Malditos Sentimentos
52 Heres Comes Forever & Novatas
Notas iniciais
Beijos!
POV Cassidy
Como é possível uma pessoa ensaiar mais de 2 horas e nem se ligar no tempo? Eu acho que está com o Elliot não é tão ruim assim, mas eu precisava focar no que eu queria. Eu queria o Dallas. Eu queria viver feliz com ele e se fosse preciso passar por cima do Elliot, eu o farei.
–E ai? Acho que o som ficou legal, não ficou? -Perguntei pra ele enquanto o mesmo ajeitava a caixa de som um pouco nervoso.
–É, acho que se a gente colocar mais ritmo ficaria bem legal. -Ele simplesmente respondeu colocando uma mecha de seu cabelo para trás e se virando pra mim. Eu poderia dizer que aquela camisa polo laranja deixava-o menos atraente do que já era, mas seria completamente a pior mentira do mundo. O Elliot era sim fodidamente atraente, mas não é só a aparência que importa e eu sabia muito bem das crueldades que ele fazia.
–Então acho que é melhor, eu...
–Cassidy. -Ele me chamou e eu fiquei de frente para o mesmo esperando que ele dissesse algo, mas infelizmente ele não disse. Ele apenas mexeu no meu cabelo de leve e passou os seus dedos no contorno da minha boca esperando que eu ficasse nervosa com isso. Eu apenas sorri de lado enquanto tentava esconder minha culpa por tudo isso que estava acontecendo.
–Sabe? Acho que é melhor eu ir embora.
–Então vai. -Falou ríspido franzindo a testa e me deixando com uma curiosidade enigmática do que ele deveria está pensando. Será que ele está pensando na minha bipolaridade? Ou talvez do meu lindo modelito que eu fui para a escola? Será que ele pensa que nem chance? Ou será que ele desistiu de mim? Eu estava confusa com todo aquele mistério e enigma então eu simplesmente cruzei os braços e fiquei olhando a sua expressão mudar para estranheza. -Por que ainda não foi?
–Você já pensou em ser legal com as pessoas um pouquinho? -Perguntei zangada e ele riu baixinho me causando mais raiva.
–Você já pensou que eu talvez não seja legal? -Perguntou enigmático de novo. -Eu não sou apenas um menino atraído pela escuridão. Eu sou a escuridão.
–Eu nunca tive medo do escuro.
–Você devia aprender a ter.
–Medo é apenas uma fraqueza. Fraqueza que aprendi a não ter perto de você. -Ele bufou e me olhava de novo com um sorriso no rosto. Essa estranha bipolaridade em seu rosto me deixava cada vez mais curiosa e cada vez mais confusa.
–Cassidy, não tire suas conclusões antes de saber como a história termina.
–Tiro porque eu tenho o poder de interferir em como ela termina.
–Suas palavras inteligentes me afetam, sabia?
–Aprendi com o melhor. -Ele se aproximou de mim e senti suas mãos envolverem minha cintura e eu senti uma sensação agoniante perto de mim. Não, não era isso. Era uma sensação estranha. Uma sensação de perigo. Como se fosse andar de moto sem capacete a alta velocidade ou entrar numa montanha russa com o cinto mal atacado. Eu sabia que ele era perigo, que ele era a sombra mais escura que um dia poderia vê-la, mas por que estava tão disposta a entrar no jogo? Dallas. Poderia ser uma boa desculpa pra minha mente, mas eu sabia que não era só isso.
–Interrompo? -Soltei as mãos do Elliot na hora que o vi entrar por aquela sala. Isso. Dallas Gregory Centineo. O cara que eu amo mais que tudo na vida. Eu percebi o seu sorriso sarcástico vindo de um sorriso puramente falso que contornava seus lábios e os lançava para nós.
–Não, eu estava de saída. -Depois de alguns minutos, eu finalmente consegui dizer algo porque minha mente só fazia gritar o tempo inteiro.
–Tem certeza? Gente, eu posso voltar depois... -Falou ele "inocentemente". Eu não sei como ele consegue ser alguém totalmente diferente do que é, mas eu estava gostando disso. Era como um filme. Só precisava seguir o script e tudo ficaria bem.
–Não Dallas! -Dessa vez, Elliot se pronunciou. -Eu quero que fique aqui.
–Tem certeza? -Ele arqueou as sobrancelhas confuso.
–Sim. Aliás, acho que faz um tempo que não conversamos, não acha?
–Concordo. -Ele se sentou perto de mim em num sofá branco com listras verdes que ficava perto da caixa de som pelo qual Elliot estava sentado. Eu preferi não olhá-lo. Não que Cassidy Peeples seja a pior mentirosa do mundo, mas eu evitei olhá-lo porque eu sabia que veria algo verdadeiro nele nisso tudo. Algo que o Elliot não enxergaria e eu ficaria incomodada de enxergar sozinha.
–Então... Como está a Kira? -Perguntou Elliot me fazendo revirar os olhos calmamente e eu acho que senti a mão do Dallas em minha coxa discretamente por um momento.
–Está bem. Eu acho que estamos indo bem. -Falou sorridente deixando Elliot com uma pitada de alegria no olhar.
–Vocês estão namorando há quanto tempo?
–Há algumas horas só, mas ela é realmente uma pessoa bem... interessante. -Dallas mordeu os lábios por um segundo e eu juro que se Elliot não tivesse nessa sala, eu o mataria.
–Hmmm interessante como?
–Será que é capaz de mudarmos de assunto, por favor? -Implorei calmamente enquanto Dallas me olhava sério porém seus olhos sorriam quando eu falei aquilo e o olhar do Elliot parecia um olhar satisfeito.
–Tudo bem. -Elliot mudou de assunto imediatamente. -O que você quer conversar?
–Sobre nós. -Respondi diretamente para ele e ele abriu um sorriso imenso. Nem arrisquei olhar para o Dallas, mas eu o senti endireitar o corpo como se estivesse incomodado com tudo aquilo. "Agora aguenta, neguinho. Tua vingança chegou." Pensei baixinho.
–Existe "nós"? -Christian entortou os lábios e franziu a testa como se esperasse que eu dissesse algo que não fosse uma coisa negativa.
–E quando não existiu? -Arqueei as sobrancelhas deixando os dois surpreendidos com o meu ato.
–Então, quer dizer que vocês estão namorando? -Dallas interrompeu nossa troca de olhares enigmáticos. -Que maravilha! Acho que isso merece um encontro duplo.
–Acho que... -Eu comecei.
–Isso é maravilhoso! -Elliot me interrompeu. Ótimo. Agora eu preciso aguentar a vadia com o meu homem e ainda tenho que fingir gostar desse louco. Você me deve uma, Dallas Centineo.
–Acho que isso é uma oferta tentadora, devo dizer. -Concluir em fim dando o meu melhor sorriso falso nesse momento e eu acho que o Dallas também estava tentando ao máximo dar o dele.
–Olha, pra ser sincero, não botava muita fé em vocês dois. -Eu comentei pra Dallas sobre o namoro dele e da Kira e pela primeira vez, olhando para os seus olhos castanhos que pareciam brilhar ao encontrar com os meus. -Mas, se estão felizes....
–Eu estou feliz. -Desviou os olhos devagar e direcionou-os a Elliot que parecia ser a prova viva de que nosso plano estava funcionando. -E espero muito que vocês também estejam. Vocês são os meus melhores amigos e não podia está mais feliz por estarem juntos.
–Obrigada, Dallas. -Respondi olhando pra baixo. É, esse encontro vai ser mesmo uma beleza. Bufei irritada.
POV Austin
Já eram 20:00 e eu estava com a minha doce e amada Ally no carro com o pano na cara. Não podia deixar de ri com a estampa do pano e a sua cara de irritada a cada quilômetro que percorria o longo caminho a chegar no restaurante. Eu, sinceramente, não era tão bom em surpresas mas eu esperava que essa fosse boa.
–VAMOS! CADÊ O RESTAURANTE? -Reclamava irritada. -TÔ ACHANDO QUE VOCÊ QUER ME SEQUESTRAR.
–Olha que não seria uma má ideia...
–Moon!
–Ok, ok. Chegamos! -Disse estacionando o carro num canto reservado pra mim o que eu me senti pela primeira vez bem importante, pra ser sincero. Eu caminhei até o outro lado do carro e eu tirei ela do carro ainda com o pano na cara que foi descoberto pela mesma assim que pisamos em terra firme. Os olhos da morena foram a melhor parte nisso tudo e eu acho que fez tudo isso valer a pena.
–AI MEU DEUS!!!!!!!!!!! NÃO ACREDITO NISSO. -Ok, eu acho que eu exagerei um pouco para três meses de namoro mas... Eu decorei o mini's todo com coisas da Ally. Tinha telões, fogos de artifícios e até o mesmo "A" pregado da parede da sala de músicas dela. E também tinha um piano que era o que ela mais queria só que não tinha dinheiro para comprar. Estava maravilhoso e eu mesmo me surpreendi com essa arrumação.
–Gostou? -Perguntei com um sorriso no rosto e ela só fez me abraçar fortemente e me dar beijos seguidos pelo rosto. É, eu acho que foi um bom presente.
–ESSE PIANO É PRA MIM???
–Sim, mas só com uma condição.
–QUAL?
–Você precisa cantar primeiro. -Falei olhando para os seus olhos que antes estavam alegres, agora carregava uma expressão de tristeza.
–Mas você sabe que eu não sei....
–Cantar em público? Ora Dawson, você consegue. Você é menina mais incrível do mundo e eu aposto que do lado do seu namorado muito sexy e sensual você vai conseguir.
–Sexy e sensual? Aonde isso? -Brincou e eu revirei os olhos. -Não sei não...
–Vamos tentar, tá legal? Eu acho que você é capaz de cantar em público e perder essa merda de medo de palco.
–Austin, você não entende.
–Não, eu entendo perfeitamente. Só que alguém me ensinou que não devemos olhar pra baixo para situações que nos insistem em botar pra baixo. Devemos sempre seguir com a cabeça erguida e sempre procurando enfrentar nossos medos.
–Acho que você tá levando muito minhas citações nas músicas ao pé da letra... -Comentou sorrindo.
–E não é pra levar? Você me inspira, Dawson. -Levei minha mão ao seu rosto e a alisei de leve. -E aliás, você me inspira tanto que você vai cantar uma música que eu compôs.
–VOCÊ COMPÔS? HAHAHAHAHA.
–Para de ri. Ficou legal. -Disse puxando-a para o palco e pudi perceber o seu nervosismo porque ela estava trêmula e por um segundo eu realmente pensei em desistir e não a deixar passar por tudo isso que iria fazer ela passar agora, mas valeria a pena no final das contas. O mundo precisava saber o talento que essa morena tinha.
–Pessoal! -Falei animado. -Eu sou Austin Moon e junto com a minha namorada Ally Dawson vamos cantar uma música composta por mim pra ela. -Eu escutei um awwww's nas mesas e não pode deixar de corar e a mesma também, mas logo passou quando eu comecei a tocar no meio violão o início da batida.
"I'm like that boom box outside of your window
On that Delorean blowing past 88
And where we're going girl,
Won't be needing roads 'cause,
This ain't no 50 first dates."
Era a vez dela. Eu estava morrendo de medo que ela errasse, mas eu apertei sua mão de leve e eu dei sinal que eu estaria aqui sempre pra ela mesmo que ela não conseguisse.
"I’m talking bout starting out as friends.
I’m talking bout real and not pretend.
I’m talking bout roles of a lifetime,
You and I can even write the end
Yeah"
Eu sorri quando eu ouvir ela cantando e uma emoção foi tão grande em mim que eu parei a música por alguns segundos para dar um selinho nela e nós continuamos a tocar juntos.
"Here comes that movie scene,
The one you think is so cliche.
That moment when we kissed,
By the lake pouring rain.
I aint no superman,
But I can change your world,
Here comes forever girl.
Here comes forever.
Here comes forever girl."
Cantamos a música sempre juntos e no final dela, recebemos muitos aplausos para eu tava pouco me fodendo pra isso. Eu estava orgulhosa dela. Não, eu tinha mais que orgulho dela. Ela era minha inspiração, meu orgulho, minha namorada e se ela soubesse o quanto eu a amava, eu acho que ainda seria pouco pra expressar tudo isso. Senti os seus lábios quentes tocaram nos meus e eu esquecer por um momento o mundo que estava ao nosso redor e sorri com ela entre os beijos apaixonados.
–Ei, esse foi o melhor presente que eu já recebi. -Ela chorando de emoção depois de termos nos beijado umas 6789789 vezes.
–E o melhor presente que eu recebi foi ter você na minha vida.
–Ah, me beija vai. -Ela me puxou de novo para nos beijarmos e eu acho que foi assim por um bom tempo. Eu adormeci pensando em seus lábios nos meus e acordei pensando neles de novo. Vesti minha camisa xadrez e meu jeans de sempre e desci para mais um novo dia de tortura, porém não tanta tortura já que eu estaria com ela mais um dia. Eu liguei meu ipod e rumei para a escola, mas no caminho, eu esbarrei com uma garota morena com mechas vermelhas, usava uma mini saia jeans e um top de paetê. Eu fiquei me perguntando se ela não estava saindo de uma festa agora ou se ela andava se prostituindo por ai, mas ela não tinha jeito de puta nem de festeira então ignorei os dois pensamentos.
–Desculpa! Você sabe aonde fica "Marino High School"?-Disse a mesma com um papel na mão.
–Nada, eu que estava distraído. -Falei e sorri de lado. -Marino? Eu estudo lá, é novata?
–Sim. Eu entrei ontem.
–Bem, prazer Austin.
–Amanda, prazer. -Disse correspondendo o sorriso.
–Então Amanda, o que te trouxe pro colégio logo perto de acabar o ano letivo? -Perguntei curioso.
–Assuntos. Eu tinha assuntos a tratar e sinto que esse vai ser um ano letivo inesquecível.
Notas finais
Bem... Comentem o que acharam disso e o que acham que vai acontecer nessa "reviravolta".
Até o próximo capítulo, guys! Beijos
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