Notas iniciais
Bom. Acabou. O capítulo ficou gigantesco, mas como o plano inicial era fazer apenas os nove capítulos, não quis dividir. Ficou dramático, meloso e totalmente diferente do que eu esperava. Talvez longe da realidade, mas eu me consolo sabendo que ainda é uma história. Espero que gostem mesmo assim. E é isso. Apenas quero agradecer por cada comentário, cada vizualização, cada "favorito" e cada "leitorzinho" fantasma. Também preciso registrar que eu amei cada capítulo dessa fic. Me diverti escrevendo e, adorei cada comentário que recebi. Acreditem, vocês que opinaram, foram essenciais para a conclusão da história. Espero que para todos, tudo tenha sido tão bom quanto para mim. Por fim, não deixem de ler as notas finais. Serinho gente, é importante heim? Beijinhos.

— Você sabe que não deve fazer isso. — Marinette ouviu Tikki falar em tom repreensivo. A kwami definitivamente desaprovava a situação, e fazia questão de demonstrar isso, cruzando os braços e inflando as bochechas, ao mesmo tempo que flutuava sobre seu ombro direito.

— Ah, qual é! É só uma dentada! — Plagg, que flutuava sobre seu ombro esquerdo, contestou, em tom indiferente. — Aliás, me dá um pedaço? — Pediu, mirando-lhe os olhos verdes fluorescentes.

— Plagg, a Mari tem que controlar a pressão! — A joaninha argumentou. — A médica disse que ela não pode exagerar! — Lembrou.

— É, não pode exagerar. — Enfatizou o felino. — Mas você e o cabeçudo do Adrien não têm deixado a pobre coitada comer nada de bom ultimamente! — Acusou. — Então, ela não está exagerando. — Concluiu. — Vai lá, menina, come e me dá um pouco. — Insistiu, os olhos brilhando em direção o quiche de frango e queijo que descansava do prato colocado sobre o balcão de mármore.

— Sabe aqueles desenhos animados, onde o personagem pensa em fazer algo e aparecem um anjinho e um diabinho ao lado de sua cabeça, que tentam influenciá-lo? — Indagou, espetando o garfo no salgado.

— O que tem? — Tikki perguntou.

— Agora eu sei como o personagem se sente. — Respondeu a asiática, pegando um pedaço e levando até a boca, praticamente suspirando de prazer ao sentir o recheio desmanchar-se em sua língua. — E sei também porque geralmente é o diabinho que leva a melhor. — Completou, ainda de boca cheia.

— Achei ofensivo. — Plagg resmungou, cruzando as patinhas.

— Toma. — A morena ergueu com o talher um pedaço e colocou-o em frente ao kwami negro, cujo apenas sabia onde encontrar, no ambiente escuro, graças aos olhos brilhantes.

Mais que depressa, a criaturinha tratou de engolir o pedaço, de uma só vez.

— Agora eu sou um diabinho muito, muito feliz. — Comentou, satisfeito, esfregando a barriguinha estufada.

— Seu vendido! — Uma quarta voz fez com que os três sobressaltassem. De imediato, ouviram o estalo do interruptor, seguido do clarão que acometeu o ambiente conjugado, permitindo que eles vissem o Adrien parado próximo a porta de entrada do apartamento, com a cara amassada de sono transparecendo a irritação de quem havia sido acordado às três da madrugada. — Não tem vergonha de ficar incentivando a Marinette a fazer o que não deve? — Perguntou, enquanto se aproximava, o tom estranhamente ameno.

— Se você ouviu a conversa, então não preciso repetir minha opinião. — Plagg deu de ombros.

— Malcriado. — Resmungou o loiro, sentando-se em uma das banquetas do balcão.

— Resmungão. — Plagg devolveu, também acomodando-se sobre a superfície gelada.

— E você mocinha? — Continuou, voltando-se para a noiva. Marinette sentiu os ombros caírem em desânimo, preparando-se mentalmente para ouvir o sermão que estava por vir. — Muito bonito, ficar levantando de madrugada para lanchar e não me convidar. — Completou, fazendo com que ela piscasse os olhos, desacreditada.

— Sério isso? — Questionou, risonha. — Sem bronca?

— Você tem se comportado, por isso vou dar um desconto. — O ex-modelo deu de ombros. — Mas ainda estou de olho em você. — Completou, puxando prato e o grafo das mãos dela e trazendo-os para si.

— Hei! — Exclamou. — Isso é meu! — Reclamou.

— Não é mais. — Respondeu, simplesmente, tratando de levar imediatamente um grande pedaço a própria boca. — Caramba, isso tá muito bom! — Elogiou, de boca cheia, mal terminando de engolir para pegar outra porção.

— Gato folgado. — Resmungou a jovem, abrindo a geladeira para pegar outro pedaço para si e, também, um pedaço de bolo de chocolate para Tikki. Afinal, não era segredo para ninguém que a kwami preferia doces.

Entretanto, quando estava a meio caminho de retornar ao balcão, parou abruptamente.

— O que foi Mari? — Adrien perguntou em alerta. Afinal sabia que já tinham alcançado aquela fase do “pode acontecer a qualquer momento”.

A mestiça aguardou alguns segundos, antes de seguir seu caminho, colocando seu prato e o de Tikki sobre a pedra e sentando-se. Em seguida, vendo que o noivo e as duas criaturas místicas a encaravam com atenção, deu de ombros.

— Falsa contração. — Respondeu.

— Tem certeza? — O rapaz perguntou, desconfiado. — Não é melhor irmos logo para o hospital, e… — Sugeriu, mas foi interrompido.

— Adrien, eu não vou para o hospital por um alarme falso de novo. — Cortou, decidida, lembrando-se das duas vezes que o loiro a arrastara até lá, crente que ela estava em trabalho de parto e do constrangimento que sentira após, quando recebera explicações bem instrutivas sobre o que eram as Contrações de Braxton Hicks. Como se ela não tivesse descoberto por conta própria nos últimos dois meses. — Até porque, você sabe que a fase ativa do parto demora a chegar. Eu prefiro ficar as primeiras horas em casa, então, não precisaríamos de pressa, de qualquer forma. — Concluiu, resolvendo dar atenção ao próprio prato.

Embora estivesse ligeiramente preocupado, o loiro resolveu não insistir. Assim, os quatro seguiram comendo, em silêncio e, quando terminaram, seguiram de volta para o quarto, deixando os pratos ali mesmo.

Não demorou muito para que os kwamis imergissem em um sono profundo, sobre o pufe que ficava aos pés da cama. Contudo, Marinette seguia desperta, remexendo-se sem parar, em busca de uma posição confortável, o que, consequentemente, afetava o sono do loiro ao seu lado.

— Não tem conseguido dormir, não é? — Perguntou, virando-se para a noiva, que parecia ter construído uma barricada em torno de si com diversos travesseiros.

— Eu só não consigo achar uma posição confortável. — Explicou ela.

— Não minta pra mim. — O loiro pediu, tomando-lhe uma das mãos entre as suas. Sentiu-a tremer levemente.

Marinette inspirou fundo e fitou o teto.

— Eu estou apavorada. — Admitiu, evitando encará-lo.

Afinal, ali estava ela, a forte e destemida Ladybug, que costumava salvar Paris o tempo inteiro sem sequer suar, demonstrando fraqueza.

— Eu tenho medo do parto, da dor — Seguiu dizendo -, de não conseguir fazer isso. — Emendou, desabafando o sentimento que vinha importunando-a e havia se intensificado após a contração na cozinha.

— E você esteve segurando isso todo esse tempo. — Deduziu o ex-modelo, em tom repreensivo.

— Eu não queria lhe preocupar com as minhas paranoias. — Justificou ela.

— Paranoia? — Indagou o loiro, sentando-se sobre o colchão. — Mari, olhe para mim. — Pediu, sendo de pronto atendido — Você está fazendo a parte mais difícil disso tudo. É normal estar com medo. No seu lugar eu estaria em pânico! — Declarou, vendo os olhos azulados, visíveis a meia luz que adentrava a janela, o fitarem com atenção. — Eu queria fazer muito mais do que eu faço. Queria poder tomar sua dor para mim, sério. Então, por favor, não me prive de fazer o pouco que posso para ajudar. — Pediu, pressionando-lhe a mão levemente.

Marinette não conseguiu evitar que um sorriso lhe tomasse a face. O que tinha feito mesmo para ter um cara tão maravilhoso ao seu lado?

— Entendido? — Insistiu ele.

— Entendido. — Concordou ela.

— Então — Incentivou o rapaz — o que mais tem para me dizer?

Os dois seguiram parte da madrugada conversando, mesmo com a mestiça insistindo que Adrien teria que trabalhar na manhã seguinte. Até que o sono finalmente os alcançou, proporcionando a jovem a sua primeira noite tranquila em dias.

Na manhã seguinte, um Adrien com olheiras visíveis, despediu-se da noiva, repetindo o mesmo discurso de sempre sobre os cuidados que ela deveria tomar e insistindo que ela ligasse caso qualquer coisa fora do normal ocorresse.

— Adrien, eu entendi, sério! — Repetiu, pela milésima vez. — Pode ir tranquilo, juro que vou me comportar. — Garantiu, levantando a mão direita solenemente.

— Você sabe que não dá para te levar a sério assim, não é? — Indagou, vendo-a rolar os olhos para cima. — Sabine falou que assim que terminar uma encomenda vem para cá. — Avisou.

— Incrível como a minha mãe fala mais com você do que comigo. — A mestiça torceu a cara. — Acho que ela sempre quis um menino. — Ponderou, cruzando os braços.

— Você tá é com ciúmes porque ela me ama. — Gabou-se o loiro. — Eu volto para o almoço, tá? Se cuida! — Pediu, dando-lhe um selinho antes de sair.

Com um suspiro desanimado, a asiática fechou a porta. Tinha mais um dia com vários “nadas” para fazer a sua frente. Afinal, a barriga — E.NOR.ME — da trigésima nona semana, impedia que ela fizesse a maior parte das coisas que gostava. Sequer conseguia ficar de pé por muito tempo, graças ao inchaço de suas pernas, embora a médica lhe alertasse que deveria continuar se exercitando, de forma moderada.

Resignada, dirigiu-se ao sofá, para dedicar-se a única atividade criativa que conseguira desenvolver nas últimas duas semanas: o tricô. Ao menos, assim, sentia-se fazendo algo de útil, uma vez que diversas touquinhas, mantinhas, casaquinhos e muitas outras peças haviam sido acrescentadas ao guarda-roupa de Louis.

Sem pressa, pegou a cesta com os novelos de lã e pôs-se a procurar as cores que precisaria para confeccionar o sweater que havia idealizado. Contudo, só logrou encontrar duas delas.

— O que foi Mari? — Tikki perguntou, vendo que ela revirava a cestinha.

— Acabou a lã branca. — Respondeu, desanimada.

— Não pode usar outra cor no lugar? — A kwami questionou, preocupada, prevendo onde aquilo ia chegar.

— Não para o que eu quero fazer. — Respondeu. — Eu vou comprar. — Acrescentou, levantando-se.

— Por que não liga para sua mãe e pede para ela trazer? — A criaturinha continuou o questionário, preocupada.

A mestiça respirou fundo para não se irritar. Sabia que Tikki apenas queria o seu bem.

— Tikki, eu estou bem, ok? A loja fica a duas quadras daqui, e eu tenho que caminhar regularmente. — Argumentou. — É mais saudável para mim andar um pouco, que ficar trancada em casa o dia todo. — Concluiu, enquanto vestia um cardigan vermelho por cima do vestido rosa chá. Nos pés, as inseparáveis sapatilhas nude, com um número a mais que aquele que costumava usar antes da gestação.

A kwami murmurou, concordando a contragosto, e não perdeu tempo em entrar na bolsa da portadora, assim que ela a colocou no ombro.

Logo, Marinette estava caminhando pela rua, grata pelo frescor matutino. Sentia-se, até mesmo, mais disposta, apenas por poder dar uma volta na rua.

Pouco tempo depois, já estava na loja, apanhando o novelo da cor que faltava e escolhendo alguns outros. Foi quando, no momento em que a vendedora estava embrulhando suas compras, uma sensação incômoda a acometeu.

— Desculpa. — Pediu, para a bela moça ruiva. — Eu posso usar seu banheiro? — É claro que, diante do estado da cliente, a funcionária não negou o pedido, indicando de pronto a direção que ela deveria seguir.

E foi chegando ao banheiro, crente que precisava apenas aliviar-se de sua necessidades fisiológicas, que a asiática teve uma surpresa.

— Tikki… — Chamou preocupada, vendo a kwami colocar a enorme cabeça para fora da bolsa. — Isso não é xixi! — Exclamou, um tanto desesperada.

— Poxa Mari, eu avisei! — Sem nem pensar, a criaturinha jogou na cara.

— Eu ia adivinhar que a bolsa ia estourar antes das contrações? — Perguntou, irritada. — Isso só acontece em filmes. — Justificou.

— Mas você está sentindo as contrações. — Rebateu a pequena. — Desde ontem. — Afirmou, com ares de sabe tudo.

Marinette rolou os olhos para cima. Não adiantava discutir com Tikki. A kwami era teimosa o suficiente para seguir argumentando contra ela, mesmo durante o trabalho de parto. Como estava fazendo agora.

— Pega o meu celular e liga para o Adrien! — Pediu, tentando manter a calma para avaliar a situação.

— E eu digo o quê? — Perguntou a joaninha, discando de dentro da bolsa mesmo.

— Que a bolsa estourou. — Informou, torcendo internamente para que não tivesse passando a informação errada. Afinal, ela não havia perdido tanto líquido quanto esperava. Era como se ela tivesse vazando aos poucos.

Em pouco tempo, pôde ouvir a voz da joaninha, abafada pela estrutura de sua bolsa de couro, sinalizando que ela havia conseguido completar a ligação.

— Plagg? — Exclamou, desesperada. — Onde está o Adrien? — Perguntou, atropelando-se nas palavras.

— O loiro cabeçudo tá meio ocupado aqui. — Informou o kwami negro, sem se preocupar em disfarçar a altura de sua voz.

— Plagg, chame o Adrien, é urgente! — Pediu Tikki. — É a Marinette! Diz para ele que a bolsa estourou! — Informou de supetão.

Poucos segundos se passaram até que a criaturinha ouviu um grito ao longe, como se o felino tivesse se afastado um pouco do telefone.

— Adrien! — Seu desespero sequer fez com que ela estranhasse a indiscrição do bichinho ao usar o telefone do portador em um lugar público. — É a Tikki! Ela disse que o bolso furou! — Continuou gritando.

— É “a bolsa estourou”, animal! — Corrigiu, irritada.

— Tikki? — Em uma velocidade absurda, a voz do loiro substituiu a de Plagg na linha. — A bolsa estourou? Como a Mari está? — Indagou preocupado.

— Bem, mas… — Começou, apenas para ser interrompida.

— Eu estou voltando para casa. — Informou, alarmado. — Por favor, não deixe que ela faça nenhuma loucura até que eu chegue aí. — Pediu e desligou, sem dar a chance da criaturinha lhe responder.

— Ele nem me deixou dizer que você não está em casa… — Comentou, voltando-se para a portadora.

— Tudo bem. — Disse Marinette. — Melhor assim, pois ele não ficará tão preocupado. — Explicou.

— E como vamos voltar? — Questionou a joaninha.

— Oras, caminhando. — A morena respondeu, como se fosse óbvio.

— Mas a sua bolsa estourou! — Lembrou a kwami.

— Dá para chegar. — Deu de ombros. — Até porque, ainda temos um longo tempo até a hora do parto. Preciso me exercitar até lá. — Comentou, lembrando-se das instruções da obstetra.

Marinette saiu do banheiro, como se nada tivesse acontecido, pagou as mercadorias, apanhou a sacola e saiu da loja, tomando o rumo de sua casa, tentando manter a calma e a respiração regular. E ela passava em frente a fachada de um café elegante, que ficava a na metade do caminho para o seu apartamento, onde costumava comprar capuccino quando estava muito atrasada para o trabalho, quando sentiu a dor que a atordoou.

A contração veio junto com o cheiro forte de cafeína.

— Wow! — Exclamou desorientada, curvando-se sobre a própria barriga. Aquilo, definitivamente não podia ser um alarme falso. Sem conseguir endireitar o corpo, aguardou que a rigidez de seu abdómen passasse, para que pudesse seguir seu caminho.

— A senhorita está bem? — A última voz que esperava ouvir no mundo naquele momento indagou. Num sobressalto, a mestiça ergueu a face, podendo visualizar Gabriel Agreste saindo do café, acompanhado de sua antiga assistente Nathalie. — Ah, é você Cheng. — Apesar da fala, o designer não trazia indiferença em sua voz. Aquele tom era de… Surpresa? Talvez... Preocupação? Não, definitivamente, estava delirando.

— Sr. Agreste. — Cumprimentou, num fio de voz. — Nathalie. — Acrescentou.

— Você precisa de ajuda? — Nathalie indagou, o tom neutro preenchido de uma dose de apreensão. — Podemos levá-la até o hospital. — Ofereceu.

— Ah, não. — Negou a asiática. — Eu vou para a casa. — Explicou.

Não pôde deixar de reparar como os dois a sua frente lhe encararam como se ela tivesse algum tipo de problema mental. Desanimada, rolou os olhos para cima, sem preocupar-se em ser educada. Estava em trabalho de parto, podia se dar a esse luxo.

— Ainda não é hora. Vai demorar, portanto, prefiro esperar em casa. — Explicou, atropelando-se nas próprias palavras e, finalmente, sentindo a rigidez em sua barriga aliviar.

— Nós a levaremos até lá então. — Disse Gabriel. Não era uma pergunta.

— Não é necessário. — Negou. — Eu moro a um quarteirão daqui e preciso me exercitar nesse período. — Comentou, esfregando a própria barriga, reflexo da dor recém provada.

Marinette estava tão compenetrada no gesto, que foi pega absurdamente de surpresa quando Gabriel colocou ambas as mãos em seus ombros, lhe puxando bruscamente para frente. E antes que pudesse questionar a razão daquilo, percebeu um corpo sendo lançado, para o exato lugar em que estivera segundos antes, batendo com força contra a vidraça do estabelecimento. Atordoada, viu Chat Noir escorregar, de cabeça para baixo, até que a cabeleira loura tocasse o chão.

— Chat! — Exclamou, apavorada, tentando compreender o que se passava.

Em seguida, uma explosão próxima pôde ser ouvida, instalando o caos ao redor. — Isso só pode ser piada. — Comentou, vendo as pessoas correrem para todos os lados, em busca de abrigo.

— Mari… — O heroi felino resmungou, atordoado por vê-la ali. — Mari! — Repetiu, alarmado, levantando-se num salto, como se não tivesse sido atingido segundos antes. — O que está fazendo aqui? — Questionou, preocupado. — E você, o que faz com ela? — Acrescentou, irritado, olhando para o designer de moda.

Gabriel abriu um sorriso mínimo.

— Chat Noir! — Exclamou. — É sempre um prazer encontrar o grande herói de Paris! — Declarou, de forma irônica.

O portador do Miraculous da Destruição estreitou os olhos. Marinette quase pôde visualizar uma aura assassina emanando dele.

— Acredite em mim, eu nunca estive com menos paciência para gracinhas. — Avisou o loiro.

— Ora, mas estou apenas ajudando a minha futura nora, que acabou de entrar em trabalho de parto. — Resumiu, como se fossem desconhecidos, fazendo a asiática arquear as sobrancelhas pelo modo que havia sido citada. Fora promovida a “futura nora” sem nem perceber.

— Chat, o que está acontecendo? — A morena questionou, preocupada, referindo-se a batalha.

— Ecoterroristas. — Respondeu, fazendo com que o estômago da jovem afundasse.

— Outra vez?! — Chiou.

— Preciso te levar para casa. — O heroi declarou, estudando o ambiente ao redor em busca de uma maneira segura de tirá-la dali.

— Não! — Marinette negou de pronto. — Essas pessoas precisam de você. — Afirmou, convicta.

— Nós a levaremos até lá. — Gabriel afirmou, o mesmo tom indiferente de sempre.

— Como se eu fosse confiá-la a você. — O loiro praticamente rosnou, entredentes.

— Se for inteligente, vai. — Contestou o mais velho. — Ou você vai querer que seus oponentes associem ela e a criança a você? — Perguntou, em tom superior.

Chat Noir levou as mãos a cabeça, revoltado.

— Ele está certo, Chat! — A estilista concordou, racionalmente.

— Mari! — O felino protestou, indignado.

— Vai! — Cortou ela, demonstrando que não levaria a conversa adiante.

Chat Noir bufou, irritado.

— Eu te encontro assim que puder! — Prometeu, chegando a impulsionar o corpo para a frente para lhe dar um selinho. Contudo, freou a tempo, lembrando-se das palavras de Gabriel. Odiava admitir, mas o pai estava certo. Não podia permitir que os terroristas percebessem a ligação que tinha com Marinette, ou colocaria ela e a criança em risco.

Resignado, estendeu o bastão, lançando-se para longe.

— Não conseguiremos usar o carro com tantas pessoas na rua. — Nathalie observou. Vendo que a gestante ainda acompanhava com o olhar, preocupada, Chat Noir pulando ao longe, de prédio em prédio. Na verdade, ela nem sabia como ainda não haviam sido atingidos por uma das pessoas que corriam enlouquecidas ao redor.

— Vamos caminhar, afinal. — O designer declarou, olhando diretamente para a asiática.

A portadora do Miraculous da criação apenas assentiu, antes de retomar seu caminho.

Logo, os três seguiram em direção ao sobrado onde Marinette morava, sendo que o Designer e a assistente se posicionaram um de cada lado da gestante, a fim de protegê-la, parando, apenas, quando uma nova contração a atingiu. E quando alcançavam o conforto e a aparente segurança do apartamento, suspiraram aliviados, em conjunto.

— Fiquem a vontade. — Disse a morena, ciente de que os dois precisavam de abrigo, portanto, não poderiam ir embora tão cedo. Ao menos a casa não estava bagunçada daquela vez. — Posso oferecer-lhes algo? — Perguntou, educadamente.

— Não se preocupe conosco, menina. — Gabriel respondeu, sentando-se tranquilamente, na mesma poltrona onde havia se acomodado na visita feita no mês anterior, como se o mundo não estivesse desabando do lado de fora. — Faremos o máximo para que sequer perceba que estamos aqui. — garantiu.

— Ok, então. — Concordou, sem vontade ou ânimo de iniciar uma discussão. — Eu vou arrumar as coisas do Louis. Sabe, para levar para a maternidade. — Completou, de forma atrapalhada, seguindo em direção ao quartinho do bebê.

Contudo, para a surpresa da asiática, Nathalie a seguiu, aparentemente, não muito disposta a fingir que não estava ali.

— Eu posso ajudar. — A assistente falou, simplesmente, ao ver que estava sendo encarada pela jovem.

Marinette deu de ombros e, sem rejeitar o auxílio oferecido, passou a encher a bolsa azul pastel com os itens que precisava, tentando aplacar, com tal atividade, a preocupação crescente pelo seu noivo. Ah, se ela pudesse usar os poderes de Ladybug. Certamente sairia para chutar as bundas dos bandidos insolentes que tinham escolhido justo aquele dia para atacar.

Cerca de vinte minutos depois, Tom e Sabine chegaram, desesperados, e agarraram-se a filha, soltando-a apenas quando tiveram certeza que ela encontrava-se realmente bem. Os dois, assim que ouviram as notícias do ataque, fecharam a padaria, deixando a encomenda pela metade e correram em direção a casa da estilista, abrindo caminho pela confusão que tomava as ruas, sequer preocupando-se que poderiam se ferido durante o percurso, ou coisa pior.

Tom sentou-se na sala, com Gabriel, permanecendo poucos minutos sobre o silêncio constrangedor, até que decidiu fazer o que mais lhe ajudava aliviar o stress: Cozinhar. E ele o fez nas horas seguintes, dedicando-se a diversas receitas possíveis com os ingredientes encontrados no apartamento, sem importar-se com o olhar de estranhamento do designer sobre si.

Enquanto isso, Sabine e Nathalie, que haviam dispensado — ou melhor, enxotado — Marinette, para que ela descansasse, seguiam no quarto de Louis, providenciando o necessário. A futura mamãe bem tentara protestar, mas não conseguiu convencer as outras duas. Resignada, seguiu para o quarto, acompanhada de Tikki — que já nem se preocupava em se esconder, uma vez que todos ali já estavam cientes da verdadeira identidade de Ladybug e Chat Noir — para tentar encontrar outra atividade para se distrair.

Assistiu alguns episódios de uma série de comédia, tricotou e comeu a sopa que Tom lhe oferecera, sempre reparando que as contrações ficavam mais fortes e menos espaçadas. E sempre preocupada com Adrien, que não dava sinais de vida.

Quando estava a ponto de enlouquecer, pois já havia ao menos duas horas que encontrava-se naquela situação, resolveu que um pouco de Yoga, talvez lhe fizesse bem.

Assim, trocou o vestido por uma blusa e um short folgados, estendeu sua esteira no chão e, concentrou-se em variar as posições que conhecia tão bem que, apesar das limitações que a enorme barriga lhe traziam, ainda continuavam impressionantes.

Foi quando estava em posição de lótus, a fim de relaxar o corpo e a mente, que sentiu-se ser envolvida com força, o cheiro tão conhecido por si invadindo suas narinas.

— Você está bem? — A voz de Adrien, muito próxima de seu ouvido, questionou, aflita. Involuntariamente, lágrimas de alívio escaparam dos olhos azuis da mestiça.

— Você veio! — Exclamou, devolvendo o abraço, a voz embargada. — Está tudo bem? — Imediatamente soltou-se, lembrando que o noivo estivera em batalha pouco antes. — Não se feriu? — Perguntou, aflita, passando as mãos pelas braços do rapaz.

— Nada de preocupar-se comigo! — O loiro, que estava em sua forma civil, respondeu, sentando-se no chão de frente para ela. — Estou inteiro, como pode ver. — Garantiu. Contudo, sabia que era impossível ignorar o corte recém aberto em sua testa.

— Isso parece sério… — Comentou ela, encarando o ferimento com preocupação.

— É superficial, eu já conferi. — O ex-modelo declarou, com indiferença.

— Como estão as coisas lá fora? — Marinette seguiu o questionário, vendo o rapaz tensionar o corpo. — Ainda não acabou, né? — Era mais uma constatação que uma pergunta.

— Alguns portadores de suporte foram convocados. — Contou, sério. — Quando eles chegaram, Alya e Nino me expulsaram de lá, falando que eu estava mais atrapalhando que ajudando. Ainda assim, foi complicado despistar os terroristas e achar um lugar seguro para desfazer a transformação. — Narrou. — Desculpa ter demorado tanto. — Pediu.

— Tudo bem. — O tom da morena era complacente. — É a vida que levamos, não dá para evitar. — Emendou, resignada.

— Você ligou para a Dra. Girani? — Adrien questionou, apoiando o tronco na cama box.

— Uhum. — Confirmou a asiática. — Estamos nos comunicando por mensagens agora. Ela está pensando numa forma segura de me remover para o hospital, mas disse que posso ficar tranquila até que o espaço entre as contrações seja de dez minutos. — Explicou.

— E de quanto em quanto tempo elas estão vindo agora? — Questionou, franzindo o cenho.

— Quinze em quinze minutos. — A mestiça sorriu amarelo.

O semblante do rapaz anuviou-se em preocupação. Contudo, tentou manter a calma. Sabia que não poderiam tirar Marinette dali, de qualquer forma. Não até que a situação pelas ruas se acalmasse. Ele apenas torcia para que isso ocorresse antes que ela alcançasse a fase ativa do parto.

No decorrer da gestação, quando imaginavam, intimamente, o momento que Louis nasceria, ambos os herois pensavam que a asiática passaria por longas e torturantes horas de espera — que pareceriam se arrastar ainda mais graças a dor -, até que finalmente pudessem tê-lo nos braços.

Contudo, ao contrário do que imaginaram que seria, tudo parecia estar indo rápido demais. Fosse pelo caos exterior, ou pelo medo de não conseguirem chegar ao hospital a tempo. Quando perceberam, as contrações haviam alcançado o esperado intervalo de dez minutos. E, embora o casal tentasse não transparecer, estavam compartilhando de um desespero mútuo.

— Você quer se deitar? — Adrien indagou, sentindo que a noiva pressionava com demasiada força o braço que ele oferecia como apoio.

— Uhum. — Marinette cedeu, pois havia alcançado o ponto que acreditava que não aguentaria mais. Ela havia passado a última hora alternando entre os cômodos, exercitando-se como podia, sob o olhar atento de Tom, Sabine, Nathalie e Gabriel. Esse último, tentava disfarçar mas, volta e meia, era flagrado pelos três primeiros, observando o filho e a nora.

O loiro acompanhou-a, com paciência, até o quarto, ajudando-a a se acomodar sobre o colchão, com as costas apoiadas em diversos travesseiros.

Sabine e Tom os seguiram, preocupados.

— Mãe… — Marinette choramingou, preocupada.

— Vai ficar tudo bem, querida. — A chinesa garantiu, sentando-se ao lado da filha e afagando-lhe os cabelos. Adrien ocupou o outro lado, enquanto Tom acomodou-se no banco acolchoado aos pés da cama.

O loiro avisou para a médica, via mensagem, o estado em que a noiva se encontrava, para, em seguida, desligar-se de tudo em volta. Não podia evitar de sentir o interior quebrar-se ao ver os olhos da mestiça marejarem a cada contração, ao mesmo tempo em que a cor sumia de seu rosto. Ele já estava até mesmo cogitando transformar-se para carregá-la até o hospital, mas sabia que a movimentação brusca não faria bem a ela ou ao bebê.

Resignado, limitou-se a esperar, sentindo as mãos serem esmagadas a cada novo surto de dor que atingia a companheira.

Foi quando, inesperadamente, uma mulher invadiu o quarto, sem cerimônia, atraindo a atenção dos presentes e de Nathalie, que encontrava-se a porta.

— Nós vamos tirar a Marinette daqui agora. — A recém-chegada anunciou.

O casal chegou a arregalar os olhos ao reconhecer a figura de Dra. Thaila Girani parada bem ali, os cabelos ruivos desgrenhados presos em um rabo de cavalo mal-feito, as roupas desleixadas, como se ela tivesse se arrumado para uma caminhada matinal. Afinal, não esperavam que ela viesse até eles, mas, sim, que os encontrasse no hospital.

— Nós vamos no meu carro. — Continuou, sem se preocupar em dar satisfações. — Eu pensei em chamar uma ambulância, mas temo que esses terroristas ou sei lá o que tentem pegar reféns. Claro que eles apelariam para o lado mais baixo, e a Mari é um alvo comovente. — Explicou.

— Podemos usar o carro do Senhor Agreste. — Nathalie sugeriu, entrando no cômodo. — Talvez seja mais confortável para Marinette.

— Não. — Adrien negou. — Esses terroristas tem por alvo a elite de Paris. — Explanou. — Seríamos um alvo óbvio se formos em um carro tão luxuoso. — Emendou.

— Você está certo. — Nathalie concordou, retornando para a sala.

A médica parou para tomar fôlego, antes de continuar. Estava tão desgrenhada que, a impressão que transmitia, era que havia chegado ali correndo, não de carro.

— Eu peço desculpas, mas tive que mudar a clínica de vocês. — Finalmente, retomou a palavra. — Fica um pouco mais longe também, porém está em uma zona bem distante daquelas sob ataque. Só temos que torcer para não termos problemas em deixar o bairro. — Concluiu.

Não muito depois, todos deixaram o quarto, com exceção do casal, que permaneceu parado sobre a cama algum tempo ainda, preparando-se psicologicamente para o que estava por vir.

Logo, Adrien ajudou Marinette a se trocar, amparando-a em abraços protetores a cada vez que ela encolhia-se sobre o ventre, choramingando em razão de uma nova contração. E quando deram por si, já estavam dentro do carro, que trafegava devagar pelas ruas. Já não havia pessoas correndo ou sinais de ataque por ali, mas, ainda assim, viam o caos presente, nos veículos abandonados, mercadorias espalhadas e outros objetos atirados para todo o canto.

— Thaila. — Marinette chamou a médica pelo primeiro nome, a qual vinha dirigindo concentrada. — Eu ainda vou conseguir ter meu filho naturalmente? — Perguntou, atraindo os olhares de todos os presentes no veículo, até mesmo Tom que estava acomodado no banco dianteiro e a motorista.

Afinal, todos sabiam que, desde que o aumento na pressão arterial da mestiça fora diagnosticado, seu maior medo passou a ser ter que enfrentar uma cesárea.

— Eu não quero você se preocupando com isso, Mari. — Respondeu Girani, voltando-se para a estrada. — Pense que você vai ter seu bebê do modo que for mais seguro para vocês dois.

A asiática assentiu, resignada.

— Hei, Bugboo. — Adrien chamou, carinhosamente, enquanto afagava-lhe os cabelos negro-azulados. — Você vai conseguir. Eu sei que vai. — Garantiu, sem cessar com o carinho — Porque você é a pessoa mais forte e corajosa que eu conheço. — Emendou, beijando-lhe o topo da cabeça.

O caminho foi longo e exaustivo, tanto que todos se sentiam esgotados quando finalmente alcançaram o hospital. Àquela altura, as contrações de Marinette já tinham atingido o intervalo de cinco minutos.

Do momento em que pisaram na recepção, até que, finalmente, chegassem à sala de parto, Adrien e Marinette praticamente não desgrudaram suas mãos. E assim permaneceram, quando tudo começou, a mestiça sentindo que poderia morrer de dor a cada segundo, e o loiro sentindo os dedos serem esmagados, todas as vezes que ela forçava. Ambos sabiam que precisavam manter a concentração, naquele momento, mas não conseguiam evitar de deixar a mente vagar, uma vez ou outra.

Afinal, quem diria, que dez anos após suas mãos se tocarem pela primeira vez, sob um guarda-chuva negro em uma tarde tempestuosa, estariam ali, novamente de mãos unidas, esperando a chegada daquele que transformaria suas vidas para sempre.

— Você consegue Mari! — Adrien incentivou, mirando, com preocupação, a face da noiva, deformada pela dor e coberta de suor.

Embora estivesse exausta, física e emocionalmente, a morena concentrou-se na voz do loiro, agarrando-se ao timbre familiar para arrancar forças sabe-se lá de onde. Decidida, seguiu empurrando.

“O que ela fizera para merecer uma pessoa tão maravilhosa ao seu lado?”

Novamente, tal questão lhe ocorria mas, no fundo, ela sabia que não era questão de fazer ou merecer. Era questão de ser. Adrien era a sua metade, o seu complemento, o seu encaixe perfeito, de modo que ela apenas sabia, e soubera desde o início, que não poderia ser inteira sem ele. Ele era o que lhe faltava, assim como ela era para ele e, juntos, não lhes carecia nada.

Por sua vez, na mente do loiro, mais uma vez, o pensamento de não saber o que faria da vida sem Marinette, lhe atingira. Afinal, ela fora a verdadeira responsável por arrancar-lhe do mundo de plástico que vivia e trazê-lo para o mundo real.

De um mundo onde as pessoas só se preocupavam com novas maneiras de fazer seus avantajados patrimônios crescerem ainda mais, para um mundo onde as pessoas lutavam para sobreviver e, faziam questão de viver, apesar de tudo.

De uma enorme mesa de jantar vazia, pôde passar para uma pequena mesa, que mal se adaptava ao seu tamanho, com muitas pessoas em volta e, principalmente, aconchego.

Marinette não lhe dera apenas motivos para lutar: ela lutou ao seu lado, crente que poderiam, juntos, vencer qualquer batalha.

E, principalmente, ela lhe doara seu coração, sem esperar, realmente, que ele fizesse o mesmo em troca. Mal sabia a mestiça, naquela época, que o coração do loiro já lhe pertencia muito antes disso.

E agora ela estava lhe dando uma família. Uma realidade que parecia-lhe impossível nos dias mais solitários de sua adolescência. Um futuro lindo e assombrosamente maravilhoso, que se cristalizou com o choro agudo que ecoou na sala naquele momento.

Adrien sentiu o coração falhar uma batida.

Marinette jogou-se para trás, exausta, o riso e o choro emanando de si, em simultâneo.

E logo Louis estava em seus braços. Pequeno e gorduchinho.

Encantada, afagou a bochechinha do filho, ainda grudenta, fitando os olhos enevoados, de cor indefinida. Sentiu Adrien passar o braço direito por seus ombros, enquanto, com a mão esquerda, afagava o topo da cabeça do pequeno.

— Ele é perfeito! — Exclamou, voltando-se para o loiro, a voz embargada. Porém, o rapaz estava tão vidrado na criança, que parecia incapaz de falar qualquer coisa.

E quem poderia culpá-lo.

Caramba, ele tinha acabado de tornar-se pai. Naquele exato momento, ele estava com a sua família inteira nos braços. E sentiu que, por eles, teria poder de lutar contra o mundo todo se fosse necessário.

— Você é incrível, Marinette! — Falou, por fim, beijando a testa da companheira, sem conseguir evitar que os olhos marejados, finalmente transbordassem. A asiática riu, mais uma vez.

— E eu te amo por isso. — Completou, tocando-lhe os lábios de forma cálida.

Notas finais
Gente. Que dificuldade que é narrar um parto. Quando não se tem experiência, tudo parece raso. Maaas, a título de curiosidade, algumas coisas foram baseadas em fatos que aconteceram com pessoas próximas a mim. :3 Bom, espero do fundo do coração que tenham gostado. Antes que perguntem sobre uma possível continuação, já adianto que eu tenho, sim, algo em mente. A série "Maneiras" foi planejada para ser uma trilogia, inicialmente. Contudo, eu não estou com inspiração para colocar no papel no momento, uma vez que seria a história mais difícil das três. Tampouco sei se escreverei algum dia, mas quem sabe? Porééééééééééém.... ...Ainda tenho algumas idéias frescas com esse desenho meowravilhoso que é Miraculous, mais prováveis de serem desenvolvidas. inclusive, já comecei uma nova fanfic, com um enredo um tanto diferente, que deixa o futuro e volta para uma realidade mais próxima a história original. Eu gostaria, de coração, que os leitores desta fanfic, dessem uma chance para a nova. Então... Quer uma dose de comédia? Talvez, me acompanhar em uma nova aventura? Então, não deixe de conferir a história "Operação Jardim Secreto". Segue o link: https://fanfiction.com.br/historia/756870/Operacao_Jardim_Secreto/ Gente, mais uma vez, obrigada por tudo! Espero poder vê-los em outras oportunidades. Zerou. ;]
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!