfiada.
Assim que entraram Rachel tratou de se livrar da sua bolsa e com uma desculpa qualquer ela foi ao andar de cima para pegar alguma medicação. Mas o que Rachel já deveria saber é que nada escapa ao radar de Quinn. Como a porta do banheiro estava entre aberta, a morena não percebeu a presença da loira atrás dela.
“O que diabos foi isso?” A pergunta de Quinn saiu num silvo raivoso.
Rachel quase morreu de susto.
“Quinn? Poxa você quase me matou do coração! Já pensou o que seria dos meus futuros fãs?” Rachel tentou fazer piada a fim de desanuviar o olhar assassino da loira.
“O quê foi isso...” Quinn perguntou de modo arrastado e imperioso. “Não, não responda.”
A líder de torcida se virou para sair e trucidar um gigante com cara de pamonha.
“QUINN NÃO!” Rachel literalmente se jogou na frente da namorada, efetivamente impedindo-a de sair do banheiro.
“Sai da frente Rachel.”
“Não até você se acalmar!”
Quinn pisou a frente impondo sua altura a Rachel.
“Saia Rachel” A voz de Quinn não passava de um sussurro perigoso.
Rachel pousou ambas as mãos no ombro da namorada para pará-la. Ma só conseguiu contundi ainda mais o machucado. Ela mal pôde segurar o gemido de dor.
Num instante o espírito assassino que se apossou de Quinn foi embora para dar lugar à preocupação. Com delicadeza ela pegou a mão machucada e avaliou com cuidado. Com um suspiro exasperado ela pegou a maletinha de primeiros socorros em uma mão e com a outra ela levou Rachel para o quarto. Ela fez a morena se sentar na beira do colchão, então ela se ajoelhou e colocou a maletinha ao seu lado no chão. Com eficiência ela aplicou uma pomada para amenizar a contusão e depois ela enfaixou para imobilizar e evitar qualquer sensação dolorosa desnecessária.
“Está mais calma?”
“Não”
Rachel suspirou. Com a mão boa ela acariciou o rosto belo e aristocrático de Quinn.
“Finn não fez nada diretamente. Eu apenas extravasei de modo inadequado.”
“Mesmo assim ele ainda é responsável.” Rosnou a loira.
“Quinn...” Rachel sussurrou calma. Ela beijou delicadamente a boca da namorada. “Finn não vai ser mais um problema.”
Quinn se manteve calada, por enquanto ela não entraria em conflito. Ela tinha outros peixes para fritar. Quinn puxou o corpo de Rachel para si. Era muito gostoso tê-la assim.
A líder de torcida precisava amenizar o ciúme.
E nada melhor do que desfrutar de sua namorada para se sentir bem.
As vezes ela se espantava com o quão pegajosa ela estava se tornando. Mas ela não se importava e muito menos Rachel. As duas garotas estavam tão entretidas dando um amasso pesado na cama, que elas não perceberam os barulhos de gente dentro de casa.
“Rachel, minha estrelinha. Chegamos!” Gritou LeRoy.
Puta que pariu!!!
Quinn e Rachel se desatracaram a tal velocidade, que ambas foram parar no chão.
“Ai!” Choramingou Rachel.
“Feri meu orgulho!” Reclamou Quinn.
As garotas se arrumaram o mais rápido possível.
Não pegaria bem para Quinn ser apresentada aos pais de Rachel, toda desgrenhada ou cheirando a sexo.
“Ei filha, você... Ó olá!” LeRoy saudou Quinn.
Quinn se armou com o seu sorriso mais charmoso e se adiantou para cumprimentar o homem que tecnicamente era seu sogro, como se a alguns momentos ela não estivesse empenhada em engolir a língua da sua filhinha.
Será que existia algum momento mais clichê?
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