– Bem, você podia dizer um " oi" primeiro.

– Diella, eu... Eu já pedi desculpas.

– Não foi por isso que eu vim aqui, foi por isso.

Diella puxou Daniel para perto, puxando a camisa dele e o beijou suavemente.

– Daniel... Eu gosto de você agora.

– Ué, seu amor floresçeu?

– Sim, depois de alguns minutos daquela conversa.

– Você quer me namorar?

– Quero!

– Filho! Quem é?

– Ah, oi.

– Oi. Quem é você?

– Diella. Muito prazer.

– Prazer, meu nome é Cissa, sou a mãe do Daniel.

– Mãe, eu e Diella estamos namorando.

– Já? Hoje foi seu segundo dia de aula e ja namorando?

– È.

– Bem, eu vou para a balada. Vou voltar três e pouca, tá, filho?

– Tá.

– Nossa! Sua mãe é meio... liberal.

– Até demais!

– Seu beijo é muito bom.

– Eu quero te beijar mais.

– Então, vem.

Durante o beijo deles, o celular de Diella toca.

– Alô?

– Oi, Diella. È Jessica.

– Oi, Jessica. Tudo ok?

– Tudo, olha, eu não anotei aquelas paradas sobre a Guerra do Paraguai. Você anotou?

– Sim.

– Demais, você me passa?

– Claro. O quê está fazendo?

– Eu estava comendo. E você?

– Namorando.

– Namorando? Com quem?

– Depois, eu te falo.

– Ah, não! ME CONTA AGORA!

– Depois.

– Diella! AGORA!

– Tchau!

– Não! Não desli...

Daniel pergunta:

– Quem era?

– Jessica.

Na casa de Guilherme...

– Filho, vem jantar!

– Estou sem fome!

– Sai desse computador!

– Calma aí.

A campainha toca.

– Márcio?

– Oi, Cristiane.

– Oi, tia Cris.

– Oi, Léo. Tudo bem?

– Tudo. Cadê o Guilherme?

– No quarto dele, vai lá.

– Cristi...

– Márcio! O quê você está fazendo aqui? Imagina se sua esposa te pega você me visitando. Nós somos divorciados, esqueceu?

– Não, não esqueci. Só que o Léo queria muito ver o meio- irmão. È proibido?

– Claro que não.

No quarto...

– Léo!

– Oi, Gui. Fazendo o quê?

– Tô no meu face.

– Quem é essa menina?

– Stephany.

– È bonita.

– Um dia, eu vou namorar ela.

– Hahahaha... Uma menina bonita NUNCA ia ficar com você!

– Cala a boca, moloque! Você só tem 11 anos!

O celular de Guilherme toca.

– Alô?

– Alô. Guilherme?

– Sou eu.

– È Stephany. Olha, eu... eu queria te lembrar que o Gustavo te interrompeu naquele dia, você ia me fazer uma pergunta, eu acho. O quê é?

– È para eu dizer agora?

– Provavelmente.

– Bem, eu te falo na escola, ok?

– Por quê? Alguém está perto?

– Sim.

– Ah, tá. Desculpa qualquer coisa. Beijo! Te adoro! Tchau.

– Tchau.

– Quem era, cara de pastel?

– Ninguém que te interesse!

– Para de me dar fora! Vou falar com o papai!

– Você não vai falar!

– Vou sim.

– Não vai! Se eu naõ te fizer cocégas!

– Hahahahaha... Para!

No dia seguinte na escola, Diella é a última a entrar na sala de aula.

– Desculpa, o atraso.

– Não foi nada.

– Diella, eu tenho um negócio para te falar, depois eu te conto no recreio.- disse Agatha.

– Fala logo!

– Não tem o Lucas? O meu irmão?

– O quê que tem ele?

– Ele...

– Silêncio, Agatha e Diella!

– Desculpa, professor.


Agatha escreveu um bilhete:

" Depois, eu te conto no recreio. Você vai pirar!"

Diella leu e disse:

– Você sabe que eu detesto ficar curiosa!

– Shhh! Feche a matraca!

A hora do recreio chegou. Diella e Agatha foram as últimas a descer.

- Conta! Conta!

- Eu acho... ACHO que o meu irmão...

O Lucas aparece e Agatha para de falar:

- Falando sobre?- pergunta Lucas

- Nada de mais. Assunto de menina, dá licença.

- Tá bom, eu dou.

- Fala!

- Tá, eu acho que ele...

- Agatha, você pode me informar as horas?- perguntou um menino

- Nove e meia.

- Vai! Fala logo! Antes que alguém te interrompa!

- Tá. Eu acho que ele...