Mamãe Casou Denovo !
7 Palavras, dessa vez foram perdidas - Parte 1
Notas iniciais
Praça perto de casa – 15h:12mins — cbranco / aquela tristeza...
EU SEI, EU SEI, EU SEI, EU SEI . . . ( e leve isso na milhonésima potencia, diário otário! )
Hoje fazem exatos 2 meses que eu estou aqui. E consequentemente um mês que eu não atualizo você dos acontecimentos do cotidiano de casa.
Nem sei como, mas eu acabei chamando a mansão de “casa”... Nossa!Ah, o sábado, certo? Ok, eu digo... Estou em choque e ainda super deprimida por causa do que eu fiz, do que eu não fiz e do que eu deixei de fazer... E da minha missão impossível para achar comida e transferi-la até o meu quarto em segurança até a minha “Câmara Pensadora”... Enfim, faz um mês que isso aconteceu, e ontem (sábado, também) aconteceram algumas coisinhas...
Ok deixa pra lá essa ultima parte... Não importa muito...
O QUE EU ESTOU ESCREVENDO? É DE MÁXIMA IMPORTÃNCIA!!
Vamos lá... Manhã de sábado, comum e típica... A qual eu não podia passá-la no meu quarto, pois “O meu estomago me traiu” (ou quase isso). Então... Eu fui ao banheiro, fiz minha higiene pessoal e me vesti com uma saia xadrez vermelha e uma camisa sem mangas, largada por cima, além de uma bota preta de equitação que vinha até o joelho e uma jaqueta meio apertada de couro. E uns brincos maneiros que eu tinha comprado em Miami. Até aí tudo bem...
Eram umas 9 da manhã, não sabia se Soul já estava de pé, mas me arrisquei mesmo assim. Abri a porta do quarto bem devagar, não vi ninguém no corredor, então andei o mais rápido possível na ponta dos pés, desci as escadas, atravessei o salão enorme, me vendo em vários espelhos...
Por mais que a dor de cabeça me matasse, parecia que os espelhos refletidos infinitamente um no outro era muito pior. Apressei o passo até a cozinha. Chegando lá não havia ninguém também...
Esquisito, mas não liguei muito para isso. Afinal, aquela casa era enorme...
Em Miami eu e mamãe tínhamos um apartamento de três quartos meio apertado, mas vivíamos bem! Droga, eu estou falando muito da minha cidade natal... saudades? Talvez!
Fiz um delicioso café da manhã. Fiz waffles com calda de blueberry, que, modéstia à parte, eu faço muito bem. Comi, saboreei, mastiguei, engoli, me engasguei com a coca-cola de depois, mas to viva!!
Então fui para o resto da casa, não sabia o por que, mas eu tinha que ver Soul Eater...
Ele parecia como uma droga injetável, não importa o quanto você queira, nem o quanto tente, se ficar sem durante algum tempo, você parece morrer, fica completamente desesperado, e eu estava assim. Procurei pelo jardim, pelas quadras, piscinas, na garagem,, quando eu estava indo à biblioteca, eu estava no auge do desespero.
Sempre odiei ficar sozinha e em silencio, nas vezes que eu fiquei eu estava cercada de coisas para me distrair, e aqui eu ficava com a Blair, a gata do Soul. Mas nem ela estava aqui...
Eu fui até o corredor, com os braços agarrados um no outro. Apertados. Escutei um barulho. Algo caindo. Eu não sabia o que fazer, fiquei uns instantes parada no meio do corredor, olhei para o lado e um dos quartos de hospedes estava com uma fresta da porta aberta... era dali que vinha o barulho? Então quando eu ia colovar a mão na maçaneta...
— BUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!! – eles gritaram.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! – EU LEVEI TAMANHO SUSTO QUE CAÍ NO CHÃO. E ME ARRASTEI ATÉ O OUTRO LADO DO CORREDOR!
- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA — começaram a rir, rolaram de rir. BATIAM NO CHÃO DE TANTO RIR. Soul, Black Star e Tsubaki. Quando eu me dei conta, estava tomada pela raiva!
- MAS QUE MERDA É ESSA? – eu perguntei me levantando e sentindo todo o rosto quente.
- Relaxa, nerd, foi só um susto pelo O GRANDE EU... e esses dois aí. YAHOOHOOO! – disse o azulado. Nunca entendi o porquê do cabelo dele ser pintado de... AZUL! — Se querem me matar, avisem antes. – eu disse mais calma. Nossa, eu podia matar eles... Que horror.
– O que vocês estão fazendo aqui? – perguntei me referindo aos intrusos que ainda riam.
- O trabalho em grupo, Maka – disse a Tsubaki no mesmo tom tímido de sempre. A professora de Geografia, Marie, pediu um trabalho sobre o Japão... Seja lá para o que isso vai servir.
Enfim, querido não tão querido diário otário, não vou dizer como foi o trabalho de perversão japonesa dessas criaturas aqui. Não me culpe, eu não tive nada a ver com isso... Eu só fiz os waffles... Acredite ou não, até isso foi maliciado.
Enfim... Almoçamos no Baccarus, um restaurante maneiro e caro... se não fosse..., não seria Death City, certo? (PS1: vimos Kid saindo do restaurante com uma dos irmãs Thompson) Então voltamos para casa com uma carona na :
Mega-super-ultra-blaster detonada Brasília verde desbotada quase amarela e realmente muito remendada do Black Star e da Tsubaki!!
Ou como eles chamam... O ninho de amor desbotado... Sim, eu nem comentei com ninguém... o que diriam da nerd Albarn? Esqueça isso...
Bem, eu e Soul entramos na propriedade Evans em silêncio, nem olhamos um para a cara do outro. Entramos em casa, ele foi para seu quarto e eu fui pra cozinha pegar um copo d’água ...
Olhei nos armários para ver se havia algum doce, peguei uma barra de chocolate meio-amargo e fui até o meu quarto, fiquei vendo as noticias e com preguiça demais para escrever alguma coisa aqui. Olhei meus e-mails, havia um monte do Ragnarok... aquelas correntes sabe?
E deletei a maioria.
Entrei no MSN e menos de um segundo depois Chrona me chamou:
C.dusa alguém: Maka!
Coll&Spicy: Oiii! :)
C.dusa alguém: Como anda aí? E os seus novos irmãos? Faz uma eternidade que não te vejo! Muito frio? AI MEU DEUS, EU VOU MORRER SEM A MINHA GUITARRISTA FAVORITA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Coll&Spicy: Te acalma !! Eu to bem, meus meios irmão estão beleza também. Faz muito tempo mesmo! Não tanto frio, pois aqui já é verão, não neva mais. EU TAMBÉM VOU MORRER SEM A MINHA IRMÃ DE OUTRA FAMILIA! Ç.Ç’
C.dusa alguém: Quando você volta?
Ao ler essa, um pedaço do meu coração caiu. Como eu iria dizer à ela que não tinha planos à quase um mês, que eu estava apaixonada pelo meu meio-irmão, que eu não iria voltar??
Entrei em desespero mais uma vez naquele dia. MERDA!
Apenas digitei algo como “falo com você depois” e larguei o computador em cima da cama, tradução, eu o joguei!! Coitado, esse sofreu alguns danos... Enfim, eu precisava esfriar um pouco a cabeça e pensar claramente... Eu não iria conseguir essa proeza tão rápido.
Então atravessei o quarto e fui até a porta, até o quarto do lado do meu. Hesitei um pouco em abrir a porta, mas fiz isso. Encontrei Soul sentado em frente ao piano, batendo a cabeça em suas teclas, eu conhecia muito bem isso. Falta de Inspiração, ou então um bloqueio mental.
- Não consegue compor? – eu perguntei com um sorriso no rosto. Ele havia deixado a cabeça depositada sobre as teclas e olhando em minha direção com uma expressão presunçosa .
- Como sabe? – perguntou com a voz que me fazia derreter por dentro.
— hã... Intuição! – eu disse. – E eu já passei por isso também! – eu admiti, odeio quando me dou por vencida e falo o que eu realmente penso na hora. – Sabe jogar basquete? – eu cortei pressentindo suas palavras. E o sorriso louco tomou conta de seus lábios.
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- Se eu acertar essa, você termina de compor sua melodia. — eu afirmei. Posicionei-me e joguei a bola laranja em direção à cesta. Eu tinha acertado. Afinal, essa era a vigésima vez que eu tinha tentado. Peguei a bola e joguei para o meu irmão postiço.
- Bem... — ele riu. — Se eu acertar essa, um dia eu vou ter a minha própria zebra. — ele falou. Eu ri dessa. Mas ele tinha acertado.
- Pobre da zebra... — eu afirmei. — você não cuida nem da Blair... — ele fez uma cara emburrada falsa, mas logo depois voltou à expressão descontraída. Passou-me a bola mais uma vez. –Se eu acertar, o Camaro do Wes vai ser meu! — Mais uma vez, o dono dos olhos cor-de-carmim, rira com vontade. Eu não acertei... Deprimiu! Passei a bola para ele...
- Aposto que não conseguiria nem de joelhos. — ele falou. Era verdade.
- \"De joelhos\" — eu roubei a bola laranja das mãos dele. — Vai contra os meus princípios. — Arremessei a bola mais uma vez, e acertei. O que, atualmente, estava muito difícil. Estávamos muito perto. Perto demais.
Soul passou o braço esquerdo em minha cintura, me puxando para cada vez mais perto, uma vez que nossas testas se encontravam. Com sua mão direita, tirara um mecha de cabelo loiro do meu rosto já corado. Há, se você pensa que eu estava aguentando firme e forte... Está MUUUUUUUUUUUITO enganado, Diário Otário, eu estava suando frio, borboletas estavam voando agitadas no meu estomago, as pernas tremiam e o coração ia explodir... muito pior do que as outras vezes que estivemos tão perto assim... Meu Deus, eu realmente o amava, realmente o amo... Mas ainda sim, era tão errado... Sem sentido!
- Também seria contra os seus principios — ele falou já ao pé de minha orelha. — gostar de mim... — aquilo era tortura, certo? Morder minha orelha... A parte mais sensível do meu corpo... Soltei um gemido.
E então...
To be Continued...
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