Mantendo O Equilíbrio (Temp 1 + Temp 2)

29 Segunda Temporada - Notas de Abertura e Prévia


Notas iniciais
Queria poder upar a capa da segunda temporada, mas não quero trocar a oficial. Ainda tô me acostumando com a plataforma do Nyah :S

Bom, eis a sinopse.

MANTENDO O EQUILÍBRIO:
SEGUNDA TEMPORADA

Quando brigamos, é sinal de que alguém está errado, muito errado. Se está errado é porque algo precisa de equilíbrio. Mas e quando esse desequilíbrio encontra outra desequilibrada?

Era só pra Milena ajudar sua professora, então amiga, numa crise familiar. Não imaginava ela que as coisas eram maiores do que se mostravam. Mais enrolada na história, essas vidas se entrelaçam sem mais volta. Milena acredita estar numa missão e tenta manter o foco nela, mas já percebendo seu grande envolvimento com a família Garra, começa a achar isso um tanto perigoso para seu coração, e de muitas maneiras. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, é fácil se desnortear.

As grandes esperanças dessa garota é de se enganar, mesmo prezando sempre pela verdade. Será que ela consegue? Isso é tentar manter o equilíbrio? Ainda tem muita, muita roupa para se lavar. A missão continua.

1

Trilha citada: Backstreet Boys – Larger Than Life

http://www.youtube.com/watch?v=_Qm5wDS2daQ

O sacolejo do transporte público não afeta meu bom humor que nasceu junto com o sol dessa manhã. Dona Bia – a senhora que ajuda nos afazeres de minha casa – mencionou no almoço que, se não fosse por ela estar trabalhando ali, eu estaria provavelmente varrendo a casa sorrindo para as paredes. Quem sabe conversando bobeiras com o concreto. Ela não perguntou o motivo, talvez a visão de eu arrumando a bagunça que estava meu quarto fora o suficiente.

Tudo bem, confesso. Ela me pegou numa cantoria digna de escova de cabelo como microfone enquanto movia as coisas de um lugar para o outro. Arrisquei uns passos que me lembrava da boy-band que tocava de uma playlist aleatória no notebook... Curtia o momento do finalzinho de uma música, agradecendo meu “público”, quando ouço suas palmas vindo da porta. Gelei de onde estava mesmo, quase virando uma estátua com a escova na mão e a agenda na outra... Comentou então que eu poderia me apresentar para as pessoas, não tinha uma voz ruim e a “performance” estava de bom grado. Na hora pareceu um comentário bem discreto que me relaxou por uns segundos e, quando ela foi pra sala terminar seus afazeres, que eu senti o flagra me bater... agora “Larger Than Life” nunca vai ser a mesma na minha cabeça.

Sob esses efeitos ria sozinha no assento perto da cobradora. O trajeto todo imaginei possíveis respostas num diálogo paralelo com ela, creditando aos Backstreet Boys a minha ceninha e embaraço pós-flagra. Antes creditar esses risinhos a boy-band que outra coisa... ou outra pessoa. O tal que me espera de pé, encostado num carro em frente a sua atual residência, de braços e pernas cruzados, que parece distraído com o horizonte até me ver caminhar em sua direção e sorrir iluminado, imagem que bate na minha íris e chega ao meu cérebro sabendo que isso causa um descontrole àquele órgão pulsante ante qualquer emoção. Se antes eu estava de bom humor, agora devo ter ganhado moedinhas naquele game para passar de fase, pois essa simples visão me dá razão pra sorrir mais bobamente possível.

Faço draminha ao parar a sua frente. Vinícius continua na mesma posição, com o mesmo semblante presunçoso e garantido das coisas. Há, ele tá pedindo uma lição, só pode.

- Um simples convite já valeria, então porque me intimar?

- Pra garantir sua presença.

- Sorte a sua me achar com tempo livre... tô sentindo que essa semana ou vou ser explorada ou vou comer livros. E você, que pretende?

- Além de te sequestrar, hã... deixe me ver... acho que amanhã eu volto para meu posto no trabalho. Não dá pra voltar pra faculdade já que perdi o semestre, mas tá dando pra eu me reiterar das coisas... Espera, pra onde você vai?

Comecei com passos pequenos pra trás e depois virei indo embora. De mentira, claro, eu não ia chegar depois de carregar todo o material que tinha nos braços em um transporte público num dia quente para em segundos tomar todo o caminho de volta. Mas ele não sabia disso e eu gosto de me fazer de atriz de vez em quando.

- Vou embora. Quando as pessoas falam em sequestro, é mais seguro ir embora, não?

Mal digo isso e um vulto seu surge em minha frente pegando o material que carrego para voltar ao local onde ele estava quando eu cheguei. Que atrevido! Meu trabalhinho-digno tá lá no meio... não posso me dar o luxo de perder facilmente, mesmo tendo uma cópia do arquivo na bolsa. Giro de braços cruzados pra ele com falsa indignação esperando sua declaração. Só que Vinícius não fala nada, deixa tudo no banco de trás do carro que estava encostado e volta à antiga posição sem um pio, somente com um sorriso traquina instigante.

Ralho com ele:

- Já houve melhores sociopatas.

- Se fossem bons sociopatas, não teriam sido descobertos.

- Alguma hora todos nos provamos humanos, independente de nossa condição. Erramos.

- Posso usar esse argumento caso eu seja preso por sequestro?

- Pode usar com o psicólogo do presidiário para conseguir uma condicional... O que vai fazer com meu material?

- Deixar no carro. Se tenho uma isca da qual você não vai desistir, de perto de mim você não sairá.

- Ok, ok, eu fico, chantagista. Mas você sabe do ditado, né? O que vai, volta...

- Espero ansiosamente por essa volta... Enquanto isso, preciso ir à loja que meu tio comprou o celular. O aparelho anda com uns problemas pra realizar as funções, quase não consegui te ligar. Vamos?

- Se sequestradas têm direito de opinião, eu escol...

- Não, na verdade, não têm. Vem.

Não me deixa terminar de falar, me puxa de vez ao seu encontro no meio de meu grito surpreso sem plateia na rua vazia e me guia na medida de uma gentileza possível de animação ao banco passageiro. Uma vez sentada ele passa o cinto de segurança por mim pra garantir que eu não fuja. Até me sela os lábios com um dedo numa “ordem” silenciosa de “sem comentários”. Foi tudo tão rápido que acho que demorei a processar, pois estar com ele no carro respirando seu perfume, tendo uma boa visão de seu perfil determinado dirigindo pela avenida naquele ar vitorioso começava a me dar palpitações.

Boas palpitações? Más, más! – era difícil eu me convencer.

[...]

(capítulo completo a seguir)

Notas finais
Bem-vindos à segunda temporada, pessoas.

Esse post é apenas um anúncio do que está por vir e... não se enganem, esse conto é uma loooooooooooong-fic, então capítulos novos sempre estarão aí, sempre postados em combos.

Fico feliz por estar postando - depois de muito tempo pra arrumar coragem (e disposição tbm rs) - a fic e seus personagens são um xodó e até então não me deixaram em paz (Murilo é um dos que mais me perturba, já podem atirar coisas nele que eu deixo).

Leitores-fantasmas, sintam-se à vontade para ler. Se puderem/quiserem deixar algum coment, estejam mais à vontade ainda :) Como eu disse, ainda tem muuuuito capítulo pra postar e espero que gostem.

bjs,

Alexis.