Malditos Sentimentos
28 Cafés da manhã & Descobertas Parte II
Notas iniciais
POV Austin
Acordei com a Ally aos meus braços e sorri com a noite passada. Não. Não tínhamos feito nada demais, só ficamos conversando e eu descobri tanta coisa dela que eu jamais podia imaginar. Está com a Ally me faz muito bem, me deixa feliz.
–Bom dia, Dawson. -Disse ainda com os braços envolta do seu corpo e ela com a cabeça no meu peito.
–Bom dia, Hannah. -Ela zoou e eu fiz uma cara fuziladora.
–Para, nem estava tão ruim assim.
–Estava sim. -Ela falou rindo. -Mas me conta ai... como você e o Dez fizeram as pazes?
–Digamos que eu me encontrei com ele na rua, conversamos e finalmente nos resolvemos ai ele teve essa ideia imbecil.
–Como assim?
–Ele falou que ia com uma fantasia bem escrota e que duvidava que eu fosse também, só que no final das contas, ele meio que se vingou de mim porque ele não veio de fantasia escrota...
–Owww minha hannah foi enganada. -Disse ela dando um selinho nele. -Mas é uma anta mesmo, viu?
–Ei!
–Mas é verdade! Como você cai numa coisas dessas, cara?
–Eu só achei que podia ser divertido.
–De uma forma... foi sim. -Disse ela se levantando. -Como você conseguiu a fantasia?
–aaa você sabe eu...
–você tinha uma peruca, austin? -Disse ela prendendo o riso.
–Quando eu era pequeno, eu gostava de usar perucas e... Quer parar de ri?
–Desculpa, amor. Desculpa.
–Tudo bem, vamos tomar da café da manhã? -Me levantei também e seguimos para a cozinha da minha casa. Sabe o que me assusta? É que faz 2 dias que eu não falo direito com a minha mãe, ela vive no trabalho e eu realmente a admiro de verdade, mas só queria ela mais presente, sabe? Ela é a unica coisa que eu tenho. Fiz algumas panquecas e um suco de laranja e servi o café da manhã na mesa da sala.
–Uiii meu namorado sabe cozinhar? -Ela falou dando uma mordida na panqueca.
–Ele faz o que pode. -Disse me achando até que meu humor mudou quando eu vi só faltava uma panqueca no prato. Eu e a Ally nos entreolhamos e eu avancei na panqueca assim com ela, só que não deu certo, porque eu consegui a panqueca e ela ficou me batendo pra eu dar pra ela. Quando se trata de panquecas o assunto é sério. Muito sério.
–ME DAR AUSTIN, ME DAR! -Disse ela tentando pular já que eu tinha jogado o último pedaço de panqueca para o alto.
–Só se você pedir com carinho.
–ME DAR SEU FILHO DA PUTA!
–Olha a brabeza! Vai ficar sem panquecas.
–Tá bom. -Ela revirou os olhos. -Austin Monica Moon, amor da minha life, meu morango cor de vinho, minha espaço nave brilhante, minha hannah sem o montana.
–Tá já entendi.... -Disse entregando o último pedaço de panqueca pra ela e a fazendo sorri satisfeita. Ficamos conversando mais um pouco, mas algo me incomodava. Eu precisava saber porque o negócio do Riker estava nas coisas delas, eu necessitava saber disso.
–Ally. -Comecei.
–O que foi?
–Eu preciso falar uma coisa pra você, promete não ficar nervosa?
–O que foi, Austin? Está me assustando.
–É que... Você conhecia algum Riker? -De repente, eu vi a pálida da Ally se esbranquiçando e a mesma suando frio. Ela estava paralisada. Eu me desesperei e toquei no seu pulso e senti os batimentos cardíacos muito acelerados e ela parada, atônita, sem indicar nenhum sinal de movimento.
–ALLY! ALLY! ALLY! POR FAVOR, FALA COMIGO. ALLY! POR FAVOR! RESPONDA! -Mas a mesma não respondia. Ela ficava parada olhando para o nada até que do nada apagou, o que me desesperou mais ainda. Corri para a cozinha e peguei um copo de água e joguei na cara dela afim de acordá-la e acho que deu certo porque ela deu sinais de que estava voltando e seus batimentos estavam diminuindo.
–ALLY! MEU DEUS DO CÉU! POR UM MINUTO, EU PENSEI QUE EU IA TE PERDER. MEU DEUS DO CÉU! ALLY! -Comecei a abraçá-la e a encher de beijos e a mesma riu um pouco seca.
–Por que você quer saber, austin?
–Saber do que?
–do Riker? -Ela falou olhando fixamente para a cara.
–ALLY, VOCÊ NÃO TÁ LEGAL. VOCÊ ACABOU DE DESMAIAR NA MINHA FRENTE, VOCÊ PRECISA IR AO MÉDICO EU...
–Responde, Austin. Como você sabe do Riker? E como você sabe do Riker? -Meu coração gelou. A sua expressão passou de garotinha indefesa para uma garota que eu nunca vira na minha vida. Uma garota fria, macabra e seca.
–Eu... -Tentei procurar as palavras melhores para tentar explicar.-Ele era meu irmão.
–Seu irmão? -Ela agora estava com lágrimas nos olhos e seu rosto começou a ficar roxo de tanto chorar por questão de segundos.
–ALLY! ALLY! MEU DEUS! Não devia ter te feito essa pergunta, é que eu vi...
–Você viu o jornal, não foi?
–Sim... me desculpa por ter mexido nas suas coisas, eu...
–Tudo bem. -Ela parou um pouco de chorar. -Você precisava saber.
–Como assim?
–Austin, o que eu vou te dizer não foi nada fácil pra mim e eu sei que talvez isso mude sua vida pra sempre, mas eu juro que não sabia que ele era o seu irmão. Eu juro. Eu sabia que ele era meio irmão do Dallas, mas isso ainda era incerto demais eu...
–Espera, meio irmão do Dallas? O que ele tem haver com essa história?
–Vou te explicar tudo, ok? Em outubro de 2009 existia uma garota que queria experimentar. No auge dos seus 14 anos, foi influenciada pelos seus amigos e então simplesmente fez coisas que não devia. -Ela já falava com a voz embargada.
–Ally...
–Ela começou a frequentar festas, bebidas, um novo mundo... ela até roubava carros. Ela não se orgulhava disso, mas sua mãe acabara de morrer e ela simplesmente queria aproveitar a vida e descontar toda a sua dor em algo que ela dizia ser interessante e seu pai parecia ter realmente se recuperado rápido demais de tudo isso porque já estava com uma pessoa nova e essa pessoa tinha um filho...
–Ally...
–Então ela o seguiu. Ela não sabia o porque de está fazendo tudo aquilo, ela era uma criança indefesa e com saudades da mãe. Ela o avistou. Ele era realmente como ela achava que fosse... moreno, não muito alto e estava zoando com os amigos dele em uma festa, mas o que realmente achou a atenção foi o garoto loiro que vinha em sua direção. Ele possivelmente estava tão bêbado quanto ela, mas ela realmente não ligava pra nada, ela precisava falar com aquele garoto moreno e achava que isso resolveria todos os seus problemas, mas o loiro parou-a e parecia está mais nervoso do que bêbado se isso é possível. Ele falava da sua vida, enquanto esperava que a garota o consolasse... falava que tinha descoberto que tinha um meio irmão e que precisava achá-lo e que sua mãe nunca o perdoaria se o achasse e que tinha um irmão que ele amava mais que tudo no mundo e que precisa protegê-lo também de tudo, mas a única forma de ele se sentir bem todas as noites era finalmente achar o meio irmão dele.
–Prossiga.
–Ele mal sabia qual era as feições dele, mal sabia quem era ele, mas sabia que ele estaria lá. Ele ficava repetindo que ele tinha o nome do pai dele, mas quando eu perguntava o nome... ele simplesmente não dizia. Até que... -Percebi seus olhos ficando mais vermelhos e ela olhou para o chão tremendo. -Um carro passou por ele e...
–Você sabe de quem era o carro?
–Não. Não sabia. Eu acho que devia ser um dos amigos bêbados demais pra se tocarem do que estavam fazendo. Ela tentou de tudo, austin. Ela tentou de tudo para ele sobreviver. Mas o que achariam? Uma garota de 14 anos sozinha com um cara mais velho bêbado morto. A vida dela era cheia de mortes. Então ela simplesmente escondeu o corpo num lugar menos movimentado e... seguiu em frente.
– "Corpo de um jovem chamado Riker Moon foi encontrado nas redondezas de Miami."
–Sim. Ela não sabia quem era o irmão dele,mas ela estava destinada a encontrá-lo. Era uma promessa, entende? Ela foi a ultima pessoa que ele falou e a ultima a contar esse segredo, mas ela não sabia que essa pessoa estava a....
–COMO ELA DESCOBRIU?
–Courtney não é boa em esconder coisas, sabia? Ela leu uma carta onde falava do Riker, falava de tudo e tudo fez sentido.
–Então você tá querendo me dizer que....
–... Dallas é o seu meio irmão e aquela garota de 14 anos infelizmente era eu.
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