Malditos Sentimentos
47 Psicólogos & Cozinhas
Notas iniciais
Bem... espero que aproveitem esse capítulo. Não é um dos melhores, mas gostei de fazer! kkk
Beijoss!
POV Dallas
Ótimo. Agora eu estou num hospital. Sério mesmo que precisava disso? Tudo bem que eu tive uma dor insuportável na cabeça assim que eu vi Cassidy beijando o Elliot, mas isso foi passageiro. Eu estou melhor. Aliás, por que eu me importo tanto? Eu não devia me importar, mas o problema é que eu não consigo. É inútil tentar não pensar nela. Nesses dias que eu estou sem lembrar de ninguém, ela tem sido uma maneira de eu fugir de tudo, da agonia. Ela era de certa forma minha calma. Só que agora eu me apeguei demais a ela, mais do que devia e perdi o foco totalmente.
-Olá Sr. Derek Centineo, como está? -Perguntou um senhor meio baixo e gordinho, mas com uma aparência muito simpática.
-Bem. -Falei me sentando na cadeira vinho de uma sala toda branca com alguns detalhes verdes. Eu percebi que tinha uma mão no meu ombro me alisando e sorri só de saber quem era essa mão.
-Não, você não está bem. -Falou a loira me repreendendo e eu apenas revirei os olhos e bufei.
-Ótimo, agora você tá no meu corpo pra saber se eu estou bem ou não?
-Olha aqui viado...
-Parem os dois! -Falou o senhor com uma expressão animada. -Vocês parecem eu e minha mulher quando eu me atraso para o jantar.
-Isso é loucura. -Falei indignado.
-Eu sei e... -Cassidy concordou, mas eu a interrompi.
-Como alguém se atrasa pra comer? -Completei e ela me bateu. Como sempre. O rapaz apenas observava isso com um sorriso largo no rosto que me fez ficar até encabulado.
-Vocês são umas figuras. -Falou animado. -Mas então... Derek, por que está aqui?
-Sei lá, esse projeto de loira resolveu me levar pra cá.
-Olha como fala se não quer levar outra surra... -A loira me fuzilou com o olhar e eu comecei a ri. -Bem, eu estou aqui com ele porque o Dallas sofreu forte dor de cabeça.
-Dor de cabeça!? -Agora o senhor que vivia tão animado, mudou seu semblante para preocupação. Ok, agora eu estou apavorado.
-Sim, mas foi só uma leve e...
-Qual o seu nome? -Perguntou o senhor para a Cassidy.
-Cassidy.
-Cassidy, você poderia dar um momentinho aqui com o Dallas?
-Claro, doutor Greg. -Ela pressionou meu ombro e saiu da sala.
-Como foi isso?
-Bem... eu senti uma dor de cabeça e começou a aparecer umas imagens meias embaçadas.
-Mas isso aconteceu do nada?
-Sim. -Menti, mas ele percebeu.
-Dallas, é muito importante sabermos disso. -Insistiu o doutor
-Tudo bem, eu vi uma garota que eu acho que eu gosto beijando outro cara ai eu comecei a sentir essa dor insuportável.
-Como foi o beijo? E qual foi a imagem que viu?
-Isso importa? -Ele apenas assentiu.-Eles estavam no piano e ele beijou ela. E a imagem que eu vi foi de duas crianças com um violão e o garoto tava próximo a beijar a menina.
-Mas alguma coisa? -Perguntou e eu neguei. Ele pareceu está mais aliviado com aquilo.
-Dallas, é muito importante que você me conte tudo pra que eu saiba como está o nível da sua recuperação. Pelo o que você me contou, você associou o beijo da Cassidy com esse tal cara com o seu beijo da Cassidy. E se for isso, sua recuperação está indo bem.
-Espera um pouco! Eu não disse que era da Cassidy. -Falei confuso.
-E precisava? Tá na cara que vocês dois se gostam. -Corei com o seu comentário e sorri olhando pra baixo. Estava bem envergonhado nesse momento. Estava tão obvio assim que eu sentia algo por ela?
-É, mas de que adianta? Eu precisa ficar com o outro cara. Eu não sou bom pra ela.
-Lute por ela. -Aconselhou o médico.
-É o meu melhor amigo. Eu não posso fazer isso com ele.
-Mas se você gosta dela e ela de você, ele vai entender.
-Não sei não... -Balancei a cadeira um pouco agoniado com aquela conversa. Eu odiava pensar que a garota que eu gosto estava nas mãos do meu melhor amigo. Eu odiava gostar dela. Eu odiava. Odiava muito. Mas era inevitável. -Talvez seja melhor encontrar outra.
-Outra?
-É, tem uma garota bem legalzinha da minha escola que é minha amiga.
-Bem, se você acha isso... -Ele se levantou e me entregou um cartão "Greg Hudson. Clínica de psicologia." e tinha o número dele. -Foi ótimo conversar com você, Dallas. Eu vou ser o seu psicologo e seu amigo. Pode vim aqui a hora que você quiser porque estarei aqui.
-Obrigada, Greg. -Eu lancei um sorriso pra ele e sai da clínica aliviado por ter que dividir esse peso com mais alguém e animado por saber que minha memória finalmente está voltando.
POV Austin
"C'mon get loud, loud, let it out,
Show me everything that you got.
C'mon get loud, loud, I need you now.
Baby let me hear me loud.
Na na na, na na na-ah
Na na na, na na na-ah
Na na na, na na na-ah
Baby let me hear it loud"
-Bom ensaio pessoal! -Comentou Rydel animada.
-É mesmo, Rydel! -Falei animado e todos concordaram.
-Na boa, imagina a gente ganhar o campeonato de música de Londres? -Ratliff falou com os olhos brilhando. Droga! Eu tinha me esquecido do campeonato. Droga! Tanta coisa na minha cabeça que me esqueci.
-Já inscreveu a gente, não é Rocky? -Perguntei.
-Claro! Desde setembro, relaxem, que tá com o tio Rocky aqui tá com Deus.
-Tomara, viu?
-Que dia é esse campeonato ai? -Perguntou Joyce se aproximando do Ross que até então estava olhando para o nada.
-Logo depois da formatura. -Respondeu Ratliff vibrando. -Ou seja, daqui há 1 mês e meio. Nossa!
-Pois é. Imagina se conseguirmos ganhar?
-Ganhamos bolsas para as melhores escolas de música de mundo, galera! -Rydel gritou animada trazendo alguns refris numa bandeja e ambos fizemos um brinde.
-AO "the wolves" -Gritou Rocky.
-AO "THE WOLVES" -Todos brindaram com alegria e animação. Como eu sentia falta disso. Eu sentia muita falta de tocar com os garotos, de tudo. É uma emoção voltar e espero que esse sentimento nunca mude.
-E ai lombriga? -Joyce interrompeu meus pensamentos e eu sorri.
-E ai Joychatinha? -Comentei e ela revirou os olhos depois voltou a olhar o beijo de Rydel e Ross com profundo nojo.
-Aff, por que eles precisam se comer bem aqui hein? -Comentou Joyce enjoada e eu apenas ri da sua cara.
-Primeiro: Eles só estão se beijando. É normal entre os namorados. Segundo: Você não pode culpá-lo. Ele gostava de você.
-Sim, eu sei, eu sou idiota. Como esse loiro de brechó escolhe ela?
-Sei lá, Joyce. As vezes ele cansou de correr atrás de quem não dava bola pra ele e passou a enxergar a Rydel com outros olhos.
-Eu não gosto deles juntos.
-Obvio, você gosta do Ross. -Falei calmo e ela pareceu ficar ofendida com aquilo.
-Eu? Gostar dessa merda loira? Nunca. Você tá me zoando?
-Ódio demais vira amor, Joyce. Cuidado. E no seu caso, vira amor duas vezes porque você já gostava dele antes.
-CALA A BOCA, IDIOTA. -Falou irritada e saiu de perto de mim. Quando ela vai perceber que gosta dele de novo? E quando o Ross vai perceber que ele pode até gostar da Rydel, mas sempre será a Joyce? Eu não sei. Eu tô cansado de tentar resolver problemas de todos. Eu preciso apenas pensar na minha vida, no meu irmão, na minha namorada, na minha mãe e na minha banda. É nisso que eu preciso focar.
POV Ross
Eu adorei o ensaio da banda. Foi extremamente épico. A verdade é que eu sinto falta de cantar numa banda, mas eu resolvi que não valia a pena porque eu perdia muito tempo na minha vida e o meu sonho mesmo é ser dançarino. Eu vou entrar na melhor universidade de dança que fica lá em Nova York e vou seguir o meu sonho e eu sei que a Rydel me apoia totalmente. Sabe? Ela é uma namorada que me apoia muito e eu gosto disso.
-Amor? -Falou a loira.
-Oi?
-Traz um salgado pra mim? Eu tô muito cansada de servir esse pessoal.
-É claro, amor. -Disse dando-lhe um selinho e me virando para a cozinha até eu me encontrar com a morena nela. Meu coração começou a acelerar e comecei a ficar nervoso. Calma, Ross. Você foi treinado pra isso. Isso acontece com você, mas não é nada demais. É apenas coisa de um passado inconcluso e não vale a pena terminar tudo o que você tem com a Rydel por causa dessa morena que não dar futuro. Respirei e percebi o seu olhar provocativo sobre mim. Eu juro que eu tô tentando quebrar o gelo da nossa relação, mas ela torna as coisas muitas difíceis.
-Olá. -Falou ela com um sorriso irônico.
-E ai? -Abri um sorriso. Ela realmente era uma boa pessoa e eu tinha certeza disso.
-Curtindo com a sua namorada? Na verdade, acho que você deveria comprar umas roupinhas melhores pra ela. -Debochou Joyce.
-Você não cansa, não? Não cansa de atrapalhar tudo? Na boa? A Rydel é uma boa pessoa e só tá tentando ser legal com você, a culpa não é dela se você é um ser mais insuportável do mundo.
-Eu nunca disse que ela não era uma boa pessoa, mas diferente de certas pessoas, eu sei ter opiniões e não escondo sentimentos.
-Esconder sentimentos? -Perguntei confuso. Ela apenas se aproximou de mim e tocou no meu coração que batia desesperadamente acelerado e depois disso, ela pareceu sorrir satisfeita.
-Esses sentimentos. -Falou vencida e se dirigiu para fora da cozinha me deixando confuso e nervoso. É obvio que eu ainda não a esqueci, mas eu tento todos os dias esquecê-la. O problema é que está cada vez mais difícil suportar isso e ela parece que fica brincando comigo. Ela é o ser mais insuportável do mundo. Se eu escondesse um sentimento aqui, o principal seria nojo. Nojo dela. Nojo da pessoa que ela se tornou.
POV Elliot
Vamos. Atende. 2 ligações. 5 ligações. Caixa postal. Droga! O que será que está acontecendo? Coloquei minhas mãos no meu cabelo nervosamente e tentei respirar calmamente, mas não consegui êxito.
-Elliot? -Perguntou uma voz conhecida. Tyler. Eu havia encontrado com ele na rua e mal sabia que ele estaria por aqui.
-Ah oi, Tyler. -Tentei evitar a meu nervosismo, mas parece que não sai muito bem porque ele me olhou preocupado.
-O que houve?
-N-nada. -Droga! Gaguejei. -Eu só... cara, por que ela não me atende? -Bati no meu celular com raiva.
-Ela quem? -Antes que eu pudesse abrir a boca, ele começou a ri. -Ah! Cassidy, não é?
-Era pra ela ter me ligado. Eu preciso saber como está indo as coisas com ela e com o Dallas. Eu preciso acabar com qualquer sombra ou qualquer faísca desse amor.
-Por que? Eu nunca entendi porque tanta vingança, cara.
-Coisas do passado.
-Coisas do passado? Certo. Você precisou matar a mãe dele, acabar com a vida dele e ainda por cima se apaixonar pela namorada dele pra esse seu ato de vingança?
-Eu não tô apaixonado pela Cassidy. -Desviei o olhar severo que Tyler havia me dado e comecei a olhar seriamente para o chão.
-Qual é, Elliot. Isso não é mais um jogo.
-Como assim?
-Antes até poderia ser mas agora não é. Você está sim se apaixonando pela Cassidy só você não quer admitir.
-Olha, eu já falei que tudo se trata de uma vingança, entendeu? Eu não preciso me apaixonar. Se apaixonar é para os otários. Já cometi esse erro e eu jurei que nunca mais iria cometer de novo e eu vou provar pra você que você está errado.
-Por que é difícil admitir que a loira mexe com você? Não te via assim desde a... -Ele parou assim que eu o fuzilei com os olhos.
-Isso é loucura! Eu não gosto dela. Eu atuo tão bem que as pessoas não sabem quando é atuação ou realidade. Eu já falei. Eu vou acabar com cada pedaço de felicidade de Dallas Centineo nem que seja a última coisa que eu faça e farei questão de destruir Austin Moon também por ter me desafiado daquele jeito, mas ele infelizmente está em segundo plano e para essa vingança ser completa, a Cassidy é o elemento principal pra isso e não posso deixar ele se permitir sentir algum sentimento por ela de novo.
-Tudo bem, se você fala...
-Ótimo. -Me virei de costas bufando. Eu? Gostar da Cassidy? Loucura. Isso não pode acontecer. Não de novo.
Notas finais
Comentem o que acharam! Eu tô adorando os comentários.
MUITO OBRIGADA!!!!!!!!!!!!!!!
Beijos ♥33
Fale com o autor