Makroy.
7 Sept
Notas iniciais
–Então,não querer transar com você me faz menos homem?! -ele pergunta.
–Se levarmos em conta que isso é uma opinião geral,meu caro amigo -ela dá de ombros e desencosta da bancada.
–É pode ser...Mas e você,vamos fazer um teste -ele fala.
–Que teste? -ela pergunta com falso desdém na voz.
–Vamos concordar que mulheres,principalmente as que convivem com você,ficariam loucas de pensar em ficar comigo,mas e você? -ele olha abrindo um sorriso com uma malicia forçada,já que segurava a risada.
Antes que Sam respondesse o interfone começou a tocar,o entregador de pizza.
–Acho que você deveria atender.
–E você também acha que vai fugir da resposta quando eu voltar? -Ollie pergunta dando a volta no balcão.
Sam se sentiu encurralada. Ela não queria mentir, mas também não queria levar um fora. Ela encostou na parede, pensativa. Oliver voltou, e com ele um cheiro maravilhoso de pizza. Ele colocou a caixa em cima da mesa de centro e se voltou a uma Sam que mordia o lábio inferior.
–E então?-Ele se refere a pergunta que havia feito.
Sam desfez a expressão aérea e apreensiva, transformando em uma expressão de brincalhona.
–Transar com você?-Ela soltou uma risada- Parece convidativo... Mas acho melhor não.-Ela pisca pra ele e se joga no sofá e abrindo a caixa da pizza.
–A sua alta preservação me assusta Samantha -Oliver fala rindo e pegando as taças e a garrafa de vinho de cima da bancada e andando em direção ao outro sofá.
–Por acaso está pedindo para transar comigo? -Sam junta sua coragem para perguntar e se sente corar.
Ele ri e serve o vinho para eles. Ela pega uma fatia de pizza e liga o filme. Os primeiros minutos foi e silêncio, ambos comendo, bebendo e prestando atenção ao filme que seria tema de uma prova.
–Sabe... Acho que seria muito estranho se transassemos. Eu te conheço desde pequeno...-Oliver comenta sem desviar o olhar do filme. Sam não sabia o que falar, no fundo ela não queria que fosse estranho, ela almejava aquilo fazia um tempo.
–Seria estranho.-Ela confirma apenas para não parecer que ela discordava.-Mas se fosse pra perder a virgindade e eu escolhesse alguém, seria meu melhor amigo.-Ela fala e dá uma risada para o clima não pesar.
–Eu não acredito que você ainda é virgem. Já ficou com tantos caras!-Ele fala e pausa o filme depois de pegar o controle que estava sobre a mesa de centro.
–Ficar não significa transar. Adiciona isso ao seu dicionário.-Ela vira a taça e termina o líquido que tinha dentro.
O filme recomeça e passa mais alguns minutos, sem avisar Samantha levanta e vai até o banheiro. Se olhou no espelho, lavou a boca e o rosto. Assim que ela abriu a porta não ouviu o barulho do filme e no corredor Oliver estava de pé. Ela o analisou, ele tinha um leve sorriso nos lábios e os olhos estavam carregados de luxúria. Ele estava a quase dois metros de distância, o perfume dele preenchia aquele espaço entre eles. Seus pés só de meias dava um ar engraçado à cena. Ele usava uma calça de jeans preta e um suéter roxo de gola "V". Ela, mordia o lábio inferior com vergonha por ele estar no meio do caminho e a encarando. E sem dizer nada ele praticamente voou em cima dela e a beijou.
Oliver lembrava, e lembrou ainda mais forte do beijo trocado entre eles quando ele estava bêbado. E foi tão bom quanto a memória que ele teve. Mas diferente do que Samantha pensava, ele não estava desenvolvendo sentimentos, aquele beijo era para confirmar as memórias nebulosas de uma mente que estava bêbada.
Sam envolveu o pescoço de Oliver com os braços e mesmo insegura pressionou o seu corpo contra o dele,enquanto ele prensava o dela contra a parede e segurava firme em sua cintura.
Sam aproveitava cada movimento de suas bocas,como se fosse único,e Oliver estava inebriado por estar sobreo e sentir Sam corresponder a aquilo.
Eles já estavam quase sem mais nenhum ar,e a batalha de suas línguas ia ficando mais lenta,mas o momento foi interrompido com outra coisa :O telefone estridente de Sam tocando na sala.
Sem olhar para Oliver ela se afastou rapidamente e atendeu o telefone, era Elisa.
–Olá, Sam. Como vai?-A amiga soava feliz do outro lado. Sam estava ofegante. Ela passou a mão na testa e respirou fundo e respondeu.
–Oi... Eu to bem e você?-Sam olhou de canto de olho e viu que Oliver estava meio desnorteado. Ela voltou seu olhar ao teto e respirava com força, como se o oxigênio estivesse rarefeito.
–Eu tô bem.-Ela deu um riso meio sem graça-Desculpa incomodar Sam, é que... Eu não consigo parar de pensar no Oliver, pode me passar o número de telefone dele?-A boca de Sam se abriu, de surpresa e inconformidade. Ela se virou para falar com Oliver... Mas a única coisa que ela viu foi a porta se fechar silenciosamente.
–Sam? Sam? -A voz de Elisa a chamava do outro lado da linha mas tudo que ela conseguia fazer era encarar a porta fechada.
–Eu não estou te ouvindo direito -Sam mente -Acho que meu celular está quebrando de vez,derrubei ele de novo hoje -ela inventa.
Elisa ri e comenta como a amiga é desastrada e então recomeça a falar sobre Oliver. Sam não a escutava. Deixou-se cair no sofá e não sentiu as lágrimas escorrendo desenfreadamente e a dor em seus pulmões devido ela estar prendendo a respiração sem perceber.
Ela se sentia quebrada. Pisoteada... Abandonada.
–Samantha LaRue!-Elisa praticamente grita no telefone e Sam desperta, mas apenas responder com um leve resmungo.-Você tá bem mesmo?
–Oui...-Sam responde em francês num fio de voz -Eu só preciso descansar -Sam responde cerrando os olhos com força -Amanhã cuidamos da sua paixão platônica -Sam fala e força um riso.
Mal escutando a resposta de Elisa ela desliga o telefone e se deixa chorar se encolhendo em seu sofá e lembrando de em poucos momentos antes se sentia indescritivelmente feliz e agora queria que aquele beijo nunca tivesse acontecido.
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