Manos Antes das Minas

5 Isso Não É Um Adeus!


Notas iniciais
Finalmente revelei tudo a James. Falei sobre Lucy e não hesitei em momento algum. Mas, infelizmente, a conversa passou por caminhos que eu já esperava...

Recapitulando tudo o que aconteceu nessa semana... Sim, apenas em uma semana. A segunda começou bem, tirando a parte de acordar cedo, mas até rolou uma nota azul na prova de inglês que me fez sentir o rei da cocada preta. Minhas demais notas estavam boas e eu estava confiante de que tudo estava para melhor. Até que apareceu Lucy, o pedaço de mal caminho mais lindo que eu já conheci, e jogou uma praga em mim ─ conhecida pelos antigos indígenas como “amor” ─ e para melhorar as coisas, atraiu a atenção do pegador da escola, sendo esse, meu melhor amigo. Até aí estava tudo ás mil maravilhas, contando com o que está por vir, até joguei um Xbox no final daquele dia. Depois de horas pensando na novata, recebi uma mensagem dela que deveria ter vindo com um alerta para iludidos ou cardíacos. É sério, mensagens dessas são perigosas para pessoas com o coração fraco ou que não pega ninguém. Após a decepção, veio a minha salvação... Minha ruivinha: Luana. Ela esteve ao meu lado e me incentivou a contar toda a verdade para James. E foi o que eu fiz. Mas, infelizmente, não saiu como o meu esperado.

─Você o que? – repetiu incrédulo com a minha revelação.
─Eu gosto da Lucy. – o respondi mais uma vez, agora com mais convicção e de pé firme.
─Tá zoando comigo, né? – riu ironicamente, guardando uma expressão furiosa. ─Por que você veio com essa logo agora?
─Oi? Como assim “logo agora”?
─Eu te perguntei milhares de vezes se você estava afim da garota e você me disse que não, e agora que eu consigo ficar com ela, você vem com essa? Não estou te entendendo. – agora sim mostrou uma expressão furiosa.
─E você ta achando que eu estou fazendo isso de propósito? – suspirei junto de um sorriso incrédulo. ─Você ta ouvindo mesmo o que você está dizendo?
─Estou sim. E também estou ouvindo o que você está dizendo, só não estou acreditando.
─Sabia que não deveria ter te contado. – me preparei para sair.
─Não, espera aí. Você acha que pode dizer essas coisas e sair assim? – segurou meu braço com força, me obrigando a forçar o meu braço para me soltar dele.
─Se for pra ficar escutando asneiras e insultos, é melhor eu ir embora pra poupar uma discussão. – encarei-o com pulso firme.
─Eu não estou querendo discutir. Apenas quero entender o porquê de você só me contar isso agora. – deu um passo pra trás, demonstrando que não queria brigar.
─Quer saber o por quê? Por que eu fui um idiota. Tentei ignorar o que eu sentia por ela e evitar uma discussão como essa pra deixar você ficar com ela. Acho que levei o acordo a sério de mais e pensei mais em você do que em mim mesmo.
─O acordo é que se interessássemos pela mesma garota, ambas as partes iriam deixá-la de lado e não tentaríamos nada com a pessoa. Em momento algum combinamos de ficar calado enquanto o outro fica com a garota que você gosta.
─E o que você queria? A garota desde que entrou na sala tava de olho em você. Contar que eu estava interessado nela só iria fazer você se afastar dela, e assim, evitaria a garota de te conhecer. – suspirei mais uma vez, abaixando o tom de minha voz. ─Fiz isso por que pensei que nossa amizade seria mais importante. Se eu te impedisse de ficar com ela, ficaria pro resto da minha vida martelando na minha cabeça que a culpa foi minha. Isso se você reagisse bem, já que está tão interessado nela.
─Eu não estou interessado nela, só estava querendo ficar com ela. A garota é legal e tudo, mas ela é garota pra namorar e tal, não faz muito meu estilo. – manteve o tom de voz na mesma altura que a minha, parando por um breve momento para acalmar os ânimos e poder continuar uma discussão amistosa. ─Eu não vou ficar mais com ela.
─Se for por mim, vai sim. – ordenei convicto, não aceitando contradições. ─Não quero que isso deixe uma fenda entre nós. Eu gosto dela, mas você é meu irmão. Te conheço desde sempre, não seria justo fazer isso pensando só em mim.
─Isso não é por você. – olhou-me nos olhos. ─É pelo trato. E eu também não ficaria bem sabendo que você gosta dela. – suspirou novamente, agora com um tom mais leve. ─Manos antes das minas. – estendeu a mão para minha direção.

Olhei bem para ele, analisando sua feição á procura de algum indicio de indecisão. Percebendo sua sinceridade, relaxo meus ombros junto de um suspiro exaustivo e respondo ao seu cumprimento, apertando forte a sua mão e depois o abraçando.

─Só quero que saiba que eu não mando na sua vida. Não deixe um acordo interferir em algo que você queira, independente do que você realmente sente por ela, quem sabe você não acaba gostando dela de verdade e queira namorá-la futuramente. – desabafei após sair do abraço. ─Não quero ser o cara que evitou o nascimento de um futuro James Junior.
─JJ? Que nome horrível. – descontraiu, soltando uma leve gargalhada.
─Realmente, nome escroto. – analisei. ─Se você vier a ter um filho, irá colocar o meu nome nele. Como uma homenagem. – disse com um tom egocêntrico.
─Não quero que meu filho sofra bullying. – continuou com tom de brincadeira.
─Vamos fazer outro acordo então. – joguei meu braço esquerdo sobre seus ombros. ─O primeiro a ter um filho irá colocar o nome do outro na criança. Já que não devo perder minha virgindade antes dos quarenta, aconselho começar a orar para que venha um menino, por que acho que Diego não vai combinar muito bem pra uma menina.
─É só colocar Dieguina. Ficaria foda.
─Claro, se você quiser traumatizar a coitadinha. – ironizei.

Após termos feito as pazes, James retornou á sala para terminar de ver o jogo. Já eu, fui para minha casa, enfiando a cara no computador e estuprando minha criatividade para escrever um capítulo novo em minha fanfiction.

Passei o dia todo sentado diante o computador, as coisas estavam bastante difíceis, então não consegui escrever muita coisa. Retirei meus fones de ouvido e ouvi uma conversa na sala. Era meu pai que havia chegado, ele ainda estava puto da vida e reclamava com minha mãe que tentava acalmá-lo. Pude ouvi-lo bradar meu nome em meio de vários insultos. Tenho que admitir que senti um frio no estomago. Coloquei a mão sobre a maçaneta da porta de meu quarto e a abri lentamente, deixando apenas uma pequena fresta que permite a luminosidade da sala projetar uma faixa de luz sobre meu rosto pálido e tremulo.

─Diego, venha até aqui. – ordenou carrancudo.
─Jorge, não faça isso, por favor. – suplicou minha mãe que colocava sua mão sobre o peito de meu pai, impedindo-o de saltar sobre mim como um bicho.
─Não se intrometa, Roberta. – bradou novamente. ─Venha até aqui.

Engoli em seco e tomei coragem, levantando-me da cadeira e saindo pela porta. Vou em sua direção, mas minhas pernas pareciam não querer seguir até ele.

─Senhor? – falei quase inaudível, erguendo a cabeça para encará-lo nos olhos.
─Quem você pensa que é para me tratar daquele jeito na frente dos outros?
─... – pensei em respondê-lo, mas o olhar de minha mãe me pedia para não fazer.
─Me responda. – berrou.

Bom, eu tinha que dizer algo. Então soltei logo o que queria falar.

─Eu penso que sou seu filho. Humano, com duas pernas, dois braços e uma boca para usá-la como defesa quando sou ofendido injustamente. Ou o que você queria? Que eu ficasse lá parado ouvindo suas besteiras? Me poupe, não sou mais uma criança de cinco anos que você batia sempre que abria a boca para te contradizer.

Ele ficou parado lá, com aquele olhar penetrante e expressão furiosa que parecia querer me esganar com os olhos. Engoli em seco novamente e fechei os pulsos com força, esperando uma resposta.

─Não é mais uma criança? – sorriu junto de um suspiro irônico. ─Então o que você é? Um homem?
─Sim, por que eu não seria?
─Por que você não age como um. – deu um passo forte em minha direção, me fazendo fechar os olhos como reflexo, á espera de um soco bem no meio da cara.
─... – novamente abri a boca para respondê-lo. Estava com uma réplica bem na ponta da língua, mas me hesitei novamente, vendo a expressão assustada de minha mãe. Não queria que ela vesse aquilo, então assim me calei.
─Ao menos sabe calar a boca quando está errado. – olhou-me com uma expressão repulsiva, como se fosse cuspir em minha cara.

Aproveitei que o silencio havia reinado e sai em direção ao meu quarto, parando novamente ao ouvi-lo sussurrar algo.

─O Antônio que tem sorte. O James sim que é um filho de verdade. – lançou em voz baixa, mas alta o suficiente para que eu pudesse ouvir.

Eu não pudia ouvir aquilo e ficar calado. Pensei em ignorar, mas engolir mais um desaforo só me faria mais mal. Virei-me de frente a ele o fixei com um olhar revoltado, com os olhos lacrimejados de raiva.

─Por que você não vê se ele quer fazer uma troca. Aliás, ele é um pai pra mim melhor do que você nunca foi em todos esses anos. – foi o bastante para mim, não queria mais bater boca, mas também não queria mais motivos para ficar sem sono a noite.

Corri para meu quarto e tranquei a porta, ouvindo a voz de minha mãe por trás de mim, pedindo para deixá-la entrar. Chutei um pufe em formato de bola de futebol que ganhei quando criança e me joguei sobre a cama, enfiando os fones de ouvido e encarando o teto enquanto me afogava na letra das musicas.


***

Os dias foram passando e James começou a se distanciar de Lucy. Eu tenho que admitir que não gostei nem um pouco daquilo, pois podia sentir que ela estava sofrendo com a distanciação. As provas globais estavam quase no fim e as férias cada vez mais próximas. Consegui conversar com meus avós no exterior e já estava com a passagem comprada para algumas semanas. James estava mais centrado na escola e passava todos os dias na minha casa para estudarmos junto de Luana. Meus pensamentos ainda estavam perdidos em Lucy que de vez em quando vinha conversar comigo durante a escola, mas pra mim, era uma desculpa dela para saber algo de James, pois sempre chegava com assuntos aleatórios que no decorrer da conversa dava nele.

─Olha só o que eu tenho aqui. – disse James chegando até Luana e eu com uma folha virada na parte em branco, escondendo a parte da frente.
─Julgando pela folha estar em branco, deve ser o resultado da sua prova de QI. – Luana o provocou, fazendo-o mostrar a língua junto de uma careta, igual a uma criancinha.
─Não, sua anta. É a minha prova de Matemática. – virou a folha, escancarando e esfregando a nota na cara de Luana. ─Quem é o macaco das equações agora?
─Ainda é você. – rebateu junto de um biquinho debochado. ─Mas, bom trabalho.
─E os meus agradecimentos? – ergui os braços pra cima, chamando sua atenção.
─Você não fez mais do que a sua obrigação. – disse com voz firme, logo sorrindo e vindo para meu lado me abraçando. ─Tô zoando, cara. Mais tarde eu vou te recompensar, viu?
─Uhhh, sempre desconfiei de vocês dois. – mexeu as sobrancelhas com um olhar sacana.
─Sai daqui, seu pervertido. – empurrei-o que começara a se esfregar em minha perna como um cão tarado. ─Não sou desses.
─Que isso cara, você era mais humilde.
─Eu era humilde, não seu alívio sexual. – bati em sua cabeça.
─Nem em mil vidas você séria. – rebateu junto de uma falsa tosse.
─Graças a Deus. – ri até perceber que James mudara sua expressão ao ver a aproximação de Lucy.

─Oi gente! – nos cumprimentou.
─Ei Lucy! – ergui a mão junto de um sorrisinho de lado.
─Ei! Senta aqui com a gente. – disse Luana enquanto repreendia James pelo olhar. ─E então, como está?
─Bem... Minhas notas estão ótimas graças ao Diego, que emprestou seus cadernos. Aliás, amanhã eu te entrego eles.
─Não, sem pressa. Aliás, só vou usá-los daqui a um mês mesmo.
─Não vai vir na semana de recuperação?
─Na verdade não, vou sair de férias mais cedo. Tenho uma viagem marcada para semana que vem. – respondi, deixando um silêncio e um clima que a presença de James tanto trazia.

─Tenho que ir, galera. Diferente do senhor nerd aqui, eu fiquei de recuperação em algumas matérias e preciso estudar. – retirou-se da mesa.

Lucy observa o garoto sair estranhamente, deixando aquele mesmo clima ainda na mesa.

─Alguém sabe por que ele ta agindo assim comigo? – indagou fazendo Luana e eu nos entreolharmos sem graça.
─N-não. – neguei balançando a cabeça feito um louco.
─Ele só está concentrado nos estudos, não é nada com você. – disse Luana confortando a garota que finge acreditar.

Mais tarde Luana foi até minha casa me ajudar a arrumar as minhas malas, ela chegou de moto com seu noivo e fui descer para cumprimentá-los.

─Iai casal, vão subir ou tão esperando as malas se arrumarem sozinhas? – indaguei ironicamente.
─O Julio não vai. – respondeu Luana com uma cara emburrada.
─Já disse que tenho coisas mais importantes para fazer. – respondeu grosseiramente, me deixando meio incomodo.
─Não precisa ser grosso, eu entendi o que você disse. – cruzou os braços, franzindo o cenho e fazendo um beicinho insatisfeito. Pelo o que eu a conheço, isso não era um bom sinal.
─Bem, é... Então depois a gente se vê, Julio. – tentei quebrar o clima estranho que tomara conta.
─Uhun. – balançou a cabeça, colocando o capacete e ligando sua moto.

Pra falar a verdade eu nunca fui com a cara desse Julio. Desde que eles começaram a namorar eu estranhava o jeito dele. James dizia que era ciúmes por ela ter deixado de conversar comigo com a frequência de antes, mas alguma coisa sempre me dizia que ele era um idiota. Com o tempo acabei tendo que acostumar com ele e fingir que o tolerava por respeito á Lu. Mas sempre deixei claro a minha opinião sobre ele para Luana, que relevava. Se dependesse de mim, ela nunca iria se casar com aquele crápula.

─Você sabe o que eu acho dele né. – soltei após o Mister Simpatia partir.
─Ai Dih, ele é assim mesmo. – o defendeu como sempre.
─Por isso mesmo. – concordei. ─Você merece alguém melhor, que te trate bem e que não seja um idiota com PhD.
─Awwwnt... Que fofo. – apertou minhas bochechas com força, deixando-as avermelhadas.
─Au, quer arrancar elas fora de uma vez não?

Subimos escada a cima. Passando pela sala, Luana cumprimenta meus pais que estavam assistindo tevê. Minha mãe a responde com um sorriso simpático, como sempre. Já meu pai, fica calado com sua cara emburrada de sempre.

─O que houve? – indagou ela em um sussurro.
─Nada não, só eu e meu pai que discutimos novamente. – disse como se fosse algo normal, e na verdade era.
─Quer falar sobre? – segurou minha mão com força.
─Não, tudo bem. Já estou acostumado com o temperamento rude dele desde pequeno. – evitei contato visual. ─Eu vou ficar bem. – tive que repetir, agora forçando um sorriso sincero para comprovar o que eu falava.

Entramos em meu quarto e trancamos a porta. Ficamos arrumando minhas roupas e objetos que iria levar enquanto ouvíamos nossas musicas favoritas, com direito a show ao vivo e publico eufórico. Estar ali com ela foi algo tão bom que me fez esquecer da briga com meu pai, da conversa com James, da Lucy e até do mundo por um tempo. Ela era a única pessoa que tinha esse dom, acho que por isso eu me preocupava tanto com ela e ansiava o seu bem, pois ela sempre trazia o meu. Após terminarmos, nos jogamos sobre a minha cama. Deitados um do lado do outro, ficamos encarando o teto enquanto revirávamos algumas memórias que já quase havíamos esquecido.

─Lembra daquela vez que você bateu no garoto que tava caçoando dos meus aparelhos na quinta série?
─Claro que lembro, bati tão forte que ele teve que usar aparelhos também. – completei, soltando uma risada junto á ela.
─Depois dessa, todos ficaram falando que você era meu namorado.
─É, perdi a chance de tirar meu BV com uma garota que gostava de mim por sua causa. – relembrei dando uma beliscada em seu braço, fazendo-a soltar um leve grito.
─Na época eu até achei bom. – comentou me fazendo arquear a sobrancelha.
─Uai... Como assim? – ri desentendido.
─Eu gostava de você naquela época. – falou sem pestanejar. ─Só você não notava.
─É sério? – deitei de lado para vê-la falando nos meus olhos.
─Uhun. – consentiu com a cabeça. ─Eu era caidinha por você, só o James sabia disso.
─E ele nunca me contou isso.
─Por que o fiz prometer de pé junto que não ia comentar com ninguém. – explicou. ─E pelo jeito ele manteve sua promessa.
─É... Ele leva suas promessas á sério. – deitei-me novamente, fixando minha visão em um ponto único no teto. ─Sério até demais.

Uma semana depois...

─Mãããe... – berrei com um tom desanimado. ─Eu só vou ficar lá por um mês.
─Eu sei, mas mesmo assim. – enxugou as próprias lagrimas.
─Não chora que eu vou chorar também. – fiz uma voz dengosa, abraçando-a novamente. ─Vou te ligar todos os dias, ok?
─Você nem é doido de não ligar.
─É isso mesmo. E é bom que você chegue antes do meu casamento, aliás, você será meu padrinho.
─Eu vou? – abri um sorriso de orelha á orelha.
─Eu ia deixar pra te falar depois, mas você resolveu viajar. – sorriu levemente. ─Você é a pessoa mais indicada pra vaga. Na verdade, é quase a única.
─Obrigado. – abracei-a com força, sentindo o delicado cheiro de seus cabelos.
─Agora não me faça chorar por que se não vou borrar a minha maquiagem.

Sorri, logo me curvando para a esquerda, alcançando James assentado em um banco, evitando uma despedida.

─Meu voou vai sair daqui a pouco, não vai se despedir de mim?
─Eu deveria é te bater. Quem falou que você pode me abandonar? – olhou-me seriamente nos olhos. ─Tô zoando... Vem cá, maninho. – veio pro meu lado, passando a mão sobre meu cabelo e me abraçando. ─Vai me deixar informado sobre tudo que for fazer lá, hein.
─Claro. – consenti, arrumando o cabelo.
─Pega uns números de umas gatinhas pro seu irmão aqui.
─Pra que? Sabe nem falar “The book is on the table”. – debochei de sua cara.
─Ahn… Existe Google Tradutor pra isso.
─Sei… Pode deixar. – bati minha mão com a dele, me virando após ouvir a chamada do meu voou. ─É esse. – exclamei.
─Vai lá, cara. Boa viagem.
─Obrigado. – peguei minha mochila, colocando-a nas costas e preparando para ir. Mas me recordo de algo e paro no mesmo instante. ─James.
─O que?
─Me promete... Que vai conversar com a Lucy? Ela não merece isso.
─... – apenas consentiu a cabeça com um olhar sério.

Me despeço mais uma vez de minha mãe e mando um tchau de longe para meu pai que evitava se despedir. Parto, subindo as escadas rolantes, indo em direção ao portão de embarque e me virando para olhá-los mais uma ultima vez antes de partir.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Não esqueçam de comentar, aliás, um comentário é sempre bem-vindo :)