Malditos Sentimentos

67 Malditos & Sentimentos


Notas iniciais
É isso, pessoal. Esse o final da fanfic. Eu queria agradecer imensamente a todos que leram e quero dizer que eu amo vocês no fundo do meu coração. Eu estou chorando agora porque eu acabei de escrever então as palavras não saem direito, mas eu quero dizer que vocês são minha inspiração e que eu adorei passar quase 1 ano com vocês aqui, sofrendo, rindo, morrendo de surtos por causa da fic e ainda mais, conhecer pessoas tão legais e incríveis por causa dela. Me sinto privilegiada por cada sorriso de vocês ou cada lágrima de vocês. Eu espero imensamente que gostem ou que pelo menos, não tentem me matar. Antes de ler, lembre-se de algo muito útil não só pra fanfic, mas pra sua vida. "Todo final é um novo recomeço e a cada final, aprendemos algo novo e útil para nossas vidas." Eu amo vocês e obrigada pelo carinho e apoio!

POV Kira

Nada importava mais. Sentia-me sendo jogada do alto de um precipício, como se o impacto não me afetasse mais. Respirei de novo. Fechei os olhos e esperei minha morte. Amanda havia cortado meu braço que estava ainda amarrado e me prendeu de cabeça pro chão no teto. Eu acho que é pior assim, não é? Eu acho que morrer rapidamente seria bem melhor do que esperar sua morte mesmo sabendo que você vai morrer daqui há alguns minutos. Sim, eu tentei me mexer mas do que iria adiantar? O sangue só iria descer mais rápido pelo o meu corpo e isso iria fazer com que a morte aconteça mais rápido. Eu queria pensar, eu queria lembrar, eu queria imaginar se eu realmente fui uma boa garota. Todo mundo tem erros, todo mundo tem inseguranças, todo mundo sofrer por um amor.... mas acho que meu pior erro foi amar novamente. Mas não me arrependo. Eu ficaria feliz se visse o Elliot feliz ou talvez, não seja só desse amor que estou falando. Eu estou falando de família reunida, de Dallas segurança seu bebê com Cassidy sorrindo do lado, com meu pai e minha mãe felizes, com todas as pessoas que realmente apostaram em mim nessa vida. Ai droga, eu não tô... conseguindo... resp....

–KIRA! -Ouvi a voz dele e apaguei completamente.

POV Geral

Desesperado, Elliot soltou todas as cordas que prendiam Kira e a botou de pé. Ele estava assustado e rezando pra que tudo que vira fosse uma mentira.

–KIRA! POR FAVOR! FALA COMIGO! -Ele colocou a amada no seu colo enquanto chorava, chorava e chorava. -NÃO. NÃO PODE SER. KIRA, VOLTA PRA MIM.

Risadas.

–Ora, ora, ora.

–Aman... -Ele chorava desesperadamente com a cabeça no ombro da amada enquanto a assistia morrer lentamente.

–Eu não queria que visse isso, mas já que está aqui, eu queria te dizer que você é um verme, Elliot. E esse idiotazinha da sua namoradinha também. Por favor, ela podia se soltar se quisesse. -Elliot deitou Kira no chão e olhou pra Amanda com ódio. Ódio esse que nunca imaginaria sentir por uma pessoa.

–Eu te odeio.

–Que bom, Elliot. Assim facilita as coisas. Eu quero que você saiba que pouco me interessa se você me odeia ou deseja minha mort...

–Eu não desejo sua morte. -Ele olhou pra Kira novamente e sentiu seu coração quebrar em pedaços e com uma dificuldade de falar qualquer palavra que fosse. -Eu não desejo isso pra ninguém.

–Agora está no papo do bom moço? Por favor, você é bem melhor que isso.

–Sou? -Ele se aproximou dela friamente. -Seu fantoche, talvez? Acho que foi bom aceitar o fato de que eu era apenas seu fantoche e vivia preso a esse amor inexistente. Sabe o que eu sinto por você? Pena. Pena porque você é amarga, insensível, dissimulada e incapaz de demonstrar algum sentimento por alguém. Você é fria, cruel e insensível e acho que você já sabe de tudo, mas sabe o que do que eu mais sinto pena em você? É que você pensa que isso é lindo. Você pensa que é maravilhoso ser essa vaca cruel, mas na verdade, você não passa de uma piada, de uma humilhação a qualquer ser humano. Eu tenho nojo de ter te conhecido e mais ainda nojo por ter achado que te amava. Hoje, eu sei que posso ter sido tudo isso mas eu conheci o amor. E ela é linda. -Observou mais uma vez Kira deitada e escapou lágrimas nos olhos. -Sinto muito por você ser esse ser humano cruel, terrível e digno de um único sentimento. Pena.

As palavras de Elliot a machucaram de uma forma terrível que ela caiu no chão amargurada olhando pra tudo isso. Qual era o propósito? Fazer a vida de todos um inferno?

–Eu não ligo para o que pensa de mim. Eu sou Amanda Hills.

–Acho que se você não ligasse pra mim, não estava caída no chão derrotada. -Amanda se levantou do chão com uma faca na mão pronto para atacar Elliot quando sentiu uma corda a puxar pelo pescoço e assim, Kira pegar a sua faca e atravessá-la no meio de seu peito. O corpo de Amanda caiu violentamente no chão e um sentimento de alívio atravessou os dois, mesmo com uma Kira ferida e tonta.

–Eu matei Amanda Hills? -Perguntou com uma voz cansada e ainda sem oxigênio o suficiente para um rapaz estático com lágrimas nos olhos.

–Precisava ser assim. -Ele olhou pro chão mais uma vez. -Facada no coração de uma pessoa sem coração.

–Elliot.... -Ela quase caiu tonta, mas Elliot conseguiu a segurar a tempo.

–Não fala. Você perdeu muito sangue. Ainda não acredito que você conseguiu fazer isso.

–Obrigada por me salvar. -Ela abraçou o amado chorando que o retribuiu com um sorriso.

–Te salvar? Você me salvou.

–Eu sei. Ela iria te matar se eu não...

–Não tô falando isso. Você também salvou minha alma. Com você, eu aprendi a ser melhor. Eu aprendi que eu o que sentia pela Amanda não era amor. Com você, eu descobri o verdadeiro significado de estarmos vivos.

–A minha inteligência? -Brincou.

–Não, Clemmons. O que nos liga ao mundo é o amor.

–Então você tá querendo dizer que o que te salvou foi o amor?

–Sim, o amor que eu sinto por você.

–O que te ligou ao seu mundo fui eu?

–Não, Kira. Você é o meu mundo. Nós somos o mundo que queremos ser e aonde queremos está e a única certeza que eu tenho nessa vida é que eu quero está ao seu lado sempre. Eu te amo, barraqueira.

–Eu também te amo, canalha. -O casal se beijou intensamente por alguns segundos depois o rapaz a carregou no colo para dentro do carro a caminho do hospital.

Enquanto isso, Dallas esperava impaciente a chamada do médico. Pra ele, tudo se passava como o flash. Ele avistava Dez que estava com Trish abraçados e preocupados, avistava a tia de Cassidy segurando a mão da mãe da Cassidy que havia ido até o hospital assustada e que ficou surpreendente feliz com o fato de Cassidy esperar um bebê de Dallas já que eles se conheciam desde pequenos. Era bom ter memórias e era bom está com quem se ama, mas ele estava desesperado pra saber qual seria o resultado da cirurgia até que o médico aparece com um olhar sério e assustador que fez com que Dallas e os familiares se preocuparem mais ainda.

–Então doutor, o que houve com minha filha? -Perguntou a mãe de Cassidy que agora, havia se levantado apreensiva.

–Vejam bem, o estado da sua filha era realmente grave e...

–Ela morreu, é isso? -Perguntou levantando da cadeira e sentindo as primeiras lágrimas descendo meu rosto.

–Lamento muito. -Dallas se escorou no chão derrotado. O mundo dele havia caído.

–Eu preciso... preciso falar. Eu... não pode ser. Eu... ela morreu.

–Lamento, rapaz. -O doutor tirou uma carta do bolso dele e a entregou para o moreno que estava com os olhos inchados e vermelhos. -Antes da cirurgia, ela me pediu pra entregar isso.

Dallas recebeu a carta com as mãos trêmulas e leio devagar.

"Viado,

Se lembra quando você estava triste e esmurrando paredes? E eu te encontrei. Acho que foi o destino ou Deus ou talvez os dois. O fato é que você mesmo não sabendo, fazia toda a diferença pra mim e sempre fez. Eu lembro que quando era criança, meus pais me diziam que eu sempre tinha humor pra você e que poderia ser o dia mais triste da minha vida, mas você sempre me fazia ri com suas piadas bocós. As vezes, eu me perguntava se isso era um sinal mas logo todas as minhas incertezas acabaram quando nos beijamos pela primeira vez. Foi mágico. Espero que tenha sido pra você o tanto que foi pra mim, mas depois daquele dia, eu sabia. Eu sabia que você era mais importante do pensei que seria na minha vida e que não seria a última vez que iria te ver. E voltamos ao mágico e estranho dia que nos vimos novamente. Sabe aquele frio na barriga? Sabe quando você sabe que essa pessoa tem um efeito sobre você? No começo, eu fiquei feliz por ser sua amiga novamente, mas alguma parte de mim me dizia que íamos ser mais do que isso. Isso era o que eu esperava minha vida inteira, isso era o que os vizinhos queriam e isso era o que todo mundo queria. E olhe só, parece que não só íamos ser mais do que isso, como você seria o amor da minha vida. Eu te amo. Eu te amei no dia que você beijou a Kira, eu te amei no dia que você não se lembrou de mim, eu te amei no dia que você me ignorou por ciúmes do Elliot e eu te amo agora, seu idiota. E parece que todos os dias da minha vida nunca vão ser o suficiente para te demonstrar tudo isso. Se eu morrer hoje, eu queria que saiba que te amarei na morte também porque o nosso amor, Dallas, é inquebrável. É como uma algema. Nos prende não só até o fim de nossa vida, como até o fim de nossa morte.

Espero que um dia, você saiba de tudo isso e que leia tudo. Eu só peço uma coisa a mais, tá legal? Não fique triste se eu morrer. Você é a pessoa que eu mais desejo toda a felicidade do mundo.

Você é meu sonho, Derek Centineo. Obrigada por tudo. Eu te amo."

Ele soltou a folha de papel desesperado. Não podia ser assim. A vida não podia ser tão injusta.

–POR FAVOR. -Ele suplicou para os médicos. -FAÇAM COM QUE MINHA MEMÓRIA NÃO VOLTE MAIS. EU QUERO ESQUECER. EU NÃO VOU SUPORTAR. EU NÃO VOU SUPORTAR. EU NÃO VOU SUPORTAR.

–Se acalme, senhor Centineo.

–POR FAVOR! -Ele suplicou mais uma vez. -Eu... -Dallas desmaiou no chão do hospital e tudo o que ele viu, foi apenas os lindos olhos azuis da sua amada e depois uma escuridão profunda.

6 anos depois.

–Você tá lindo, Dallas. -Falou Ally ajeitando a gravata do rapaz que estava apressado pra ir a sua formatura. Finalmente, iria se formar em medicina. O que sempre sonhou.

–Olá, irmão. Olá, amor. -Disse o novo astro do rock, Austin Moon, beijando a sua futura esposa e escritora de um dos 10 melhores best-sellers, Ally Dawson.

–E ai querido? Como estou? Gato? -Apontei pra mim com o velho bom humor de sempre.

–Um gatão! -Falou Austin com voz de viado fazendo Ally ri escandalosamente.

–Cadê Elliot e a Kira? -Perguntei curioso porque não havia visto eles ainda. Eles se casaram recentemente, mas eu pensei que estariam empolgados com o fato de que vou me formar em medicina e vou ser o melhor no que eu faço.

–Xiii... Esses dois devem está cuidando da criança.

–Ah, sim. Lilly. Como ela tá?

–Tá ótima. Faz um tempinho que você não ver eles, hein?

–É, é que eu ando ocupado. Tenho sido um péssimo padrinho. -Eu revirei os olhos até olhar pra o piano que eu tinha lá na minha nova casa. Fui em direção ao piano e dedilhei algumas notas e depois olhar pras estrelas.

–Dallas... -Ally tentou me impedir, mas senti que Austin puxou ela.

–Eu queria que estivesse aqui. -Falei olhando para as estrelas. -Olhos azuis.

–Dallas... -Dessa vez, foi Austin tentando me impedir. Eles sabiam o quanto isso me deixava mal. Poxa, 6 anos e eu estou longe de superar a sua morte e a morte da nossa criança. Tínhamos tudo pra ficarmos juntos, mas o destino não quis assim. Hoje me arrependo por ter pedido pra ficar sem memória e graças a deus, não me ouviram. Memórias são boas. Memórias fazem parte da vida. Eu ainda me pergunto se ela cumpriu o que prometia. Se ela ainda me ama, mas eu prefiro acreditar que ela ainda me ama. E que está olhando pra mim nesse exato momento ao lado da minha mãe orgulhosa por mim. Eu prefiro acreditar que a morte não foi motivo suficiente para acabar com esse amor. Eu prefiro acreditar nela. E nas coisas que ela escreveu. Isso me acalma.

–Eu também te amo, mãe. -Olhei para o piano e dedilhei mais algumas notas. -Ah, e Cassie... Espere o seu prêmio em casa quando eu chegar.

–Vamos nos atrasar. -Falaram Austin e Ally uníssomos e visivelmente preocupados comigo, mas eu não ligo. Eu passei 2 anos indo frequentemente a clínicas porque diziam que eu não tinha condições de conviver com a morte dela. Talvez estejam certos, mas eu não posso acreditar neles. Quando finalmente chegamos ao evento, me senti feliz por está todos a minha espera e eu ser o orador que é uma experiência gratificante e única. Observei Ally e Austin felizes por mim, Elliot e Kira abraçados, Trish e Dez torcendo por mim e olhei para as pessoas em geral, na verdade, uma em especial. Ela era linda. Tinha os malditos olhos azuis. Deveria ser amiga de alguém formando, mas o que me chamou a atenção foi o seu uniforme de policial. Acho que ela deve ser policial e não deu tempo de mudar o uniforme.

"....Formados e amigos, eu gostaria de parabenizar todos nós pelo nosso sucesso e quero que cada um de vocês, tenham aprendido a lição mais importante. Integridade e cautela. "

Eu podia dizer o quanto recebi aplausos ou podia dizer o quanto eu senti falta dela a cada segundo da minha vida, mas isso é irrelevante. Não é só minha história. É a história de todos nós, escravos de um sentimento inquebrável que nos une como algema, o amor. E assim como toda história, depende de você o final dela. Então, eu prefiro dizer que minha história está sendo escrita e que nela, ainda vou está preso por esses.... malditos sentimentos. Acho que isso vai acontecer até eu morrer, ou talvez, até "o fim da minha morte."

"Fi... Novo capítulo."

Notas finais
E ai pessoal? Gostaram? Eu sei que não foi bem o que vocês queriam, mas eu queria fazer exatamente uma surpresa porque é isso que a vida é. A vida nos pega de surpresa e na realidade, somos apenas escravos dela e desses malditos sentimentos. Hahaha. Obrigada mais uma vez pelo carinho. Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!