Make This Puppet Proud
2 Capítulo 2:Solidão
Notas iniciais
Fredbears Family Dinner
Meia-Noite
Tinha ficado a noite passada inteira chorando, e, por causa disso, dormira o dia todo, minh chance de pedir ajuda estava acabada, sai de dentro do quarto que me escondia, estava com medo, nunca tinha visto como aquele lugar era assustador de noite, flutuava devagar, observava tudo com cuidado para não deixar detalhe algum passar, lembrava da maior parte daquele lugar, especialmente o salão de festas, como era bom a sensação de estar num lugar que eu conhecia e era minha alegria quando vivo, mas essa alegria durou pouco, olhei os animatrônicos, agora notava cada junta que deixava o endoesqueleto visível e o olhar sem emoção deles, notei algo que me chamou ainda mais a anteção:Fredbear não fora limpado e o sangue seco ainda estava na mandíbula, todos os músculos do meu corpo (ou motores, se preferir) me faziam sair correndo dali, resisti e fiquei os observando um pouco mais, SpringBonnie tinha uma orelha torta, provavelmente porque algum funcionário pressionou sem querer ao entrar no traje, a mandíbula de Fredbear era grande demais, não resisti e o toquei.Levei um susto com o que aconteçeu depois.
Os olhos dele reviraram nas órbitas, a mandíbula abria e fechava sem parada e o corpo de contorcia como se estivesse em chamas ou com muita dor, o mesmo que aconteçeu com o endoesqueleto,”será que eu fiz isso” foi a primeira coisa que veio a minha mente, eu achava que tinha enlouquecido ou pior, me afastei e ele voltou ao normal, ou quase, ao invés de ficar com a cabeça solta no pescoço, ele estava reto, em posição de sentido e me encarando, ao abrir a boca uma voz mecânica eccou:
—Ordens? — Perguntou ele, me surpreendi, sempre pensei que eram as caixas de som ou os funcionários que falavam por eles, mas ali, agora, ele falara com a mesma voz que usava nos shows, um tom alegre e bonachão, mas ainda mecânico e um pouco frio, respondi um pouco assustado
—D-descansar?
Pra minha surpresa ele parou e voltou ao “modo soneca” dele, eu começei a ficar com som então voltei para o meu “quarto” e dormi.Quando acordei, tinha dois funcionários conversando, um deles estava de costas e usava um uniforme desbotado, do meu ângulo de visão(eu estava escondido numa caixa)dava pra ver que tinha cabelo castanho em um rabo de cavalo e no ombro tinha uma espécie de distintivo dourado, significava que não era um funcionário normal, era um segurança, quando ele falou denovo me contive para não pular no pescoço dele e arrancar os membros dele.
Era a voz do meu assasino...
—Então...tudo pronto?quero sair logo desse lugar, me da arrepios –Perguntou o outro funcionário, ele estava visívelmente nervoso, era jovem demais, não devia ter mais de 16 anos, deveria ser o emprego de verão dele ou coisa parecida, o outro cara riu e disse:
—Calma Jeremy, sim, esta tudo pronto para o novo estabelecimento, só precisamos colocar essas caixas no caminhão
Ele se moveu até mim e levantou a caixa que eu estava, a jogando no corredor e me fazendo bater a cabeça, abafei um xingamento e ele sorriu, quase como se soubesse que eu estava aqui ou o que foi de propósito.
—Vincent! –Exclamou Jeremy
—O que é?
—O que tem nessas caixas?são pesadas demais pra erguer, com certeza não são só decorações e cadeiras dobráveis
O Mais velho deu um tapinha nas caixas e disse, com o sorriso indefectível
—São animatrônicos velhos, deixe mostrar
Ele abriu uma caixa com um urso de pelúcia marrom emcima, dentro dela tinha um urso animatrônico muito parecido com fredbear, só que com a mandíbula menor, um olho faltando e o traje meio esfarrapado, ele explicou
—Este é Freddy Fazbear, bem bonito não?pena que quiseram mais humanidade e usaram os trajes Springlock –Lamentou Vincent, e logo tampou a caixa denovo e abriu outra, que dentro tinha uma galinha animatrônica, a mandíbula estava quebrada e os olhos fundos nas órbitas, ela também tinha armações nos debaixo dos braços, uma coisa que notei foi a mandíbula enorme e cheia de dentes, parecia coisa de pesadelo, Vincent, voltou a falar
—Está é Chica, ela nem foi terminada, tadinha, agora vamos
Vincent levantou a caixa de Freddy, que parecia a mais pesada, sozinho, o que impressionou Jeremy e me impressionou também, Jeremy pegou a que parecia mais leve e só conseguiu arrastar ela com muito esforçou, logo depois pegou a minha e me puseram num caminhão, como aquilo balançava e quase vomitei parafusos duas vezes, quando acabou, um dos funcionários disse
—Essas coisas estão mofadas, vamos abrir?
O outro concordou e abriram a minha primeiro, os dois pularam pra trás quando me viram e um berrou:
—ISSO É UM BONECO DE TERROR OU VOODOO?!!QUE P*RRA É ESSA!
Eu me senti ofendido com esse comentário, mas na hora me esforcei foi pra não rir na cara dele, me tiraram da caixa de madeira e me colocaram em uma maior e decorada como um presente, antes de a tamparem vi com o canto do olho um animatrônico baixinho e sorridente, de bochechas avermelhadas e aspecto plástico, um funcionário disse:
—Vamos testar a caixa de voz...calma amiguinho
Ele tinha apertado vários botões e um estrondo de “Hi!” “Hello!” e risos infantis viera, eu finalmente entendi, tinham falido depois da mordida e criado um novo estabelecimento, precisava de tempo para pensar...pensar no que fazer, em como me vingar...e principalmente...como evitar esse sentimento de solidão.
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