Mais que amigos
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Notas iniciais
Acordei meio zonza, o quarto todo branco e alguém segurava minha mão.
–Yumachi?-Chamei e ele acordou assustado, olhou para mim e sorriu.
–Erika!-Ele me chamou e me assustei.
Mas não pude reclamar, ele me beijou.
Um beijo feroz e bom, tão bom que me fez querer mais, ele segurou a minha nuca com as duas mãos e fez nossos lábios dançarem.
–Okay... ‘-O estrondo da voz do Dota-chin nos separou- Karisawa-san já está ótima.-Ele sorriu.-Yo.
–Yo-disse.
–Como está se sentindo?-Saburo me perguntou se aproximando.
–Bem, na verdade, que dia é hoje? Por que estou viva?
–Bom, digamos que eu sou seu herói.-Disse Dota-chin se agraciando do momento.
Eles começaram a me contar.
Dota-chin e Saburo estavam amarrados no meu apartamento, no qual foi obra da Aiko querida.Eles se soltaram bem a tempo de escutar o tiro, arrombando também a porta de Yumachi que gritava meu nome. Imobilizaram Aiko, que sorria desesperadamente.
–Nossa, quanta confusão.
–Foi legal, tirando a parte de você quase morrer.-Disse Saburo.
–Onde está a Aiko?
Eles se entreolharam.
–Isso aconteceu a 2 dias atrás, quando ela soube que você ainda sobreviveria ela se enforcou na prisão.-Disse Yumachi.
Não soube reagir sobre aquilo, então apenas fiquei calada.
–Bom, você acordou. Vou chamar um medico.-Disse saburo que foi saindo, acompanhado de Kadota.
Yumachi voltou a sentar na cadeira e sorriu para mim.
–Que foi?-Perguntei.
–Você usou nela os golpes que te ensinei.
–É-Sorrimos, senti uma dor fina e parei.
–Tudo bem?
–Sim. Sabe...-Comecei a brincar com os lençóis.- Eu não sei o que falar sobre a Aiko, ela tem toda razão de me odiar.
–Não, não tem.
–Tem sim, qual é, eu destruí a vida dela, de tantos passageiros, apenas 10 tiveram a sorte de sobreviver, por que eu fui uma dessas?
–Por que sim, eu preciso de você viva, no momento em que vi a menina chorona tive que faze-la sorrir.
Sorri fraco e ele apertou minhas bochechas.
–Viu?-Ele se aproximou novamente e me deu um selinho.
–Ah, qual é, desgruda dela-Disse Dota-chin.
Demos de ombro.
O medico disse que tive sorte e que poderia sair em alguns dias.
Depois de conversarmos bastante, Saburo falou que daria uma carona para eles e nos deu uns minutos.
–Quer te perguntar duas coisas.-Disse e ele se sentou ao meu lado.
–Sim.
–Primeiro: Isso é experiência de beijos ou tem alguma coisa?
–Coisa?! Tem sim, você é minha namorada agora.-Corei.-Não saio beijando meninas baleadas.
Sorrimos.
–Okay, segunda: Tu tranzou com a Aiko?
–O QUE?-Ele se assustou com o assunto.
–Ela disse e depois da noite do vídeo game vocês até saíram juntinhos...
Ele sorriu.
–Não tranzamos, ela mentiu, e eu não mentiria para você.
Nos aproximamos e nos beijamos.
... 1 semana depois ...
Estavamos apenas eu e Yumachi em meu apartamento. Jogando vídeo-game e comendo pizza que acabara de ser entregue.
–Ah! Odeio esse jogo.-Reclamei sorrindo enquanto pegava o suco na geladeira.
Ele me abraçou por trás, beijou meu pescoço.
–O que foi Walker?-Perguntei.
Ele nada respondeu, fechei a porta da geladeira e virei o beijando.
Dei um pulinho e ele me segurou enquanto entrelacei minhas pernas na sua cintura, continuamos a nos beijar, ele me levou até a cama.
–Erika... Eu te amo.
Corei, estávamos em uma posição engraçada.
Ele deitado e eu sentada em cima dele, seu rosto avermelhado e um sorriso bobo em nossas faces e ele vem me dizer que ama... a mim, a garota desajeitada.
–Sabe, Walker? Eu também te amo, estou loucamente amando você e isso me deixa com vontade de bater em você.
Ele sorriu e me inclinei para beija-lo.
Pegou minha mão e entrelaçou os dedos.
–Está frio.-Reclamei.
Estava com um pijama curto e ele apenas sorriu pegando o edredon.
Estavamos de frente um para o outro.
–Seu nariz está frio.-Ele me disse e mordeu.
–Ai! Morde-lo não vai resolver.
–Eu sei, mas foi legal.
–Idiota.
Nos beijamos.
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