Malditos Sentimentos

17 Filmes & Sorvetes


POV Dallas

Eu odeio muito aquele cara! Se eu pudesse, eu matava ele de todas as formas possíveis que nem aqueles programas que matam pessoas!!!

–Classe, já podem sair. -Falou a professora mandando a gente, mas antes parou eu o Austin.

–Olha, vocês dois precisam aprender a conviver juntos. Não é de hoje que tem essa rivalidade entre vocês.

–É que se ele não fosse tão irritante...

–Se ele não parecia um miojo estragado...

–Mano, qual é o teu problema com miojo?

–Nada, miojo é até gostos...

–SILÊNCIO! -Eu e o Austin nos assustamos um pouco. -Ok, o trabalho de vocês vai ser apresentado daqui a uma semana e quero criatividade ok? E quero trabalho em dupla. Vamos ver se vocês não quebram a cara um do outro...

–Não garanto nada.

–Nem eu, professora.

–Dispensados... -Eu e Austin saimos na mesma hora, mas a porta era muito estreita então demorou uns 3 minutos para que alguém cedesse lugar pra passar o outro.

–Ei, o trabalho... vamos fazer na casa de quem? -Antes que eu pudesse falar, a Ally veio e deu um abraço de urso no Austin. GRRRR

–OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI MEU AMOR.

–OOOOOOOOOOOOOOI MINHA PRINCESA. -Disse os dois dando um selinho e me deixando no vácuo. Lindo isso.

–ALERTA DE CASAIS GRUDENTOS E CHATOS. COF COF -Disse tentando chamar atenção deles, parece que deu certo porque ally desgrudou as patas do Austin e foi direto a mim me dar um abraço.

–Me desculpa, Derek. Não tinha te visto. -Nessa hora, percebi que o Austin ficou meio incomodado e eu amei a situação.

–Espera, Derek?

–Sim, o nome dele é Derek mas ele odeia esse nome, então ele se nomeei de Dallas.

–Por que odeia esse nome?

–Ah! Era só o nome do pai e ele nos abandonou quando eu era criança, sabe como é né? Odeio falar desse assunto.

–Wow, meu pai também se chamava Derek.

–É, e você não disse que ele também te abandonou quando criança?

–Estranho... -Eu e o Austin falamos em uníssomos. Nossa! Que estranho mano, mas deve ser coincidencia.

–Bem mudando de assunto... Austin, você vem hoje para a minha casa ok?

–mas...

–Vai amor, por favor! Hoje eu vou pra casa do Dallas e dar pra nós... -Ela sussurou no ouvido dele fazendo ele concordou sem nem hesitar. Eu hein? Safadeza oculta isso ai, falo mermo.

–Ótimo, agora que já pararam essa coisa de namorados escrotos, eu preciso ir! Tchau retardada, Tchau miojo.

Odeio eles. Odeio. Odeio principalmente ele. Sai do colégio caminhando com passos fortes e tentando inutilmente liberar minha raiva no chão, até que eu finalmente levantei minha cabeça e fitei uma parede na rua da minha casa, então eu comecei a dar socos nela.

–Maldito Austin! Maldito casal! Malditos! Malditos!

–Cuidado ai, garoto. -Escutei uma voz de mulher mas não liguei, eu só precisava socar por ele está com a mulher da vida.

–EEEEEEEEEEEEEI -Disse ela gritando e eu finalmente a fitei. Ela era linda. Tinha cabelos longos loiros, um sorriso gentil e ao mesmo tempo misterioso. Eu tinha a impressão de tê-la visto em algum outro canto, mas ignorei essa impressão rapidamente.

–QUE É? -Perguntei irritado.

–NOSSA! GROSSO NADA, NÉ?

–ok ok... desculpa. Eu só...

–Dia difícil?

–Nem imagina... -Falei me aproximando dela e me sentando.

–É, o meu também não está dos melhores.

–Você costuma sempre fazer isso?

–Fazer o que?

–Falar com estranhos no meio da rua socando paredes?

–Não encontrei ainda nenhum estranho que socasse paredes até agora. — Ri do seu comentário.

–Então com certeza você não é daqui.

–Não sou mesmo, vim visitar meu primo.

–Seu primo?

–Sim, ele mora por aqui mas eu fiquei perdida em achar.

–Qual é o nome dele? Eu sei de tudo nessa cidade!

–Dez, conhece?

–CLARO QUE EU CONHEÇO E... -Agora tudo fazia sentido. -CASSY?

–OMG! DALLAS?

–QUANTO TEMPO! -Disse abraçando ela e depois disso, a mesma me socou forte. -AI, POR QUE FEZ ISSO?

–Queria ver se você era o Dallas mesmo... fracote como sempre!

–Qualé Cassidy, nem doeu.

–Ah jura? -Disse ela ameaçando me dar outro soco mas eu me esquiei fazendo-a ri. -Não falei?

–Wow! Você está diferente!

–E você também não está nada ma....

–Está mais feia. -Disse brincando fazendo a mesma se revoltar e me dar outro soco mais forte. -PARA PARA EU TO BRINCANDO PARA. -Disse ela mandando o golpe de soco para cócegas me fazendo ri descontroladamente.

–Ok, ok, eu parei.

–Bom mesmo.

–Só porque eu sei que sou diva.

–Por favor, eu sou muito mais divo que você.

–Tenta, Dallas, tenta!

–Brilho mais que todo mundo nessa cidade.

–Sorte dessa cidade que eu cheguei, não é mesmo? -Disse ela sussurou no meu ouvido me fazendo arrepiar e fazendo-a mesma ri. -Eu ainda tenho esse efeito em você, sério?

–Que efeito?

–Qualé Dallas, você com uma queda por mim antigamente era hilário.

–Você que tinha uma queda por mim.

–Não, você que tinha.

–Você que tinha.

–Você que tinha.

–Ok, tinhamos um pelo outro e acabou, ok?

–Fechado. -Disse dando um toque de mão com ela. -Wow! Faz tempo, né?

–É mesmo! 13 anos?

–Pois é, cara. Temos praticamente 18 agora.

–O tempo passa rápido, Cassy. Se lembra quando nós nos beijamos?

–Foi o meu primeiro beijo. -Dissemos em unísomos e rimos.

–Fico feliz por ter sido com um idiota que soca paredes.

–E eu por ter sido com uma menina que fala com estranhos no meio da rua. -Rimos e conversamos mais um pouco e depois formos a procura do Dez.

POV Ally

–Ally?

–O que?

–Vamos ver um filme até que eu ir pra casa do Dallas?

–Claro, loiro. Vamos ver o que?

–Que tal... "De repente 30"? É uma comédia leve e dar pra ri.

–Claro, por que não? Vamos!

Austin colocou o dvd na tv e começamos a assistir o filme. Claro que não assistimos muito porque ficamos lá nos beijando, mas o filme era muito engraçado mesmo. Até que as coisas começaram a esquentar e o beijo começou a ficar mais intenso e nossas linguas se entrelaçavam cada mais vez mais rápido e intensamente até que o Austin tirou sua camisa preta e tirou minha camisa verde com alguns detalhazinhos dourados. Era irresistível. Eu não tenho controle de pará-lo e via que ele também nem estava tentando parar. Ele começou a beijar meu pescoço e morder meu ouvido me fazendo gemer baixinho e colocar jogar minha cabeça pra trás. Quando ele tentando tirar meu sutiã, um momento de sanidade chegou a minha cabeça e eu o parei.

–Austin, Austin. -Disse o empurrando.

–Ally, meu Deus, me desculpa! Eu não sei o que deu em mim eu...

–hormônios.

–Pois é.

–Precisamos tomar cuidado com isso na próxima vez, ok?

–Tudo bem, eu só vou tentar de novo quando você me dizer que está pronta.

–Eu sei que vai. -Disse dando um selinho nele. Que fofo! Ele colocou a cabeça dele no meu colo e eu fiquei lá fazendo cafuné nele até o final do filme.

POV Dez

–Mano, cadê a Cassidy? -Tinha procurado o dia inteiro por ela caminhando naquelas ruas e ela não atendia a bosta do celular. Eu já estava preocupado porque ela não conhecia as ruas daqui até que encontrei uma morena tomando sorvete numa barraca sozinha e logo reconheci que aquela era "minha" morena.

–Hey Trish. -Falei me sentando ao seu lado.

–Ah oi, Dez. -Ela me deu um sorriso, mas eu percebi que algo estava estranho nela, algo parecia não se encaixar...

–Está tudo bem?

–Está, por que não estaria?

–Você tá estranha.

–Eu e o Tyler terminamos. -UHUUUUUUUU FESTA NA MINHA CASA TODO MUNDO.

–Que pena. -Disse fingindo está triste, mas isso foi inutil porque eu estava com um sorriso enorme no rosto.

–Estou vendo pela sua cara. -Disse ela olhando pra mim e me fazendo corar. De repente, ela ficou pálida e caiu dura em cima de mim.

–TRISH! TRISH! ALGUÉM CHAMA A AMBULÂNCIA POR FAVOR!!!!!!!!! -Percebi que Dallas e Cassidy tinham ouvido meus gritos de longe e os mesmos foram correndo em minha direção enquanto o cara da barraca de sorvete tinha chamado a ambulância. Assim que ambulancia chegou, Dallas e eu levamos a Trish até a maca e fomos com ela dentro da maca. Preocupação era pouco para como eu estava naquele momento.