Notas iniciais
Desculpem a demora. Nos vemos lá embaixo (:

CHUCKZINHOOOOOOOOO!- Ouvi uma voz vindo da porta. Eu e Chuck olhamos na mesma direção, e lá estava ela.

– Que diabos você tá fazendo aqui, Tifany?- Chuck perguntou a analisando com uma sobrancelha erguida.

– Vim te ver, amorzinho.- Ela respondeu com aquela voz de gralha.

– Garota, vaza daqui. Já disse que não quero nada contigo!- Chuck respondeu já irritado, e eu assistia à tudo calada. Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, então acho melhor manter a minha colher bem longe daqui. Peguei minha bolsa disfarçadamente e fui andando de fininho até a porta, quando senti algo grudar no meu cabelo e me puxar para baixo.

– AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH! SOCOOOOOOOOOOOORRO!- Gritei tentando soltar o que quer que fosse do meu cabelo. Me debati e algo, ou melhor, alguém caiu no chão. Tifany. A garota me olhava com fúria e eu a encarava sem entender nada.- Garota, você por algum acaso perdeu o juízo?- Perguntei já sem paciência.

– Não adianta se fazer de desentendida, vadia!- Ela disse me encarando com desprezo. Ok, não estou entendendo porra nenhuma.

– Olha aqui, não me chama de vadia que eu não te dei essa liberdade. E outra, eu não tô entendendo merda nenhuma do que você tá falando. Você chega aqui do nada, grita com o outro ali.- Apontei pro Chuck- E depois voa em cima do meu cabelo. E tem mais, eu não faço ideia do por que você fez isso.- Disse com raiva.

– Ah, até parece!- Ela disse sarcástica.- Você pensa que eu não sei que você e o Chuck estão tendo um caso? Olha aqui, piranha, se ele tem dona, essa garota sou eu, ok?- Disse me encarando com desprezo.

– Af biscate, me poupe!- Disse dando as costas e saindo de lá de dentro.

– Não foge não, vagabunda!- Ela disse me seguindo. Respirei fundo e me virei pra ela que sorria cínica.

– Vagabunda, né?- Disse chegando mais perto e a olhando de cima, já que eu era alguns centímetros mais alta.

– Isso, vagabunda de quinta, ridícula, put...- Nem deixei ela terminar e acertei um tapa no meio do seu rosto, que havia ficado a marca de minhas mãos.- SUA PIRANHA DOS INFERNOS, VOCÊ ME PAGA, SUA RIDÍCULA, HORROROSA!- Ela disse com raiva e tremendo.

– Na face de puta a gente dá a hora que quer.- Disse dando de ombros e saindo de lá, mas a macaca grudou de novo em mim, puxando meus cabelos, que doíam e eu gritava. Inverti as posições e comecei a puxar os seus cabelos, e ela gritava se debatendo. Joguei-a no chão e comecei a bater em seu rosto, até que senti ser puxada por alguém.

– ME SOLTA SEU FILHO DA PUTA, DEIXA EU ACABAR COM A RAÇA DESSA... DESSA DESQUALIFICADA, NÃO VOU TE CHAMAR DE PROSTITUTA PORQUE IA OFENDER TODAS AS PROSTITUAS DAQUI!- Disse tentando me soltar e me apertaram ainda mais.- Porra, dá pra me soltar?- Eu disse controlando a voz. Tifany estava caída no chão com o rosto cheio de machucados e seu nariz sangrava. Relaxei um pouco, e o braço afrouxou, e vi que era Chuck que me segurava.

– Se eu te soltar, promete que não vai fazer nenhuma besteira?- Ele disse me encarando. Apenas assenti e ele me soltou.

– Vou embora, se eu continuar aqui, essa vadia não passa de hoje.- Disse dando as costas e seguindo até meu carro. Coloquei a chave na ignição, dei partida e dirigi rapidamente até minha casa. Não havia ninguém ainda, então fui direto pro meu quarto, me despindo no caminho e jogando as roupas dentro do cesto do banheiro, entrando debaixo do chuveiro logo em seguida.

Precisava tirar todos os vestígios daquela praga. Esfreguei meu corpo com força, até ter certeza de que não havia sobrado nada em minha pele. Meu rosto estava um pouco dolorido, então tomei um analgésico e fui pra sala ver um pouco de tv. Tinha até perdido a fome, então não comi nada.

DING DONG.

Fui andando calmamente até a porta e abri, dando de cara com Ryan, Chris e Caitlin, que entraram sem nem pedir licença.

– Educação mandou lembranças.- Eu disse os seguindo até a sala.- Mas o que os trazem até minha bela residência.- Perguntei me jogando no sofá.

– Sei lá, a gente tava entediado, só isso.- Caitlin respondeu se sentando numa poltrona.

– Uhm.- Murmurei e peguei o controle remoto e mudando de canal. Af, nada interessante.- Que dia é hoje?- Perguntei me levantando.

– Dia 10.- Respondeu Chris.

– Eu sei, lesado. Tô perguntando que dia da semana é!- Disse como se fosse óbvio.

– Ah, explica direito.- Ele disse me olhando com tédio.

– Sexta- feira.- Disse Ryan, pela primeira vez.

– Sério?- Perguntei assustada.

– Sim.- Disseram em coro.

– Ok, chega de ficar com o bumbum colado nesse sofá! Vamos em alguma balada, sei lá, se divertir um pouco.- Eu disse numa tentativa de animar a galera, o que deu certo, já que todos se levantaram.

– Bom, abriu uma boate nova aqui por perto.- Chris disse dando de ombros.

– Ótimos, vamos pra lá. Me encontrem aqui às 21h, que a gente vai no meu carro.- Disse, enquanto eles iam até a porta.

– Ok.- Disseram e eu fechei a porta e subi as escadas correndo, em busca de algo para vestir. Peguei meu celular e olhei a hora. 20h, dá pra fazer algo legal. Meu cabelo ainda estava molhado, então peguei o secador, e dei uma secadinha rápida, e me olhando no espelho. Meus cabelos estavam lisos e escorridos como sempre. Argh! Queria que eles fossem menos lisos! Entrei em meu closet em busca de algo para vestir, e enfim achei uma roupa legal. Me vesti e passei um pouco de maquiagem, um perfume e me olhei no espelho. Ok, estava legal ( Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=60769358&.locale=pt-br ) . Peguei meu celular e o coloquei na bolsa carteira, saindo do quarto, e descendo as escadas, quando a campainha tocou. Abri a porta rapidamente, pegando as chaves do carro que estavam perto da mesinha de entrada.

– Uau Leah, tá gata hein?- Chris brincou comigo e nós rimos. Entramos no carro e dirigi até a boate, enquanto todos brincavam e zuavam. Colocamos nossas pulseirinhas vermelhas neon, que nos daria acesso à área vip e o segurança nos deixou entrar. Estava super lotado, então subimos as escadas, entrando na parte Vip da boate. Logo todos sumiram, dizendo que iam dançar, e eu fui pro Bar, dar uma descontraída.

– Um Blue Lagoon, por favor.- Pedi ao barman, que preparou o drinque e me entregou. Bebi num gole só e senti minha garganta queimar, mas logo se tornou uma sensação gostosa. Pedi mais algumas bebidas, e minha lucidez já estava indo pro espaço. Resolvi descer pra dançar um pouco no meio da multidão. Começou a tocar Gangnam Style, e eu pirei. Dançava conforme o ritmo da música e alguns caras passavam as mãos em mim, até que eu senti alguém me puxar, colando meu corpo ao do estranho. Senti um choque quando nossos corpos se chocaram, e então eu olhei para o garoto.

- Chuck?! o.O

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado. E não tenho previsão para postar de novo, mas creio que amanhã vai dar.