Maldições e dádivas - Mate o conjurador
5 Capítulo 4: O holocausto das chamas
Notas iniciais
Numa roda de cadeiras, Améliz, Eliort, Irineu e Léia compartilhavam as informações. Ao ouvir o que ela considerava loucura, Améliz tentou de inúmeras vezes fazer com que os adolescentes desistissem da viagem considerada suicida, mas todos, exclusivamente Eliort, negavam-se a desistir.
— Seu pai e o império podem cuidar disto meu filho. – Ela pôs as mãos na face do filho, clamando em meio ao desespero, a desistência.
— Águias-tigres demoram uma semana para saírem do império e chegar aqui e o mesmo percurso é realizado na volta. Mãe, não sabemos o que o Sangriots contém, qual é a maldição contida nele. E se os amaldiçoados só tiverem uma semana, cinco dias ou apenas um único dia, como olharei para as suas famílias? Darei os pêsames com essa dor na consciência, acho que não. – Eliort terminou, segurando as mãos da aflita mãe à frente.
— Dona Améliz. – Pronunciou Léia. – Não queremos enfrentar tudo isso, na verdade estou tremendo de medo, mas é necessário.
— Eu sei. – Ela disse triste.
Irineu levantou-se de seu tamborete olhou por entre as frechas da janela, posicionou sua visão para o fim do sol daquele dia e falou encerrando a conversa tensa.
— Ao amanhecer de amanhã, iremos à busca do bussuleiro.
O vento enfraqueceu-se na manhã seguinte. O vilarejo praticamente reunido desejavam sortes aos três que iriam partir em poucos minutos. Eliort deu um abraço forte em Merina, acariciou os cabelos loiros cacheados dela e disse que tudo iria ficar bem, em sua mãe beijou a testa e pediu sua benção. Irineu confortou seus pais e completou dizendo que só voltaria quando conseguisse curar seu irmão. Léia não tivera tempo de fazer amizades e só agradeceu Améliz pela estadia. Nenhum morador se quer silenciou, até o velho Gurgon suplicou para os garotos aos prantos. Em um breve adeus para não deixar tantas marcas de saudade, eles viraram e partiram para o sul onde o grande e tempestuoso mar de polvos-raio esperava-lhes.
Caminhando pelas tortuosas florestas tropicais onde os pássaros bumerangues matavam sanguinariamente suas presas, e entre pântanos de sanguessugas lamacentas, terminaram o dia em uma pequena cidadezinha aonde bares de cerveja de centelha espelhavam o alaranjado das tochas, cidadela de Kitan. O vilarejo reuniu todo vintém que conseguiram por exportar tapeçarias, especiarias e nas vendas dos peixes de nossa floresta para a missão deles. A quantia era bem razoável, tranquilamente duraria por cinco semanas ou até mais se pouparem até o gole d’água. A noite era perigosa para adolescentes maus treinados, por esse motivo enquanto passavam por uma enorme estalagem chamada: Fio de cobre, quiseram adentrar para repousar as energias pelo menos em uma rede confortável. Poderiam até dormir ao relento, só que quando o amanhecer surgisse estariam congelados pelo frio incontrolável. Eliort não se sentira muito bem desde o inicio da caminhada e logo descansou sobre uma rede de palha extremamente aconchegada, Léia fizera o mesmo. Sem sono, Irineu observou pelas estrelas que ainda era cedo e isso se confirmava pela festança de flautins abaixo do dormitório da estalagem, decidiu descer e vislumbrar o espetáculo. Ele adorava música e até se arriscava a cantar, tudo porque todos diziam que sua voz era angelical.
O fio de cobre estava lotado, com bêbados cantarolando erroneamente e garotas querendo um apreço maior do que o amor. Irineu era bem reservado, entre todos os perigos como: o alcoolismo, o meretrício e a ladroagem preferia ser preguiçoso e às vezes agradecia por ter em seu sangue esta maldição. Sentara num banco a frente do balcão onde ao mesmo tempo: pagavam-se a estadia, pediam-se bebidas alcoólicas e ranzinzavam para pedir um desconto a Ruí, o dono da estalagem. Indiscutivelmente Irineu também suplicou um abatimento do preço, até o gordo de cabelos brancos compridos confirmasse.
— Um suco de tomate roxo, por gentileza. – Pediu Irineu.
Ruí secava as canecas de aço e palha quando viu o rosto do garoto que agora pouco se ajoelhou por um desconto absurdo. Só lhe restou abrir o seu sorriso.
— Sem descontos dessa vez rapaz. Nem se fingir-se de morto vai adiantar. – Brincalhou.
— E o que talvez adiantasse? – Indagou cruelmente, com aquela expressão morta que trazia consigo até nas maiores felicidades.
— Um jogo.
— Um jogo? De que tipo?
— Astúcia. – Ele bateu acaneca sobre o balcão cheia de suco roxo. – Se me vencer pagara metade, se eu ganhar pagara o dobro. Tudo bem?
Irineu fez os cálculos e notou que não faria tanta diferença pagar o dobro, entretanto, quitar a metade seria algo bastante proveitoso na economia dos três.
— Melhor! Se eu ganhar, não pagarei a noite na estalagem, se você me derrotar pagaremos o triplo. — Friamente ele estendeu as mãos, como se zombasse do adversário, como se não o temesse. – Aceita minhas condições?
— Obviamente. – Ele saiu de trás do balcão rapidamente, quase pulando sobre a tabua de madeira e ferro que suportava as canecas mais pesadas até os cotovelos mais rústicos de vikings. – O jogo se chama: Sequência invertida. – Ruí tirou das mangas quatro cartas e demonstrou cada uma. Por trás de todas existiam um “x”, já na frente existiam palavras. Amaldiçoado, abençoado, dádiva e maldição. – Vou espalha-las sobre uma mesa, girando-as, fazendo com que a sequencia mude. Assim que eu parar você tem o dever de me dizer quais pares de cartas iram se formar. Simples não? – Ele sorriu.
— Evidente.
Ruí começou a mover as cartas, vorazmente para que o adversário não soubesse quais seriam os pares. Quando a última carta parou, Ruí soltou a ampulheta que daria apenas um minuto ao oponente para descobrir qual então seriam os pares. O bar silenciou; os flautins deixarem de entoar a bela composição parecida com o assobiar dos avores do sul, ninguém ao menos piscava. Irineu estava preocupado, mas bem concentrado na resposta que daria a seguir. Depois de fissurar o olhar nas cartas, para a surpresa da plateia, Irineu saiu com as mãos ao bolso em direção à bancada onde seu suco de tomate roxo o esperava.
— Amaldiçoado, dádiva e abençoado, maldição. – Disse, em seguida bebeu todo o líquido roxeado, bastante saboroso por sinal, e subiu as escadas sem querer ouvir a resposta. Ruí decididamente virou-as e descobriu se ganharia ou perderia tanto no jogo, quanto na vida financeira.
A noite seria tranquila para os viajantes, se não fossem os mosquitos que adentravam no quarto por um buraco no teto, mesmo nessas condições conseguiram relaxar e consequentemente adormecer. Irineu e Léia roncavam e babavam com seus relativos sonos, já Eliort inicialmente dormia feito um bebe que amamentado repousa sossegado. Entretanto com as horas passadas daquela noite, também se esvaneciam as chances de pregar os olhos.
Ele acordou. Sua face pingava a suor, na verdade seu corpo por inteiro. Primeiramente retirou os cabelos grudados do seu pescoço e levantou-se da rede com um zumbindo em seus tímpanos, insuportável. Eliort desejava exclamar a dor por entre um grito, mas piedosamente pensou em seus amigos que dormiam angelicalmente ao seu redor. Então decidiu correr, sair do fio de cobre e percorrer para a floresta de pinheiros serradores, que ficava atrás da estalagem. Nem mesmo ele pensou no motivo de estar correndo para aquela escuridão. Não, ele sabia, pelo menos imaginava ser por conta do barulho ensurdecedor que ouvia, mas havia algo mais, seu coração o alertava exigindo que ele retornasse ao seu sono. E o seu coração estava correto. No meio da floresta, atordoado o adolescente parou e com a pausa, o ruído que tanto o afligia cessou. Ele vislumbrava o chão escuro quando subiu o queixo e se deparou com um homem encapado de preto com o mesmo sorriso sádico que virá anteriormente. O mensageiro dos ceifadores se fez presente novamente. Eliort reflexivamente tentou pegar seu sabre em seu quadril, entretanto sua mão não pegou nada, já que pela correria esquecera até da sua preciosa arma.
— O que queres novamente seu maldito! – Clamou ele enfurecido pelo ocorrido em seu vilarejo.
— Percebo sua bravura caro jovem loiro. – Disse sorrateiro. – Só peço mais compreensão.
— Você transformou pessoas que amo em pedra, como terei compaixão?! – Quase gritou a frase correndo para atracar um pedaço de madeira na face do homem.
Eliort devia desconfiar, estava muito fácil para ser verdade. Depois que com todas as suas forças impulsionou sua mão para batê-lo, algo saiu errado. O pau ultrapassou o mensageiro como se ele não estivesse ali, como se fosse feito de fumaça ou fosse um fantasma. Eliort soltou um sussurro assombrado, logo voltando para seu lugar de origem esperando a retruca, mas o homem nada fez.
— Não peço compaixão. – Sua voz afinou-se. – Exijo a submissão do seu povo aos ceifadores. Tudo que pedimos é a força de vocês emprestada em nossos propósitos.
— Não, meu povo não se juntara a vocês! – Disse agressivo.
— Tudo bem. – Ele colocou a mão sobre o queixo e suspirou. – Teremos boas estátuas na vila dos amaldiçoados, pelo menos.
— Isso é o que veremos. – Desafiou o loiro. – Eu não deixarei essa situação continuar.
— Terei que impedi-lo cedo ou tarde, então devo pelo menos lhe dizer meu nome. É um desprazer Eliort Nantes, Jubileu ao seu nenhum dispor. – Ele se curvou e aos poucos se foi esvanecendo como fumaça.
Eliort por sua vez não permaneceu muito em pé, caiu debruçado sobre raízes num sono nada profundo.
Um bate boca intenso fez com que Irineu despertasse. Vinha lá de baixo do primeiro andar. Achou que seria mais um dos “tira-teimas” entre bêbados ou moças da vida, um espetáculo de xingamentos dos quais todo e bom bar contem, por isso decidiu não dar a mínima voltando a se encontrar com seu lençol. Com o passar dos minutos as ofensas começaram a se intensificar de uma maneira gritante, farpas eram lançadas gritos eram ecoados e a baderna estava instalada. Curioso, decidiu então averiguar o que tanto se discutia. Retirou o lençol de seda sobre si, calçou sua bota de couro negra e saiu do quarto. Quisera ele que aquele lugar não fosse um verdadeiro labirinto, todas as portas engajavam a algum lugar. Deparou-se com as escadas para térreo, quartos velhos e culminados pelos cupins, mas não conseguiu encontrar a escada para o primeiro andar. Finalmente quando a coisa esquentou (dera para perceber pelos gritos e barulhos de espadas), achou o caminho para baixo pelo o som exagerado dos apreciadores do fio de cobre.
Assim que descera os degraus de madeira velha — desesperadamente — encontrou nada mais nada menos do que o caos. Fogo incendiava em tochas nas mãos de homens, que aderiam em seus corpos uma armadura feita de ossos. Nas mãos os ossos se envolviam como uma luva, nos pés como botas, no peitoral agia como uma segunda pele e crânios de leões-gigantes cobriam seus rostos tal qual um elmo. Esses homens não pouparam ninguém, todos ali: vikings, piratas, ladrões, prostitutas estavam mortos jogados sobre mesas, sobre o balcão, cercando o local com sangue. A primeira e mais sensata reação que poderia ter era se esconder, e fora isso que Irineu fez. De trás do balcão ele olhava a cena, aqueles seres jogando as tochas sobre pessoas e objetos como se fosse rotineiro em suas vidas matar e destruir. O amaldiçoado imaginou que iria morrer já que a fumaça e o fogo estavam se alastrando vorazmente.
Os guerreiros com as armaduras de ossos começaram a subir, exatamente dois deles. O restante saiu esperando seus companheiros voltarem. Irineu estava impressionado de mais, apavorado e receoso para pensar, mas fora Léia que o fizera refletir na sua próxima ação, tentar fugir ou ajudar a garota que até então não havia cativado sua confiança? Eis a questão. (Ô homem ruim. — autor). Após os guerreiros sumirem de sua visão, ele prosseguiu indo provavelmente de encontro a eles, no segundo andar. A visibilidade não estava nada boa, a fumaça impedia a respiração e fechava toda e qualquer imagem capitada pelos olhos, e para piorar a situação Irineu estava procurando Léia quarto em quarto, já que o ninho de cômodos era bem extenso e nas condições daquele momento achar o seu quarto parecia quase impossível.
Léia acordou tossindo bastante. Ela praticamente se apavorou, achando que o quarto estava em chamas, entretanto o fogo não se alastrará ainda até ali. Procurou rapidamente por seus colegas de quarto. Não estavam ali, mas deixaram suas armas. Dispôs de abrir a porta do quarto ela viu o estado fulminante do prédio: em chamas e totalmente neblinado por fumaça. Sabia qual era a saída e não mediu esforços para ir de encontro a ela, mesmo carregando uma besta e um sabre consigo. No caminho ela refletiu sobre o momento, e percebeu que só ela estava no quarto, logo ligou os pontos e começou a chorar “deixaram-me para morrer, sempre me deixam sempre me abandonam e esquecem-se da minha existência, essa é a minha sina”Concluiu o pensamento infeliz. Não importando mais com os sentimentos tristes que derrotavam o seu ser, ela percebeu que estava próxima às escadas. Infelizmente ela não conseguira chegar. Algo duro em meio a fumaça bateu em sua testa fazendo com que caísse por cima de uma mesinha de madeira, quebrando-a com a queda. A dor era inevitável, porém ela vira seu agressor, um guerreiro de armadura de ossos.
— Uma ruiva. Nunca matei ruivas, mas sinto esse desejo. – Disse ele levantando a espada para cortá-la ao meio.
A jovem caída teve um reflexo de um guepardo- saltador e rolou sobre o piso de madeira fazendo com que a espada do homem quebrasse pedaço do piso. Friamente, mesmo sangrando ela ficou de pé numa velocidade absurda. Ele retirou a espada do piso e tentou cortar o pescoço fino de Léia, entretanto ela se agachou e viu que nas botas macabras de ossos do homem continha duas adagas. E como uma ladra fina as pegou. A espada dele finalmente encontrou o corpo da jovem deferindo um corte superficial nos ombros, mas nada do que a garota já tenha sofrido algum dia em sua recente igualmente completa vida.
— Fui treinada por vocês. Também sei aguentar a dor e com todo o carinho sei retribuí-la. – Falou sanguinariamente destruindo toda sua visão de coitadinha e indefesa.
Irritado ele tentou dar um chute na barriga dela para em seguida cortar finalmente a face bela da moça. Léia no ápice de sua velocidade deu uma rasteira na perna que sustentava o corpo dele no instante em que ele dava o chute, fazendo com que ele caísse de costas para o chão. Sem piedade ela subiu em cima dele, como uma leoa protegendo seus filhotes, retirou as bainhas das adagas e decepou a cabeça do guerreiro que saiu rolando por conta do plano um pouco inclinado do piso fazendo um rastro de sangue por muitos metros.
— Adagas tão afiadas assim não se fabricam mais. – Disse surpresa vislumbrando as gotículas de sangue que se desprendiam das laminas por conta da gravidade. Ela as limpou nas roupas obscuras do morto e guardou-as.
Correndo apressadamente por conta do estado crítico das estruturas da edificação. Por sorte ela bateu de frente com Irineu que não se conteve e a abraçou. Surpresa ela não recuou e contribuiu para o momento.
— Vamos – disse ele pegando a mão dela e a puxando para a fuga daquelas ruínas de labaredas estridentes, o verdadeiro inferno em chamas.
Antes mesmo de ultrapassarem as enormes chamas do bar da estalagem, Irineu acabou ouvindo grunhidos de dor vindas aparentemente de homem.
— Escuta. – Ele falou para ela – Tem uma saída lateral por ali. – Ele apontou – saia e corra para floresta com todas as suas forças, aqui não é seguro. – Terminou.
Ela obedeceu e foi.
O amaldiçoado decidiu procurar pelo aquele clamor de dor pelas chamas, mas nada encontrava além da destruição de tudo que antes fora um belo bar. Suor pingava constantemente de sua face, mesmo assim não desistiu. Olhando de relance viu um homem com sobrepeso, abatido ao chão sendo imprensado por uma pequena coluna de madeira. Logo correu para ver quem era e empalideceu-se quando o viu o rosto do homem. Ruí.
— Ruí – disse ele tentando empurrar aquela pilastra pesadíssima. – vou tirar você daqui.
Ruí riu.
— Não tem como jovem. – disse fracamente. – Estou morrendo e você não pode impedir.
— Posso sim. – Ele pegou um pedaço de ferro para alavancar a pilastra mais nada funcionava, nem com toda sua força aquele pedaço de madeira se movia.
O segundo andar aos poucos começava a sucumbir ao fogo e a ser destruindo afundando para o primeiro.
— Vá jovem, você tem muito a viver. – Passadas rápidas vieram das escadas e Irineu viu dois guerreiros desesperados fugindo pela porta da frente. Pelo visto estavam tão preocupados com suas vidas que não viram os dois ali tentando lutar pela sobrevivência. – Eu estou feliz, estou indo ver minha amada e você não pode me impedir. – Ele sorriu e de sua boca gostas de sangue desceram. Foi aí então que Irineu ouviu a voz da razão e foi de encontro à porta lateral. – Garoto. – Chamou fracamente já deixando sua vida. Irineu olhou e ouviu atentamente o que o moribundo tinha a dizer. – Você me deve o triplo. – E sua cabeça despencou para o lado, com seus fechados olhos “disse” adeus a tudo.
As pálpebras do loiro se reergueram e a visão das folhas e plantas era vasta. Desnorteado lentamente ficará de pé se segurando em troncos e galhos, pois a tontura ainda o invadia. Uma grande bola laranja na penumbra da noite para ele, mas na verdade eram as chamas que já cobriam toda a estalagem. Aos poucos sua visão normalizou e ele percebeu a tamanha catástrofe na edificação e lembrou-se dos amigos que dormiam lá. Correu desesperado não se importando com nada a frente. Desenfreado em busca de Irineu e Léia. Aliviou-se seu coração ao chegar à culminada estalagem e notar seus amigos, sãos e salvos. Não perdeu tempo e os abrangeu em seus braços. A vizinhança toda tentava conter aquele fogo, jogando baldes d’água ou numa maneira desesperada despejando areia sobre as paredes desequilibradas por conta da estrutura danificada, mas nada resolveu o acaso. Os três conversaram entre si e decidiram o mais rápido possível saírem daquele local, tudo porque os guerreiros poderiam voltar e desta vez para mata-los. Do morro mais alto ao leste ainda de manhã via-se aquele holocausto das chamas, que nem cessará até à tarde daquele mesmo dia.
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