Maldito vampiro.

39 Como tudo Começou


Dimitri

Inglaterra, 19 de outubro de 1330


O salão estava em uma alegria polvorosa. Os nobres homens festejavam como jamais fizeram. As mulheres mal vestidas circulavam por entre as mesas carregando bebidas para os senhores e soldados. Era um dia de comemoração sem duvida. As mulheres da alta sociedade juntamente com a nova Rainha estavam em uma mesa separada conversando animadamente sobre seus maridos e consolando as mulheres dos homens mortos. Mais uma batalha vencida.

— Tragam mais bebidas! — o Rei gritou batendo com o punhal de sua espada na mesa de madeira. — Quero brindar a breve morte de Mortimer.

Os homens aplaudiram e urraram, pareciam mais animais do que homens em si, mas era isso que os soldados eram, animais, bestas ferozes em busca de vingança. O novo Rei se levantou a taça de cerveja na mão e a ergueu no alto, todos ficaram em silencio imediatamente.

— É claro que isso nunca seria possível, se não fosse um grande homem. Depositei minha confiança nele, confiança essa que se demonstrou digna da Inglaterra. Lorde Dimitri Devonshire, não é só, o mais brilhante e poderoso aliado que tenho, ele também é o maior guerreiro desse reino. É graças a ele que capturamos Mortimer e a puta da minha mãe, que abriu as pernas para ele assim que ele matou meu honroso pai. É por isso que esse brinde é para Devonshire.

Com isso o jovem Rei tomou em um só gole todo o liquido da taça, acompanhado de todos os outros no salão. Logo o salão explodiu em aplausos novamente.

Dimitri levantou finalmente e ergueu sua própria taça. Não que ele gostasse realmente daquela bebida asquerosa que a humanidade parecia tanto gostar, mas manter seu disfarce era imprescindível. Ele olhou para jovem príncipe com irritação, mas como sempre soube disfarçar, ele teria que abandonar sua vigília da mulher no outro lado do salão.

— Rei Eduardo III é uma honra tê-lo como meu soberano, alguns não acreditavam que você poderia tomar o poder mesmo sendo tão jovem, mas eu sabia que você podia. Aquele bastardo não tinha o direito de estar no poder, não me agradeça, por favor, apenas fiz o meu dever para com o verdadeiro Rei da Inglaterra. Posso cometer um sacrilégio agora mesmo, mas se depender de mim, nem Deus o tirará desse trono. — Dimitri usou todo o seu carisma para conquistar a platéia, as palavras surgiram teatralmente encantando a todos; as mulheres como sempre suspiraram, menos uma delas, para sua total raiva.

Ele ergueu a taça e a bebeu rapidamente. Mais uma vez todos aplaudiram e a conversa recomeçou. Era insuportável ficar ali, mais um minuto nesse salão com esses imbecis humanos e ele cometeria uma chacina.

— Belas palavras, amigo, belas palavras. — Alistair, seu servo, sussurrou ao seu ouvido e um sorriso malicioso surgiu nos lábios pecaminosos de Dimitri. — Jogada de mestre, tirar Mortimer do caminho e ganhar a confiança do Rei da Inglaterra. Só não entendo o porquê de você mesmo não tomar o poder.

— A Inglaterra é muito pequena para mim, não, eu quero mais, mas ainda não está na hora. Somos mais poderosos que os humanos; é verdade, mas eles ainda são o maior número. Estou cuidando para que isso mude, é claro.

— Você tem certeza disso, meu senhor? Pois acho que sua arma secreta está fugindo com o escudeiro de Lorde Stefan lá para fora. Imagina o que esse jovem não irá gozar da companhia dela...

— Cala a maldita boca. — Dimitri vociferou. Alguns homens em volta o olharam, mas o Rei não pareceu perceber desde que estava mais bêbado que um gambá. — Jovem insolente, talvez eu arranque seus dedos para aprender a não tocar no que é meu. — ele sussurrou.

Dimitri levantou tão rápido quanto pôde perto daqueles humanos. Ele saiu pela porta lateral do castelo, então rapidamente circulou o caminho para os fundos, que davam em uma floresta.

— Deus, Jacob, isso é tão bom... — Isabella gemeu quando Jacob estava sugando-lhe um seio. — Mas se nos ouvirem...

Dimitri sentiu seu sangue morto ferver por dentro. Essa escória humana achava que poderia tocar em algo que era seu e viver para contar a historia. E esta puta se esfregando ia pagar por isso. Ele já havia dito que ela lhe pertencia, que iria tomá-la como esposa por bem ou por mal. Ela estava testando sua paciência, mas se ela queria jogar, ele iria jogar.

Dimitri pegou algumas pedras no chão e as pôs no bolso da calça. Ele subiu no galho de uma árvore perto de onde o casal de pombinhos estava abraçado. Sua enorme figura escondida pelas sombras da noite, atrás das folhas ninguém o veria. Jacob estava agora beijando os lábios dela, enquanto sua mão vagou mais para baixo até levantar a barra de seu vestido. Dimitri jogou uma pequena pedra nas costas do rapaz.

— Algo acertou minhas costas... — Jacob sussurrou ao quebra o beijo e soltar Isabella.

— Não deve ser nada, provavelmente um fruto da arvore caiu em você. — ela lhe puxou pelos cabelos para que ele voltasse ao beijo.

Agora sim ele estava irritado com ela; ele pretendia ser suave com ela, pelo menos na primeira noite, mas com certeza ela estava precisando de uma lição. Dimitri pegou mais pedra, só que dessa vez uma maior. Com dedo ele raspou em volta da pedra até deixá-la no formato da lamina de uma pequena lança. E a atirou nas costas do rapaz novamente. Ele urrou e caiu para trás com a dor, tentando alcançar o que lhe feria as costas.

— Jacob! — Isabella ajoelhou-se no chão tentando em vão virar o homem pesado para que pudesse tirar o objeto de suas costas, mas ele não parava de se debater.

Dimitri escolheu esse momento para saltar da arvore. O barulho de seu impacto no chão assustou Isabella como a morte. Ela tentou enxergar a figura no chão, ela tremia de medo e pegou o punha que estava na cintura de Jacob, ainda preso na bainha.

— Quem está aí? — o a figura parou e a encarou, ela só pode ver dois brilhos vermelhos ali, foi quando ela percebeu que eram os olhos dele. — Quem é você?

— Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau... — Dimitri cantarolou logo riu estrondosamente.

Lágrimas escorreram pelos olhos de Isabella, ela estava perante o demônio ela tinha certeza. Ele saiu para onde a luz da lua o atingia, foi quando ela viu quem era e se possível ficou mais pálida.

— Você sua putinha ordinária, conseguiu estragar todo o meu bom humor, com essa sua saída sórdida. — ele andou para frente, até que esteve próximo ao corpo de Jacob que não mais se debatia, mas que ainda respirava pesadamente. Seu sangue estava sujando todo o chão de terra e o vestido azul claro de Isabella estava banhado dele. — E esse verme aqui, não vai viver por muito mais tempo.

Mal disse isso, ele pisou na garganta de Jacob. Isabella pode ouvir o som dos ossos da garganta de Jacob quebrarem. Ele havia matado o rapaz com o maldito pé.

— Jacob! — ela sussurrou e tentou chegar até ele, mas Dimitri a puxou pelos cabelos para longe do corpo; ela foi arrastada para longe enquanto tentava se soltar; ele a jogou no chão mais uma vez.

— Você descobrirá a quem você pertence, sua puta burra. Eu estou te oferecendo muito mais do que uma vida cômoda, vou dar a você a imortalidade.

— Não, por favor... — ela sussurrou desesperada; seu rosto agora estava sujo de terra, sangue e lágrimas.

— Venha. — ele a levantou e a arrastou pelo braço até o castelo novamente. Ele a jogou em suas costas e começou a escalar as pedras que constituíam as paredes de fora do castelo, até que chegou ao quarto que ele estava ocupando. Isabella gritou até sentir sua garganta arder, essa coisa não era humano, era um demônio. — Silêncio, puta, eu vou te dar muitos motivos para gritar depois.

— O que você é? Um demônio?

— Vampiro, amor. Um vampiro muito poderoso e irritado. Eu lhe garanto.

Eles entraram por uma janela, para um quarto ricamente adornado. Taças de prata cravejadas de rubis e almofadas escarlates, bordadas com fios de ouro estavam espalhadas pelo recinto. Dimitri rapidamente a jogou na cama e ela bateu com a cabeça na cabeceira da cama, o que fez com que sua visão se anuviasse. Ele retirou suas roupas lentamente enquanto, ela olhava para ele, encurralada em sua cama, morta de medo.

— Mal posso conter-me de tanto desejo. Esses seus mamilos rosa estão deixando-me louco.

— Porco. Maldito. Demônio. — ela gritou apesar do quanto estava com medo.

Ele gargalhou maldosamente, então foi até na cama e com uma força incrível puxou o vestido dela até deixá-la nua em pêlo.

— Bem melhor. Agora posso olhar para essas suas coxas e esses lábios pequenos e apertados... É realmente uma putinha deliciosa.

— Por favor...

— Agora, você está pedindo, por favor? — ele riu novamente. — Deixe-me ver... Você está pedindo, por favor, Dimitri, me faça amor? Ou, por favor, Dimitri, deixe-me fazer amor com aquele cadáver que eu amo lá em baixo?

— Por favor, deixe-me ir. Eu... prometo que não conto a ninguém, sobre você ter matado Jacob.

Ele se aproximou dela mais uma vez, uma vez que ela tentou proteger seu corpo do toque daquele demônio, ela não pode ver o tapa que ele desferiu em seu rosto. Ela pôs a mão em sua boca sangrando e o olhou com ódio ao invés de temor.

— Você deveria saber, que não tolero que toquem no que é meu. — ele deu de ombros e virou de costas, indo até uma mesa de madeira e enchendo uma taça de prata com um liquido vermelho que da garrafa que estava na mesa.

— Eu não sou sua. — ela gritou.

— É aí que você se engana, minha adorável putinha. Eu fiz um acordo muito proveitoso com seu pai ontem à noite. E uma vez que eu tenho a permissão do Rei, eu acho que estaremos casando amanhã à noite, tenho uma licença especial do bispo para que possamos nos casar rapidamente.

— Meu pai não faria tal coisa.

— Oh, mas ele fez. E lhe garanto querida, não precisou mais que um punhado de ouro e dez cabeças de ovelha, para ele me dar a sua mão. Eu havia acordado em casar com você em uma semana, mas do jeito que anda as coisas, eu não posso permitir que você dê atenções para mais alguns homens, não é?

— Eu não sou uma puta, eu amava o Jacob, mas não me deitei com ele. Algo que você, criatura profana, não entenderia.

— Amor... algo tão vago. Eu tenho algo para você muito melhor do que o amor. Eu posso te dar a eternidade, eu posso te dar...

— Eu não quero. Eu não suporto olhar para você, nunca suportei. Faz dias que você me importuna.

— Eu não te dei uma escolha, querida. — ele andou até a cama novamente e a olhou com desejo cruel e selvagem. — Vou me divertir tanto com você.

Ele pegou os restos do vestido dela e puxou seus pulsos enquanto ela tentava se soltar; ele garantiu que ela estava bem presa à cabeceira da cama e pôs um pano em sua boca.

— Não podemos deixar você gritar, não é mesmo? — ele virou o resto da taça sobre o peito dela derramando liquido gosmento em seus seios.

— Sabe o que é isso, putinha? — ele pôs os lábios perto de sua orelha e sussurrou. — O sangue de minha ultima esposa.

Os olhos dela se arregalaram. Ele riu quando o vomito passou pelos lábios dela, boa parte ficando presa pelo pano, mas algo chegou a passar o que sujou o rosto dela.

— Está fazendo sujeira, sua porca.

Ela se debateu o máximo que pode, mas ele era tão forte. Infinitamente mais forte. Ele já estava nu quando se deitou sobre ela. Ela sentiu as mãos grossas e asquerosas dele espalhando o sangue pelos seios antes alvos, que agora estavam manchados de sangue. Ele sugou seus seios; lambeu todo sangue em volta dos mamilos tensos, não de desejo, mas sim de um calafrio cruel que a perpassou ao sentir seu toque e suas caricias nojentas. Ele amava ver aquele medo nos olhos dela.

— Seus mamilos irão ficar inchados e vermelhos de tanto que vou usar eles. Essa sua... mal posso esperar para morder com minha presas os lábios molhados e quentes de sua doce intimidade, vou tirar sangue deles.

Ela agitou a cabeça freneticamente negando, como se assim pudesse impedi-lo, as lagrimas escorreram por seu rosto. Nunca havia pensado que passaria por um inferno como esse.

Dimitri a usou de todas as formas. E ele ficou muito satisfeito por ela realmente ter sido virgem, nenhum homem a tocaria, nenhum além dele pelo menos. Quando cansou de tê-la naquela posição, ele a virou e a tomou por trás. Como ele prometeu; ele sempre cumpre o que promete; ele a lambeu as suas partes intima; tomou o sangue dela bem ali, onde o gosto do sangue se misturava com sua essência feminina; ele a mordeu nas coxas e no pescoço por fim.

Ela já estava fraca, quando ele deu a ela uma boa quantidade de seu sangue; o suficiente para que ela pudesse curar graças ao sangue de vampiro que, administrada à quantidade, não a transformaria, mas sim a curaria. Ele havia quebrado o espírito dela. Ele estendeu um punhal sobre ela que, o olhou ainda chorando e com a boca banhada pelo sangue dele. E ela teve a esperança de que ele a matasse. Implorou a ele por tudo que era mais sagrado, que a matasse, enquanto ele continuava a se divertir com o medo dela.

— Por favor, me mate.

— Matar você? Não, não vai me trazer nenhuma satisfação... Mas tudo que vai acontecer até lá... isso sim vai me dar muita satisfação.

Ele a hipnotizou para que não falasse sobre isso a ninguém e depois de limpá-la, chamou por Alistair, que estava ouvindo tudo o que acontecia ali lá do salão, graças a sua audição e sorriu para seu mestre, também divertido com a situação da pobre menina.

— Traga um vestido para ela, receio que o dela esteja deveras rasgado.

— E como diabos vou conseguir um?

— Arranje com uma das camareiras, ou com uma das putas. Pouco me importa, vou levá-la ao salão em poucos minutos para anunciar que casarei amanhã com ela.

— Tão rápido? O que foi, está com medo de que ela o traia com alguém.

— Não me preocupo com isso. Vá agora buscar o maldito vestido. E aproveite para se livrar do corpo lá fora. Corte-o em pedaços e dê para os cachorros comerem.

Alistair voltou em dez minutos com um vestido simples, mas voluptuoso de uma das cortesãs, assim que Dimitri a vestiu com ele, arrastou-a para o salão onde todos estavam. Beijou-a na frente de todos e o silencio se instalou no local.

— Gema! — ele a ordenou em um sussurro e ela o fez sem poder evitar. — Meu Rei, peço sua permissão para que amanhã pela manhã possa me casar com Isabella Smith.

— Não esperariam até semana que vem, Devonshire? — o Rei o olhou com uma sobrancelha arqueada pelo divertimento.

Ele a puxou para seus braços e a apertou contra ele.

— Ela insistiu que deveria ser já. E ela pode estar carregando em seu ventre um filho meu.

Os murmúrios começaram pelo castelo e ele ouviu como algumas das donzelas bufavam aborrecidas por que o melhor partido da Inglaterra estava perdido para sempre para ela. A inveja geral foi tão grande que, boatos de que ela o havia seduzido já haviam corrido a solta.

Ela queria ter impedido, ela estava consciente, mas alguma coisa que aquele demônio fez com ela, estava impedindo que ela falasse alguma coisa.

— Bem se é assim, que se casem amanhã. Comecem os preparatórios! — o Rei gritou e logo todos começaram a se mover rapidamente, nas cozinhas começaram a preparar a comida para o dia seguinte.

— Se me dão licença, levarei minha noiva para a casa dela agora.

Ele a levou até cabana em que morava com os pais dela. Ele passou pela porta e o pai e mãe apareceram na sala assustados por ele ter entrado ali e carregando sua filha como se ela fosse uma puta qualquer

— O que está havendo? — o pai perguntou.

— Nada. Volte a dormir, velho! — ele usou sua compulsão sobre eles, que o olharam com os olhos vidrados. — Amanhã casarei com a rameira da sua filha. Agora me deixem em paz, humanos imbecis.

Eles voltaram para cama e dormiram como se nada estivesse acontecendo. Ele a pôs na cama com uma camisola que estava jogada pela cama. Ela parecia uma boneca de pano, desde que ele havia mandado que ela o obedecesse cegamente, mesmo ela não querendo.

— Durma até amanhã de manhã, Isabella. E sonhe comigo. — ele a ordenou.

Ela sonhou. E não foi um sonho bom, mas ela não pode acordar até o dia seguinte, por causa da ordem dele. E quando acordou estava assustada como o inferno, mas incapaz de impedir a atrocidade que seria sua vida de agora em diante.


Gente Eu postei uma One-shot que não é de crepusculo, mas sim um original de uma Antologia que eu participei, então leiam e comentem e me deêm suas opniões.

http://fanfiction.com.br/historia/317762/One-shot_-_Culpado


Notas finais
Tá aí amores, como prometido o capítulo de como eles se conheceram e como se deu a história. Aos fãs do Dimitri(Não sei por que) espero que gostem. Aquelas que nunca comentam e aquela que comentam, pelo menos nesse capítulo ultra especial vcs poderiam comentar né? Usei novamente meu conhecimento em história para escreve-lo.