Notas iniciais
Olá, olá, olá~
KAJÇAFKLDFJASKLFSDL Não consegui resistir, pessoas, mil desculpas. Não consigo ficar fora do fandom de DURARARA, sem OCs. Eu gosto muuuuuuuito de fanfics de OCs, tanto de ler quanto de escrever. Não iria me contentar se eu ficasse apenas com Purgatory.
Por isso, estamos aqui!
Para quem já me conhece, sejam bem-vindos de volta. Para quem ignorou a minha sugestãozinha no disclaimer, sejam bem-vindos de novo, podem me chamar de Kimmi ou de Nuvem se quiserem falar comigo, o que for mais fácil pra você. owo E eu sou aquele tipo de autora chata que vai contra as modas do fandom.
Por exemplo, eu odeio Shizaya, e é exatamente por isso que escrevo qualquer coisa que fuja disso. Mas isso vocês podem perceber lendo outras fanfics minhas. Mas não estou aqui para merchandizing, mas sim para a apresentação da nova fanfic, Makes Me Wonder.
Mais uma vez foi um título tirado de Nárnia, e que talvez nem faça sentido para a fanfic. Mas é um título, então tá valendo. Coloquei esse título pensando na música do Maroon 5 com esse nome.
Tem muito futebol aí pra fanfic ter ficado confusa ou qualquer coisa do gênero, e eu estou bem insegura quanto ela, mas eu espero que vocês gostem ~

Tudo naquela manhã indicava que aquele seria um dia normal. O sol nasceu em Ikebukuro naquela segunda-feira – ou terça, não fazia realmente diferente para quem iria trabalhar- e os pássaros logo começaram a cantar do lado de fora da janela de Heiwajima Shizuo, despertando-o, fazendo com que logo iniciasse sua luta contra o conforto de sua cama.



Tinha de se levantar logo, senão perderia hora para o trabalho e iria receber uma bronca. Tendo isso em mente, jogou os lençóis no chão e logo se sentou, tomando o celular nas mãos para ter certeza de que aquela coisa não iria tocar o despertador quando já estivesse acordado. Ainda teve de se espreguiçar antes de realmente se levantar, para seguir sua rotina tediosa.



Trocou-se, fez sua barba, tomou seu café feito às pressas, calçou seus sapatos que já estavam próximos à porta e saiu de seu apartamento com passos um tanto apressados, já partindo às ruas do centro do distrito. Nem se deu conta de que estava um tanto adiantado até que olhou o relógio digital de seu celular e ver que se apressou a toa. Mas agora que já estava andando, não iria voltar para ficar fazendo nada dentro de casa.



No local e na hora de sempre, encontrou se com seu colega de trabalho de longa data, Tom, e os dois logo iniciaram o usual trajeto que tinham de fazer para o exercício de suas profissões em conjunto. Tal trabalho que, de tantos anos que já faziam, já estava ficando cansativo, enjoativo e maçante. Mas como se davam bem e o salário era razoável, não reclamavam, apenas conversavam banalidades enquanto iam de um lugar ao outro. Normal.



Tudo naquele dia aconteceu como em todos os outros. Andou, andou, andou, indo em várias casas pela cidade toda, ajudando a cobrar impostos da população que os sonegava. Era um trabalho exaustivo e muito chato, ter de ficar intimidando pessoas, mas era algo que infelizmente fazia bem. Enfim. Supôs que seu dia iria acabar normalmente também, tendo apenas de ir até o centro e entregar aquilo que haviam conseguido recolher para depois sair a andar sem rumo pela cidade sem fazer nada, quem sabe tentar achar e matar o Izaya.



Ele e seu colega entraram no escritório com aquela mesma mentalidade, agora já sendo o final de tarde, quase noite. Era passar lá, declarar os resultados do dia e pronto, estariam livres do trabalho. Shizuo já fazia planos em sua mente do trajeto que teria de fazer para comprar as coisas que faltavam em sua casa até que chegasse a sentar no sofá de seu apartamento enquanto cruzavam os corredores rumo à sala de seu chefe. Estava tudo silêncio até certo ponto, mas quando já estava faltando pouco para alcançarem a porta da sala, conseguiram ouvir algo que parecia uma discussão se desenrolando lá dentro.



O loiro se aproximou da porta um tanto cauteloso, assim como fez Tom. Eles se entreolharam, um tanto curiosos. Imaginaram inicialmente que fosse algum de seus colegas reclamando do salário, o que era bem comum, mas descartaram essa possibilidade assim que perceberam que uma das vozes lá dentro não lhes era conhecida. Soou apenas um pouco familiar aos ouvidos do mais alto, mas nada que fosse relevante.



Aquela voz desconhecida era a voz de uma mulher.



Não que houvesse qualquer problema com a presença feminina, apenas era incomum naquele ambiente. Não havia nenhuma mulher que trabalhasse lá ou que já tivesse demonstrado interesse. Deu um tempo, o moreno bateu na porta para entrar. Precisava falar com o chefe deles e a discussão parecia que estava chegando num fim. Nenhuma resposta, o diálogo lá dentro se prolongou. Restou apenas a opção de escutar o que acontecia lá dentro.



–Senhorita, por favor, entenda. – Disse o chefe, com seu ar naturalmente calmo e um tanto severo, respeitável – Não posso te contratar para este trabalho.



–por que não?! – a moça reclamou, brava – Por acaso é porque eu não tenho um currículo ou algo assim?!



–Você não tem nada além de uma carteira de identidade duvidosa. –ele respondeu, sem sua voz se alterar – Além de que esse é um trabalho perigoso para alguém como você.



–Você é um machista. Me julga pela minha aparência, que sequer diz algo sobre a minha capacidade. E quem é o senhor para julgar meu documento? Ele está autenticado. –aparentemente, era uma moça determinada – E precisa mais de que meu nome para ser contratada como guarda-costas? O que é necessário para ser aceita aqui?



–Nossa conversa acabou, senhorita Ogino. – ela se silenciou finalmente. Tom aproveitou a chance para bater na porta outra vez – Pode entrar.



A porta foi aberta e os dois logo entraram, um atrás do outro, com Tom logo tomando a palavra. Shizuo, sem ver a moça sair, hesitou um pouco, mas entrou também. Ligeiramente curioso, olhou para trás no que chegou perto da mesa, para ver como era a pessoa com quem seu chefe estava tendo trabalho em contra argumentar, e se viu logo diante de dois enormes olhos violetas o encarando. Sentiu certa agitação com aquilo, mas não demonstrou. O olhar dela não parecia exatamente ambicioso, como se espera de alguém que cobiça um cargo – aquele olhar, o dela, tinha um brilho estranho, quase feliz, com um toque de satisfação. Era estranho que ela estivesse especificamente olhando-o daquela forma. Ele não comentou nada enquanto ela o varreu com o olhar.



–Então é uma questão de força? – a moça soltou tais palavras junto de um suspiro.



–Como é? – o chefe, detrás de sua mesa, pareceu tão espantado quanto seus empregados, que a olharam confusos. – Já terminamos esta conversa, senhorita. Se retire agora, por favor.



–Se é assim... Se eu derrubá-lo, -apontou ao homem ao seu lado sem pudor – posso ter uma chance? Poderia ter o emprego?



–Ein?! – Shizuo finalmente se manifestou- O que eu...!?



–Você não desiste mesmo, não é? – riu-se, não acreditando que ela fosse capaz, claro – Pode sim, mocinha.



Ela se colocou bem de frente para o homem, que só agora se dera ao trabalho de ver como ela realmente era. A primeira coisa que notou é que ela era evidentemente mais baixa que ele, e que tinha cabelos estupidamente grandes e vermelhos como sangue. Mesmo sendo mirrada, ela assumiu uma postura forte, se fazendo grande. Ajeitou seu moletom azul – que tinha um aspecto masculinizado, escondendo os poucos traços femininos que possuía — , sua calça jeans clara e seus cabelos longos em um coque improvisado, ainda sem mexer um dedo contra ele. A única coisa que diria ao seu ‘adversário’ era um sorriso que demonstrava sua confiança.



Shizuo não demonstrou nenhuma reação, apenas a observava de cima. Ele já estava em seus 27 anos de vida e era bem mais forte que o normal; ela não deveria passar de seus 20 anos, na idade de estar na faculdade e não pedindo emprego, e parecia bem frágil. Não iria conseguir derrubá-lo, mas iria deixa-la tentar.



Seu braço foi logo tomado delicadamente pelas mãos da moça. Parecia que ela pedia sua ajuda pelo olhar, como se esperasse que ele colaborasse, o que o deixou perplexo. Mais uma vez, não fez nada, mas se deixou levemente mais rígido. Se ela queria o emprego, não era ele quem iria ajuda-la. As pessoas tem que lutar pelo que elas querem. Porém acabou por ficar se perguntando se era mesmo aquilo que ela queria lhe dizer com aquele olhar.



Ouviu apenas um riso antes de se ver caído no chão. Shizuo mal teve a oportunidade de entender como ela havia feito aquilo, mas sentia uma dor nas pernas, provavelmente tendo levado uma rasteira. Estava de barriga para o chão e a moça sentou-se sobre suas costas, cruzando as pernas. Agora era ela quem o olhava de cima, sorrindo como se debochasse dele.



–Kekeke~ -ela riu, levantando-se e puxando o adversário pelo braço, forçando-o a se levantar- Posso ter um emprego agora?



Estavam todos bastante perplexos dentro da sala. Tanaka Tom e seu chefe mal conseguiam acreditar que realmente haviam visto o homem mais forte de Ikebukuro ser colocado no chão tão rápida e repentinamente. Aquilo fora espantoso. Ficaram um tanto boquiabertos, observando a mulher com um ar incrédulo. Ela havia mesmo feito aquilo, coisa que ninguém ali realmente achasse que ela fosse capaz.



–... – o dono do escritório engoliu a saliva, nervoso. Ele encarou-a e ela o encarou de volta. Soltou um suspiro de desistência – Certo, você pode ter um emprego como guarda-costas. –e começou a fuçar suas gavetas, provavelmente atrás de um formulário ou contrato, e colocou sobre a mesa com uma caneta – Preencha esse papel aqui e está contratada...



–Obrigada. –ela sorriu, pegando a caneta e começando a escrever, terminando rapidamente – Que horas chego aqui amanhã?



–Às sete da manhã em ponto. Você também, Shizuo.



–Quê? – Shizuo ficou confuso – Por que tenho que vir também?



–Você estará encarregado de ensinar o ofício à senhorita Ogino até que ela seja capaz de se virar sozinha.



–... Quê?! – falou em um tom ligeiramente irritado.



–Você me ouviu, Shizuo. – seu chefe manteve-se inflexível – Você irá ensiná-la a fazer isso por ser o mais experiente por aqui.



–Mas...



–Sem “mas”. Já está decidido. Agora saiam da minha sala, tenho coisas à resolver que nenhum de vocês precisa ver.



Tom, Shizuo e agora a nova colega deles saíram silenciosos pela porta, fechando-a atrás de si. Todos estavam um tanto tensos.



–Prefiro que me chamem de Shion. –ela quebrou o silêncio, sorridente. – E como devo me dirigir a você? Shizuo-san? Ou senpai? – o sorriso dela se tornou petulante, um tanto provocador. Aquilo o perturbou.



–É Heiwajima-san pra você. –ele encarou-a irritado. Não estava nem um pouco afim de bancar a babá, que era basicamente o que teria de fazer.



–Certo, certo. – ela riu, fazendo gesto de descaso – Heiwajima-san~, até amanhã ~



Ela logo se retirou do recinto, sumindo no final do corredor, que dava para uma escadaria. Shizuo ficou apenas observando-a ainda irritado sumir, torcendo para que ela não voltasse no dia seguinte. Ou que aquilo fosse um pesadelo. Qualquer coisa que o poupasse de ter de ensinar qualquer coisa àquela moça – que agora mais parecia uma guria irritante ao seus olhos. Seu emprego já era suficientemente desgastante, obrigado.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.