Notas iniciais
Olá amiguenhos. *Abaixa de duas réguas e três saltos 15 centímetros* VOLTAAAAAYYYY. Tudo bom? Eu sei que faz MUITO tempo que eu não broto por aqui, mas é que: Eu tava desmotivada pela falta de reviews, tava com preguiça e a escola tá m tirando o tempo. Mas agora minhas provas deram um tempo e vou deixar capítulos prontos (é o que pretendo). Quero dedicar esse capítulo meio pombo a Lauradorita e a Bella Jun que comentaram no último capítulo, e vocês, leitores fantasmas, peço que se manifestem! Huhu, ficou impactante (ou não) Mas enfim, se algum ser vivente ainda lê isso aqui, leia e me desculpe pelo capítulo meio ruim, garanto que o próxima será melhor *aquela carinha* Até as notas finais. Bexos

Zoë
Chego meio cambaleando em casa, tentando beber meu chá na garrafinha que levei.
Hoje era para ser um dia feliz, as aulas vão dar um intervalo na faculdade (apesar de que isso não necessariamente significar que os estudantes irão dar também um intervalo nos estudos), mas cá estou eu, quase morrendo, enquanto gemo e me apoio no braço do sofá.
Viro minha cabeça para o lado, pressentindo um espirro.
Ele vem, mas fica preso.
Meio tossindo para tentar fazer o espirro sair, me encaminho para sentar no sofá, derrubando um pouco do meu chazinho no tapete.
Tusso mais um pouco e espirro, finalmente.
Resmungo, colocando o restinho do chá do copo no braço do sofá e deitando, pegando uma coberta e me cobrindo.
Fico ali, me remexendo em baixo das cobertas e tomando chá, me esforçando para não me afogar até que alguém entra pela janela.
Pela habilidade com que entrou e o silêncio (eu só ouvi por que os espirros e tosses deram uma acalmada), antes mesmo de olhar já sei que é Katniss.
—Kaaaaaaaat...
—O queeeeee? — pede ela animada, quase pulando e jogando os materiais da escola no lixo. Isso que é amor pelas aulas.
-Não tô bem — respondo.
-Ah, eu tô! — fala ela nem prestando atenção no que eu falei e indo para a despensa.
É, talvez ela joge os materiais da escola no lixo mesmo.
Me sento no soja, apoiando-me com meus braços.
—Você me ouviu? — pergunto meio alto para ela me ouvir de onde quer que ela esteja.
-Siiiiim! — responde.
Revirei os olhos, me deitando de novo e me cobrindo.
Pego meu lencinho na minha bolsa e assopro meu nariz, ouvindo que Katniss derruba alguma tralha lá dentro.
Me dá uma crise de tosse e ela vem ver o que aconteceu.
-O que que deu? — ela pede meio preocupada.
-Eu já falei: não tô muito bem — esclareço.
-Ah, é? — ela pede agora confusa. — Enfim, quer que eu te traga uma pomada?
-Pomada? Eu tô com gripe — falo.
— Ah, é que minha avó me dava uma pomada pra passar nas minhas costas quando eu tava doente.
-Como é que é?
-É, acho que era... sebo
-Sebo? — pergunto assustada e com nojo.
—É, acho que era de ovelha — fala ela pensativa.
—Tudo bem, não precisa de detalhes.
Me jogo no sofá de novo, bufando, enquanto Katniss se apressa para a cozinha.
Logo depois, vejo uma cabeleira loira vindo pela janela.
Olho, mas aí vejo que se trata de Cato, que rapidamente me dá um "oi, Zoëëë", quase esbarrando na Katniss e indo para o quarto.
Ele volta correndo do mesmo jeito alguns segundos depois carregando algo que nem consigo identificar na mão.
Franzo a testa enquanto ele volta pra sala, perto da mesa de centro, abrindo o que quer que ele tenha em mãos.
Depois disso, tudo se mistura numa confusa massa de confete, brados de alegria e um barulho ensurdecedor.
-Mas o que é isso? — Katniss aparece na sala com uma vassoura na mão, um livro na outra, e um lencinho desses de colono que as mulheres às vezes usam para faxinar ou cozinhar.
-Minha comemoração! — explica ele animado. -Intervalo da faculdade!
-Ah, sim — digo, quase vomitando.
-Por que não me esperou pra comemorar com você? — Katniss pergunta, e então os dois berram:
-FÉRIAAAAS!
-Nhaaaaaam — resmungo, tampando os ouvidos. Aquele grito acentuou minha dor de cabeça que já havia começado há poucos minutos.
— O que que ela tem? — pede Cato com a mesma cara de preocupada da Katniss de alguns minutos atrás.
—Sei lá — fala Katniss. — Só sei que ela tá mal.
—Shhhhhhhh — falo me revirando no sofá.
Até o barulho da voz dos meus amigos me causa dor. Veja a que ponto cheguei.
Os dois se viram e falam ao mesmo tempo:
-Eu vou fazer um chá!
Bufo enquanto minha garganta dói e um tremor se espalha pelo meu corpo.
De repente, alguém entra pela porta.
Olho naquela direção, esperando ver o Rony com a Hermione (ela já está quase 100%), mas me deparo com a figura loira de Newt.
Estranho, pois ele sempre sobe pela Michaela, mas aí vejo as várias pastas em seus braços e ele se esforçando para não deixar nenhuma cair.
Ele larga tudo na mesa de centro e passa a mão na testa, meio com calor.
Então me vê, e seus olhos se arregalam.
—Tá doente? — é a primeira coisa que ele fala.
Assinto, ou quase isso.
Nesse momento, Katniss e Cato chegam na sala, cada um com uma xícara.
Juntos, os dois estendem a xícara para mim e dizem:
-Prove
-O que que é isso? — peço com as sombracelhas franzidas.
-É chá — responde Kat — Toma aí.
-Não! — exclama Cato. — Toma primeiro o meu. É claro que o meu é melhor que o dela.
Fico ainda mais confusa.
-Pera...
Newt também os olha com uma cara de "what is going on", então fico mais segura de que não estou delirando.
— Eles querem provar que o chá de um é melhor que o do outro — a voz da razão pertence a Thalia, que pula a janela sendo seguida por Leo e Annabeth.
-Cadê o Nico? — o Newt pede enquanto tira um lanchinho de dentro da mochila que ele carregava. As aulas dele terminaram mais tarde que as nossas, sendo que agora são quase sete da noite.
-Ele falou algo sobre ter que ajudar o primo do Luke com alguma coisa.
-Com a escola? — pergunta Reyna, supondo.
-Não... — Newt pensa um pouco — Acho que ele ia ajudá-lo a andar de skate.
-Ahhh — Thalia compreende.
-Nico anda de skate? — pede Cato aleatoriamente.
-Aham — responde Thalia o olhando estranho. — Até eu que conheço ele há menos tempo que você sei disso. Como você não sabia?
-Ah, é que é diferente — fala ele.
-O que que é diferente? — pergunto finalmente, já que ninguém perguntou.
—Nada, as borboletas do céu — fala Thalia rapidamente e vai pra cozinha. Segundos depois ela fala:
-Ei, quem deixou uma garrafa de mate aqui na porta da cozinha?
Fuzilo Katniss e Cato com o olhar, que vão saindo de fininho enquanto Reyna fala:
-Chá bom com mate até o Leo faz.
-Nosfa Jureg — ele fala-se fazendo de dramático.
***
Depois de Percy me entregar o chá que a Annie fez, ele vai pra cozinha enquanto eu me sento no sofá e tomo devagarinho o mesmo.
Pelo diagnóstico rápido de Katniss, acreditamos que eu estou com uma gripe forte, com direito à febre, tosse, tremores de frio, falta de fome, dor no corpo, espirros catastróficos, e esse tipo de coisa que se tem com uma gripe muito forte.
Newt brota da cozinha com o semblante preocupado que ele tem nas últimas horas e se senta ao meu lado no sofá, me entregando um termômetro.
-É melhor você ver a sua temperatura — diz ele sorrindo.
Meto o bendito termômetro sob meu braço e espero enquanto Newt me encara, passando os dedos pelos cabelos loiros, o que explica o fato de seu cabelo estar mais bagunçado que o normal (e olha que ele já é bagunçado normalmente).
-Ó — entrego uma escova de cabelo para ele, não porque ele precisa urgentemente pentear o cabelo, mas pra tirar com a cara dele.
-Não precisa — ele fala, captando minha tiração com a sua face.
Então, rindo da cara que ele faz, me inclino e passo a mão no cabelo dele, piorando a situação.
Ele também ri enquanto tiro o termômetro de debaixo do meu braço e vejo minha temperatura, prevendo que pelo meu mau estar ela não deve estar boa.
Minhas previsões se confirmam.
-Quanto? — pede Newt meio ansioso (?).
-39 — respondo e ele bufa.
-Hora do remedinho — declara ele, levantando-se e saindo com sua figura de lorde inglês.
-RONY! — grita Hermione de algum ponto dentro da casa.
—Quê? — pede ele, saindo da cozinha e indo para o local de onde vem a voz de Hermione, provavelmente a lavanderia.

—Tô conseguindo andar sozinha! — ela responde alegre.

Sorrio enquanto Rony faz o mesmo e vai correndo até ela.
Enquanto isso, vejo alguém se tacar pela janela.
Uma massa de cabelos negros se levanta e olha para mim, com olhos igualmente escuros.
-ZOË! — Nico me abraça e fico confusa com os arranhões que ele tem no braço.
-Oi! Ah, e é melhor você não me abraçar, eu tô um tanto quanto mal — respondo.
-Ah, tem razão. Cadê a Thals?
-THALIA, O BILLIE JOE TÁ AQUI! — berro, sabendo que ela deve estar dormindo. Não é qualquer argumento que a acorda quando ela está em seu sono profundo. Ou que a faz não ignorar chamadas e ficar dormindo.
Ouço um levantar afobado e alguém vir correndo até a sala.
—É o que? — ela pede desgrenhada e desorientada.
—Nada não, é só o Nico — respondo baixo, com minha garganta ardendo por ter gritando.
Nota mental: não gritar. Isso aumenta a dor de garganta e a dor de cabeça.
-E o Billie Joe, tá onde? — pede ela confusa.
-Sei lá, talvez fazendo um show em algum canto do globo?
-Ah, vai dançar um frevo na avenida! — ela pragueja brava. Eu e Nico segurados o riso.
-Oi, di Ângelo — cumprimenta ela o olhando.
-Oi, Thals — ele responde ainda sorrindo.
-Quê que você quer?E

Ecom essa fala, Thalia vai para a cozinha, sabendo que seria seguida pelo di Angelo.

Newt volta com meu remédio enquanto Rony e Hermione brotam, ela já caminhando sozinha.

—Olha, meu machucado sarou! — fala ela com a alegria de uma criança nos olhos.
—Que bom! — Newt e eu falamos.
-Rony, agora me leva tomar um sorvete, por favor? — ela pede. Acho que se esqueceu de que agora ela pode sair sozinha.
—Hãã, você já pode andar sozinha — explica ele. — Mas se quiser que eu vá te fazer companhia, eu vou.
-Aham! Obrigada — e então ela da um beijo no rosto dele e eles saem.
-Tá bom então — Clove, que eu não vi chegando, fala, saindo da sala.
Não me peçam como ela entrou, eu nem sabia que ela estava aqui.
Newt se senta no sofá e me entrega o remédio, que eu tomo com a água.
Me engasgo com aquele gosto horrendo e quase caio do sofá.
-O que que é isso? Ai meu pulmão — reclamo tossindo.
Ele parece se segurar para não rir da minha cara, então mando meu olhar mortal para ele e o mesmo para de rir.
-Você quer me matar? — peço.
-Não, desculpe. Talvez o seu médico queira — e então ele ri da minha cara mesmo.
-Esse remédio é muito ruim — reclamo, tomando mais um pouco dele, que Newt dissolveu na água, possivelmente para aumentar meu sofrimento.
De repente, um xingamento se sobressai às minhas reclamações:
-Cato! Eu já falei pra você parar de deixar o tênis no meio do caminho!
É Clove. E (meio óbvio) está brigando com Cato.
Este brota na sala com uma cara de "é hoje que eu morro" e vai em direção aos gritos de Clove.
Me levanto, deixando o copinho com remédio na mesinha de centro.
Meio com dificuldade, vou até o local que Clove está (na entrada do banheiro) com o ser loiro (vulgo Newt, Newton, a loira do banheiro) ao meu lado.
Ao chegarmos lá, ela está sentada (provavelmente ela caiu) no chão, com as bochechas coradas de raiva.
-Clove, você já é baixinha, não precisa se abaixar mais — fala Nico, que brota repentinamente e fala, passando meio correndo atrás de nós, provavelmente prevendo o perigo.
-SEU BUCÉFALO DESONRADO! — ela xinga ele, que berra:
-Olha a violência! — provavelmente já longe.
Meio com dificuldade, vou até o local que Clove está (na entrada do banheiro) com o ser loiro (vulgo Newt, Newton, a loira do banheiro) ao meu lado.
Ao chegarmos lá, ela está sentada (provavelmente ela caiu) no chão, com as bochechas cotadas de raiva.
—Clove, você já é baixinha, não precisa se abaixar mais — fala Nico, que brota repentinamente e fala, passando meio correndo atrás de nós, provavelmente prevendo o perigo.
—SEU BUCÉFALO DESONRADO! — ela xinga ele, que berra:
—Olha a violência! — provavelmente já longe.
Ela bufa e Cato a ajuda a se levantar.
-Hmm, tá tudo bem? — pede ele, parado no lugar olhando fixamente para ela, que aproxima seu rosto do dele e fala ameaçadoramente:
-Comigo tá, mas com você não tenho muita certeza — e então ela fecha a mão em punho e bate no peito dele com força, o que o faz cambalear para trás.
-Au — ele reclama esfregando o peito.
-'Au' nada, você faz academia pra ter músculos nesse lugar aí, se você não tem e dói, o problema já não é meu — ela fala e sai andando com Cato atrás dela falando sobre como ele tem músculos na região do peitoral.
Eu e Newt começamos a rir tipo doidos, mas então me dá tosse e eu tenho que voltar para o sofá.
Ele me ajuda, e, como já são umas dez da noite (e eu aqui estou com sono), me dirijo rápido pro meu quarto.
Quando já estou quase dormindo (e meio delirando), alguém abre a porta devagar, e pela luz que vem da sala consigo identificar os cabelos louros bagunçados e a pose de lorde inglês de Newt.
Ele olha para mim no escuro e então entra, deixando um copo com água e remédio no balcão ao lado da minha cama.
Ele percebe que estou meio acordada e fala:
—Boa noite, qualquer coisa chama — e então tira o cabelo da minha cara, se levanta e antes de sair dá mais uma olhada na minha direção.
É a última coisa que vejo antes de cair no sono definitivamente.

Notas finais
Oii! Enfim, espero que tenham gostado, QUERO REVIEWS PLEASE (pareço uma desesperada). Acho que o próximo capítulo agradará a muitos, mas há controvérsias. Ou não.