Maldito Halloween
1 Maldito Halloween
Notas iniciais
Meu primeiro Yaoi.
Não tem Lemon, pois eu ainda não sou muito boa escrevendo tal, mas em breve vai haver.
De todo o meu ser, eu odeio o Halloween. Por quê? Porque é quando aquele garoto estúpido garoto de cabelos castanhos, que já não é gordo, mas ainda é racista, que apesar de tudo é o cara mais gostoso que eu já conheci, está dando uma festa de Halloween, e como de costume não me convidou. O garoto? Eric Cartman. O problema? Eu fiz uma aposta com o Stan – meu melhor amigo por assim dizer, mas aquele lá é um puto – que esse ano o Cartman me convidaria para a festa. E para minha surpresa eu não fui convidado. A aposta? Se eu ganhasse e fosse convidado o Stan, como pagamento da aposta, teria que beijar o Kenny no meio da festa. E se o Stan ganhasse eu teria que beijar Cartman no meio da festa. Resultado: eu perdi e tenho que beijar aquele gordo – que não é mais gordo – no meio de uma festa para a qual eu não fui convidado.
Eu precisei arrumar um jeito de ir, e acabei descobrindo que o Cartman tinha convidado todas as garotas da cidade. Então eu arrumei um jeito de ir, me vesti de mulher, na verdade eu não me vesti de mulher, eu só coloquei uma calça mais justa, alisei meus cabelos, que aliais estavam batendo no meu pescoço, coloquei uma camiseta nova e um casaco de frio estilo feminino que eu comprei para minha mãe no dia das mães, mas ela não usou nenhuma vez, passei um brilho labial que o Stan roubou da ex-namorada dele, e coloquei umas botas novas, afinal estamos em outubro, faltava pouco para esfriar aqui.
Estava quase saindo de casa quando passei pela porta do quarto dos meus pais e escutei uma coisa que me deixou meio perturbado. Eram apenas os dois cochichando, mas eu pude entender um pouco o que diziam.
- Olha vai ser simples, esperamos o Kyle sair e ai saímos, deixamos um bilhete e ele vai entender, já é um rapaz, além do mais só temos essa semana para passarmos fora. – disse meu pai.
- Eu não sei, e se ele ficar com medo? – escutei a voz da minha mãe.
- Ele chama os amigos dele. – respondeu meu pai.
- Tá bom. – concordou ela com certa relutância na voz.
Então os dois iam sair e me deixar sozinho em casa? Beleza. Voltei um pouco para trás e voltei na direção que ia antes.
- Mãe, pai, to indo. – eu gritei da porta a fechando logo depois de passar por ela.
O caminho da minha casa até a casa do Cartman não era muito longo, não demorou muito e logo eu cheguei lá. Estranhei, pois não havia nenhum indicio de que haveria uma festa lá. Será que eu havia chegado muito cedo? Decidi arriscar e toquei a campainha, a porta se abriu logo depois pela mãe do Cartman.
- Olá. – ela disse sorrindo para mim.
- Oi, eu me chamo Ky, e fiquei sabendo que hoje haveria uma festa aqui, mas parece que me enganei. – eu disse afinando a minha voz e a tornando doce.
- É, ela foi cancelada de ultima hora, o Eric, meu filho, não está se sentindo bem. – ela disse olhando para dentro de cinco em cinco segundos.
- Que pena! – eu fiz minha melhor cara de decepção. – Mande melhoras para o Eric então. – eu disse me virando para ir embora.
- Espere. – disse ela e eu parei. – Você poderia me fazer um favor? – ela perguntou.
- Claro, qual? – eu perguntei.
- Eu preciso sair e acho que vou demorar algum tempo para voltar. Se não for muito incomodo para você, você cuidaria do Eric para mim? – ela perguntou esperançosa, parecia querer sair dali o mais rápido possível. – Só até eu voltar. – ela insistiu.
- Tá bom. – eu disse entrando na casa assim que ela me deu passagem.
- Vou só pegar minha bolsa na cozinha. – ela disse entrando na cozinha. – Bom o Eric está lá em cima dormindo, mas a qualquer momento ele vai acordar e pedir um balde frango, tem um na geladeira é só você colocar no micro-ondas e pronto. Fique a vontade. – ela disse saindo o mais rápido possível.
Logo só estava eu no corredor de entrada da casa dele. Caminhei em direção à sala e subia a escada que levava aos quartos caminhei um pouco e cheguei ao quarto dele. A porta estava encostada e estava silencioso lá dentro, abri a porta mais um pouco e entrei de forma sorrateira. Ele estava deitado em uma enorme cama de casal, de costas para a porta e parecia ressonar levemente. Fui me aproximando de vagar, e quando já estava perto da cama me sentei na beira de vagar e levei minha mão aos cabelos castanhos dele. Estavam tão sedosos. Ele parecia não sentir meu toque, então deu um longo suspiro. Foi ai que tudo ficou estranho. Ele pegou-me pelo braço e ficou com o corpo parcialmente sobre o meu quando me jogou na cama.
- O que está fazendo aqui Kyle? – ele tinha a voz séria.
- Do que você está falando, meu nome não é Kyle, é Ky. – eu disse mudando a minha voz.
- Me desculpe. – ele disse me soltando e saindo de cima de mim... Corado? – É que você tem o mesmo cheiro que um amigo meu. – ele disse se desculpando.
- Então eu devo estar mal. –eu disse me fingindo de ofendido.
- Não é isso,é só que ele tem um cheiro de jasmim, e você tá com um perfume com o mesmo cheiro. – ele disse se afastando um pouco de mim.
- Então você guarda o cheiro das pessoas? – eu perguntei arrumando a minha blusa.
- Mais ou menos. – ele disse meu tímido.
- Por quê, mais ou menos?
- Porque eu só sinto o perfume dele. – ele deitou na cama.
- Mas você sentiu o meu perfume. – eu disse.
- Bom, você tem o mesmo perfume que ele. – ele sorrio sem graça.
- E se eu te disse que eu era o tal Kyle, o que você faria? – perguntei olhando para a porta como se ela fosse a coisa mais interessante no quarto.
- Não sei, talvez... – ele parou.
- Talvez...? – perguntei o encarando.
Quando virei o rosto para encarara-lo ele me olhava de forma estranha, ele olhava a minha alma, parecia vasculhar o meu ser apenas com o olhar. E parecia ter gostado do que encontrou, pois ele deu um sorriso e depois selou nossos lábios. Eu tenho que admitir duas coisas; a primeira eu paralisei no momento do beijo; segunda eu gostei do beijo.
No inicio era apenas um selinho, mas depois ele começou a pedir passagem e eu cedi, quando as nossa línguas se encontraram eu fechei os olhos sentindo o prazer que havia naquele simples ato. Ali eu me entreguei ao beijo. Passei meus braços pelo pescoço dele e o senti aprofundar o beijo enquanto enlaçava a minha cintura. Quando o ar nos faltou nos separamos nossos lábios com pequenos selinhos. Ao abrir meus olhos eu vi ele sorrindo mais abertamente.
- O que foi? – perguntei com a minha voz um pouco rouca e senti meu rosto esquentar.
- Eu sabia que era você Kyle. – ele disse de forma presunçosa.
- Do que está falando Eric, eu sou... – ele me interrompeu.
- Kyle Broflovski, um judeu que se veste de mulher só para me conquistar. – ele disse se levantando.
Aquele bundão não podia estar falando assim comigo.
- Pelo menos não sou que nem você que uma vez se disfarçou de robô e foi para LA com o Butters só por causa de um vídeo onde você queria dar para o Timberlake. – eu me levantei e fui até a porta do quarto dele.
Quando estava prestes a sair ele me puxou pelo braço fazendo o meu corpo ficar de frente para ele e me prensou na porta – que ele tinha acabado de fechar – fazendo nossos corpos ficarem mais próximos ainda.
- Não saia andando quando estivermos no meio de uma discussão Kyle. – ele disse sério. – Como eu vou ter um relacionamento sadio com você assim? – ele parecia perguntar mais para ele mesmo do que para mim.
- O que? Me solte Cartman, está machucando o meu braço. – eu disse e ele me soltou, mas não se afastou.
- Você acha que depois do que vai acontecer aqui eu vou deixar outra pessoa encostar em você? – ele tinha o tom de voz sério e possessivo.
- Do que você está falando Eric Cartman? – eu perguntei.
- Que eu e você vamos começar a namorar a partir de hoje, e que ninguém mais toca em você. – ele disse de forma possessiva.
- Cartman,quando se pede uma pessoa em namoro você pergunta a ela se ela quer, e não diz logo que a pessoa já é sua namorada. – disse passando a mão nos meus cabelos.
- Então judeuzinho, você quer namorar comigo? – ele perguntou.
Eu não estava pronto para aquela pergunta. Primeiro nem tinha descoberto como ele sabia que eu era eu. Segundo eu não estava pronto para um relacionamento, muito menos gay, com um sociopata que se chamasse Eric Cartman. Mas ele não me deixou responder, foi logo tomando os meus lábios com certa selvageria e me fazendo gemer quando ele deu uma mordida um pouco mais forte no meu lábio inferior, o pior foi que eu gostei. Ele aprofundou o beijo e eu fechei os olhos sentido aquela sensação única que era beijar Eric Cartman.
Eu sentia a língua dele vasculhando cada canto da minha boa e quando o ar se fez necessário ele abriu a minha blusa – ele não desabotoou como uma pessoa normal, ele pegou as duas pontas da gola e abriu a blusa com tudo, os botões da blusa foram para tudo quanto é lado do quarto dele – e depois me ajudou a tirar e a jogou no chão. Ele logo atacou meu pescoço, visto que a camiseta facilitava já que eu estava com uma regata. Eu passei as minhas mãos nas costas largas dele e enfie as de baixo da camiseta grande dele, estava sentindo a textura da pele dele quando ele se afastou repentinamente.
- O que foi? – eu perguntei meio desesperado e envergonhado.
- Você ainda não respondeu a minha pergunta. – ele disse. – Quer namorar comigo Kyle? – ele perguntou de novo. Dessa vez de modo carinhoso.
Eu pensei um pouco, havia vários motivos para eu namorar o Cartman, mas também havia vários motivos para eu não namora-lo, mas havia uma coisa no fundo do meu coração e outra no meu baixo ventre me dizendo que namorar Eric Cartman seria uma coisa boa. Então eu fechei os olhos e me aproximei da orelha dele e sussurrei:
- Sim Eric, eu quero namorar com você. – eu disse passando meus braços pelo pescoço dele e lhe beijando.
- Você é a melhor coisa que já me aconteceu. – ele disse depois que nos separamos.
Ele colou nossos corpos mais ainda, — como se ato fosse possível, mas aquele era o Cartman, tudo é possível para ele – e beijou meu pescoço e foi descendo até encontrar a minha camiseta. Ele enfiou as mãos dentro dela alcançando os meus mamilos já rígidos pelos toques. Primeiro ele apenas passou a mão em volta deles, e depois os apertou com os polegares eu soltei um pequeno gemido, e ele insatisfeito com isso – como sempre – apertou meus mamilos com um pouco mais de força me fazendo soltar um gemido mais alto.
- Eu não quero ficar todo roxo Cartman. – eu disse a ele.
- Não se preocupe logo você vai ter a sua revanche. – ele sussurrou.
Ele tirou as mãos de dentro da minha camisa e agarrou a minha cintura e guiou até a sua cama me fazendo deitar nela e depois ele segurou a barra da minha camiseta, eu percebi que ele estava prestes a rasgas a minha camiseta nova.
- Eric não faça... – foi um pouco tarde, ele já havia rasgado minha camiseta.
- O que foi? – ele perguntou olhando nos meus olhos.
- Eu quase não tenho roupa, como vou embora depois? – eu perguntei indignado.
Ele deu um sorriso e disse:
- Eu posso te emprestar umas roupas minhas depois.
- Tá. – eu concordei. – Só não rasgue minha calça. – eu o avisei.
- Ok, coelhinho. – ele disse.
Não entendi o porquê de ele ter me chamado de coelhinho, mas não iria pensar nisso agora. Ele estava descendo a mão, mas parou quando escutamos alguém batendo na porta.
- Eric, eu trouxe seu remédio. – disse a mãe dele.
- Tá bom mãe, eu já vou ai. – ele disse.
- Tá. Aproveita e convida o Kyle, ou melhor, a Ky, para tomar um chocolate quente.
Eu olhei para o Cartman e indaguei de forma silenciosa:
Como ela sabia que era eu?
Ele me respondeu do mesmo modo:
O seu perfume.
Ao menos fora isso que eu entendi. Depois de sermos interrompidos não pensem que continuamos o que fazíamos. Eu não iria conseguir fazer aquilo com a mãe dele dentro de casa. Então levantamos da cama, ele me emprestou uma camiseta que ficou enorme em mim e eu peguei a minha blusa de frio, eu não ia embora mesmo. E depois descemos, tomamos chocolate quente, conversei com a mãe do Cartman e depois ele me convidou para dormir com ele, eu pensei em recusar, mas era Halloween e eu sempre durmo fora nos Halloween’s, então aproveitei e fui dormir abraçadinho com o Cartman, que insisti em ser chamado de Eric, apenas por mim é claro.
Notas finais
Até a próxima fic!!!!
Fale com o autor