Maka In Soulland
1 Prólogo
Notas iniciais
estou numa nova tentativa de uma fic de soul eater. espero que gostem
ate la embaixo.
Minha vida é normal, quero dizer, considerando onde vivo e varias questões, posso afirmar que a única circunstancia anormal seria meus pais terem se separado, mas fora isso, sou comum. Estudo numa escola comum com amigos comuns e um trabalho de meio-período comum. Isso é tudo o que quero e preciso.
- Maka! – gritou minha amiga comum, seu nome é Lia.
- O que foi?! – perguntei sem entender o por que de gritar.
- Estou falando com você e tudo o que faz é abaixar a cabeça e sussurrar em japonês. Escuta você esta na Inglaterra agora e eu não entendo japonês por isso preste atenção garota. – e lá vai ela. Já é costume eu ter devaneios enquanto converso com ela e a mesma também repete as mesmas coisas em seu sermão de que devo ouvir as pessoas. – Entendeu? – disse ela por fim e é nessa parte que começa a segunda fase do blá blá blá. – Por isso pense em como me sinto. – opa! A frase magica que diz entre linhas “peça desculpas e será o fim do sermão”.
- Me desculpe. – ri sem humor. – É que eu me perdi quando você falou do One Direction.
- Foi ai que você se perdeu? Bem, então eu começo de novo. – e mais uma vez ela fala animadamente da sua banda favorita. Não tenho nada contra, mas prefiro bandas canadenses, uma em particular, o Three Days Grace¹. ‘Como queria casar com o Adam¹’, era isso que eu pensava a cada musica que ouvia dessa banda perfeita a meus ouvidos.
Lia continuava a falar das fofocas e de coisas de patricinhas. Sem preconceito, afinal, ela é minha amiga, mas mesmo eu sendo comum, reconhecia que o meu comum seria para os um pouco antissociais.
- Você reparou no aluno novo? – dizia ela mudando o rumo dos assuntos anteriores.
- Qual era mesmo o nome dele? – perguntei meio aérea, mas Lia deixou passar.
- Você nem sabe o nome dele! Já sei, estava de novo lendo quando a professora o apresentou né? Nem viu o quanto ele era bonito. – Ela começou há delirar um pouco. Pelo visto, era mesmo bonito, já que minha cara amiga é muito exigente com relação à aparência.
- Desculpa. É que Moby Dick² é muito mais interessante.- falei para encerrar o assunto. O que deu certo.
Estava próxima do porto, eu sentada no muro baixo que dividia a praia da calçada e Lia estava em pé ao meu lado interpretando a própria fala. O tipo de pessoa que não fica quieta e nem parada, mas gostava dela. Ela poderia falar muito, mas também ouvia e dava concelhos de uma verdadeira amiga, era alguém importante e estável na minha vida.
Lia do nada segurou a minha mão e sorriu sapeca, sem mostrar os dentes. Ela me puxou e começou a caminhar pela calçada quieta, nessa hora estranhei ainda mais minha amiga. Continuamos seguindo em linha reta até que ela volta a falar:
- Quer saber o nome dele?
- Quem?
— O aluno novo oras. – ela se irritou um pouco.
- Ah! Fala.
- Hu hu, o nome dele é... – e, de repente, ela mexe a boca mas não ouço suas palavras.
Perguntei de novo por não ter ouvido, e ao que parece ela me ouviu, mas novamente eu não a ouvi, apenas seus lábios se mexeram. Olhei em volta e reparei que não ouvia mais as gaivotas e nem os carros movimentados. Tudo ficou acinzentado e de vagar, a única coisa com cor e que se mexia era eu.
Olhei em volta de novo, começava a me desesperar um pouco até que... Uma coisa branca passou correndo por mim. Não pude ver direito o que era, mas usava um pequeno paletó escarlate e era muito rápido. Pensei em seguir, mas logo me veio o romance de Lewis Carroll³. Não seria uma boa correr atrás de algo branco com paletó, mas era a única coisa viva.
De novo apareceu o ser branco, agora ele estava parado em cima de um carro e começou a falar:
- Você vai ficar aí parada? – seu tom era autoritário e um pouco sinistro. Com ele finalmente parado eu vi que era um gato com um pomposo colete vermelho forte de detalhes dourados que, mesmo sem sol, brilhavam como ouro, ele tinha olhos negros que me viam com certo desprezo. Admito, eu fiquei congelada, não só por ele ter falado, mas por me olhar profundamente como se visse através de mim, através dos meus olhos verdes um pouco arregalados e curiosos. – Se quer ficar parada não vou reclamar, mas também não reclame se eles te pegarem.
- Eles? – perguntei ainda no mesmo lugar. Um arrepio subiu minha espinha quando uma mão gelada segura meu pulso com força. – Mas o q...?! – me viro bruscamente e vejo Lia, mas seu rosto estava estranho. Ela tinha um sorriso grande e maníaco, seus olhos pareciam se espremer com o largo sorriso e ela ainda continuava acinzentada.
No susto me solto rápido e me afasto. O gato ficava parado olhando com tedio enquanto minha amiga parecia ter agora no rosto uma mascara sorridente insana.
- Alma! Alma! Alma! – Lia dizia deploravelmente e tudo nela começou a derreter lentamente. Uma parte dessa gosma chegou ao chão e grudou no meu tornozelo.
- Me ajuda! – gritei para o gato.
- Siga-me. – foi apenas isso que ele disse e logo mais estava na mesma velocidade de antes.
Rapidamente me soltei e, no pânico, sai correndo e olhando para trás. Podia não ser perfeita, mas era a única pessoa que confiava e realmente gostava.
O segui até uma viela. Já não aguentava mais de curvas e subidas que ele fazia, mas meu cansaço não era importante. A coisa que minha amiga se tornou começou a me perseguir e não parava de gritar ‘alma’.
Entrei na próxima esquina e do nada estava numa floresta. Verde, fresca e muito bem clareada pelo sol. Desacelerei um pouco para ver melhor, tinha varias flores espalhadas pela grama fofinha e eu andava por uma estrada de terra um pouco úmida, mas não sujou muito meu tênis all star.
O gato branco também desacelerou até parar numa raiz exposta de uma grande arvore. Seu tronco grosso era meio claro e as folhas que caiam eram de um verde vivo e escuro, fiquei maravilhada.
- Ande logo. – ele me apressou com ainda mais frieza.
Andei de vagar um pouco receosa e finalmente chego onde o gato estava. Estava, muito bem dito. Ele foi para trás da árvore de forma que eu não o pude ver mais. Curiosa o segui sem mais receios.
Nem notei que uma das raízes se mexia e tropecei caindo na mesma direção que o gato foi, atrás da árvore. E eu... me senti sem chão. Literalmente. Eu tropecei e cai num buraco escuro e tudo o que podia fazer era fechar fortemente os olhos e esperar o pior.
Notas finais
¹ - Three Days Grace (também conhecida como 3DG ou TDG) é uma banda de metal alternativo, rock, hard rock do Canadá formada em 1997 na cidade de Toronto, Ontário. A banda consiste de Adam Gontier (vocalista), Brad Walst(baixista), Neil Sanderson(baterista) e Barry Stock(guitarrista).
² - Moby Dick é um romance do autor americano Herman Melville. O nome da obra é o do cachalote enfurecido, de cor branca, que havendo sido ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destrui-los todos. Originalmente foi publicado em três fascículos com o título de Moby-Dick ou A Baleia em Londres em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral.
³ - Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (Daresbury, 27 de janeiro de 1832 Guildford, 14 de Janeiro de 1898), foi um romancista, poeta e matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no País das Maravilhas e os poemas presentes neste livro, além de outros poemas escritos em estilo nonsense ao longo de sua carreira literária, são considerados por críticos, em função das fusões e da disposição espacial das palavras, como precursores da poesia de vanguarda.
sei que esta grande, mas é so pra explicar caso tenham curiosidade e nao saibam^^
espero que tenham gostado e que comentem tchauzinho
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